<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4250555230423850268</id><updated>2012-02-04T21:19:02.586+08:00</updated><category term='Comunicação'/><category term='Cinema'/><category term='Direito'/><category term='China'/><category term='Sociedade'/><category term='Cultura e Comunicação'/><category term='Pessoas'/><category term='Justiça'/><category term='Viagens'/><category term='Design'/><category term='Educação'/><category term='Lusofonia'/><category term='Política'/><category term='Negócios'/><category term='Ásia'/><category term='Cidade'/><category term='Delta'/><category term='Cultura'/><category term='Comunicação e Educação'/><category term='História'/><category term='Desporto'/><category term='Arte'/><category term='Desporto e Cultura'/><category term='Jogo'/><category term='Economia'/><title type='text'>Tai Chung Pou em português</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://taichungpou.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4250555230423850268/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taichungpou.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4250555230423850268/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Tai Chung Pou em português</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09925797556723811855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>191</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4250555230423850268.post-8940823463672748376</id><published>2008-04-22T10:24:00.003+08:00</published><updated>2008-04-22T10:29:00.227+08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comunicação'/><title type='text'>Voltamos já</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_UlCe4jiakGA/SA1M8JAL9TI/AAAAAAAAAyg/G4jfAuPEvZU/s1600-h/2204081.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_UlCe4jiakGA/SA1M8JAL9TI/AAAAAAAAAyg/G4jfAuPEvZU/s400/2204081.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5191890541520614706" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A partir de 1 de Maio, edição conjunta com o Hoje Macau&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Suplemento Tai Chung Pou em novo formato&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O suplemento em português do Tai Chung Pou suspende hoje a sua publicação, no actual formato, para retomar o contacto diário com os seus leitores, numa edição conjunta com o jornal Hoje Macau, a partir do dia 1 de Maio.&lt;br /&gt;Recordamos que o “Tai Chung Pou em Português” surgiu nas bancas, integrado na edição diária do jornal em língua chinesa Tai Chung Pou, no dia 10 de Setembro de 2007. A nossa filosofia editorial tem apontado no sentido de oferecermos ao público de língua portuguesa uma leitura complementar dos jornais já existentes e não tentarmos competir com essas publicações. Como é conhecido, temos privilegiado nas nossas páginas o intercâmbio com a Cidade e as pessoas que a compõem, do ponto de vista humano, social e cultural, indo bem além da mera agenda política.&lt;br /&gt;Surge pois como natural que tenha sido aproveitada a oportunidade entretanto surgida de o Suplemento passar a integrar um dos jornais previamente existentes, tornando assim o seu conteúdo mais acessível. Fica deste modo resolvida uma dificuldade com que nos debatíamos desde o primeiro número e que dizia respeito à distribuição.&lt;br /&gt;Em termos editoriais, as administrações do Hoje Macau e do nosso Suplemento acordaram em continuar a oferecer aos leitores o mesmo tipo de conteúdos que cada uma das publicações tem disponibilizado, só que, a partir do próximo mês, os mesmos ficarão reunidos num mesmo jornal.&lt;br /&gt;O Hoje Macau, que se publica desde Setembro de 2001 (na linha do jornal Macau Hoje, fundado em 1990, que o precedeu), é um dos pilares do jornalismo que se pratica na RAEM, sendo conhecida a forma como tem defendido, na prática, a liberdade de opinião e a objectividade da informação, apresentando aos leitores a realidade nas suas mais diversas facetas.&lt;br /&gt;Cremos pois que a iniciativa será bem recebida pelos leitores de ambas as publicações e, desde já, marcamos encontro, a partir de 1 de Maio, sob o título Hoje Macau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Luís Ortet&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4250555230423850268-8940823463672748376?l=taichungpou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taichungpou.blogspot.com/feeds/8940823463672748376/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4250555230423850268&amp;postID=8940823463672748376&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4250555230423850268/posts/default/8940823463672748376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4250555230423850268/posts/default/8940823463672748376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taichungpou.blogspot.com/2008/04/voltamos-j.html' title='Voltamos já'/><author><name>Tai Chung Pou em português</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09925797556723811855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_UlCe4jiakGA/SA1M8JAL9TI/AAAAAAAAAyg/G4jfAuPEvZU/s72-c/2204081.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4250555230423850268.post-4442599947005768504</id><published>2008-04-21T15:06:00.005+08:00</published><updated>2008-04-21T15:25:34.957+08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Justiça'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>João Miguel Barros apresenta queixa-crime contra o CCAC, Proposta de lei sobre idade de imputabilidade penal deverá estar pronta em Maio</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_UlCe4jiakGA/SAw-DnrxkLI/AAAAAAAAAyY/WIsCKKJTTFE/s1600-h/2104081.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_UlCe4jiakGA/SAw-DnrxkLI/AAAAAAAAAyY/WIsCKKJTTFE/s400/2104081.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5191592702364455090" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;João Miguel Barros apresenta queixa-crime contra o CCAC&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Os segredos que a justiça não guarda&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;É mais uma queixa-crime contra o Comissariado Contra a Corrupção (CCAC) por violação do segredo de justiça, que tem novamente origem nas práticas do órgão criminal nos processos relacionados com o caso Ao Man Long. O advogado João Miguel Barros considera “censurável” a forma como o CCAC agiu no anúncio público dos novos processos com ligações ao do ex-secretário para os Transportes e Obras Públicas.&lt;br /&gt;Em nota enviada à imprensa, o causídico revelou ontem ter apresentado uma queixa-crime no Ministério Público (MP) por violação do segredo de justiça. “Enquanto advogado, obrigado estatutariamente a não abdicar da defesa de direitos fundamentais, sinto o dever inalienável de lutar contra essas práticas e de as denunciar publicamente. O silêncio seria uma forma de contribuir para o empobrecimento do sistema de justiça da RAEM”, justifica João Miguel Barros.&lt;br /&gt;Na segunda-feira da passada semana, o Comissariado Contra a Corrupção anunciou publicamente a conclusão de três novos processos relacionados com o caso Ao Man Long, tendo tornado público o seu envio para o MP. Recordando que o fez através do site, onde publicou um comunicado sobre o assunto, o advogado aponta o dedo ao facto de o CCAC ter revelado “com detalhe os nomes das pessoas investigadas e elementos relevantes do processo em investigação que estão em segredo de justiça”.&lt;br /&gt;Para João Miguel Barros, defensor do empresário Pedro Chiang, esta iniciativa do CCAC vem confirmar a estratégia que adoptou desde o início do processo do ex-governante: “Por um lado, autopromover-se junto da sociedade civil, evidenciando o seu trabalho; por outro, lançar a suspeição generalizada sobre as pessoas investigadas, promovendo o seu julgamento antecipado junto da opinião pública, através dos órgãos de comunicação social.” O advogado não hesita em acusar o CCAC de, com este comportamento, se estar a colocar, de novo, “à margem da lei, ao violar o segredo de justiça a que está vinculado, razão bastante para que esse comportamento seja de novo denunciado junto do Ministério Público e da sociedade civil”.&lt;br /&gt;Na nota enviada à imprensa, o advogado vinca que “o CCAC, como órgão de polícia criminal, está sujeito ao rigoroso cumprimento do princípio da legalidade”, pelo que “deve agir no mais escrupuloso respeito dos direitos de todas as pessoas envolvidas, que devem ser consideradas inocentes até serem condenadas e sentenciadas judicialmente”. Acrescenta também que o órgão liderado por Cheong U não pode ignorar as razões para a imposição do segredo de justiça a que está vinculado e, entre elas, “está o intento da salvaguarda da dignidade da magistratura, que se quer objectiva e livre das pressões da opinião pública ou quaisquer outras, sejam de natureza cívica ou política”.&lt;br /&gt;Recorde-se que, já no passado mês de Dezembro, João Miguel Barros solicitou à Assembleia Legislativa, ao abrigo do direito de petição, que se pronunciasse sobre a constitucionalidade da Lei 10/2000, que estabelece um regime de excepção a favor do CCAC, relativamente à regra geral que está consagrada no Código de Processo Penal, e que permite ao organismo não estar sujeito a nenhum prazo para concluir as investigações.&lt;br /&gt;Para o advogado, esta excepção permitida por lei afronta princípios constantes da Lei Básica e do Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos, em vigor em Macau. Recordando que o CCAC é uma entidade de polícia criminal, não podendo ser equiparada a autoridade judiciária (como o MP) e que, no início ou no decurso dos inquéritos abertos pelo CCAC os investigados podem ser constituídos arguidos, João Miguel Barros sublinhou que “a constituição de arguido acarreta normalmente a aplicação de medidas restritivas da liberdade individual ou de medidas especialmente gravosas em termos patrimoniais”. Esta petição está a ser analisada pela Assembleia Legislativa, sendo que tudo leva a crer que se opte pelo fim do regime de excepção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Queixa à espera&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O Comissariado ter vindo, ao longo dos últimos tempos, a investigar “factos criminais com inegáveis contornos públicos”, que podem “colocar em causa o sistema político de Macau e afectar o normal funcionamento das instituições”, considera João Miguel Barros na nota enviada ontem à imprensa. “O CCAC deve, por isso, ter um especial dever de rigor e de cuidado na sua gestão, deve garantir o respeito dos direitos fundamentais dos suspeitos, tal como consagrado na Lei Básica e na Legislação Processual Penal, e considerar as responsabilidades efectivas de todas as pessoas e partes envolvidas”, reitera.&lt;br /&gt;Nesse aspecto concreto, ressalva João Miguel Barros, a actuação do Comissariado “tem sido totalmente diferente daquela que tem tido o Ministério Público, a única entidade na RAEM com o poder de conduzir a acção penal, que tem mostrado reserva” sobre aos casos que investiga ou sobre as acusações que promove.&lt;br /&gt;Mas a conduta do MP também merece críticas de João Miguel Barros, que recorda que, em Maio do ano passado, Leong Lai Heng, constituída arguida num dos processos sob investigação, “sem nunca lhe terem sido comunicados os factos de que era suspeita”, apresentou uma queixa-crime contra o CCAC por violação do segredo de justiça. Acontece que, conta o advogado, só em Setembro último é que o MP abriu o processo, “desrespeitando o dever legal que o obrigava a iniciar imediatamente as investigações para averiguar os factos participados, em especial tratando-se de crimes públicos”. Resultado? “Desde Novembro que aparentemente o processo não avança, tendo voltado a cair num impasse, não obstante os diversos pedidos de informação apresentados, que não obtêm resposta.” Por isso, conclui, “não deixa de ser preocupante que, um ano depois de entregue a queixa, o processo não tenha tido qualquer desenvolvimento significativo, em especial no momento em que é apresentada uma nova queixa de violação de segredo de justiça, também por factos praticados por funcionários do CCAC”.&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Isabel Castro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Conselho Executivo confirma subsídio para combate à inflação &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Um subsídio aos trabalhadores cujo rendimento mensal é inferior a quatro mil patacas será atribuído pelo Governo, enquadrando-se nessa categoria perto de “16 mil pessoas”. Foi esta a medida, que já tinha sido anunciada, mas que agora foi confirmada mediante a criação de um regulamento administrativo, apresentada pelo presidente do Conselho Executivo, Tong Chi Kin. Uma medida que surge, nas suas próprias palavras, “para atenuar a pressão causada pela subida dos preços dos produtos”.&lt;br /&gt;Para poder auferir deste apoio mensal, basta preencher alguns requisitos: trabalhar a tempo inteiro completando, trimestralmente, 456 horas; estar inscrito no Fundo de Segurança Social; ser residente permanente; ter pelo menos 40 anos; e receber de três em três meses menos de 12 mil patacas. Cumprindo tais condições, então o trabalhador “já pode receber subsídio para aliviar a pressão na vida”, afirmou Tong Chi Kin.&lt;br /&gt;Este apoio corresponde “à diferença entre o montante do seu vencimento e o limite máximo [quatro mil patacas] do apoio que vamos atribuir”. Um apoio “pago trimestralmente em quatro prestações” durante um ano. Quanto ao limite etário mínimo de 40 anos, Tong Chi Kin também explicou. “Tratam-se dos trabalhadores por conta de outrem que recebem menos de quatro mil patacas por mês e têm um grau de instrução cultural mais baixo.” O montante do subsídio refere-se ao “rendimento total do trabalhador, independentemente do número de empregadores que tem”.&lt;br /&gt;Para requerer tal apoio pela primeira vez, o pedido deve ser apresentado até ao final de Maio à Direcção dos Serviços de Economia e Finanças, enquanto os respeitantes ao segundo, terceiro e quarto trimestres devem ser requeridos até ao final de Julho, Outubro e Janeiro de 2009, respectivamente. As medidas entram em vigor, com efeitos retroactivos, desde Janeiro de 2008, sendo o dinheiro directamente transferido para a conta do trabalhador.&lt;br /&gt;O diploma proposto pelo Governo prevê ainda uma cláusula, que estipula que “a entidade patronal não pode reduzir os rendimentos do trabalhador, ainda que este receba um subsídio”. E, por outro lado, quaisquer declarações falsas ou inverosímeis por parte do trabalhador serão alvo “de assumpção de responsabilidade penal”.&lt;br /&gt;Quanto a mais detalhes, Tong Chi Kin apenas afirmou que a Direcção dos Serviços de Economia e Finanças deverá “apresentar o processo de atribuição do subsídio, sobretudo no que toca às formalidades e aos impressos”.&lt;br /&gt;O presidente do Conselho Executivo apresentou ainda um segundo diploma, que vem regular a emissão de declarações electrónicas entregues à Direcção dos Serviços de Economia e Finanças. Numa primeira fase, a prioridade será a “aplicação deste regulamento à área fiscal, porque este é o meio mais importante no que diz respeito à comunicação entre a população e o Governo”. Mas, mais tarde, estender-se-á a áreas como a da Contabilidade Pública e Gestão Patrimonial.&lt;br /&gt;Contendo disposições sobre a forma e as condições de acesso, modalidades de envio, procedimento, consulta, anulação e alteração, além da preservação e segurança de dados, o diploma vem definir que “as declarações electrónicas enviadas e processadas nos termos deste regulamento têm o mesmo valor e o mesmo efeito das declarações em papel”. O diploma inclui ainda uma disposição que define “que algumas entidades precisam de utilizar o sistema de assinatura electrónica qualificada nas declarações electrónicas”. Finalmente, concluiu Tong Chi Kin, quaisquer “dúvidas de aplicação deste regulamento administrativo serão resolvidas mediante despacho do secretário para a Economia e Finanças, a publicar em Boletim Oficial”.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Luciana Leitão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Proposta de lei sobre idade de imputabilidade penal deverá estar pronta em Maio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Incendiários e traficantes também serão punidos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A prática de incêndios ou explosões – vulgarmente conhecido por “fogo posto” -, e o tráfico de droga também farão parte do rol de crimes de “extrema gravidade” que resultarão para o jovem de 14 anos numa responsabilização penal. Dois crimes que foram acrescentados a uma lista já submetida a discussão pública pela Direcção dos Serviços de Assuntos de Justiça que incluía nesta categoria o homicídio, as ofensas graves à integridade física e a violação. E que irão constar da proposta de lei do Governo que deverá estar concluída já no próximo mês, conforme adiantou André Cheong.&lt;br /&gt;Novidades anunciadas na passada sexta-feira pelo director dos Serviços de Assuntos de Justiça, na sequência da conclusão do período de consulta pública da proposta de redução da idade de imputabilidade penal dos 16 para os 14 anos. Entre inquéritos telefónicos, sessões de discussão, e recolha de pareceres de académicos, chegou-se à conclusão de que o fogo posto e o tráfico de droga deveriam também ser incluídos na lista dos chamados “crimes de extrema gravidade”. Crimes que, de acordo com as conclusões apresentadas à imprensa, “prejudicam o ofendido, mas também a sociedade em geral”.&lt;br /&gt;“Na verdade, especialmente na sociedade chinesa, a cada pessoa, desde pequena, foi incutido o conceito de que o homicídio e o fogo posto seriam actos graves que violam os princípios morais e imperdoáveis. Os jovens que tenham completado 14 anos já conhecem a natureza e as consequências do acto e têm capacidade para fazer um juízo correcto”, lê-se no documento distribuído à imprensa. Com base nestas premissas, o Governo decidiu então incluir “os incêndios, explosões e outras condutas especialmente perigosas nos crimes de extrema gravidade”.&lt;br /&gt;Quanto ao tráfico de droga, sendo uma questão “permanente e complexa da sociedade contemporânea” e, dada a “nocividade social”, se “não se reprimir, o fenómeno de consumo irá propagar-se aceleradamente, prejudicando gravemente o estado físico e psicológico dos consumidores, e até causando morte, em casos graves”. E porque se entende que “os próprios jovens já têm conhecimento sobre a natureza e as consequências das actividades de tráfico de droga”, o Governo decidiu também enquadrá-lo na categoria de crimes de “extrema gravidade”.&lt;br /&gt;De acordo com André Cheong, as conclusões apresentadas resultam de um longo período de intensa investigação, que se baseou na análise do direito comparado, nos pareceres de peritos, nas opiniões de indivíduos, associações e instituições, além de dados estatísticos. Referindo que, entre 1998 e 2007, foram praticados, por jovens dos 14 aos 16 anos, 72 crimes de “extrema gravidade”, André Cheong não deixa, contudo, de afirmar que não se trata de um número alto. Tendo realçado que foram vários os factores ponderados, o director dos Serviços de Assuntos de Justiça afirmou que, “na decisão, o juiz vai considerar atenuantes especiais”. E vincou que “o objectivo máximo [desta proposta] é favorecer a reinserção social”. Referindo-se ao facto de que a inclusão do “fogo posto” e do tráfico de droga na lista dos crimes de “extrema gravidade” se deu por tal ter sido requerido por muitos dos inquiridos, André Cheong explicou que “são os que mais causam preocupação no meio social”. Na generalidade, os inquiridos defenderam que “os jovens, aos 14 anos, já têm uma mentalidade madura”.&lt;br /&gt;Por seu turno, os peritos contactados afirmaram que “o mais importante não é a redução, mas que esta seja acompanhada de medidas complementares”. Por isso, o Governo deverá propor que “os jovens reclusos com idade inferior a 18 anos sejam internados separadamente dos reclusos adultos e estejam sujeitos ao ensino obrigatório”.&lt;br /&gt;Outro dos pontos focados na consulta pública passa pela redução do período mínimo para que se possa requerer a liberdade condicional. “Se tiver sido condenado a nove anos de prisão, segundo o regime actual, cumpridos seis anos pode pedir liberdade condicional. Mas, de acordo com a proposta, passados quatro anos já a pode requerer”, exemplificou. Tudo para que “possa reinserir-se mais facilmente na sociedade”.&lt;br /&gt;Outro dos pontos focados por alguns dos inquiridos passava pela possibilidade de algumas penas serem reduzidas. “Nos termos do Código Penal, se o agente não tiver completado 18 anos no momento da prática do facto ilícito, a pena a ele aplicada pode ser especialmente atenuada. Sugere-se que esta norma também seja aplicada aos jovens que tenham completado 14 anos mas não tenham perfeito os 16 anos de idade”, lê-se no documento distribuído à imprensa.&lt;br /&gt;Chega assim ao fim um longo processo de preparação de um diploma que se espera que esteja terminado já no próximo mês.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Luciana Leitão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_UlCe4jiakGA/SAw9n3rxkKI/AAAAAAAAAyQ/yPRlQCK1-qs/s1600-h/2104084.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_UlCe4jiakGA/SAw9n3rxkKI/AAAAAAAAAyQ/yPRlQCK1-qs/s400/2104084.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5191592225623085218" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A sala e o cinema&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Queria esta semana escrever sobre o ver cinema, de uma forma que o ver cinema já não é entendido.&lt;br /&gt;Queria falar do ver cinema como o era há dez anos, quem sabe mesmo há cinco. Via-se cinema numa sala, muitas vezes, para meu desgosto, apinhada de gente, onde nos tínhamos de sentar na última, ou então pior, na primeira fila.&lt;br /&gt;Não vou ver um filme a uma sala comercial que esteja mais ou menos cheia à mais de cinco anos. Claro que para isto contribui uma certa protecção, não vejo muitos blockbusters, muito menos em salas de cinema, e costumo ir às salas em dias e horas com menos gente, mas a ideia mantém-se, há muito menos gente nos cinemas, a ir às salas de cinemas.&lt;br /&gt;Mas ver um filme numa sala de cinema é algo incomparável ao vê-lo numa televisão. Há uma “magia” associada à ida ao cinema, sempre com implicações à volta. O próprio ir ao cinema, a maior parte das vezes não significa apenas ir ao cinema. Às vezes janta-se primeiro ou depois, muitas vezes vai-se beber um copo a seguir, fala-se do filme, por vezes discute-se seriamente… chega-se aos gritos.&lt;br /&gt;Não posso deixar de dizer que há coisas que não se compram, são-nos oferecidas, a maior parte das vezes pelo destino. O meu primeiro filme em sala de que me lembro vivamente, tinha seis anos, foi quando o meu pai me levou à cinemateca ver “O Facho e a Flecha”. Não mais me esqueci do filme, nem da emoção de ouvir os diálogos traduzidos pelo meu pai, a viva voz, para mim, para a minha irmã e para quem mais estivesse na sala. Hoje é com irritação que ouço sequer um sussurro dentro de uma sala de cinema. Não posso descrever as semanas de claustrofóbico anseio pela estreia de Batman, nem o quão desapontado fiquei quando a sala (num supermercado em Alcântara, Lisboa) estava esgotada por três dias. A ida ao cinema passou de um ritual para uma diversão para um ritual novamente. Estar numa sala de cinema e pensar que vou ver um bom filme tem para mim, para lá de um incrível poder de concentração, um… não o consigo descrever de outra maneira, é o mais perto de estar num templo religioso, fosse a minha fé dada a religiões. Digo desde já que não o é, mas talvez haja por aqui a oportunidade de escrever sobre filmes “religiosos”.&lt;br /&gt;Mas antes, esperando que leiam estas linhas não como crítica mas como sugestão, gostava mesmo de conseguir passar um pouco desta magia aos mais novos, que contudo, devem ser hoje, em Macau, dos poucos que vão ao cinema.&lt;br /&gt;(Uma boa experiência é ir à sala improvisada no Albergue da Santa Casa da Misericórdia pela Casa de Portugal em Macau, com um festival de cinema, às quartas e sábados, às 21 horas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Into the Wild&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Nesta segunda semana que atento contra a vida sem cinema (e sem cinema significa também sem ver filmes em salas de cinema), tentarei escrever sobre um filme que vi em DVD. Poderia ver numa sala de Macau? Talvez seja injusto dizer que não, mas o mais certo é mesmo o facto de nunca ter passado por aqui em sala.&lt;br /&gt;Vem-me à cabeça o festival de cinema de Macau e o realizador Peter Greenway. “O cinema morreu”, vai dizendo por onde passa. O cinema não morreu de facto, mas vai morrendo aos poucos, e o dia chegará em que morrerá de facto (boa questão para falar para a semana). O que não morreu, nem morrerá, são os filmes. Vem-me isto à cabeça por falar num filme que não é uma obra prima, mas tem algo de especial. Nele nada é excepcional, uma boa realização, belíssimas interpretações, música sofrível e (quanto a mim) muito mal escolhida. “Into the Wild” ou na sua aberrante nomenclatura em português, “O Lado Selvagem” (numa era de estrangeirismos por tudo e por nada, às vezes, é preciso chamar as coisas pelos nomes, neste caso, o nome inglês). Aqui destaca-se a estória, mas esta já tratada diversas vezes, com finais semelhantes, por vários filmes. Lembro-me do filme de Dennis Hopper, Easy Ryder, em que a tentativa de viver livremente esbarra no Homem. Aqui esbarra na falta dele, esbarra directamente na Natureza.&lt;br /&gt;Fui para a floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi. (Henry David Thoreau)&lt;br /&gt;Sean Penn. Claro que à partida o nome se reconhece, é do actor. Neste caso é do realizador que falo. Sean Penn tem tido uma carreira menos visível, mas profícua quanto baste no campo da realização. Já fez uma mão cheia de longas metragens, mais vídeos musicais  e uma parte do filme mosaico sobre o 9/11.&lt;br /&gt;“Into the Wild” podia e devia ser uma obra maior da cinematografia americana deste ano. Estreou em Setembro nos Estados Unidos, a tempo das nomeações para os Óscares, mas só conseguiu duas (num ano de fortes nomeações).&lt;br /&gt;Mas não é de prémios que quero falar… O projecto de Sean Penn nasceu depois de ler o livro de Jonh Krakauer sobre a estória de Chris McCandless. Essa estória conta a forma como um aluno acabado de se graduar numa universidade doa todo o seu dinheiro para caridade e parte numa viagem em busca de um maior sentido de plenitude e comunhão com a vida. O livro e filme levam-nos pelo seu percurso, pelos seus encontros, durante os muitos meses da viagem, até ao seu fim, quando se isola no Alaska, onde acaba por morrer. Isto sustentado em razões fundamentadas, sem os levianíssimos argumentos do costume. McCandless sustenta-se a si próprio por um amor à vida e à natureza profundamente enraizados.&lt;br /&gt;A ideia original de Penn passava por ser Leonardo di Caprio a fazer de Chris McCandless. Passaram dez anos até conseguir os fundos para fazer o filme, e quem faz de McCandless é um jovem desconhecido, Emile Hirsch, que se vai confundindo com o próprio McCandless.&lt;br /&gt;O filme leva-nos a uma viagem pela América povoada de comunidades estranhas entre si. Leva-nos por paisagens magistrais, por um caminho que vai da comunidade ao individuo. McCandless vai-se libertando do factor humano durante o filme, até ficar só, talvez no mais belo plano do filme, enquanto deixa o seu último “amigo” (Hal Holbrook no papel que lhe valeu a nomeação para o Óscar).&lt;br /&gt;A viagem de Hirsch/McCandless está dividida em quatro capítulos, em que a sua situação final se vai delineando, numa narrativa bem montada. O que estranha é que enquanto a imagética é magnífica, a música escolhida e composta originalmente para o filme por Eddie Vedder é sofrível, meramente contextualizando o que acontece, sem oferecer um pingo de contraste emocional ao que se passa (excluindo uma única música, a da cena final).&lt;br /&gt;No final fica a estranha sensação de que o que Chris McCandless viveu não foi suficiente, mas poderão pessoas que morrem com 25 anos ter atingido aquilo que da vida poderiam ter extraído?&lt;br /&gt;Chris McCandless foi para a floresta para não descobrir que não viveu (ou quando descobriu que não vivia), paradoxalmente, encontrou-se e morreu…&lt;br /&gt;Isto é-nos dado no filme, na sua última meia hora está patente a resolução do dever cumprido, do trabalho feito, voltar à civilização e partilhar, porque nada é tão bonito visto por um só par de olhos como o é visto por dois (dizia na semana passada que uma das motivações da crítica é isto mesmo). Mas o caminho de Chris McCandless está traçado e o filme torna-se maior do que a viagem… torna-se um filme sobre a vida.&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Into the Wild&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sean Penn &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;EUA, 2008, 148’&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Luís Campos Brás,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Realizador&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4250555230423850268-4442599947005768504?l=taichungpou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taichungpou.blogspot.com/feeds/4442599947005768504/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4250555230423850268&amp;postID=4442599947005768504&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4250555230423850268/posts/default/4442599947005768504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4250555230423850268/posts/default/4442599947005768504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taichungpou.blogspot.com/2008/04/joo-miguel-barros-apresenta-queixa.html' title='João Miguel Barros apresenta queixa-crime contra o CCAC, Proposta de lei sobre idade de imputabilidade penal deverá estar pronta em Maio'/><author><name>Tai Chung Pou em português</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09925797556723811855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_UlCe4jiakGA/SAw-DnrxkLI/AAAAAAAAAyY/WIsCKKJTTFE/s72-c/2104081.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4250555230423850268.post-4877857095104046309</id><published>2008-04-17T14:47:00.000+08:00</published><updated>2008-04-17T14:21:57.909+08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lusofonia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Museu de Macau prepara lista de património intangível, Viagem exclusiva à RAEM não cativa turistas portugueses</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_UlCe4jiakGA/SAbsTX4euQI/AAAAAAAAAx4/rj87s4JIdu8/s1600-h/1704081.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_UlCe4jiakGA/SAbsTX4euQI/AAAAAAAAAx4/rj87s4JIdu8/s400/1704081.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5190095438163654914" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Director fala de novos planos no 10º aniversário do espaço museológico&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Museu de Macau prepara lista de património intangível&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;É o “novo trabalho” do Museu de Macau (MM). A instituição está a preparar uma lista do património intangível da região. As tradições macaenses e os bonecos de farinha já estão incluídos nesta classificação. O projecto final será conhecido dentro de dois meses, altura em que será enviado para apreciação do Governo Central sob a forma de uma candidatura para património intangível nacional da China.&lt;br /&gt;De acordo com Chan Ieng Hin, director do Museu, neste momento estão a decorrer dois projectos de recolha de manifestações culturais que necessitam de ser protegidas. Esta operação conjunta com entidades de Cantão e Hong Kong debruça-se sobre o A Nam-Yam, a música popular do sul da China, e a Cerimónia do Chá.&lt;br /&gt;“No entanto, há um trabalho que é totalmente de Macau. Diz respeito às pequenas estatuetas tradicionais de deuses taoistas e budistas feitas com farinha. Há 15 anos, havia muitas lojas que produziam estes objectos no território, mas hoje só restam duas”, alertou Chan.&lt;br /&gt;O próximo passo é incluir a cultura macaense nesta lista. Actualmente, estão a ser feitos contactos com as associações e representantes da comunidade para iniciar o projecto. “Há o patuá e a gastronomia que são muito importantes para a cultura local”, afirmou o director.&lt;br /&gt;A preparação desta lista de património intangível é uma das tarefas que o Museu está a levar a cabo, na altura em que assinala uma década de existência. O MM completa amanhã 10 anos. Ao longo deste período, conseguiu ganhar um espaço próprio, marcando a diferença e conquistando o carinho das gentes locais, assegura Chan Ieng Hin.&lt;br /&gt;Em entrevista ao Tai Chung Pou, o responsável sustentou a necessidade de fazer do espaço “um museu académico”. “É esta a nossa missão. Nos outros museus, o objectivo é manter os objectos expostos limpos e conservados. Nós não. O nosso trabalho é mais específico - investigar para dar mais à história de Macau.”&lt;br /&gt;Para cumprir esta meta, o director do espaço pretende reforçar a investigação cultural sobre a história local, promovendo a qualidade dos seus serviços através de exposições, da educação e da divulgação, bem como o desenvolvimento dos trabalhos de classificação. Em termos práticos, o museu vai dar mais ênfase à promoção de mostras temporárias, sobre personalidades e património local.&lt;br /&gt;“A nossa exposição permanente já evidencia a história de Macau. Agora temos que nos focar na investigação e criar mais. Temas e artistas não faltam, por isso temos que promover mais exposições temporárias para suprimir as necessidades da população”, defendeu.&lt;br /&gt;A organização de mais mostras deste género tem também outro propósito: atrair mais público. “Quanto mais exposições temporárias organizarmos, mais visitantes teremos. Acho que é isto que tem proporcionado um aumento de público nos últimos dois anos. As exposições temporárias são muito importantes”, sustentou.&lt;br /&gt;Desde a inauguração, o MM já recebeu mais de dois milhões de visitantes, incluindo dirigentes nacionais, importantes representantes de Governos de vários países, turistas e residentes locais. Só nos últimos dois anos, o museu tem registado um aumento anual médio de 200 mil pessoas.&lt;br /&gt;Um crescimento que não satisfaz plenamente o director do espaço. “Não é um aumento muito grande. Em 2006, houve uma subida de cerca de 200 mil e, no ano passado, de 211 mil”, apontou.&lt;br /&gt;São valores que não chegam aos calcanhares dos recordes constantes do Turismo mas, mesmo assim, Chan Ieng Hin não tem dúvidas de que os aumentos deste sector reflectem-se no número de visitantes do MM. “Quem quer conhecer a história de Macau tem que vir ao Museu. Um turista que não nos visitar nunca vai perceber porque é que esta região é tão especial.”&lt;br /&gt;A par da história da região, o espaço cultural foi pensado ao mais ínfimo pormenor. O objectivo era criar um espaço que marcasse a diferença. O que faz de Macau um território único. O coordenador-geral do projecto, o arquitecto Carlos Bonina Moreno, rodeou-se de pessoas conhecedoras de Macau e foram elas que criaram o guião para o museu. A sociedade local também foi envolvida, através de doações.&lt;br /&gt;O resultado foi a imagem de uma Macau em que o Oriente e Ocidente se vão cruzando. Algo que encontramos assim que se entra no espaço. De um lado, temos o percurso histórico português, com todas as características religiosas e culturais e, na parede oposta, temos exactamente a mesma interpretação, mas da China.&lt;br /&gt;Uma década após a abertura do museu, a missão inicial do espaço foi cumprida com sucesso, diz Chan Ieng Hin. “Este museu é diferente dos demais. Foi criado pelas pessoas de Macau, porque 90 por cento das exposições são de habitantes locais. Por isso, penso que os residentes do território revêem-se profundamente neste espaço. Pertence-lhes verdadeiramente.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O director que conhecia o museu antes dele abrir&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Nasceu na Indonésia, cresceu em Cantão e estudou em Hunan, mas Macau é a sua terra. Fala português, mas não se sente confortável com a língua. É designer artístico, mas descobriu uma paixão pela museologia. Chan Ieng Hin é director do Museu de Macau (MM) há seis meses, mas explica que já lá estava antes deste espaço ser inaugurado.&lt;br /&gt;“Fiz parte da equipa que ajudou o arquitecto Carlos Bonina Moreno a criar o guião do museu. Por isso, antes dele abrir, já estava cá dentro”, contou, com um sorriso de orgulho.&lt;br /&gt;A simpatia e a serenidade são duas características dominantes do carácter de Chan Ieng Hin. Com um sorriso tímido conta que tem “mais de 50 anos” e que nasceu na Indonésia, em Sumatra. “Os meus pais são chineses, mas tenho raízes indonésias”, explicou. “Depois vivi em Cantão e vim para Macau com 24 anos. Por isso, já sou mais de Macau do que de lá”, frisou.&lt;br /&gt;Na província de Hunan, fez a licenciatura em design de artes. No território, completou os estudos no grau de mestrado em Gestão e Administração. Reservado, não mostra muita vontade em falar de si, dos seus gostos, hobbies e do interesse pela arte. Só diz que o MM representa mais do que um emprego, é uma paixão.&lt;br /&gt;Chan Ieng Hin ocupa a cadeira de director desde Outubro do ano passado. No entanto, desempenhou durante um ano a função de director substituto. Antes de se mudar para o espaço na Fortaleza do Monte, trabalhou como curador na galeria de exposições do Tap Seac, nos Serviços de Turismo e no departamento cultural da TDM.&lt;br /&gt;O actual director do MM também domina a língua de Camões. Contudo, perdeu o hábito de falar. “Aprendi durante quatro anos e meio no Instituto Português do Oriente, mas agora já não consigo”. A frase saiu num português perfeito. De volta à língua inglesa, Chan Ieng Hin explicou que queria conhecer melhor a cultura portuguesa. Uma cultura que é uma metade fundamental do museu que conhece desde a nascença.&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Alexandra Lages&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fotografia: António Falcão/ bloomland.cn&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Seminário sobre Mao Zedong, Ho Chi Minh e a Guerra Fria na Ásia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Em busca de uma “correcção da visão ocidental”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A união entre Mao Zedong e Ho Chi Minh nada mais era do que “propaganda” da época, havendo, na realidade, uma “relação de cooperação com fricção”. Procurando explicar documentos chineses e vietnamitas recentemente tornados públicos, o professor de História, Qiang Zhai, da Auburn University Montgomery, nos Estados Unidos, dissertou na Universidade de Macau sobre os contornos políticos que colocaram a Guerra Fria – fase de gelo político que opôs EUA e União Soviética – em pleno Sudeste Asiático. E procurou, acima de tudo, corrigir “a tradicional visão ocidental que se encontra nos manuais”, fazendo emergir uma “nova visão da Guerra Fria”.&lt;br /&gt;Como foi que Mao Zedong e Ho Chi Minh reagiram à introdução da Guerra Fria na Ásia? Até que ponto houve apoio dos chineses comunistas às forças de Ho Chi Minh na primeira guerra da Indochina? Como é que a aproximação sino-americana afectou a unidade sino-vietnamita no princípio dos anos 1970? Perguntas que o académico Qiang Zhai se propôs a responder, de forma a “corrigir a tradicional abordagem americana e eurocêntrica”.&lt;br /&gt;Para enquadrar historicamente, há que recordar o final da Segunda Guerra Mundial. “O Japão rendeu-se. Ho Chi Minh acabou por entrar em Hanói fundando a República Democrática do Vietname”, conta. Na sequência do fim do conflito mundial, os franceses viriam então a regressar ao Vietname. Entretanto, em 1949, na China, Mao Zedong funda a República Popular da China, derrotando o líder do Kuomitang, Chang Kai Chek.&lt;br /&gt;Os EUA, nesta altura, sob a liderança de Franklin D. Roosevelt, opunham-se aos interesses coloniais franceses no Vietname. Com a sua morte, Harry Truman viria a suceder-lhe. Num ambiente já dominado pela Guerra Fria, “o combate ao comunismo tornou-se a prioridade”. “Os líderes de Washington continuavam a apoiar a França, tendo ignorado o apelo de Ho Chi Minh à cooperação norte-americana”, recorda. Deteriorou-se assim a relação entre os dois países. Entre 1946 e 49, enquanto o Partido Comunista Chinês continuava a braços com a sua própria guerra civil, Ho Chi Minh “estava por sua conta”. Só com a criação da República Popular da China é que a situação se alterou.&lt;br /&gt;Com a cimeira que se realizou na União Soviética, e que reuniu Estaline, Ho Chi Minh e Mao Zedong, em 1950, ficou definido que “Mao iria ter um papel activo na revolução no Sudeste Asiático”, dada a “proximidade geográfica da China e do Vietname”.&lt;br /&gt;A China viria a ser o primeiro país a reconhecer a República Democrática do Vietname, tendo exigido à União Soviética e ao Leste Europeu “o mesmo”. Foi então que começou o verdadeiro auxílio da China a Ho Chi Minh. “Mao enviou conselheiros especiais militares para os ajudar a reorganizarem-se, transmitiram-se informações sobre a política de reforma agrária, procurou criar-se a consciência de classes nas aldeias”, conta.  E, se antes o partido liderado por Ho Chi Minh se denominava Partido Comunista da Indochina, nesta altura passou a chamar-se Partido dos Trabalhadores do Vietname. Os chineses “montaram, inclusivamente, hospitais junto à fronteira”. No entanto, foi uma época de “fricção social”: “Os soldados começaram a ficar confusos quando viram os pais a serem acusados e perseguidos por serem proprietários de terras.” Ho Chi Minh procurou “terminar com a reforma agrária”.&lt;br /&gt;Por esta altura, os franceses queriam “criar uma separação do Vietname em dois: o Norte seria comunista e o Sul não comunista”. Em 1954, com a conferência de Genebra, em causa esteve principalmente a divisão do país em dois. Os chineses, ainda bem conscientes do “pesadelo que tinha sido a guerra da Coreia”, e com “medo de uma intervenção norte-americana no Vietname”, dada a questão da divisão, pressionaram o Vietname a “negociar com os EUA”. Por isso, da conferência resultou o fim da primeira guerra da Indochina e a imposição de que, daí a dois anos, iriam ter lugar eleições nacionais. Foi então que os norte-americanos entraram no país, apoiando os líderes do Vietname do Sul. Contudo, os dirigentes de então estavam longe de reunir consenso, causando, nomeadamente, algumas reacções, mais tarde, por parte da comunidade budista. Estava-se já na Guerra do Vietname, que opôs os comunistas da República Democrática do Vietname e os EUA. Foi também o “fim da amizade entre a China e o Vietname”, que discordaram a “propósito da fronteira democrática, e a propósito da postura face ao Cambodja”. “Uma relação de cooperação, mas sempre pautada por fricção e disputa”, explica o professor.&lt;br /&gt;Esclarecimentos do académico que procurou, assim, mostrar uma visão diferente do que se passou nesta época. E, esclarece, ao invés do que tem vindo a ser “publicado nos manuais de história pós 1945, não se trata de um conflito que opôs o Ocidente ao Oriente, mas sim o Norte – desenvolvido e industrializado – e o Sul – em desenvolvimento”. Na opinião do académico, o Ocidente “estava sempre focado no Oriente e não se apercebia do resto”. Mas, actualmente, já “se vê uma série de novos intelectuais dos EUA que falam em choque de civilizações”. O que, mesmo assim, “não deixa de ser uma espécie de visão de pouco alcance dos académicos do Ocidente, que ignoram a questão do Norte e Sul”. Por exemplo, referindo-se estes professores a Mao Zedong como “instigador da luta de classes”, estão a “adoptar uma terminologia típica do Ocidente, mas precisam de olhar mais atentamente para os discursos” do antigo líder comunista.&lt;br /&gt;É por isso que Qiang Zhai fala numa “nova Guerra Fria”. Algo que nada mais é do que uma diferente postura académica que tem incitado ao debate sobre as suas origens e o seu fim.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Luciana Leitão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_UlCe4jiakGA/SAYDvH4euPI/AAAAAAAAAxw/eZF6hpu0H6I/s1600-h/1704084.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_UlCe4jiakGA/SAYDvH4euPI/AAAAAAAAAxw/eZF6hpu0H6I/s400/1704084.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5189839728695752946" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Viagem exclusiva à RAEM não cativa turistas portugueses&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Macau é uma passagem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Durante duas semanas, no metro, nos comboios e nos autocarros de Portugal estiveram expostos cerca de dois mil “mupis”, com o mote “Sentir Macau”. O objectivo era promover a viagem exclusiva para a RAEM da “Viagens Abreu”, que constituiu uma das inovações deste ano da feira anual da agência, ocorrida entre sexta-feira e domingo na FIL, em Lisboa. No entanto, a poucas horas do final da “Mundo Abreu”, nenhum visitante tinha ainda comprado o pacote turístico “Macau, Estrela do Oriente”, admitiu a técnica de turismo, Olga Vaia, responsável pelas grandes viagens criadas pela “Club 1840”, operadora turística da agência.&lt;br /&gt;A técnica de turismo garantiu que já esperava estes resultados. “Por mais completo que o território seja, as pessoas não conseguem resistir à tentação de dar um pulo a Hong Kong, Pequim ou Xangai, fazendo uma viagem mais completa”, explicou Olga Vaia, acrescentando que “sabia a priori que desta vez não ia funcionar”, mas ambicionava “mostrar e dar destaque à RAEM como destino”, sendo “esta a melhor forma de o fazer”. Para Olga Vaia, o território “é um destino onde se deve investir e ao qual os turistas não podem deixar de ir quando visitam o Oriente”.&lt;br /&gt;Por outro lado, a técnica de turismo lembrou que os preços promocionais praticados na “Mundo Abreu” estarão disponíveis até domingo. Por isso, está confiante que até lá receberá pedidos de reserva para a “Estrela do Oriente”. Segundo Olga Vaia, geralmente, os clientes das grandes viagens não reservam o pedido na feira, preferindo fazê-lo no conforto de uma loja.&lt;br /&gt;A técnica sublinhou que “mesmo que ninguém reserve a viagem exclusiva para o território, será uma aposta ganha” se o público exigir a inclusão de Macau nas viagens à China. Neste ponto, Olga Vaia sublinhou que os pacotes de viagens à China, nos quais se insere a RAEM, estão a ter grande sucesso. “Antes os nossos clientes queriam ir à China mas não exigiam saber quanto custaria uma ida a Macau mas agora já começam a considerar e a desejar a inclusão do território no percurso”, salientou.&lt;br /&gt;Segundo a mesma responsável, o interesse por Macau está novamente a despertar em Portugal. “Depois de 1999, os portugueses desinteressaram-se pelo território mas agora, com todas as informações que chegam da RAEM, têm mais curiosidade” em saber o que aconteceu após a transferência de soberania.&lt;br /&gt;O “namoro” entre a Viagens Abreu e o território terá começado no ano passado em Maio, aquando da visita do director da operadora turística, Diamantino Pereira, à RAEM, adiantou Olga Vaia. “O entusiasmo que trouxe foi suficiente para nos despertar a curiosidade” sobre o território, contou.&lt;br /&gt;Na verdade, para a técnica de turismo, o “tesouro” de Macau é, em grande parte, o vestígio português, assim como os recentes investimentos na RAEM. Daí que, ao elaborar o programa da viagem, Olga Vaia tenha agendado, além de uma visita ao património histórico, tempo livre para que as pessoas possam descobrir por si próprias “tudo aquilo que Macau tem para oferecer”.&lt;br /&gt;Na “Mundo Abreu”, estas e outras características do território estão expostas num stand promocional, um dos mais destacados da feira. “Este ano temos um espaço maior na feira”, salientou o coordenador do Centro de Promoção e Informação Turística de Macau em Portugal, Rodolfo Faustino. De acordo com o coordenador, o stand tem tido sucesso, pois recebe muitos portugueses que querem saber mais sobre o “novo Macau”. “A nova era do território está a despertar interesse”, salientou, embora lembre que os portugueses não esquecem as ligações patrimoniais pois ainda “têm Macau no coração”. Rodolfo Faustino acredita que com um produto específico para Macau, através da Viagens Abreu, “há já uma procura pelo território não só em termos institucionais mas também em termos comerciais”.&lt;br /&gt;Para o mesmo responsável, o preço da Estrela do Oriente é “absolutamente suportável”. Ao preço da feira, uma viagem de sete dias entre 1 de Maio e 20 de Junho e entre 16 de Setembro e 31 de Outubro, custa 1350 euros (cerca de 17 mil patacas), enquanto que entre 21 de Junho e 15 de Setembro custa 1466 euros (cerca de 18.500 patacas). O alojamento mais barato será no Hotel Sintra, mas mediante um pagamento extra os visitantes poderão ficar hospedados no Wynn, no Venetian ou no MGM Grand Hotel.&lt;br /&gt;Tal como aconteceu na Bolsa de Turismo de Lisboa, em Janeiro, o stand de Macau, além de oferecer informações sobre o território, apresentou também alguns espectáculos, como as exibições de dança do dragão e de artes marciais que, segundo Rodolfo Faustino, encantaram os visitantes da “Mundo Abreu”.&lt;br /&gt;Laura Bastos, em Lisboa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;O rei e a rainha de outros tempos estão a chegar às bancas da fruta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A líchia e o longan&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A primeira vez que ouvimos falar de líchias foi no livro A Peregrinação de Fernão Mendes Pinto, ficando a saber tratar-se de um fruto. Mas sem imagem mental pouco interesse despertou. Um dia, já lá vão três dezenas de anos, ao fazer uma refeição num dos poucos restaurantes chineses, que então existiam em Portugal, provámos um fruto de cor branca, transparente e mais ou menos gelatinoso, que como sobremesa nos foi servido com uma calda muito doce. Vinha sem caroço e em conserva.&lt;br /&gt;Só quando viemos viver para o Extremo Oriente é que tomámos consciência da que se considerava antigamente a rainha das frutas. Há um ditado que diz: “A líchia está para os outros frutos como os imortais ou Buda estão para o comum dos mortais”.&lt;br /&gt;Passeávamos em Maio pela rua da fruta, junto à rotunda dos Três Candeeiros (Carlos da Maia), quando ao olhar para uma banca vemos uma série de pequenos ramos atados em cacho, cheios de pequenas bolas vermelhas de tamanho um pouco maior e mais arredondadas que as uvas. A vendedeira, percebendo o nosso interesse, oferece-nos uma e com um gesto diz-nos para provar. O intenso perfume adocicado, que logo se desprendeu quando retirámos a casca um pouco rugosa ao tacto e expôs o fruto branco, fez saltar da memória sensitiva a primeira vez que a provámos. O sabor correspondia mais ou menos ao da uva moscatel.&lt;br /&gt;Poucos dias depois, andando com uns amigos chineses em passeio pelo distrito vizinho de Macau, passando por um vendedor com a banca na borda da estada, aí parámos. Este deixou-nos ir ao campo colher das árvores as líchias e foi assim que complementámos o nosso conhecimento sobre esta fruta.&lt;br /&gt;Originária do Sul da China, a líchia (Litchi chinensis Sonn ou fruto Nephelium Litchi) era cultivada desde o século III a.C. Existem muitos livros antigos sobre líchias, mas o que apresenta mais detalhes é o de Cai Xiang, escrito durante a dinastia dos Song do Norte e que fala de 32 espécies de líchias. Outro livro, escrito durante a dinastia Ming, por Xu Bo, refere haver 70 espécies. A líchia precisa de muito calor e chuva logo só se dá num clima tropical.&lt;br /&gt;Como apreciadores desta fruta, ao viajarmos pelas províncias do Sul da China (Guangdong, Fuquiam, Guangxi e Sichuan), encontramo-las com diferentes sabores e formas.&lt;br /&gt;Um dia andávamos pelo distrito de Nanhai, na província de Guangdong, quando nos deram a provar umas líchias conhecidas desde a dinastia Tang como o Sorriso da Concubina. Tal como o nome indicava, eram as eleitas para agradar às mulheres da corte, que nesse período se encontrava em Chang’an (actual Xian). E para que chegassem frescas à capital, viajavam de cavalo por estafetas.&lt;br /&gt;A líchia aparece entre os meses de Maio e Junho e as árvores de líchia duram bastante tempo, havendo uma em Fuquiam com mais de mil e quatrocentos anos que continua a produzir.&lt;br /&gt;Crê-se que o fruto seco da líchia serve para purificar o sangue, tonificar o cérebro e fortificar a saúde.&lt;br /&gt;Parecido com a líchia é o longan (longana em português), que significa “olho de dragão”. De casca amarelada e mais fina, é um pouco mais pequeno e menos gostoso que a líchia, sendo a sua polpa mais ácida. Nos tempos antigos estava registado como fruta-rei e na dinastia Han era usado como um precioso tonificante. Existem 400 espécies de longans, que são produzidos nas mesmas regiões que a líchia.&lt;br /&gt;A fruta seca de longan é chamada guiyuan e tem mais valor que as líchias secas. Os livros farmacêuticos dizem servir a polpa para tonificar o baço, enriquecer o sangue e por isso ser bom para tratar anemias. Também tranquiliza a mente sendo usado contra as insónias e neuroses. O caroço, sem a sua pele preta, quando moído serve para aplicar em feridas e assim parar hemorragias.&lt;br /&gt;Na Primavera, a árvore da Litchi chinensis encontra-se em flor e em Junho e Julho dá fruta. No entanto, actualmente estas podem ser vistas nas bancas a partir do mês de Abril. E é assim que começámos a desfrutar destes dois suculentos e requintados produtos que mais parecem provenientes do Paraíso.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;José Simões Morais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Artista plástico, estudioso de Questões Civilizacionais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4250555230423850268-4877857095104046309?l=taichungpou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taichungpou.blogspot.com/feeds/4877857095104046309/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4250555230423850268&amp;postID=4877857095104046309&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4250555230423850268/posts/default/4877857095104046309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4250555230423850268/posts/default/4877857095104046309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taichungpou.blogspot.com/2008/04/museu-de-macau-prepara-lista-de.html' title='Museu de Macau prepara lista de património intangível, Viagem exclusiva à RAEM não cativa turistas portugueses'/><author><name>Tai Chung Pou em português</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09925797556723811855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_UlCe4jiakGA/SAbsTX4euQI/AAAAAAAAAx4/rj87s4JIdu8/s72-c/1704081.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4250555230423850268.post-3681037973701278854</id><published>2008-04-16T21:35:00.004+08:00</published><updated>2008-04-16T21:39:48.021+08:00</updated><title type='text'>Quanto vale um conto, Quando a música embala o jogo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_UlCe4jiakGA/SAYBTX4euOI/AAAAAAAAAxo/Zg2ul7mfY68/s1600-h/1604081.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_UlCe4jiakGA/SAYBTX4euOI/AAAAAAAAAxo/Zg2ul7mfY68/s400/1604081.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5189837052931127522" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_UlCe4jiakGA/SAYA-n4euNI/AAAAAAAAAxg/BbkA5iKu3Fs/s1600-h/1604084.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_UlCe4jiakGA/SAYA-n4euNI/AAAAAAAAAxg/BbkA5iKu3Fs/s400/1604084.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5189836696448841938" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4250555230423850268-3681037973701278854?l=taichungpou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taichungpou.blogspot.com/feeds/3681037973701278854/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4250555230423850268&amp;postID=3681037973701278854&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4250555230423850268/posts/default/3681037973701278854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4250555230423850268/posts/default/3681037973701278854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taichungpou.blogspot.com/2008/04/quanto-vale-um-conto-quando-msica.html' title='Quanto vale um conto, Quando a música embala o jogo'/><author><name>Tai Chung Pou em português</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09925797556723811855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_UlCe4jiakGA/SAYBTX4euOI/AAAAAAAAAxo/Zg2ul7mfY68/s72-c/1604081.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4250555230423850268.post-6856458589847041348</id><published>2008-04-15T09:40:00.002+08:00</published><updated>2008-04-15T11:45:53.400+08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Delta'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><title type='text'>Um olhar sobre a imprensa oficial chinesa e a questão tibetana, Em busca do nirvana</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_UlCe4jiakGA/SANt-X4euMI/AAAAAAAAAxY/yr7BlMCKslg/s1600-h/1504081.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_UlCe4jiakGA/SANt-X4euMI/AAAAAAAAAxY/yr7BlMCKslg/s400/1504081.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5189112113991170242" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Um olhar sobre a imprensa oficial chinesa e a questão tibetana&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O mundo tem duas verdades&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Pode ser lida como uma mega-acção de propaganda, ao estilo dos regimes condenados em praça pública internacional, ou então como uma tentativa de reposição de uma certa verdade desvirtuada por quem olha só para um lado da questão. Qualquer que seja a perspectiva da análise, certo é que está lá, existe, e surge da necessidade de contrariar uma tendência marcadamente vinda do Ocidente: a imprensa estatal chinesa não tem poupado esforços para pôr água na fervura tibetana.&lt;br /&gt;Há precisamente um mês, aconteceu o que Pequim mais queria evitar, em vésperas de Olimpíadas e com a tocha olímpica prestes a correr o mundo. As confusões em torno do Tibete e os acontecimentos destes últimos trinta dias fazem quase esquecer os últimos 49 anos, excepção feita a alguns raciocínios mais claros e menos radicais que se encontram em ambos os lados da barricada e que jogam cartadas históricas para sustentar teses divergentes.&lt;br /&gt;A violência despontou e seguiram-se as tradicionais contagens de mortos e feridos com números díspares, consoante as fontes. Seguiram-se os protestos em torno da tocha olímpica, condenados por quem entende que a chama se deve manter sagrada – ou não fosse a paz a essência do espírito olímpico –, sendo que há também quem defenda que as oportunidades da causa tibetana são escassas, pelo que é necessário aproveitar a onda e não deixar morrer o assunto.&lt;br /&gt;Uma pesquisa rápida em qualquer motor de busca conduz a uma China que é só quase Tibete. O encontro entre Hu Jintao e o vice-presidente eleito de Taiwan, Vincent Siew, veio introduzir alguma diversidade a um sem-número de notícias de carácter essencialmente político que, no último mês, se distinguem essencialmente pela diferença que vai sendo apresentada em termos de números e de protagonistas. De um modo geral, excepção feita às afirmações públicas das autoridades chinesas - nas reacções às acusações e nas tomadas de posição em relação ao Dalai Lama, o líder tibetano no exílio – as notícias sobre a China fazem dela o papão da história. As condenações em torno dos direitos humanos não são novas: o que é novo é o contexto.&lt;br /&gt;Como reage Pequim a tudo isto? Antes de mais, pelos métodos mais ou menos diplomáticos, políticos por certo, que passam ao lado da opinião pública. Depois, pela assunção da posição oficial que tradicionalmente assume quando se fala em independência, quer de Taiwan, quer do Tibete. São matérias de soberania, de carácter interno, de hegemonia do Estado. E há ainda a tal tentativa de mostrar a sua verdade, o Tibete real, a região autónoma onde agora se vive melhor do que até 1959.&lt;br /&gt;Uma pesquisa com a palavra “China”, em qualquer banco de imagens internacional, mostra inúmeras manifestações em torno da causa tibetana, que se multiplicam por diferentes continentes. Já a agência noticiosa oficial chinesa, a Xinhua, mostrava ontem um outro protesto, na secção de desporto. A fotografia exibia um considerável número de pessoas, com cartazes coloridos, “chineses ultramarinos a viver no Canadá, durante um protesto de apoio aos Jogos Olímpicos e contra as forças separatistas que querem a independência do Tibete”.&lt;br /&gt;Estas são as mensagens de conteúdo mais imediato, mais político. Não é difícil encontrar outras, de maior subtileza. Nos dias que se seguiram aos violentos protestos de meados de Março, a Xinhua publicou centenas de fotografias sobre o regresso à vida normal. Crianças a brincar nas ruas de Lhasa, estabelecimentos comerciais de portas abertas. Como que a dizer que a história não é tão má como se pinta.&lt;br /&gt;Nas secções de cultura e sociedade, surgem quase todos os dias novos textos sobre o que são os hábitos de quotidiano dos tibetanos. Sobre a cultura tibetana e a forma como esta não foi esmagada pelo peso da estrutura Han. Alguns artigos são mais informais, quase como se estivessem ali por acaso, no meio de tantos outros. Mas há textos também assumidamente a pensar no contraditório, como a história de Saijor Zhoigar, o antigo vice-reitor da Universidade do Tibete, que começou por ser servo.&lt;br /&gt;"Só aqueles que passaram por um Inverno rigoroso sabem dar valor ao calor do Sol”, começa por dizer o entrevistado da Agência Xinhua, que compara assim a sua vida “antes e depois da reforma democrática do Tibete, em 1951”. Zhoigar tornou-se servo com apenas sete anos, não tendo o que comer ou vestir. “Em plena primeira metade do século XX, o Tibete permanecia uma sociedade teocrática de servidão feudal”, contextualiza a agência.&lt;br /&gt;No final da passada semana, um outro trabalho da agência de notícias dava a conhecer a obra de Soinam Cering, dramaturgo tibetano comparado a Shakespeare (pelo autor do artigo), sendo que ainda se encontra vivo e de saúde, a perpetuar as tradições orais tibetanas, através da sua transformação em peças de teatro. Um sinal de que não só a cultura local existe e não foi destruída - como alegam os que se encontram do outro lado da barricada - , mas que Pequim aprecia e incentiva a preservação de hábitos e costumes, fazendo deles notícia em língua inglesa. Para que o mundo os conheça. Para se fazer ouvir entre os coros de protestos, inevitavelmente dominantes.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Isabel Castro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;UCTM analisou evolução da procura de casas em regime económico e social&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Projecto de habitação pública é suficiente, diz estudo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O projecto do Governo para a habitação pública é suficiente para as actuais necessidades dos residentes de Macau. Esta foi a conclusão principal do estudo sobre a evolução da procura de habitação pública, uma investigação adjudicada pelo Instituto de Habitação (IH) à Faculdade de Administração e Gestão da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (UCTM). Durante a sessão de apresentação dos resultados do inquérito, os investigadores alertaram que esta previsão só será efectiva se não se registarem alterações no número de pessoas com baixos rendimentos e nos preços das casas.&lt;br /&gt;“Este estudo não é dinâmico, é estático”, sublinhou aos jornalistas Michael Pang, professor da Faculdade de Administração e Gestão da UCTM. Isto é, os investigares analisaram a evolução da procura de habitação pública com base em dados actuais e sem ter em conta o futuro. Por isso, segundo o estudo, se a situação económica e os preços do mercado imobiliário do território se mantiverem como hoje os conhecemos, as 19 mil fracções de habitação pública prometidas pelo Executivo até 2012 vão colmatar a procura.&lt;br /&gt;Neste momento, diz o relatório, “é necessário satisfazer a procura de habitação a 20 ou 30 por cento dos residentes, ou seja, entre 110 e 165 mil pessoas, (...) o que corresponde a 36.700 ou 55 mil fracções de habitação pública. Consideramos que este fornecimento consegue satisfazer basicamente a procura”.&lt;br /&gt;No entanto, a equipa de investigadores do estabelecimento de ensino superior deixa duas propostas.  Em primeiro lugar, o Governo deve centrar a sua política num mercado de “tipo assistência”. O que quer dizer que os primeiros destinatários da habitação pública devem ser as pessoas com baixos rendimentos. Só assim será possível “satisfazer a procura básica”.&lt;br /&gt;Em segundo lugar, é preciso dizer à população que existe uma outra opção válida – o arrendamento de casas a preços mais reduzidos - que é o conceito que está por trás da habitação social. “Na cultura chinesa, as pessoas pensam que ter casa é ser-se proprietário. Através dos inquéritos, verificou-se que os cidadãos de Macau têm forte preferência na procura de habitação económica [sistema de compra de apartamentos]. Contudo nos outros países e regiões do mundo, a situação que se encontra é o oposto”, explicou Michael Pang.&lt;br /&gt;Este estudo recolheu ainda as opiniões da população quanto à revisão actualmente em curso dos critérios de acesso à habitação pública. A maior parte dos residentes concorda com as propostas de alteração.&lt;br /&gt;Recorde-se que os moldes do processo de candidatura a apartamentos em regime social ou económico estão a ser analisados pelo Governo, ainda sem data definida para a conclusão dos trabalhos. A intenção é tornar mais rígidas as condições para obter fracções de habitação pública. Por exemplo, pretende-se que um residente só se possa candidatar se não tiver em seu nome mais nenhuma propriedade.&lt;br /&gt;A habitação pública tem sido várias vezes apontada como uma solução para o controlo da especulação do mercado imobiliário. São muitos os sectores da sociedade que defendem a aceleração do processo de construção das 19 mil fracções prometidas pelo Executivo num prazo de cinco anos. Algo que poderá, segundo os defensores da medida, aliviar o fardo que os aumentos constantes da inflação têm causado à população.&lt;br /&gt;De acordo com os últimos dados lançados pelo IH, que se referem a Abril do ano passado, existiam 6636 famílias em lista de espera para habitação social. Entretanto, foi construído um novo edifício de habitação social na Ilha Verde, com um total de 210 fracções.&lt;br /&gt;A página de Internet do IH informa ainda que existem no território cerca de 6300 apartamentos de habitação social. A estes, somam-se mais 28 mil fracções de habitação económica, localizadas em Macau e na Taipa.&lt;br /&gt;A habitação social é construída pelo Governo ou por empreiteiros que doam as fracções ao Executivo em troca de contrapartidas. A Administração aluga as habitações sociais com rendas baixas a agregados familiares de parcos rendimentos ou problemáticos. Já a habitação económica é construída por privados que estabelecem acordos com o Governo em que, em troca de contrapartidas, se comprometem a construir habitações de baixo custo para vender aos residentes segundo um preço acordado com o Executivo.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Alexandra Lages&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_UlCe4jiakGA/SANtRH4euLI/AAAAAAAAAxQ/6iERw-Sjp_0/s1600-h/1504084.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_UlCe4jiakGA/SANtRH4euLI/AAAAAAAAAxQ/6iERw-Sjp_0/s400/1504084.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5189111336602089650" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Cristina Lobo conta como nasceu o spa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Em busca do nirvana&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Gota a gota, ouve-se o barulho da água a pingar. Sente-se o cheiro a limão. Sensações que antecipam um prazer maior: o corpo a relaxar, libertando-se das agruras do dia-a-dia. Pelas salas do Nirvana, um dos mais conceituados spas de Macau e o único detido por uma portuguesa, a atmosfera de tranquilidade é o cartão de visita.&lt;br /&gt;Cristina Lobo era secretária assistente do administrador da Companhia do Aeroporto de Macau (CAM), proprietária de uma loja de antiguidades no hotel Westin e instrutora de aeróbica em Macau, quando um dia partiu para as Filipinas. O objectivo era acompanhar o marido, que ali iria construir um resort de luxo. Depois de assistir a um seminário, cuja oradora era uma norte-americana especialista em aromaterapia, Cristina Lobo começou a interessar-se pela arte das massagens. “Passei a estudar muito e a frequentar cursos com bastante interesse”, conta.&lt;br /&gt;Três anos depois, o marido partiu para Lisboa com a intenção de abrir mais um hotel de luxo, mas Cristina, desta vez, não o acompanhou. Optou por regressar à terra da mãe e do marido, Macau. Acompanhada de dois filhos, começou a pensar no que “iria fazer”. Inicialmente, retomou as aulas de aeróbica. Mas a ideia de aprender mais na área das massagens nunca a largou. “Comecei a ir a Hong Kong, à Índia e à Tailândia para tirar vários cursos, inclusivamente o de gerente nos Estados Unidos”, conta.&lt;br /&gt;Começou por fazer o chamado “home service” em Macau. Munida da sua cama portátil, deslocava-se de casa em casa para dar uso às técnicas aprendidas no estrangeiro. Mais tarde, viria a abrir um pequeno estúdio no NAPE, já denominado Nirvana, local onde “ganhou clientela”. E se, no início, eram as amigas e a família que procuravam os seus serviços, que “passaram de boca em boca a mensagem”, rapidamente a clientela se diversificou. Surgiu então a oportunidade de abrir um espaço em plena Avenida da Praia Grande.&lt;br /&gt;No budismo, nirvana é o culminar da busca pela libertação. É a superação da existência, a superação dos sentidos para um estado de desprendimento absoluto. E a escolha do nome do spa gerido por Cristina Lobo não foi aleatória.&lt;br /&gt;O spa, perfumado com um aroma de limão, desde a recepção até às salas de massagem, tem em cada pormenor o dedo de Cristina Lobo. “As especialidades são as massagens orientais de base holística [práticas que encaram um ser humano como um todo – um corpo físico a que se aliam as emoções, sensações e sentimentos], não são massagens técnicas. Tinha de ser um ambiente ecléctico, oriental e exótico”, diz. Por isso, assim que se entra na recepção, é essa a percepção que se tem. Cuidadosamente decorado, entre várias malas para senhora e peças de vestuário concebidas por residentes locais que estão à venda, os detalhes e as referências visuais às terras por onde passou estão à vista.&lt;br /&gt;O espaço é composto por seis quartos onde são efectuados os tratamentos, com nomes alusivos a cidades da Ásia: Thai, China, Bali, Índia, Yin e Yang e M (referindo-se a Macau e ao Homem, em inglês). São quartos individuais, exceptuando o Yin e Yang que se destinam a duas pessoas, tendencialmente casais. Em cada um, o ambiente de relaxamento é proporcionado pelo som da água a cair, gota a gota. Um detalhe para reforçar o efeito de relaxamento dos tratamentos.&lt;br /&gt;A especialidade da casa é a massagem Ayurvédica e a Shirodara, ambas inspiradas em técnicas milenares indianas. “Shirodara é uma oleação, uma terapia com um fio de óleo quente especial que escorre no corpo, havendo posteriormente uma massagem nos ombros, no pescoço e no crâneo. A Ayurvédica recorre a uma técnica totalmente diferente das outras, em que o óleo, à base de especiarias, é aquecido, sendo o próprio óleo a causar o efeito de relaxamento”, explica. Mas, espreitando a lista de preços, rapidamente se percebe que, desde a massagem tradicional tailandesa passando pela depilação, manicure, pedicure até aos tratamentos faciais, o leque de serviços prestados é bastante abrangente.&lt;br /&gt;Da clientela do spa Nirvana fazem parte macaenses, portugueses e restantes ocidentais. “Fui ganhando as gerências dos casinos, já que os serviços dos spas dos próprios locais de trabalho são muito caros”, explica. Também os filipinos de classe média e alta, que passam por Macau, acabam por ali parar, juntamente com os residentes de Hong Kong. Assíduos frequentadores dos spas são também os “os artistas do Venetian, os gondoleiros, os músicos de rua, além de todos os elementos do Cirque du Soleil”.&lt;br /&gt;Tendo sido modelo durante vários anos, a ligação ao cuidado com o corpo sempre esteve presente na vida de Cristina Lobo. Foi assim que, naturalmente, se tornou a única portuguesa a deter um spa em Macau. Tendo, ao longo dos anos, conquistado uma reputação no seio da comunidade de Macau, a verdade é que ainda hoje continua a ter clientes menos informados a bater à sua porta. Clientes em busca de um outro tipo de serviço, comum em várias casas de massagem espalhadas por Macau. Cristina Lobo esclarece. Eles não regressam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Os quartos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;THAI: Espaço para manicures e pedicures. Se o cliente quiser uma massagem tradicional tailandesa, “sem óleo e à base de estiramentos”, coloca-se um colchão no chão. Sem duche.&lt;br /&gt;YIN e YANG: O quarto duplo onde qualquer massagem se pode realizar. Com duche.&lt;br /&gt;CHINA: O espaço destinado a máscaras faciais e depilação. Sem duche.&lt;br /&gt;BALI: O quarto maior com espaço para qualquer tratamento. Com duche.&lt;br /&gt;ÍNDIA: O quarto decorado com as cores da Índia. As massagens Shirodara e Ayurvédica são realizadas aqui. Com duche.&lt;br /&gt;M: Podendo significar Macau ou homem (em inglês), é o espaço ideal para os vários homens que se deslocam ao Nirvana. Um quarto onde qualquer tratamento pode ser realizado. Com duche.&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Luciana Leitão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fotografia: António Falcão/ &lt;a href="http://bloomland.blogspot.com/"&gt;bloomland.cn&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Hong Kong lança novo plano de reforma da assistência médica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;As mil e uma tentativas para curar a Saúde&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Uma população envelhecida, carente de cuidados, e um sistema de saúde que, frequentemente, é objecto de críticas, tanto por médicos como pelos pacientes. É este o quadro geral da assistência médica de Hong Kong. A piorar a situação, há as longas listas de espera em clínicas e hospitais públicos e o fardo financeiro que daí resulta para o Governo. Uma realidade que já é conhecida dos residentes do território vizinho desde 1990. O Executivo da RAEHK tem feito uma longa caminhada à procura de soluções. Finalmente, no mês passado, surgiu uma luz ao fundo do túnel.&lt;br /&gt;São seis os planos que deverão ser responsáveis pela melhoria do sector. Em cada um, há uma percentagem de participação das carteiras dos residentes e dos cofres da Administração. A região deverá chegar a um consenso sobre a proposta do Executivo no espaço de três meses. O projecto intitula-se “Ser Mais Forte”; no entanto, o caminho no sentido de conseguir uma melhor infra-estrutura de saúde pode levar muitos anos a alcançar.&lt;br /&gt;Quando foi lançado para consulta, o novo plano foi ensombrado pelo surto de gripe entre crianças em idade escolar. A divulgação dos detalhes das reformas, feita pelo secretário para a Alimentação e Saúde, York Chow Yat-ngok, foi acompanhada de vários protestos, principalmente da parte dos pais e encarregados de educação. Até o jornal Oriental Daily acusou o Governo de tentar “tapar o sol com a peneira”, lançando o documento para consulta exactamente na mesma altura em que se temia um caso de epidemia.&lt;br /&gt;Esta não foi a primeira tentativa de avançar com uma revisão do sistema de saúde de Hong Kong. Hoje em dia, 95 por cento do sector da assistência médica é suportado pelo Governo e há um longo historial de tentativas para mudar esta situação.&lt;br /&gt;O primeiro grande passo no sentido de encontrar uma alternativa de financiamento para aliviar a despesa do Executivo chamava-se “Em Direcção a Uma Saúde Melhor”. O plano foi lançado em 1993 e sugeria dois tipos de regime: um obrigatório, com base nos impostos pagos pelos residentes, e um opcional, de carácter privado através de apólices de seguro.&lt;br /&gt;Seis anos depois, uma equipa de investigação da Universidade de Harvard responsável pelo estudo “Melhorar o Sistema de Saúde de Hong Kong: Porquê e Para Quem?” recomendou um método tripartido. A proposta incluía uma combinação de seguro com um sistema de poupança.&lt;br /&gt;Mais tarde, com base neste relatório, surgiu uma nova alternativa. Desta vez a reforma dava pelo nome de “Investimentos Vitalícios na Saúde”. A reforma foi alvo de consulta pública mas teve o mesmo destino das anteriores. Ficou pelo caminho e não foi implementada.&lt;br /&gt;O diploma abordava as deficiências no actual sector da saúde em Hong Kong e fazia várias recomendações. Entre elas, um maior ênfase nos cuidados primários de prevenção, um sistema mais abrangente para as famílias com baixos rendimentos e as camadas da sociedade mais necessitadas, melhor colaboração entre os grupos prestadores de serviços privados e públicos, bem como um registo electrónico que serviria como plataforma para a classe médica partilhar mais facilmente informação sobre o historial dos pacientes.&lt;br /&gt;Medidas que pouco importavam tanto aos críticos como aos meios de comunicação social. No fim de contas, a cura para os males do sector de saúde de Hong Kong chama-se modelo de financiamento. Uma fórmula que tem levado anos a ser determinada e que tem motivado discussões intermináveis.&lt;br /&gt;O impasse pode acabar com as novas seis opções. Segundo o documento actualmente em consulta pública, o plano pretende suplantar o surgimento de custos em despesas de saúde. Isto é, as alternativas vão desde taxas mais simples que evoluem para um sistema de seguros, muito semelhante ao utilizado nos Estados Unidos.&lt;br /&gt;A par do sistema privado de saúde praticado nas terras do Tio Sam, a reforma tomou como exemplo os casos de Singapura e da Alemanha. No meio dos planos de saúde de carácter público e privado, há ainda um regime combinado especificado para um grupo de residentes.&lt;br /&gt;Contudo, o Governo da RAEHK ressalvou que a população poderá beneficiar no futuro com o aumento do leque de escolhas. York Chow já admitiu que existe o risco de não surgirem conclusões da primeira fase da consulta pública. Neste caso, está agendada para o próximo ano uma segunda fase de auscultação e os trabalhos poderão passar para o seu sucessor.&lt;br /&gt;As opiniões dividem-se. E isso pôde ser observado quando rebentou a possibilidade de uma epidemia. Num inquérito realizado pela organização “Força da Classe Média”, até ao final de Março, mais de 57 por cento dos 723 moradores de bairros da classe média de Hong Kong e de Kowloon disseram preferir regimes opcionais de assistência médica por seguro, apesar da longa listas de desvantagens. As restantes opções, como um seguro obrigatório ou aumentos nas despesas da saúde, foram rejeitadas por uma maioria esmagadora.&lt;br /&gt;As preferências da classe média são reiteradas por Lam Pun-Lee, professor de Finanças e Contabilidade no Instituto Politécnico de Hong Kong. De acordo com o docente, qualquer sistema de financiamento por parte do Governo dificilmente vai ganhar o apoio da população. Em particular, no caso da classe média, que faz questão em planear a sua saúde.&lt;br /&gt;“Porque é que aqueles que não se preocupam com a sua própria saúde ou em preparar-se para o futuro têm o direito aos subsídios que partem dos contribuintes e gozar de serviços médicos gratuitos?”, questionou Lam Pun-Lee. O docente apontou ainda que os hospitais públicos devem triplicar as actuais tarifas para cobrir até 30 por cento dos custos e despesas.&lt;br /&gt;Como incentivar os residentes de Hong Kong a escolher um seguro de saúde é a questão que se levanta. Acontece que as seguradoras da região vizinha não estão a fazer o melhor dos trabalhos e isso dificulta a situação.&lt;br /&gt;Em 2006, estas entidades privadas foram abertamente criticadas pelo Conselho Médico da RAEHK. À semelhança do que vemos no documentário de Michael Moore, “Sicko”, alguns profissionais recusaram dar tratamento a doentes, por questões de lucro.&lt;br /&gt;O certo é que o panorama no sistema público de saúde, os pacientes vítimas de doenças avançadas também não têm a vida facilitada. Mesmo quando todos os custos são subsidiados pelo Governo, mostrou um estudo realizado pela Sociedade de Reabilitação de Hong Kong. O problema chama-se lista de espera.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Kahon Chan, em Hong Kong,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;com Alexandra Lages&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4250555230423850268-6856458589847041348?l=taichungpou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taichungpou.blogspot.com/feeds/6856458589847041348/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4250555230423850268&amp;postID=6856458589847041348&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4250555230423850268/posts/default/6856458589847041348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4250555230423850268/posts/default/6856458589847041348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taichungpou.blogspot.com/2008/04/um-olhar-sobre-imprensa-oficial-chinesa.html' title='Um olhar sobre a imprensa oficial chinesa e a questão tibetana, Em busca do nirvana'/><author><name>Tai Chung Pou em português</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09925797556723811855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_UlCe4jiakGA/SANt-X4euMI/AAAAAAAAAxY/yr7BlMCKslg/s72-c/1504081.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4250555230423850268.post-3214954477969354049</id><published>2008-04-14T10:19:00.000+08:00</published><updated>2008-04-14T22:40:15.776+08:00</updated><title type='text'>Bom tempo no Estreito, Caligrafia exposta</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_UlCe4jiakGA/SANsv34euKI/AAAAAAAAAxI/0jiftITDajE/s1600-h/1404081.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_UlCe4jiakGA/SANsv34euKI/AAAAAAAAAxI/0jiftITDajE/s400/1404081.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5189110765371439266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_UlCe4jiakGA/SANoU34euII/AAAAAAAAAw4/NHDWjFoe_LE/s1600-h/1404084.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_UlCe4jiakGA/SANoU34euII/AAAAAAAAAw4/NHDWjFoe_LE/s400/1404084.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5189105903468460162" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4250555230423850268-3214954477969354049?l=taichungpou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taichungpou.blogspot.com/feeds/3214954477969354049/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4250555230423850268&amp;postID=3214954477969354049&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4250555230423850268/posts/default/3214954477969354049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4250555230423850268/posts/default/3214954477969354049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taichungpou.blogspot.com/2008/04/bom-tempo-no-estreito-caligrafia.html' title='Bom tempo no Estreito, Caligrafia exposta'/><author><name>Tai Chung Pou em português</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09925797556723811855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_UlCe4jiakGA/SANsv34euKI/AAAAAAAAAxI/0jiftITDajE/s72-c/1404081.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4250555230423850268.post-4103768232000514286</id><published>2008-04-11T11:57:00.000+08:00</published><updated>2008-04-13T12:03:30.467+08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='China'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>Líderes mundiais reunidos no Fórum Boao em Hainão, Mestrados e doutoramentos em Macau</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_UlCe4jiakGA/SAGFy34euHI/AAAAAAAAAww/8Y2KHkrFY18/s1600-h/1104081.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_UlCe4jiakGA/SAGFy34euHI/AAAAAAAAAww/8Y2KHkrFY18/s400/1104081.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5188575354748319858" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Líderes mundiais reunidos no Fórum Boao em Hainão&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Por uma Ásia “verde”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O presidente da China, Hu Jintao, não poderia faltar. Começa hoje, em Hainão, o Fórum Boao para a Ásia, uma reunião anual que congrega líderes mundiais e que este ano terá por tema principal a protecção do ambiente. Esperam-se personalidades como o primeiro-ministro da Austrália, Kevin Rudd, o Presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, e empresários para, num ambiente informal, discutirem questões ligadas ao desenvolvimento económico. Uma oportunidade anual que vem enfatizar “a crescente importância que a China tem na senda internacional, congregando líderes que não são só políticos nacionais, mas também empresários famosos e académicos”, conforme declarou ao Tai Chung Pou o presidente do Instituto de Estudos Europeus, José Sales Marques.&lt;br /&gt;Sendo equiparado ao Fórum Davos, na Suiça, o Fórum Boao para a Ásia é uma oportunidade importante “para troca de informações”, marcando “o papel da China como facilitador do diálogo”, focando aspectos de “desenvolvimento económico e segurança”. Sempre num “ambiente informal”. Estando, provavelmente, longe do palco questões políticas como a da independência de Taiwan, é de realçar ainda a presença já confirmada do vice-presidente eleito da ilha, Vincent Siew. A ideia é que “a cooperação na Ásia seja uma ‘win-win situation’, em que todos têm a ganhar”, afirma Sales Marques.&lt;br /&gt;Numa recente conferência de imprensa, o secretário-geral da iniciativa, Long Yongtu, dizia que “a força do painel de oradores para o evento deste ano é um testemunho da importância e influência do Fórum Boao para a Ásia”, tendo-se tornado “uma plataforma de discussão para o futuro político, económico e social do continente”. Serão três dias de debate que, conforme informação veiculada no site da Internet, irá procurar “encaminhar-se rumo à eficiência energética, de forma a assegurar o futuro da Ásia através das fontes de energia renováveis”.&lt;br /&gt;Em declarações também publicadas no site, o primeiro-ministro da Austrália, Kevin Rudd, afirmou estar “ansioso” por contribuir para tais discussões. “Tenho uma ligação pessoal à China, e estou muito contente por ter a possibilidade de regressar. Mas, mais importante, estou entusiasmado por poder ter algo a dizer neste diálogo”, diz.&lt;br /&gt;Recorde-se que o vice-presidente eleito de Taiwan, Vincent Siew, afirmou esperar encontrar-se com os dirigentes chineses no Fórum Boao. Salientando não poder dizer se os encontros que prevê manter incluem o Presidente Hu Jintao, Vincent Siew disse que "durante anos" se encontrou com os principais dirigentes chineses no fórum e que este ano espera o mesmo. O mesmo responsável escusou-se, contudo, a dizer quando é que poderia encontrar-se com Hu Jintao, e garantiu "respeitar os preparativos da organização". O vice-presidente eleito já participou cinco vezes no fórum Boao como presidente da Fundação para o Mercado Comum do Estreito de Taiwan, uma organização não-governamental por si criada, e já esteve reunido com o Presidente chinês. "Considero o fórum como uma oportunidade para expandir as operações económicas de Taiwan para outros pontos do globo e irei aproveitar a reunião para demonstrar a sinceridade e boa vontade de Taiwan ao continente chinês e fazer disso a nossa base de mútua confiança", afirmou Vincent Siew.&lt;br /&gt;O Fórum Boao para a Ásia deverá contar com cerca de mil participantes de cerca de 12 países. Entre os principais intervenientes, contam-se, além dos já mencionados, a Presidente do Chile, Michelle Bachelet, o primeiro-ministro do Cazaquistão, Karim Massimov, o Presidente da Mongólia, Nambar Enkhbayara, os Chefes do Executivo de Macau e Hong Kong, além do antigo secretário de Estado dos EUA, Colin Powell. Uma longa lista de nomes sonantes à qual se juntam ainda vários empresários.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Luciana Leitão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fotografia: Xinhua&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Governo organiza evento internacional sobre protecção ambiental&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Macau, aquela plataforma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Comércio, economia e agora também o ambiente. O Governo quer transformar Macau numa plataforma de cooperação de tecnologias para as indústrias amigas do ambiente, tanto ao nível regional como internacional. É com este objectivo que vai ser organizada, entre os dias 23 e 25 deste mês, a primeira edição do Fórum e Exposição Internacional de Cooperação Ambiental Macau 2008 (MIECF, na sigla inglesa), que terá lugar no Centro de Exposições e Convenções do Venetian. O evento traz ao território 54 personalidades e especialistas na matéria, oriundos de 15 países e regiões, além de mais de uma centena de empresas (ver texto nesta página).&lt;br /&gt;Água, Energia e Desenvolvimento Sustentável serão as três palavras de ordem durante o seminário. “São três questões que levantam preocupações a nível internacional”, explicou a presidente substituta da comissão executiva do Conselho do Ambiente, Vong Man Hung, durante a conferência de imprensa que se realizou ontem. “É a primeira vez que este tipo de evento é organizado em Macau e queremos ser uma plataforma de cooperação para os nossos vizinhos do Delta do Rio das Pérolas e o exterior”, frisou a mesma responsável.&lt;br /&gt;“Macau pode tirar partido das vantagens geográficas e económicas, assumindo-se como uma plataforma de intercâmbio entre a China e os países europeus, nomeadamente no que toca à introdução de políticas e tecnologias de protecção ambiental dos países da Europa, com o objectivo de promover a conservação da água e energia e as indústrias de reciclagem na China”, defendeu, por sua vez, a vogal da comissão executiva do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau, Echo Chan.&lt;br /&gt;O MIECF representa a quarta aposta deste ano do Governo centrada no ambiente. Recorde-se que, em Janeiro, Macau aderiu ao protocolo de Quioto, ao mesmo tempo que foi lançado o regulamento administrativo que proíbe a comercialização de motas com motor de combustão interna a dois tempos e estabelece limites de emissão de gases aos diferentes modelos de motociclos. No final do próximo ano ou no início de 2010, prevê-se que o gás natural já esteja disponível para uso doméstico.&lt;br /&gt;Quanto a novidades, Vong Man Hung nada adiantou. Questionada sobre medidas aplicadas nos grandes empreendimentos turísticos que estão actualmente em construção, como os casinos, a representante do Conselho do Ambiente apenas salientou que “o sector hoteleiro está a ser encorajado para adoptar esquemas mais verdes de consumo de água e energia, através do concurso para o hotel mais amigo do ambiente”.&lt;br /&gt;Ao longo dos três dias do seminário, as apresentações vão basear-se em diversas matérias, destacando-se a “Agenda para a cooperação internacional”, “Poupança de energia e redução de emissões” e “Cidades inteligentes/ecológicas e políticas sustentadas para os transportes”. A título de exemplo, os oradores vão focar-se em questões ambientais e soluções eficazes, nas tecnologias que podem ser aplicadas nas diferentes indústrias e como podem as tecnologias ecológicas de baixo custo contribuir para suster parte dos danos provocados ao meio ambiente.&lt;br /&gt;Durante o evento, serão ainda abordadas estratégias para que os países se possam comprometer com políticas públicas que visem impulsionar a inovação no que toca à protecção ambiental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Empresas de Macau expõem tecnologias de protecção ambiental&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;São 26 os representantes locais na primeira edição na Exposição Internacional de Cooperação Ambiental Macau 2008, um evento que se realiza no Centro de Convenções e Exposições no Venetian, entre os dias 23 e 25 deste mês. A par de seminários, a iniciativa inclui uma mostra na qual uma centena de empresas oriundas de várias regiões chinesas e do estrangeiro vão exibir tecnologias de protecção ambiental.&lt;br /&gt;De acordo com a vogal da comissão executiva do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau, Echo Chan, um total de 115 entidades e empresas irão colocar expositores no espaço destinado à exposição, que terá uma área de 6900 metros quadrados. O Pavilhão de Macau vai marcar presença no evento, com 69 stands e 26 participantes, incluindo departamentos do Governo.&lt;br /&gt;A área do Delta do Rio das Pérolas tem um total de 813 metros quadrados. São 80 as empresas provenientes das diferentes províncias e regiões e vão mostrar os mais recentes desenvolvimentos no sector das indústrias verdes.&lt;br /&gt;Nos primeiros dois dias do MIECF, as portas do espaço da exposição estão abertas apenas a representantes do sector empresarial. Na mostra, será ainda possível conhecer as ofertas amigas do ambiente de outros países fora do contexto asiático, como Portugal e Suécia, por exemplo.&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Alexandra Lages&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_UlCe4jiakGA/SAGFLX4euGI/AAAAAAAAAwo/ZTDr-gdXrS4/s1600-h/1104084.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_UlCe4jiakGA/SAGFLX4euGI/AAAAAAAAAwo/ZTDr-gdXrS4/s400/1104084.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5188574676143487074" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Abertas as inscrições para mestrados e doutoramentos em Macau&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A um passo do conhecimento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Existem inúmeras áreas de investigação disponíveis em Macau para quem deseja aprofundar o conhecimento. Pós-graduações, mestrados e doutoramentos são alguns dos meios para o conseguir. As datas em que têm início variam conforme as instituições de ensino, mas normalmente são dois os períodos: Setembro e Fevereiro.&lt;br /&gt;Neste momento, as inscrições estão abertas para os mestrados que vão iniciar no último trimestre do ano. Até ao próximo dia 25 os interessados podem matricular-se nos mestrados e pós-graduações que vão decorrer na Universidade de Macau (ver caixa). Esta é também a altura certa para se candidatar aos cursos de investigação, que conferem o grau de mestrado ou doutoramento, no Instituto Inter-Universitário de Macau (IIUM).&lt;br /&gt;O professor Ivo Carneiro de Sousa, vice-reitor para a Investigação e Relações Internacionais do IIUM, confirma que a investigação é a grande aposta estratégica e afirma, sem receios de interpretação, que a instituição “é pequena e de elite”.&lt;br /&gt;Está em curso, pela primeira vez, um mestrado em Estudos Comparados entre China e Europa, que começou em Fevereiro deste ano, e em Setembro arrancam três novas áreas de investigação - Estudos Latino-Americanos, Estudos Lusófonos e Estudos da Mulher - , totalizando quinze mestrados diferentes. Mais de 190 interessados já entregaram as candidaturas para ingressar nos mestrados e 36 tencionam realizar o doutoramento.&lt;br /&gt;A frequência das aulas divide-se por módulos, o que “flexibiliza o estudo”. Caso alguém inicie o mestrado fora dos prazos, frequentará os módulos em falta no ano seguinte.&lt;br /&gt;As portas abriram-se para a investigação em 1997, com um mestrado em Educação, um ano após a fundação do Instituto Inter-Universitário no território, que resultou de uma parceria entre a Universidade Católica Portuguesa e a Diocese de Macau.&lt;br /&gt;Ainda hoje a investigação em Educação é a mais procurada, a par do MBA (Master in Business Administration).&lt;br /&gt;No campo da Educação, Ivo Carneiro de Sousa destaca teses relevantes.&lt;br /&gt;Porque é que os alunos estudam língua inglesa durante 10 ou 12 anos, mas chegam ao fim sem saber falar? Este foi o problema levantado por uma das teses, relativamente ao ensino de inglês nas escolas de Macau. A investigação deu origem a algumas respostas. “Como o inglês não é uma língua de comunicação, dificilmente era falada pelos alunos”, revela Ivo Carneiro de Sousa, adiantando que o sistema de ensino também estaria na origem do problema, pois “sendo essencialmente baseado na memorização, não permitia aos alunos aplicar os conceitos gramaticais na comunicação oral”.&lt;br /&gt;A necessidade da criação de um centro de professores (Teacher’s Centre) foi fundamentada por uma outra tese de mestrado. O centro “permitiria o encontro de professores, e consequente partilha de experiências e recursos, num espaço que privilegiaria a comunicação transversal, distante de regulamentos e da estrutura vertical de cada estabelecimento de ensino”, explica. “A criação deste núcleo implicaria a reorganização da profissão”, conclui o responsável.&lt;br /&gt;Também noutras áreas vão surgindo abordagens interessantes. Por exemplo, no mestrado de História e Património estão a ser feitos estudos sobre pátios de Macau, farmácias chinesas, além de um arquitecto chinês “estar a debruçar-se sobre o Porto Interior”.&lt;br /&gt;O vice-reitor para a investigação constata que há muitas pessoas que “ainda não perceberam que Macau tem um património único, sendo a única cidade europeia na Ásia e, ao mesmo tempo, uma cidade chinesa muito antiga”, em que não há grandes cruzamentos ou misturas. O responsável dá como exemplo as fábricas de panchões, que estão também a ser alvo de uma outra investigação, em que a arquitectura é semelhante, não por uma influência natural ou cruzamento de culturas, mas “por imposição de regulamentos militares que remontam ao séc. XIX”.&lt;br /&gt;O professor é da opinião que “uma tese não termina na sua defesa”. Existem duas hipóteses em cima da mesa: “Ou fica a dormir numa prateleira ou é dada a conhecer”.&lt;br /&gt;Mediante os estudos válidos e projectos inteligentes que ali vê nascer, frisa que uma das funções da instituição de ensino superior em que está inserido é sempre “promover a divulgação na comunidade científica”, através da publicação de artigos em revistas ou jornais de âmbito internacional ou proporcionando a participação em conferências e seminários, usando o inglês como língua veicular “para atingir o máximo de pessoas possível”, esclarece.&lt;br /&gt;O objectivo principal no campo da investigação, seja ao nível de mestrados ou doutoramentos, é cumprir as áreas estratégias que a instituição definiu: Globalização e os seus impactos; Mudança Social e Desenvolvimento Sustentável, abrangendo três grandes áreas geográficas como a região do Delta do Rio das Pérolas, Sudeste Asiático (Indonésia, Tailândia, Filipinas) e os países lusófonos.&lt;br /&gt;Quanto às novas áreas de investigação que vão começar em Setembro, Ivo Sousa espera ver “estudos comparados entre a América Latina e a China, no âmbito da política, da sociedade, relacionando os níveis de integração regional ou a circulação nos mercados globais”, no caso do mestrado em Estudos Latino-americanos.&lt;br /&gt;Nas comemorações do Dia Internacional da Mulher, surgiram também abordagens que gostaria que fossem trabalhadas no mestrado de Estudos da Mulher, como “o problema do tráfico humano, a prostituição, a subalternidade no trabalho, os direitos associados à maternidade”, entre outros.&lt;br /&gt;Já no caso dos Estudos Lusófonos, o vice-reitor considera importantes as “investigações comparadas por sector, por exemplo, em matéria de florestas, pesca, têxteis, sistema bancário, em países como Moçambique ou Angola”, uma vez que Macau é um território que serve de plataforma entre a China e os países lusófonos e cuja análise em determinadas áreas é “bastante necessária”.&lt;br /&gt;Para 2009, um novo doutoramento poderá arrancar no IIUM, denominado Estudos Globais, cujo mês limite de inscrições é Outubro deste ano.&lt;br /&gt;Até à data, têm sido possível superar dificuldades na contratação de docentes especializados, mas se o objectivo é evoluir para esta área e outras, como Psicologia Social, Psicologia Jurídica ou Arquitectura, vai tornar-se um desafio complicado. “Vamos ter de competir com outras universidades que também solicitam a mesma massa crítica que nós”, remata o professor, que desabafa: “Por exemplo, em Macau só existe uma pessoa doutorada em Arquitectura!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A investigação na Universidade de Macau e no Instituto Politécnico&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Na Universidade de Macau, a maioria das faculdades disponibiliza formação que vai para além do grau de licenciatura. Na faculdade de Direito, além das pós-graduações de Introdução ao Direito de Macau – curta duração e do Curso de Adaptação ao Direito de Macau, entre outras, destinadas especialmente aos licenciados que chegam ao território para trabalhar, são proporcionados também mestrados em Ciências Jurídicas e Ciências Jurídico-Políticas em língua veicular portuguesa. Estudos específicos em Direito Internacional, Direito da União Europeia ou Sistemas Jurídicos Comparados são outras possibilidades mas, desta feita, em língua inglesa.&lt;br /&gt;A Faculdade de Gestão de Empresas conta com um MBA (Master in Business Administration).&lt;br /&gt;Na Educação, os mestrados desdobram-se em áreas específicas: Administração Educacional, Psicologia Educacional, Currículo e Ensino. O único que tem a indicação de que não irá abrir vagas é o mestrado de Educação em Aconselhamento Escolar.&lt;br /&gt;Na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, o Departamento de Comunicação confere também a possibilidade de estudar Comunicação e Novos Media (em inglês).&lt;br /&gt;No Departamento de Português, dirigido por Alan Baxter, as ofertas variam entre Língua e Cultura Portuguesa (Linguística, Literatura e História) e Tradução. Já o Departamento de Psicologia não oferece a opção de mestrado.&lt;br /&gt;Em alguns casos pode concluir-se o mestrado em dois anos, ou entre três a quatro anos, como é o caso da maioria dos programas de mestrado da Faculdade de Ciência e Tecnologia.&lt;br /&gt;O Centro de Educação Contínua da Universidade de Macau organiza diversos cursos, seminários e workshops, mas no que diz respeito a mestrados, Olívia Lei, do Centro, disse que estão ainda na fase de planeamento, pelo que nada pode adiantar. “Talvez em Setembro já haja novidades”.&lt;br /&gt;O Instituto Politécnico de Macau estabeleceu parcerias com várias universidades chinesas e também com algumas instituições de ensino superior sediadas em Hong Kong e Inglaterra, para possibilitarem aos alunos o acesso ao grau de mestrado. As áreas de formação vão da educação física às telecomunicações, passando pela enfermagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sandra Gomes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fotografia: António Falcão/ bloomland.cn&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4250555230423850268-4103768232000514286?l=taichungpou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taichungpou.blogspot.com/feeds/4103768232000514286/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4250555230423850268&amp;postID=4103768232000514286&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4250555230423850268/posts/default/4103768232000514286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4250555230423850268/posts/default/4103768232000514286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taichungpou.blogspot.com/2008/04/lderes-mundiais-reunidos-no-frum-boao.html' title='Líderes mundiais reunidos no Fórum Boao em Hainão, Mestrados e doutoramentos em Macau'/><author><name>Tai Chung Pou em português</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09925797556723811855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_UlCe4jiakGA/SAGFy34euHI/AAAAAAAAAww/8Y2KHkrFY18/s72-c/1104081.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4250555230423850268.post-6078726517340618266</id><published>2008-04-10T15:31:00.006+08:00</published><updated>2008-04-10T15:37:54.302+08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Viagens'/><title type='text'>AL adia votação de diploma sobre trabalhadores não-residentes, AI Portugal prepara acção de rua sobre a China, O país do faz de conta</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R_3C6vlgm7I/AAAAAAAAAwg/ygQXHPYND4w/s1600-h/1004081.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R_3C6vlgm7I/AAAAAAAAAwg/ygQXHPYND4w/s400/1004081.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5187516660262673330" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;AL adia votação de diploma sobre contratação de trabalhadores não-residentes&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A casa não começa pelo telhado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O diploma dos princípios reguladores da contratação de trabalhadores não-residentes só vai ser discutido e votado na generalidade pela Assembleia Legislativa (AL) após a entrada em vigor da Lei Laboral. As expectativas de uma tarde de debate aceso no hemiciclo saíram goradas. O deputado Chui Sai Cheong apresentou, antes do início da discussão, uma proposta para adiar os trabalhos. A moção foi aprovada pela maioria dos membros da AL.&lt;br /&gt;“Considero que não estão reunidas as condições necessárias para aprovar a lei. Muitos artigos remetem para a Lei Laboral”, apontou o mesmo responsável. Por esta razão, Chui Sai Cheong defendeu que a discussão e aprovação do articulado só pode avançar quando estiver em vigor a legislação que serviu de base à elaboração deste diploma.&lt;br /&gt;Este tipo de procedimento está contemplado pelo Regimento da Assembleia. Após a apresentação, os deputados votaram a proposta de adiamento. Au Kam San foi o único que votou contra e os Princípios Reguladores da Contratação de Trabalhadores Não-residentes só voltarão ao hemiciclo depois da terceira comissão avaliar o diploma da Lei Laboral.&lt;br /&gt;A proposta de lei que estipula o sistema de contratação de mão-de-obra importada é actualmente um dos diplomas que mais centra as atenções da RAEM. A matéria causa cisões na sociedade. Por um lado, o sector que representa os empregadores defende que a força de trabalho estrangeira é a única via para satisfazer a carência de recursos humanos de Macau; por outro, a classe laboral receia que os direitos dos trabalhadores locais sejam prejudicados.&lt;br /&gt;Os Princípios Reguladores da Contratação de Trabalhadores Não-residentes são a estratégia do Governo para tentar encontrar um equilíbrio. No entanto, os deputados mostraram-se bastante críticos e apreensivos na primeira vez que o secretário para a Economia e Finanças, Francis Tam, se deslocou à AL para apresentar a proposta de lei.&lt;br /&gt;Em finais de Fevereiro, o governante abandonou o edifício com uma lista repleta de críticas. Durante a sessão, Francis Tam fugiu sempre às questões, “apontando” todos os comentários e prometendo “muito diálogo com os deputados e a sociedade”.&lt;br /&gt;A Assembleia classificou de vago, ambíguo e abstracto o conteúdo da proposta de lei. Os membros da AL reprovaram o facto de o diploma não definir os valores das taxas de contratação dos trabalhadores estrangeiros que devem ser pagas pelas entidades empregadoras. Francis Tam respondeu dizendo que todos os pormenores serão contemplados num regulamento administrativo sobre a mesma matéria. O problema é que, lembrou na altura Leong Iok Wa, esse tipo de diplomas não passa pela apreciação da AL.&lt;br /&gt;Da proposta de lei apresentada pelo Governo, destaca-se a manutenção do princípio de complemento da mão-de-obra local da importação de trabalhadores, estando esta medida sujeita a prévia autorização administrativa. Por outro lado, os direitos da força de trabalho estrangeira serão reforçados, algo que, segundo afirmou anteriormente Francis Tam, não tinha ainda sido devidamente salvaguardado.&lt;br /&gt;O diploma prevê ainda a intervenção do Executivo na suspensão da política de contratação de trabalhadores não-residentes em caso de situações prejudiciais para os habitantes locais ou para o estado da economia da RAEM.&lt;br /&gt;Em matéria de responsabilidade criminal, destaca-se também o agravamento da punição para quem contratar trabalhadores sem autorização para permanecer em Macau nessa qualidade. De um ano, a pena de prisão passa para três e a multa aumenta 30 dias, fixando-se nos 150.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Alexandra Lages&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fotografia: António Falcão/ &lt;a href="http://bloomland.blogspot.com"&gt;bloomland.cn&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Amnistia Internacional Portugal prepara acção de rua sobre a China&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Um alerta para os direitos humanos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Numa acção de rua a cargo da Amnistia Internacional (AI), no dia 5 de Maio haverá cartazes e faixas erguidas em algumas cidades portuguesas. A mensagem será a da “melhoria dos direitos humanos” na China, que é o “verdadeiro legado dos Jogos Olímpicos”. Uma informação que já está a ser veiculada na Internet e que foi confirmada ao Tai Chung Pou pela coordenadora do co-grupo da China da Amnistia Internacional Portugal, Maria Teresa Nogueira, uma das organizadoras.&lt;br /&gt;O número de pessoas envolvidas, nesta fase do campeonato, a responsável não sabe prever, dado que só na altura poderá confirmar. Apenas revelou que terá lugar nas ruas principais de Lisboa, Aveiro, Castelo Branco e Sintra. Os membros da AI irão empunhar alguns “banners” apelando a uma “melhoria da protecção dos direitos humanos” na China. Aqueles que aderirem ao movimento poderão “escrever nos cartazes os seus desejos”. Sempre no intuito de preservar aquele que deveria ser o “legado” das Olimpíadas, “despertando consciências”. “Não somos pelo boicote aos Jogos Olímpicos”, alertou. Mas, afirma, o que se tem visto é que o ponto de situação no que toca aos direitos humanos “está pior por causa do evento desportivo”, não se referindo exclusivamente aos recentes incidentes no Tibete que têm preenchido as páginas dos jornais.&lt;br /&gt;Referindo-se a casos como o da condenação a três anos e meio de prisão do activista chinês Hu Jia, pelo crime de subversão, na sequência de críticas ao regime comunista, Maria Teresa Nogueira afirma que “a China não está a cumprir as suas promessas no que toca aos direitos humanos”. Mas a acção de rua é feita também a pensar nos “inúmeros jornalistas, activistas e peticionários de Pequim, que foram presos, reenviados para as terras de origem ou submetidos a detenção administrativa”. Ou mesmo no que toca “à ausência de garantias de julgamento justo” como, denuncia, se viu “no caso de Hu Jia, cujo advogado falou apenas durante 15 minutos, além de não ter tido tempo para preparar a defesa”. A pena de morte que continua a ser prevista e aplicada também é um dos pontos que estará em causa na acção de dia 5 de Maio, considerando inadmissível que “uma confissão obtida sob tortura seja suficiente para condenar alguém à morte”.&lt;br /&gt;No que toca ao Tibete, o desejo da Amnistia Internacional é que “seja permitida a entrada dos observadores da Organização das Nações Unidas e libertados os que se estão a manifestar pacificamente”, já que, na sua opinião, “é a identidade do povo tibetano que está a ser anulada”. Apesar de tudo, boicotar os Jogos Olímpicos “não traria quaisquer resultados”. Mas, ao invés, já que se irão realizar em Pequim, o desejo da AI é que “sejam acompanhados por uma melhoria dos direitos humanos”. Coordenadora do co-grupo da China, Maria Teresa Nogueira afirma que “admira a cultura chinesa”, mas condena a actuação do Governo Central que tem vindo a “atentar à dignidade humana”.&lt;br /&gt;Contactado pelo Tai Chung Pou, de passagem pelo Continente, o presidente do Comité Olímpico de Portugal, Vicente Moura, diz não ter conhecimento dos planos da AI e “lamenta” os protestos que têm ocorrido nos vários países, especialmente agora que a tocha olímpica está a circular pelos cinco continentes, como forma de “difundir a confraternização entre os povos”. Na opinião do dirigente, “há que deixar a política fora da actividade desportiva”. Até porque, o que o Comité Olímpico de Portugal quer é “que os Jogos Olímpicos se realizem”, considerando que, caso tal não aconteça, “os mais prejudicados são os atletas”. E afirma que os “desportistas que aderirem ao boicote ficarão arrependidos”, porque “passarão à margem de uma possibilidade de ter uma carreira internacional”.&lt;br /&gt;Quanto aos eventuais boicotes que têm vindo a ser referidos nos órgãos de comunicação social, nomeadamente no que toca à França e à Alemanha, cujos respectivos dirigentes máximos colocaram essa hipótese em cima da mesa, Vicente Moura diz que é uma acção dos “políticos”, não dos “comités olímpicos”. Por isso, reitera, “são duas partes diferentes [a política e o desporto]”, não lhe cabendo pronunciar-se sobre a política. “O que lhe posso dizer é que os Jogos Olímpicos interessam aos atletas”, cujas carreiras poderão ser “encerradas” se ficarem de fora de uma competição internacional. De resto, “não contesto nem deixo de contestar, não tenho preocupações de carácter político”.&lt;br /&gt;Recorde-se que esta semana foi veiculada uma notícia sobre a realização de uma reunião do Comité Olímpico Internacional para discutir uma eventual anulação do percurso mundial da tocha olímpica, dado os recentes protestos que marcaram a passagem da chama por Londres e Paris. O presidente do COI veio ontem dizer que não há alterações.&lt;br /&gt;No caso de Macau, o vice-presidente do Comité Olímpico de Macau (COM), Manuel Silvério, afirmou que o transporte do símbolo das Olimpíadas está a ser preparado “há vários meses”, não escondendo, contudo, que “há uma possibilidade [de surgirem perturbações na passagem da tocha em Macau]”. “Temos uma responsabilidade acrescida depois de termos assistido aos últimos acontecimentos na Europa”, rematou.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Xinhua rejeita relatório da AI&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O relatório da Amnistia Internacional que acusa a China de violações dos direitos humanos, nomeadamente na forma como lidou com os incidentes ocorridos no Tibete, e apela ao Comité Internacional Olímpico a pressionar o país, foi rejeitado por vários peritos chineses, avançou a Agência Xinhua.&lt;br /&gt;O vice-presidente da Associação da China para os Estudos dos Direitos Humanos, Chen Shiqiu, afirmou que alguns países ocidentais “analisam sempre a China por óculos quebrados, e não estão confortáveis com o rápido desenvolvimento do país”. Discursando num seminário, Chen afirmou que o relatório é a “voz dos seguidores do Dalai Lama e dos separatistas tibetanos que querem sabotar os Jogos Olímpicos”. Além disso, acrescentou, o relatório “é um ataque à China sob a capa de direitos humanos, de forma a manchar a paz e estabiidade da nação, bem como a unidade étnica e o progresso social”. Já o director desse mesmo organismo, Xiong Lei, afirmou que a Amnistia Internacional deveria “aprender mais sobre os direitos humanos”. Aquilo que a AI identifica como um “ataque aos manifestantes tibetanos”, Xiong Lei afirma tratar-se de “criminosos envolvidos em vandalismo e agressões”. ”Estão a atentar contra os direitos humanos, ao invés de estarem a agir em sua defesa”, rematou.&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Luciana Leitão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R_3Cj_lgm6I/AAAAAAAAAwY/R5t30L4L6d8/s1600-h/1004084.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R_3Cj_lgm6I/AAAAAAAAAwY/R5t30L4L6d8/s400/1004084.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5187516269420649378" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Butão ou Druk Yul, a terra do dragão relâmpago&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O país do faz de conta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Tem fama de estar fechado ao mundo exterior, parado no tempo como se ainda fosse Idade Média. Mas a abertura do Butão já tem mais de trinta anos. Televisão satélite, telemóveis de terceira geração (já a caminho), companhia aérea, Internet ou playstation não são novidades no país que na intimidade se chama Druk Yul, terra do dragão relâmpago, numa tradução livre.&lt;br /&gt;Apesar do progresso já ter aterrado nos montes, montanhas e vales do território do tamanho da Suíça, a preservação da cultura e da identidade é psicose nacional. A arquitectura, religião, a arte ou a forma de vestir mantêm-se fiéis à tradição.&lt;br /&gt;Depois de uma viagem aérea com vista desarmada sobre os Himalaias, o piloto alerta os passageiros para não estranharem as curvas e manobras aéreas que contornam e roçam os montes, antes da descida para a pista de Paro, única cidade do Butão com direito a aeroporto.&lt;br /&gt;Em terra, para além do imenso vale e montes prestes a cobrirem-se de verde, a primeira impressão que salta ao olho é o gho, fato típico do Butão que está em praticamente todos os corpos masculinos. Essa espécie de uniforme nacional é uma túnica que fica um pouco além dos joelhos, atada com força à cintura, transformando a parte de cima numa bolsa improvisada. O vestuário é uma obrigatoriedade, imposta por lei, das 9h00 às 17h00, para os funcionários públicos e quase tudo o resto. Obrigatório para os homens é também o uso de meias pelo joelho, excepção feita durante o Inverno (durante o qual ceroulas ou, numa versão moderna, jeans são permitidos), que “oficialmente” só inicia quando os monges decidem mudar-se para um dos principais mosteiros do país, em Punhaka. Só nos sapatos se nota que a rigidez já não é o que era. As botas adornadas deram lugar aos sapatos de pele brilhantes ou às sapatilhas de marca.&lt;br /&gt;Imponente no monte, acessível através de uma ponte tradicional, está o seiscentista Paro Dzong, um dos elementos mais frequentes e visíveis da arquitectura do Butão. As enormes e brancas cidadelas (uma combinação forte-mosteiro) ainda hoje dão tecto ao poder secular e religioso de cada região. Uns metros acima do dzong, está o contemporâneo e arredondado Museu Nacional, onde factos históricos e ciência se confundem com magia e mitos. A visita, circular e descendente, acaba por ser uma descoberta sobre a forma de pensar sobrenatural do pequeno reino dos Himalaias de 635 mil habitantes, encravado entre a Índia e o Tibete, com o Nepal, não muito longe, à espreita.    &lt;br /&gt;De facto, o budismo, trazido por influências do vizinho Tibete por volta do século VII, está inscrito mesmo na paisagem do país, não só nos edifícios, sob a forma de mosteiros ou templos, mas também nas omnipresentes bandeiras e cilindros de oração, rodados no sentido dos ponteiros de relógios. A religião ajuda a explicar a sociedade, os hábitos, a arquitectura e (quase toda) a arte do Butão.&lt;br /&gt;Mais difícil de explicar é a localização do Taktshang Goemba, o mais famoso dos mosteiros do país a três mil metros de altitude, que também responde pelo nome de Ninho de Tigre. Conta a lenda que, no século VIII, Guru Rinpoche, detentor de poderes sobrenaturais, voou nas asas de um tigre para o local onde viria a ser construído o edifício. Literalmente encravado num íngreme penhasco, o complexo fica a 900 metros acima do vale de Paro e a cerca de duas horas de distância, percorrida a pé ou a cavalo, dada a ausência actual de tigres voadores. Os caminhos da subida ao local sagrado foram concebidos por estudantes, num esforço nacional iniciado em 2000 e assinalado numa placa que serve também de incentivo à caminhada sempre ascendente: “Caminho para a Glória de Guru! Aqui, neste reino, reina um incomparável rei benevolente!”&lt;br /&gt;O caminho para Thimphu já é quase todo feito de alcatrão. As estradas serpenteiam os montes e vales a caminho da capital do Butão, aqui e ali interrompidas por obras, queda de rochas e deslizamento de terras. Nas bermas, muitos trabalhadores indianos, elas com os filhos às costas, ajudam a concluir à pressa um projecto financiado pelo país a que pertencem. As estradas terão que estar terminadas a tempo da coroação do quinto rei do Butão, cuja data é a actual incógnita nacional. O pai, o quarto monarca, abdicou do trono a favor do jovem Jigme Khesar Namgyal Wangchuck, na casa dos vinte, de forma a poder supervisioná-lo nos actos reais e aconselhá-lo.&lt;br /&gt;Thimphu apregoa ser a única capital do mundo sem semáforos. Os condutores da cidade de 98 mil almas guiam-se pelos gestos do polícia-sinaleiro, colocado numa espécie de mini-coreto plantado no principal cruzamento de Thimphu. O local e a respectiva figura humana tornaram-se já no postal turístico e característico do Butão. Foi feita uma tentativa (frustrada) de colocar semáforos, mas a população não gostou e preferiu manter o tratamento personalizado do trânsito.&lt;br /&gt;Rei, ministros, funcionários da administração e monges partilham o mesmo dzong, o Trashi Chhoe do século XVII, quase paredes meias com a Assembleia Nacional. Incêndios e um terramoto obrigaram a várias renovações, a mais recente iniciada em 1962, quando o terceiro rei decidiu mudar a capital do país para Timphu. A reconstrução foi feita à moda antiga, sem planos escritos e sem o uso de um único prego.&lt;br /&gt;Durante 300 anos, a antecessora de Thimphu foi Punakha, à qual se chega através de uma estrada que sobe aos três mil metros e rapidamente desce até aos mil e picos, numa espécie de montanha russa (de reduzido grau de dificuldade) ladeada de pinhais.&lt;br /&gt;Erguido no cruzamento entre dois rios, o Punakha dzong, o segundo mais antigo e provavelmente o mais impressionante, continua a influenciar a vida de quase todos no país. O rei e os monges mudam-se para o dzong durante o Inverno, permitindo assim que os homens possam começar a usar meias compridas com o gho e, por outro lado, proibindo temporariamente as visitas dos turistas ao local.&lt;br /&gt;Ao longo da história, o poder concentrou-se nesta zona oeste do Butão, onde, por essa razão, se encontram os mais antigos e gigantes dzongs. Um desses exemplos arquitectónicos, a duas dúzias de quilometros de Punakha, é o Wangdue Phodrang Dzong, cujos pátios são frequentados por galos e galinhas à solta. Com uma vista privilegiada sobre o rio que cobre o vale, o dzong (e a cidade) é ponto de passagem obrigatório para quem vai ou vem do Sul do país.&lt;br /&gt;À ida ou à vinda do Butão, quando o avião sobrevoa Pairo, vêem-se trabalhadores em cima de vários telhados. Um cenário frequente nos últimos tempos e que está intimamente ligado à coroação, já que, por essa altura, todos os telhados do país terão que estar pintados de verde. Os únicos que escapam a essa cor são os edifícios religiosos, para quem está reservado o vermelho.&lt;br /&gt;Com efeito, este é um ano de tripla festa nacional. Para além da cerimónia de coroação, dependente da conclusão de quase todas as actuais obras do país, em 2008 foi também celebrada a transformação do Butão numa monarquia constitucional, com o acto eleitoral do passado dia 24 de Março. Por fim, juntam-se as comemorações dos 100 anos da monarquia. Na verdade, segundo os mais simples cálculos de somar, o centenário foi alcançado no ano passado. Mas 2007 não era um ano auspicioso e, por isso, a crença passou a perna à matemática. Faz de conta que a monarquia do Butão faz 100 anos este ano. Faz de conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cem anos (mais um) de monarquia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;As boas relações com os britânicos garantiram-lhe a obtenção do título de Cavaleiro Comandante do Império Indiano. Ugyen Wangchuck já era, por isso, um Sir quando os mais importantes Lamas e senhores feudais o elegeram como chefe máximo do Butão. Foi coroado em 1907 com o título de Rei Dragão. O filho sucedeu-o em 1926 e continuou uma política de isolacionismo, permitindo ao Butão passar ao lado da Grande Depressão ou da II Guerra Mundial. Até meados do século XX, não existiam no país telefones, escolas, moeda nacional, hospitais ou correios.&lt;br /&gt;O terceiro rei chegou em 1952. Educado na Índia e na Inglaterra, Jigme Dorji Wangchuck trouxe o mundo para o Butão, pondo um fim ao isolacionismo. A ocupação do vizinho Tibete em 1959 terá influenciado essa abertura ao exterior. Durante os anos 60 e 70, o Butão estabeleceu acordos com organizações internacionais e recebeu ajuda financeira e técnica para a construção de vários projectos. Em vinte anos, tantos quantos reinou, o terceiro monarca aboliu a servidão, criou 12 volumes de leis, uma assembleia nacional, um tribunal e as Forças Armadas. &lt;br /&gt;O quarto rei, ainda adolescente, foi coroado em 1974, quando, pela primeira vez, foi permitida a entrada no país da imprensa internacional. Educado igualmente no exterior, o monarca continuou a modernização e estabeleceu um plano para a auto-subsistência económica. Foi também ele a criar o conceito de Felicidade Nacional Bruta (FNB), tão ou mais importante do que o Produto Interno Bruto (PIB). Para calcular a FNB, são utilizados critérios que medem o impacto do progresso e dos projectos de desenvolvimento na sociedade e na população. Nos censos de 2005, 96 por cento dos butaneses declararam-se felizes.&lt;br /&gt;Em 1988, o rei casou, no mesmo dia, com quatro irmãs. Anos mais tarde, em 2005, e quando ainda só tinha 49 anos, voltou a surpreender quando anunciou que iria abdicar do trono a favor do seu filho mais velho. Declarou igualmente que iria conduzir o país a uma monarquia constitucional. Março foi o mês das eleições para a Assembleia Nacional, cujos candidatos tinham obrigatoriamente de possuir uma licenciatura.&lt;br /&gt;Em breve, haverá uma outra consulta popular de natureza distinta. É o povo (e o pai monarca) que irá decidir o futuro do actual namoro do jovem rei. Não consta que a candidata a rainha venha acompanhada de irmãs.&lt;br /&gt;Houve, no entanto, um preço a pagar pela entrada da modernização. O quarto monarca, para abater no custo, implementou várias medidas para preservar a identidade e cultura nacionais. Algumas são aplicadas à arquitectura, definindo, por exemplo, a posição e a composição das janelas das casas.&lt;br /&gt;A obrigatoriedade de uso do fato típico e da língua nacional nas escolas, imposta na década de 1980, chocou com a população do Sul do Butão, maioritariamente hindus de ascendência nepalesa. Actualmente, mais de 100 mil pessoas que há décadas viviam no Sul foram deslocadas para campos de refugiados instalados no Nepal. A ausência de documentos não permite definir a identidade desses refugiados e, talvez por isso, nem o Butão nem o Nepal estão dispostos a recebê-los.&lt;br /&gt;O reino dos Himalaias também se protegeu do exterior, abrindo muito timidamente as portas ao turismo. Em 1974, entraram os primeiros turistas ocidentais. No início dos anos 90, já com a Druk Air a voar entre Índia e Butão, entravam só cerca de três mil pessoas por ano. Actualmente, a cobrar um visto diário de cerca de 200 dólares americanos, o Butão já não limita o número de entradas anuais. O custo dos vistos já faz sozinho esse trabalho de funil, condicionando o volume de visitas. Em 2007, 30 mil pessoas visitaram o país. &lt;br /&gt;Ainda para se prevenir dos males do mundo, o Butão proíbe a emissão de alguns canais internacionais recebidos por satélite, nomeadamente a MTV. Foi também o primeiro país do mundo a não permitir que se fume em locais públicos (e privados, sagrados, naturais, etc.) e, mais, a proibir a própria venda do tabaco.  &lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Notas de viagem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;- Os primeiros visitantes ocidentais do Butão eram portugueses. Em 1627, os dois padres jesuítas vindos de Calcutá permaneceram durante vários meses a norte de Thimphu, antes de seguirem para o Tibete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não atiram sobre animais, não caçam nem os matam porque o budismo assim o dita. Mas a dieta nacional não é vegetariana. Por isso, sem quebrar as regras, os butaneses importam os animais já mortos da Índia. Como não foram eles que os mataram, comem de consciência e estômago tranquilos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Frequentes são as casas com pénis gigantes desenhados nas paredes exteriores. Acredita-se que os ditos protegem a família contra os maus espíritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O Takin é o animal nacional, associado também à mitologia e à história religiosa próprias do Butão. Segundo os manuais, no século XV o Butão recebeu a visita de um importante Lama. Perante a insistência da multidão para a realização de um milagre, a personagem divina pediu uma vaca e um bode. Comeu-os primeiro e depois espetou a cabeça do bode na carcaça da vaca. Após ter estalado os dedos, o animal ganhou vida. Assim nasceu o primeiro Takin.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Todos os espaços livres são pretexto para a prática do desporto nacional. Os praticantes do tiro com arco distinguem-se nas ruas pelo equipamento que usam. Os profissionais já só usam arcos importados, sendo os de madeira uma raridade nacional. Qualquer torneio, mesmo a feijões, pressupõe comida, rituais e danças de vitória ou derrota.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quatro dias depois de ter iniciado a peregrinação, um antigo guia terminou a última etapa em Paro. Percorreu 180 quilómetros a pé, sempre a arrastar um carrinho repleto de bandeiras de oração. Ao longo do caminho, a cada três passos, prostrava-se no chão. Para prevenir lesões, usou joelheiras e, a cobrir as palmas da mão, umas placas de madeira com rodinhas para ajudar no lançamento do corpo para o chão e para a frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nos mosteiros, às vezes tem-se algum contacto com os monges e os estudantes mais novos. Por exemplo, numa ocasião estavam descalços no pátio, ao frio, a repetir por uma eternidade danças e movimentos religiosos. Os mais pequenos brincavam com telemóveis enquanto decorriam cerimónias religiosas.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Texto e fotografias: Mariana Palavra&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4250555230423850268-6078726517340618266?l=taichungpou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taichungpou.blogspot.com/feeds/6078726517340618266/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4250555230423850268&amp;postID=6078726517340618266&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4250555230423850268/posts/default/6078726517340618266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4250555230423850268/posts/default/6078726517340618266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taichungpou.blogspot.com/2008/04/al-adia-votao-de-diploma-sobre.html' title='AL adia votação de diploma sobre trabalhadores não-residentes, AI Portugal prepara acção de rua sobre a China, O país do faz de conta'/><author><name>Tai Chung Pou em português</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09925797556723811855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R_3C6vlgm7I/AAAAAAAAAwg/ygQXHPYND4w/s72-c/1004081.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4250555230423850268.post-9020756830826873532</id><published>2008-04-09T10:41:00.000+08:00</published><updated>2008-04-09T10:42:14.296+08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Justiça'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desporto'/><title type='text'>Autoridades de Macau dizem estar preparadas para tocha olímpica, Tribunal diz que AMCM não tem razão, Ciclo de cinema no Albergue</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R_t_6xMYkAI/AAAAAAAAAvw/4BptjxaDxzE/s1600-h/0904081.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R_t_6xMYkAI/AAAAAAAAAvw/4BptjxaDxzE/s400/0904081.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186880043461677058" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Autoridades de Macau dizem estar preparadas para transporte da tocha olímpica&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sagrada chama&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A polémica tem acompanhado a viagem da tocha olímpica desde que a chama sagrada foi acesa na cidade de Olímpia, na Grécia. O percurso, que tem como mote “Jornada da Harmonia”, pouco ou nada tem tido de harmonioso. Os portadores da tocha têm sido acompanhados por fortes escoltas policiais, devido aos protestos contra a ocupação chinesa no Tibete.&lt;br /&gt;Uma situação à qual a RAEM pode não escapar. O vice-presidente do Comité Olímpico de Macau (COM), Manuel Silvério, avançou que o transporte do símbolo dos Jogos Olímpicos de Pequim está a ser preparado “há vários meses”, tendo especial incidência nas questões de segurança. Por sua vez, o Corpo da Polícia de Segurança Pública (CPSP) garante que existe mão-de-obra suficiente para o evento. A chama olímpica vai percorrer as ruas de Macau no dia 3 do próximo mês.&lt;br /&gt;“Há uma possibilidade [de surgirem perturbações na passagem da tocha em Macau] e temos uma responsabilidade acrescida depois de termos assistido aos últimos acontecimentos na Europa. Estaremos preparados para qualquer imprevisto”, afirmou Manuel Silvério.&lt;br /&gt;Grupos de manifestantes contrários à política da China para Tibete e em matéria de Direitos Humanos perturbaram o percurso da tocha em Londres e Paris nos últimos dias. A organização do percurso da tocha na capital francesa foi obrigada a cancelar a última parte do trajecto, depois de vários manifestantes terem tentado impedir os atletas de carregar a tocha e apagar a chama com água.&lt;br /&gt;A polícia de Paris referiu mesmo que a tocha olímpica se apagou devido a problemas técnicos. No entanto, a organização dos Jogos defendeu que a chama nunca chegou a ser extinguida.&lt;br /&gt;De acordo com o também presidente da Associação dos Comités Olímpicos de Língua Oficial Portuguesa (ACOLOP), existe uma comissão responsável pela organização e preparação de todos os pormenores do transporte da chama olímpica que já se reúne “há vários meses”. O organismo coordenado pelo mesmo responsável é formado por 10 serviços públicos, incluindo todos os sectores ligados à Segurança.&lt;br /&gt;“O plano de segurança já está todo delineado e testado. Tudo faremos para proteger a chama e vamos ter todos os últimos incidentes em conta”, salientou Manuel Silvério.&lt;br /&gt;Os detalhes serão divulgados “mais tarde”, avançou ao Tai Chung Pou o departamento de relações públicas do CPSP. Neste momento, as forças policiais estão a limar as últimas arestas do plano de segurança. Quanto ao número de agentes que serão recrutados para a escolta da tocha, as autoridades apenas adiantam que “existe suficiente mão-de-obra para os trabalhos de acompanhamento da tocha”.&lt;br /&gt;Do outro lado do Delta do Rio das Pérolas, os serviços de imigração de Hong Kong não vão deixar entrar “pessoas indesejáveis” na região. A garantia foi deixada há dias pelo secretário para a Segurança da RAEHK, Ambrose Lee.&lt;br /&gt;Para o transporte do símbolo dos Jogos Olímpicos em Macau, já estão inscritas 120 pessoas, oriundas do mundo do desporto, funcionários, dirigentes e chefias do Governo da RAEM, bem como entidades privadas. Deste conjunto, destacam-se os presidentes de três comités olímpicos de países de língua portuguesa.&lt;br /&gt;Além de Manuel Silvério, o percurso da tocha olímpica em Macau terá como portadores Vicente Moura, Franklim Palma e Marcelino Macombe, respectivamente presidentes dos Comités Olímpicos de Portugal, Cabo Verde e Moçambique. Inicialmente, João Costa Alegre, presidente do Comité Olímpico de São Tomé e Príncipe, e Carlos Arthur Nuzman, líder do Comité Olímpico Brasileiro, integraram também a lista do transporte da tocha, mas tiveram de anular a sua participação por questões de agenda.&lt;br /&gt;A tocha olímpica vai percorrer as principais artérias de Macau, incluindo locais turísticos, e a Taipa. O ponto de partida e de chegada é o mesmo, a Doca dos Pescadores, num circuito com uma extensão de 26 quilómetros e uma duração de oito horas.&lt;br /&gt;Relativamente aos protestos no Tibete contra o domínio de Pequim durante o percurso da tocha, o presidente da ACOLOP reiterou o seu “repúdio pelas ingerências externas” neste evento. “É lamentável tudo o que tem acontecido. Estas organizações internacionais ou pessoas individuais devem respeitar o que está a ser feito à volta da juventude e do desporto.”&lt;br /&gt;O percurso da tocha olímpica continua, desta vez do outro lado do Oceano Atlântico, na cidade norte-americana de São Francisco, onde também já decorreram manifestações contra a China.&lt;br /&gt;Alexandra Lages&lt;br /&gt;Fotografia: Agência Xinhua&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Organismo queria retirar todas as regalias a directora-adjunta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tribunal diz que AMCM não tem razão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O Tribunal de Última Instância (TUI) indeferiu um recurso apresentado pela Autoridade Monetária de Macau (AMCM), num caso que envolve uma directora-adjunta do organismo. A história começou há já alguns anos e envolve o pagamento de regalias que a trabalhadora deixou de ter, por força de uma deliberação do conselho de administração da entidade. O desfecho foi conhecido recentemente: num acórdão datado do passado dia 2, o TUI diz que a Autoridade Monetária não tem razão e explica que o organismo tem que respeitar a posição que o Tribunal de Segunda Instância (TSI) já tinha tomado sobre o assunto. Ou seja, a funcionária tem direito a determinadas regalias, que não lhe podem se retiradas pelo empregador.&lt;br /&gt;A directora-adjunta tinha apresentado recurso de uma deliberação que implicava a perda de regalias que auferia. Destituída das funções de direcção, tinha regressado ao grupo, funções e categoria que detinha antes de ser nomeada mas, segundo argumentou a funcionária, a sua nomeação tinha sido feita a título definitivo, e não numa comissão de serviço. Por isso, sustentou, junto da segunda instância, o carácter efectivo da sua nomeação, considerando que a deliberação em causa tinha violado os seus direitos adquiridos.&lt;br /&gt;A trabalhadora alegou ainda que havia, dentro da Autoridade Monetária de Macau, tratamento diferente para situação igual, uma vez que um outro director-adjunto, que não se encontrava, tal como ela, no exercício de funções de qualquer cargo de direcção ou chefia, tinha continuado a beneficiar das regalias que lhe tinham sido, a ela, retiradas.&lt;br /&gt;O TSI deu parcialmente razão à directora-adjunta e declarou ilegal parte da deliberação da AMCM: mesmo tendo deixado de exercer o cargo, a funcionária tinha direito a receber as regalias referentes à energia eléctrica, água e telefone da habitação. A mesma instância não deu, contudo, razão à pretensão da funcionária no que toca ao parque automóvel, cartão de crédito para despesas de representação, utilização de gabinete individual de trabalho, utilização de telemóvel com chamadas pagas e atribuição de dois jornais diários, pelo que deixou de ter, efectivamente, estas regalias.&lt;br /&gt;A Autoridade Monetária não ficou satisfeita com a decisão do TSI e apresentou recurso jurisdicional à última instância. O tribunal analisou o decidido pela segunda instância, bem como os estatutos da Autoridade Monetária que definem a retribuição mensal efectiva, concluindo que as despesas com o pagamento da energia eléctrica, água e telefone são pagas mensalmente e têm carácter de regularidade e permanência. Porque são prestações em espécie que têm natureza salarial, concluiu o TUI, fazem parte da retribuição mensal efectiva, pelo que a directora-adjunta continua a ter direito a receber o dinheiro referente às despesas com a habitação.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Isabel Castro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Seminário sobre luta contra o aquecimento global&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mais fácil do que se pensa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;É tudo uma questão de ideias pré-concebidas, que convém desmistificar. Construir a pensar no ambiente pode trazer vantagens, tanto ao nível operacional como em termos da própria construção mas, para que tal aconteça, há um longo caminho que tem que ser feito. “É preciso construir uma consciência colectiva”, defende Rui Leão, vice-presidente da Associação de Arquitectos de Macau.&lt;br /&gt;De nada adianta a um arquitecto conceber projectos ecológicos, se o construtor não quiser apostar na tecnologia certa ou o cliente não estiver disponível para aceitar uma encomenda ecologicamente respeitadora. Rui Leão assegura que “há esquemas bastante simples e tipos de construção” que permitem reduzir, por exemplo, a emissão de gases que contribuem para a poluição geral do planeta. E desengane-se quem acha que estas novas soluções são mais caras. Pelo contrário, assegura, há contrapartidas económicas imediatas e muitas mais a longo prazo, já para não falar no que realmente interessa: a saúde de toda a gente.&lt;br /&gt;É a pensar na necessidade de se proteger o ambiente enquanto se concebem edifícios que a Associação dos Arquitectos de Macau organiza, no próximo sábado, um seminário sobre o aquecimento global. “É o primeiro deste género que se faz cá”, sublinhou ao Tai Chung Pou o vice-presidente da organização. A ideia é sensibilizar os profissionais da área para a temática. Mas também os outros intervenientes, que acabam por ser todos os residentes.&lt;br /&gt;Organizado com o apoio do Hong Kong Civic Exchange, o seminário “Climate Disruption” vai servir ainda para apresentar um relatório elaborado pela Associação dos Advogados em conjunto com a entidade da antiga colónia britânica que versa, precisamente, sobre a emissão de gases nocivos ao ambiente resultantes do sector da construção.&lt;br /&gt;Para o seminário, que tem início marcado às 14h30, os arquitectos de Macau convidaram Christine Loh, fundadora e directora executiva da Hong Kong Civic Exchange, e Bill Baron, professor do Instituto para o Ambiente da Universidade de Ciência e Tecnologia da RAEHK. A trabalhar no território vizinho desde 1989, este especialista tem sobretudo focado, na sua actividade, as políticas ambientais urbanas.&lt;br /&gt;Além da discussão sobre a situação geral sobre o aquecimento global, haverá um painel de debate relativo às consequências sentidas em Macau. Para esta parte do seminário, a organização convidou o Conselho do Ambiente de Macau para se fazer representar.&lt;br /&gt;A iniciativa da Associação de Arquitectos de Macau terá lugar na sede da instituição, na Avenida Coronel Mesquita.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Isabel Castro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R_t_lRMYj_I/AAAAAAAAAvo/PettNGW_XEM/s1600-h/0904084.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R_t_lRMYj_I/AAAAAAAAAvo/PettNGW_XEM/s400/0904084.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186879674094489586" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Ciclo de cinema “Oriente-Ocidente” arranca no Albergue da Santa Casa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Luzes, câmara…. Acção!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O cinema é a “satisfação completa do nosso apetite de ilusão”, dizia A. Bazin. Apetite esse que será saciado a partir de hoje, no Albergue da Santa Casa da Misericórdia, com o filme “O Amante”, de Jean Jacques Arnaud, que marca o arranque do ciclo “Oriente-Ocidente”. Até ao dia 7 de Junho, estarão em exibição 15 filmes escolhidos pelo tema e importância no seio da indústria cinematográfica, que contarão com uma pequena apresentação a cargo de algumas figuras emblemáticas da vida artística e profissional de Macau. Hoje será a vez de Carlos Marreiros.&lt;br /&gt;“É criar um precedente que não existe, que leve as pessoas às salas de cinema, criar uma iniciativa com alguma regularidade que constitua uma alternativa aos cinemas de Macau”, explica o realizador Tomé Quadros, um dos responsáveis pela escolha da programação. Os filmes foram “pensados”, não se inserindo apenas no circuito comercial.&lt;br /&gt;Foi a resposta a um repto lançado pelo advogado Frederico Rato. “Foi-nos pedido que se fizesse um ciclo de cinema, utilizando a estrutura da Casa de Portugal, proporcionando alguma reflexão, que levasse as pessoas a aderir à iniciativa, que não fosse muito complexo para que no futuro possa levar a outras iniciativas do género”, conta. Tendo um espaço disponível, como o Albergue da Santa Casa da Misericórdia, tentou-se “partir do geral [o tema Oriente-Ocidente, East meets West] para o particular, abrangendo filmes que são ícones”. Convidaram-se pessoas de diferentes áreas profissionais e artísticas para apresentar cada um dos filmes, de forma a mostrar as “diferentes perspectivas do cinema”. Não se estranhe, por isso, se se vir o médico Alfredo Ritchie a apresentar “O Véu Pintado”, filme realizado por John Curran, cuja personagem principal é um médico de doenças contagiosas a trabalhar em Xangai.&lt;br /&gt;Contente com a iniciativa, a presidente da Casa de Portugal, Amélia António, afirma que não é uma ideia nova. O que é novo é a existência de um espaço, como a Galeria do Albergue da Santa Casa da Misericórdia, que possibilita este tipo de projectos. “Há muito tempo que procurávamos encontrar um núcleo que dinamizasse esta área”, diz. Até porque, “não se pode esperar que sejam sempre as pessoas da direcção a dinamizar tudo”, caso contrário “muita coisa fica por fazer”, remata.&lt;br /&gt;Os apresentadores dos filmes foram escolhidos “por gostarem de cinema” e terem “aptidão” para um tema em particular. Os filmes que se enquadram no tema “Ocidente-Oriente” estão relacionados “com enquadramentos sociais ou históricos” que surgem de um “encontro entre dois mundos”. São, por isso, 15 filmes que têm em comum “esta linha condutora”.&lt;br /&gt;O acesso é livre e gratuito, tendo como único objectivo “o puro entretenimento, convívio e dar uma motivação para o gosto pelo cinema“. Uma iniciativa que vem apresentar ao público dois filmes por semana, às quartas-feiras e sábados, apresentados por personalidades como o arquitecto Carlos Marreiros, o cônsul Moitinho de Almeida, o médico Alfredo Ritchie, o historiador Jorge Cavalheiro ou a presidente do IPOR Maria Helena Rodrigues. Pessoas de Macau que falam sobre o cinema do mundo em que o Oriente se cruza com o Ocidente.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Luciana Leitão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Olhar para o templo de Pak Tai&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Aniversário do deus do Norte&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;No terceiro dia da terceira Lua comemorou-se o aniversário de Pak Tai, conhecido em mandarim por Bei Dii.&lt;br /&gt;As festividades começaram na passada segunda-feira e estendem-se até ao dia 10, sendo o dia 8 o mais importante, quando se realizou a dança do leão e do dragão e os crentes aí se dirigem em maior número. Por isso, ontem dirigimo-nos para a Taipa onde, no largo de Camões, está situado o templo de Pak Tai.&lt;br /&gt;Construído em 1843, sofreu reparações em 1882 e em 1984. Teve um pavilhão central e dois laterais mas, como os custos eram grandes e a população da Taipa não conseguia suportar tais encargos, um dos lados foi arrendado a uma fábrica de tecelagem e o outro pavilhão lateral passou a habitação de uma família. História que vem contada por Leonel Barros no livro “Templos, Lendas e Rituais”. Ficou assim o templo reduzido ao pavilhão central onde, logo na porta de entrada, se encontram caracteres com o mais antigo nome da ilha da Taipa Grande. Na porta de dentro lê-se outro dos nomes por que era conhecida esta ilha. O sino, datado de 1844, é o objecto mais antigo do templo, sendo muito do rico recheio proveniente de 1882. Com três altares, é no central que se encontra a imagem da divindade taoista Pak Tai. Procurando discernir os elementos que a caracterizam, apesar de saber que ela tinha por baixo dos seus pés uma serpente no lado direito e uma tartaruga no esquerdo, assim como segurava na mão direita uma bandeira vermelha com caracteres dourados, nada disso conseguimos ver. As bandeiras vermelhas, com caracteres escritos a preto, encontrei-as nas mãos de devotos que as colocavam na mesa, de frente para o altar, cheia de oferendas como laranjas, bolos e vinho.&lt;br /&gt;Leonel Barros diz-nos ser Pak Tai um príncipe que, com coragem, comandou 12 legiões celestes numa luta contra um Rei-Demónio que pretendia devastar a Terra. “A lenda chinesa que lhe está associada conta que teve de lutar contra uma enorme tartaruga e uma comprida serpente que, no final, acabou por derrotar, derrubando assim o demoníaco soberano.”&lt;br /&gt;Na dinastia Han, as cinco direcções estavam associadas a cinco imperadores e o do Norte era representado por uma serpente enlaçanda numa tartaruga, com a virtude da água e simbolizando o Inverno.&lt;br /&gt;Foi durante a dinastia Song que este deus, o Imperador Preto, começou a ser representado com a imagem de uma pessoa, o segundo Soberano, Zhuanxu, que viveu entre 2513 e 2436 a.C..&lt;br /&gt;Este Imperador-deus é também um dos quatro reis-guardiões do budismo e durante a dinastia Yuan (1271-1368) foi-lhe prestado um especial culto, já que dominava o Norte, de onde esta dinastia era proveniente. Mas só na dinastia Ming ganha um lugar de destaque.&lt;br /&gt;A História conta que Zhu Di, nascido em 1360 e o quarto filho do imperador Tai Zu, o fundador da dinastia Ming, foi nomeado rei de Yan quando tinha 10 anos. Aos 20 anos partiu de Nanjing para governar Beiping, pois as fronteiras do Norte encontravam-se ameaçadas pelo que restava das forças da dinastia Yuan. Em 1390 e após 10 anos de duros combates, derrotou as forças mongóis e conseguiu a rendição do ex-primeiro-ministro e de todas as suas tropas. Devido à necessidade de um grande número de soldados e de uma grande força bélica, Zhu Di conseguiu reunir um grande exército, algo que seu pai tentou que não existisse ao dispor de nenhum dos seus filhos. Em 1398 morreu Tai Zu, sucedendo-lhe o neto Yunwen, que por sua vez era sobrinho de Zhu Di. Yunwen ficou conhecido como imperador Hui Di. Este, consciente da sua posição perante os seus tios, resolveu tirar-lhes a maior parte das suas tropas, enfraquecendo-os. Apenas o príncipe de Yan, Zhu Di, continuou muito poderoso, devido às ainda constantes ameaças dos mongóis vindo do Norte. O então imperador Hui Di, por conselho dos seus ministros e receando a grande força que o seu tio dispunha, envia um grande número de tropas para prender Zhu Di e a sua família. As tropas cercaram Beiping em 1399, mas Zhu Di não se encontrava lá. Zhu Di regressa a Beiping e Zheng He aconselha-o com planos estratégicos como combater o exército de Hui Di. Na batalha de Zhengcunba, Zheng He combateu com muita bravura tendo metade do exército de Hui Di morrido e a outra metade rendido-se. Com o pretexto de combater os preversos da corte que viviam em redor do imperador, Zhu Di marchou para Nanjing com o seu exército. Antes de iniciar esta aventura escuta um mestre tauísta que lhe recomenda, para ter sucesso, pedir a ajuda ao deus Bei Di, o imperador do Norte. Assim, após 4 anos de combates, derrotou as forças de Yunwen em 1402, conquistando Nanjing (Nan=Sul), que por essa altura era ainda a capital da dinastia Ming.&lt;br /&gt;Em 4 de Fevereiro de 1403, Zhu Di já como imperador Cheng Zu, proclamou que Beiping se passaria a chamar Beijing (o significado de Bei é Norte e Jing é capital), mobilizando mais de 136 mil famílias de Shanxi para irem viver em Beijing. Atingidos os objectivos, o imperador ordenou que fossem construídos templos em honra do deus-imperador do Norte em cada uma das prefeituras.&lt;br /&gt;Bei Di é também considerado como a combinação de sete deuses do Norte e por isso controla essa zona, sendo reconhecido como deus da Água.&lt;br /&gt;Ainda pelas palavras escritas por Leonel Barros ficamos a saber dos muitos feitos milagrosos que aconteceram na Taipa e atribuidos a Pak Tai. Para além de curar doentes, auxiliou a população quando a ilha estava para ser saqueada por piratas. Colocando um exército no local onde estes iriam desembarcar, o que muito amedrontou os invasores que fugiram, logo esses soldados desapareceram. Conta-nos também que num dos muitos incêndios que houve na Taipa, o fogo após devorar uma povoação estava-se a aproximar de uma outra contígua. A população desesperada, mandou alguém ir buscar a bandeira vermelha que se encontrava na mão direita de Pak Tai e agitando-a “o forte vento que soprava do quadrante Norte virasse para Sul, o que evitou que o fogo atingisse outras povoações”.&lt;br /&gt;O Largo de Camões está ocupado por uma enorme estrutura de bambu coberta para proteger o palco onde, às 11h00, se realizou uma representação de ópera. Em frente ao templo, numa larga mesa encontram-se três enormes porcos assados, para além de outras oferendas. Após a chegada de novo ao recinto de três enormes dragões, que percorreram as ruas da Taipa, depois do chefe do Governo da RAEM lhes ter pintado os olhos, quatro leões também aí regressam. Todos os animais fazem uma vénia em frente à mesa de oferendas, entrando os leões no recinto do templo para se prostrarem perante o altar principal. Quando saem não viram as costas a Pak Tai, mas vão às recuas.&lt;br /&gt;Pela praça, para além da mesa de oferendas, encontram-se mesas com comida onde as pessoas se vão servindo.&lt;br /&gt;Assim, até amanhã, em frente ao Largo de Camões, é possível assistir a partir das 20hOO a um espectáculo de ópera em honra de Pak Tai.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Texto e fotografia: José Simões Morais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Artista plástico, estudioso de Questões Civilizacionais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4250555230423850268-9020756830826873532?l=taichungpou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taichungpou.blogspot.com/feeds/9020756830826873532/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4250555230423850268&amp;postID=9020756830826873532&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4250555230423850268/posts/default/9020756830826873532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4250555230423850268/posts/default/9020756830826873532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taichungpou.blogspot.com/2008/04/autoridades-de-macau-dizem-estar.html' title='Autoridades de Macau dizem estar preparadas para tocha olímpica, Tribunal diz que AMCM não tem razão, Ciclo de cinema no Albergue'/><author><name>Tai Chung Pou em português</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09925797556723811855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R_t_6xMYkAI/AAAAAAAAAvw/4BptjxaDxzE/s72-c/0904081.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4250555230423850268.post-3782971775338185444</id><published>2008-04-08T10:00:00.001+08:00</published><updated>2008-04-08T09:40:22.141+08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Delta'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Direito'/><title type='text'>Classe jurídica de Macau é contra a intervenção do CCAC no sector privado, Descobrir novos mundos com arte</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R_oiXhMYj-I/AAAAAAAAAvg/gN1OWPTLxp8/s1600-h/0804081.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R_oiXhMYj-I/AAAAAAAAAvg/gN1OWPTLxp8/s400/0804081.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186495708313194466" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Classe jurídica de Macau é contra a intervenção do CCAC no sector privado&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Das competências à competência&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O alargamento das competências do Comissariado Contra a Corrupção (CCAC) ao sector privado não é acolhido com agrado pela classe jurídica de Macau. A grande maioria dos advogados a exercer no território que aceitou o repto lançado pelo Tai Chung Pou, respondendo a um inquérito sobre a matéria, diz não concordar com as intenções do Governo de Macau em relação à intervenção deste órgão de investigação no sector privado: 79,1 por cento dos inquiridos disseram não estar de acordo, contra 20,8 por cento que se mostra favorável a esta medida, anunciada aquando da apresentação das Linhas de Acção Governativa para 2008, e cujos detalhes ainda se desconhecem.&lt;br /&gt;O assunto foi debatido recentemente, por iniciativa do CCAC, que convidou especialistas de diferentes origens a pronunciarem-se sobre a matéria. Na generalidade, e embora deixando alguns alertas, esses mesmos académicos disseram ser favoráveis a uma extensão do trabalho do órgão ao sector privado. Diferente opinião parecem ter, contudo, os operadores do Direito de Macau.&lt;br /&gt;“A questão tem sido mal colocada junto da opinião pública, na medida em que se tem enfatizado o aspecto das competências do CCAC (i.e., estender ou não estender) em detrimento do problema fundamental subjacente, e que é o de saber se o legislador deve ou não criminalizar determinados comportamentos nas relações privadas, que hoje em dia não são crime”, considerou um dos juristas que respondeu ao inquérito do Tai Chung Pou. “Se o legislador decidir enveredar pela criminalização, então sim, poderá pensar-se na questão da competência para a investigação do crime.”&lt;br /&gt;O mesmo especialista, com vários anos de trabalho em Macau, mostrou “as maiores reservas quanto à opção de criminalização”, dizendo temer que, “mais uma vez, se esteja a copiar apressadamente do sistema legal de Hong Kong sem atentar na existência de diferenças fundamentais entre os dois sistemas”.&lt;br /&gt;Quanto à criminalização mencionada por este jurista, há que provar que é necessária. “Dou um exemplo: de acordo com as intenções do CCAC seria criminalizado o comportamento do trabalhador A que, encarregado pelo patrão de adquirir determinado equipamento para a empresa B, adquirisse esse equipamento ao fornecedor que lhe oferecesse, a ele, uma ‘comissão’, e não àquele que fizesse a melhor oferta para a empresa B.” A seguir, vem a questão: “Os mecanismos do direito privado não são suficientes para resolver o problema, nomeadamente considerando que o patrão pode penalizar o trabalhador se tiver conhecimento do sucedido? É necessário o Estado, através do Direito Penal, ‘meter-se ao barulho’ e gastar recursos públicos na investigação e punição do eventual crime?”&lt;br /&gt;Para este especialista, “a conduta do trabalhador do sector privado não pode ser equiparada à do funcionário público em circunstâncias semelhantes, exactamente porque este último é pago por dinheiros públicos e tem a seu cargo interesses públicos”. Deste modo, “não podem as condutas do funcionário público e do trabalhador privado ser englobadas num rótulo único de ‘corrupção’, sob pena de estarmos implicitamente a aceitar a visão totalitária e grosseira - própria dos regimes comunistas e felizmente caída em desuso - segundo a qual todos os cidadãos são, num sentido ou noutro, funcionários do Estado”.&lt;br /&gt;Mesmo que se opte pela criminalização, continua o jurista, “o crime em causa não deve cair sob a alçada do CCAC”, desde logo porque a vocação do Comissariado é combater a corrupção no sector público”. O especialista recorda que “os órgãos normalmente competentes para perseguir o ilícito criminal são o Ministério Público e a PJ, sendo o CCAC uma excepção à regra”, pelo que não vê razões para alargar essa excepção que, refere, “mesmo no caso da corrupção no sector público, já é difícil de justificar”. Fica um conselho final: “É em geral péssima política, conducente ao caos e à confusão, ‘partilhar’ competências idênticas por órgãos diferentes.”&lt;br /&gt;Para um outro advogado, que também aceitou o repto do Tai Chung Pou deixando comentários sobre a questão, o alargamento das competências do órgão que tem Cheong U como responsável máximo não deve acontecer “até  que o CCAC demonstre ser competente e respeitador intransigente dos direitos de defesa do cidadão”.&lt;br /&gt;Chegamos então à segunda questão lançada aos juristas de Macau. Sendo o CCAC um órgão que funciona, aparentemente, sem qualquer fiscalização por uma entidade independente, poderá o alargamento das competências ao sector privado colocar em causa as garantias dos cidadãos? Quase 96 por cento dos auscultados diz que sim – há um risco ao nível das garantias. Para um dos advogados inquiridos, não só “há um grande risco” como “o actual estágio de desenvolvimento de Macau, em quase todos os sectores, inclusive cívicos e culturais, não permite acalentar grandes melhorias”.&lt;br /&gt;O Tai Chung Pou quis ainda saber o que pensa o círculo jurídico acerca da excepção que a Lei 10/2000 estabelece a favor do CCAC, relativamente à regra geral que está consagrada no Código de Processo Penal, e que permite ao organismo não estar sujeito a nenhum prazo para concluir uma investigação criminal. A matéria está a ser avaliada na Assembleia Legislativa, depois de o advogado João Miguel Barros ter apresentado uma petição nesse sentido, alegando a sua inconstitucionalidade. A grande maioria dos auscultados parece partilhar a leitura de Barros. Foram 91,6 por cento aqueles que disseram concordar com o fim do regime de excepção.&lt;br /&gt;Criado em 1992, depois de um processo de vários anos, o CCAC - à altura da sua criação designado de Alto Comissariado Contra a Corrupção e a Ilegalidade Administrativa – teve como fonte de inspiração a entidade homóloga de Hong Kong, criada em 1975. Afirmando-se como um “órgão público e independente que tem como principal objectivo o combate à corrupção e à ilegalidade administrativa”, nasceu a pensar no sucesso da fórmula da Comissão Independente Contra a Corrupção (ICAC, na sigla inglesa).&lt;br /&gt;No entanto, o órgão de Macau não parece gozar da reputação do ICAC (ver texto na página 3), pelo menos entre a classe jurídica local. Cinquenta por cento dos advogados auscultados acha que o trabalho do CCAC é “médio”, sendo que 45,8 por cento chumba o Comissariado, atribuindo “mau” como classificação. Apenas 4,1 por cento dos inquiridos entende que a prestação do Comissariado é boa. Ninguém deu um “excelente” como nota final.&lt;br /&gt;O inquérito do Tai Chung Pou, feito através de correio electrónico, foi enviado a 74 licenciados em Direito a exercer em Macau, que dominam a língua portuguesa, e decorreu entre o dia 20 de Março e o passado domingo. Deste total, foram recebidos 24 inquéritos considerados válidos, representando a opinião de advogados a trabalhar nos principais escritórios da RAEM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Houve quebra do segredo justiça no caso Ao, dizem advogados&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Foi uma história que abalou Macau com força, mas que aparentemente engrandeceu o trabalho do Comissariado Contra a Corrupção, que até inscreveu o facto na história do organismo, disponível no seu site. A forma como o Grupo D do Departamento de Investigação cumpriu o seu trabalho no caso Ao Man Long mereceu, inclusivamente, a atribuição da medalha de valor pelo Chefe do Executivo. Estávamos no final de Dezembro passado, altura em que o antigo secretário para os Transportes e Obras Públicas aguardava, no Estabelecimento Prisional de Macau, a decisão judicial que o viria a condenar, sensivelmente um mês depois, a 27 anos de prisão.&lt;br /&gt;Durante o processo, o CCAC foi acusado de ter quebrado o segredo de justiça. O comissário Cheong U veio recentemente dizer que não, que tudo foi feito de acordo com a lei. Certo é que, ainda o julgamento de Ao estava longe de começar, e o caso estava já dado como praticamente concluído: o Comissariado mostrou ao público as incriminadoras provas encontradas na sua residência, um entre vários factos que foram censurados por advogados locais.&lt;br /&gt;Para 91,6 por cento dos juristas que responderam ao inquérito do Tai Chung Pou, houve quebra de sigilo no caso que teve como arguido o antigo governante. Os restantes 8,4 por cento optaram por não responder, dizendo não terem suficiente conhecimento do processo. Nenhum auscultado concorda, assim, com a defesa de Cheong U.&lt;br /&gt;Também durante o julgamento do ex-secretário o CCAC foi alvo de críticas. O defensor de Ao tentou, sem sucesso, que o tribunal não considerasse válido o meio de obtenção da maioria das provas, uma vez que o Comissariado foi à residência do antigo governante sem o notificar para estar presente ou se fazer representar, ao contrário do que dita o Código do Processo Penal de Macau.&lt;br /&gt;Contestada também foi a forma de depoimento dos inspectores do CCAC, que recorreram a meios informáticos para mostrarem ao tribunal os cálculos que fizeram para chegar à conclusão de que Ao Man Long era culpado dos crimes de corrupção passiva que lhe eram imputados. As próprias expressões utilizadas, reveladoras da convicção existente em torno da culpa do então (ainda) arguido, foram motivo de contestação no julgamento do processo 36/2007, como têm sido agora durante as audiências do caso que tem como arguidos quatro familiares do antigo secretário e três empresários de Macau.&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Isabel Castro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fotografia: António Falcão/ &lt;a href="http://bloomland.blogspot.com/"&gt;bloomland.net&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Reputação da ICAC manchada por investigações no sector privado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;No melhor pano cai a nódoa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Gozando de uma excelente reputação no combate à corrupção, a Comissão Independente Contra a Corrupção (ICAC, na sigla inglesa) revelou-se um sucesso mal foi estabelecida, no início dos anos 1970. A antiga colónia britânica era, na altura, fortemente afectada pela criminalidade ligada à corrupção. No entanto, os últimos anos têm trazido novos desafios e alguns problemas, relacionados sobretudo com as investigações feitas no sector privado.&lt;br /&gt;A população de Hong Kong aumentou consideravelmente na década de 1950, com a vaga de imigração oriunda da China Continental. A economia começou a desenvolver-se, com o sector manufactureiro na origem desta expansão do território. Contudo, os recursos públicos limitados, disponibilizados na altura pela administração britânica, não foram capazes de responder às exigências da mudança radical a que se assistia.&lt;br /&gt;Assim sendo, à semelhança do que acontece com muitas sociedades em desenvolvimento, a corrupção tornou-se uma prática comum. Na década de 1960, os condutores das ambulâncias pediam “uns trocos para o chá” antes de levarem os doentes para o hospital. Os bombeiros também exigiam uma taxa para apagarem os incêndios e até os funcionários das empresas de telecomunicações pediam aos consumidores um “bónus” para acelerar o processo de instalação dos telefones nos domicílios.&lt;br /&gt;A corrupção entre as autoridades policiais começou a atingir proporções alarmantes. Em 1973, descobriu-se que o superintendente Peter Godber era detentor de valores pouco usuais e injustificáveis – 4,3 milhões de dólares de Hong Kong, muito dinheiro para os tempos de então. Godber ainda teve uma semana para apresentar uma justificação razoável acerca da origem da sua fortuna; em caso contrário, seria detido. O superintendente acabou por fugir para o Reino Unido e o desfecho da história enfureceu a população, fúria visível nas manifestações feitas a pedir a extradição do membro da polícia.&lt;br /&gt;A administração britânica estava particularmente sensível à questão, até porque os violentos conflitos de 1967 estavam ainda bem vivos na memória colectiva. O Governador decidiu nomear uma comissão independente para analisar a situação. Este grupo de trabalho concluiu que a melhor solução passava pela criação de uma comissão independente, directamente sob a alçada do responsável político máximo do território.&lt;br /&gt;A Comissão Independente Contra a Corrupção foi assim criada em Fevereiro de 1974, numa altura em que Murray MacLehose era o Governador, com três objectivos definidos: aplicação efectiva da lei, prevenção e educação. Já com a ICAC a funcionar, o superintendente Godber acabou por ser acusado e o seu caso passou a ser a bandeira contra a corrupção.&lt;br /&gt;Ao contrário do que acontece em Macau, a Comissão foi desde logo autorizada a investigar entidades privadas.&lt;br /&gt;A forma independente de funcionamento da ICAC demonstrou que a fórmula era bem-sucedida e fez com que Hong Kong se tivesse tornado um dos locais do mundo onde a corrupção tem menor peso: o mais recente relatório da Transparency International situa a RAEHK em 14º lugar num total de 179 países. Mas o percurso da ICAC não se fez só de louros – as dificuldades têm sido muitas, até porque tem acontecido os obstáculos virem do próprio Governo.&lt;br /&gt;O primeiro conflito entre a Comissão e a Polícia ocorreu logo em Outubro de 1977, quando 260 agentes policiais de Hong Kong foram detidos, acusados de corrupção. Dois deles acabariam por se suicidar no início do ano passado, exactamente 30 anos depois do escândalo. Na altura, centenas de membros da Polícia protagonizaram uma manifestação à porta da casa do Governador. Dentro da própria ICAC, procedeu-se à reformulação dos inspectores.&lt;br /&gt;Em 2002, um outro caso veio opor os dois órgãos de investigação criminal. Um agente da Polícia foi acusado de ter relações sexuais gratuitas com uma prostituta, a quem fornecia informações internas e confidenciais.&lt;br /&gt;Nos últimos anos, tem havido uma forte discussão em torno das competências da Comissão, sendo que deu origem a nova legislação. Em Julho de 2004, inspectores da ICAC entraram de rompante nas redacções de seis grandes jornais da RAEHK - incluindo o South China Morning Post, o Apple Daily e o Oriental Daily - , à procura de provas acerca da identidade de uma testemunha envolvida na investigação da fraude que aconteceu na Semtech International. O episódio deu origem a protestos dos órgãos de comunicação social e ficou a sensação de que a liberdade de imprensa poderia estar a ser posta em causa.&lt;br /&gt;A Comissão acabou por se encontrar com os representantes dos jornais visados, mas o Sing Tao Daily pediu ao Supremo Tribunal que se pronunciasse sobre a questão. Do ponto de vista técnico, o jornal ganhou a causa, mas a primeira instância – a quem a ICAC tinha recorrido – encontrou apenas erros processuais e deixou o recado: a Comissão tinha o direito de agir daquele modo, porque havia necessidade de equilibrar a liberdade de imprensa e o interesse público.&lt;br /&gt;Os problemas surgiram de novo quando, em 2005, o advogado Cheng Huan colocou em causa as técnicas usadas pela ICAC na obtenção de provas num caso de subornos, verificado numa empresa cotada em bolsa. A Comissão tinha feito escutas telefónicas não autorizadas e o tribunal acabou por dar razão à pretensão do causídico, considerando nulo o meio de obtenção de prova.&lt;br /&gt;Num outro caso de fraude, que envolveu Mo Yuk-ping, a ICAC usou o mesmo método para ficar a saber que a suspeita pediu a terceiros para não colaborarem com os investigadores, tendo sido por isso acusada de obstrução à justiça. Andrew Lam, advogado e antigo investigador da Comissão, acusou o organismo de ter montado uma ratoeira e criticou o “atentado à liberdade de comunicação”. “Não podemos abdicar do direito de comunicarmos livremente por haver uma suspeita de obstrução à justiça”, disse na ocasião.&lt;br /&gt;Mo Yuk-ping acabou por ser considerada culpada, depois de 18 meses passados em prisão preventiva. Andrew Lam tinha estado envolvido no caso das buscas nos jornais em 2004 e acabou por ser acusado exactamente do mesmo crime imputado à sua cliente. Tido como um dos três grandes opositores aos métodos da ICAC, foi condenado e detido, um caso que gerou grandes preocupações entre a comunidade jurídica local.&lt;br /&gt;O Governo acabou por decidir alterar a legislação relativa às escutas telefónicas e criou uma comissão especial para o efeito, que tem como comissário um juiz da última instância. De acordo com o primeiro relatório desta comissão, divulgado no final de 2007, a Polícia, a ICAC e o Departamento de Imigração fizeram 526 escutas telefónicas entre Agosto e Outubro do ano anterior.&lt;br /&gt;As falhas não foram completamente colmatadas com a nova comissão. Um residente de Hong Kong teve o telefone sob escuta, por engano, durante sete dias. Os autores do erro foram obrigados a pedir desculpa ao residente que viu a sua vida privada auscultada pelas autoridades policiais.&lt;br /&gt;Os pedidos de desculpa de pouco valem e existe a noção de que os erros podem voltar a acontecer mas, pelo menos, a população de Hong Kong tem acesso a um relatório anual que permite perceber o trabalho do organismo e como é feita a tal aplicação efectiva da lei, mesmo quando em nome desta outros direitos são alegadamente postos em causa.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Kahon Chan, em Hong Kong&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;com Isabel Castro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R_oh1RMYj9I/AAAAAAAAAvY/pALzgMRG4lY/s1600-h/0804084.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R_oh1RMYj9I/AAAAAAAAAvY/pALzgMRG4lY/s400/0804084.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186495119902674898" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Casa de Portugal promove workshops de xilogravura e ciência da cor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Descobrir novos mundos com arte&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;“Quando fui à entrevista de emprego disse logo que às terças e quintas-feiras não estava disponível.” Rute Azevedo fala sem fixar ninguém nos olhos. De goiva na mão, raramente descola o olhar do desenho feito na sua placa de madeira. O trabalho exige concentração e perícia. Com o instrumento metálico é preciso retirar a madeira por baixo dos traços feitos a lápis. Nem muito, nem pouco. As curvas das nuvens da imagem do bonsai não são fáceis de dominar.&lt;br /&gt;Mesmo assim, as aulas do artista plástico Joaquim Franco não se fazem em silêncio. A aprendizagem da arte é acompanhada de conversas cruzadas. Ora sobre a técnica, ora sobre o simples e normal quotidiano. São todas mulheres, oriundas de três gerações diferentes.&lt;br /&gt;Mais do que descobrir uma nova arte, a turma do mestre Franco começa a conviver e a conhecer as suas capacidades. É a terceira sessão do workshop de xilogravura promovido pela Casa de Portugal em Macau (CPM), no albergue da Santa Casa da Misericórdia, no Bairro de S. Lázaro.&lt;br /&gt;“Vocês estão todas em cima umas das outras, há mais espaço na bancada, podem espalhar-se mais”, aconselha o professor. As três alunas fazem ouvidos moucos. Sentadas lado a lado, uma não atrapalha a outra e assim é mais fácil trocar conselhos técnicos e continuar a conversa.&lt;br /&gt;Paula Figueiredo ultima os pormenores do seu desenho. De lápis de carvão na mão, começa a passar a figura de um homem sentado de costas numa cadeira do papel vegetal para a madeira. “É o meu bisavô. Ele sentava-se sempre assim, ao fundo do corredor”, conta com o sotaque típico de quem nasceu no Alto Alentejo, mais concretamente na vila de Grândola.&lt;br /&gt;Cada traço e curva do esboço da profissional de audiologia denunciam as influências alentejanas. “Vou fazer umas parreirinhas por cima da janela, o que acham?”, questiona. Joaquim Franco lança o aviso. “Não compliques. Vais ficar muito presa ao desenho”.&lt;br /&gt;O objectivo do curso de iniciação na xilogravura é aprender a técnica. Para isso, o professor aconselhou a turma a não “se preocupar de mais com o desenho”. “A ideia é ganhar prática e o primeiro trabalho é para estragar”, sentencia.&lt;br /&gt;A xilogravura é apontada como uma técnica de gravura de origem chinesa. A madeira é utilizada como matriz, possibilitando a reprodução da imagem gravada sobre papel ou outro tipo de suporte. O processo é muito parecido com o carimbo.&lt;br /&gt;O “bonsai com nuvens” de Rute Azevedo já está todo recortado. A próxima etapa é ver o efeito que produz no papel. A trabalhadora-estudante de 21 anos despede-se durante alguns minutos da companhia das colegas de bancada para aprender a aplicar a tinta na placa de madeira com o rolo de borracha.&lt;br /&gt;Com a ajuda do “senhor Franco”, como chama ao professor, a aluna cobre o desenho com tinta preta e carimba o papel. “Não ficou nada feio”, diz o artista plástico enquanto levanta o resultado para toda a turma contemplar.&lt;br /&gt;A etapa seguinte é experimentar várias técnicas e materiais. Um trabalho que Fátima Beirão já está a desenvolver em fase avançada. Após imprimir três vezes as suas folhas de planta, a funcionária do Instituto Cultural enche de novos golpes a “chapa” preta da utilização repetida da tinta. Algo que se consegue usando diferentes instrumentos cortantes, com o auxílio ou não do martelo, arrancando mais ou menos madeira para conseguir diversos tipos de relevo.&lt;br /&gt;“A primeira experiência foi de profundidade. Agora estou a estudar os aspectos de relevo que depois vão aparecer na impressão. Isto está a obrigar-me a pensar no desenho de uma forma mais profunda e torná-lo mais bidimensional”, explica Fátima Beirão. As explicações são, no fundo, conclusões que vão nascendo no momento. À medida que retira os pedacinhos de madeira, a aluna vai descobrindo os segredos da xilogravura. “Há espaço para a criatividade, mas também exige técnica”, conclui.&lt;br /&gt;Mais afastada das restantes colegas, Fátima Beirão conta que é a primeira vez que participa num curso relacionado com arte. “Sou da área de música e as artes plásticas são um campo que gosto, mas nunca explorei”, frisa.&lt;br /&gt;Para a aluna, o workshop promovido pela CPM é mais do que uma iniciação nas artes. É um exercício de auto-conhecimento, a vários níveis. Criativo, porque é uma oportunidade “de nos conhecermos melhor”, defende, debruçada no seu trabalho.&lt;br /&gt;Rute e Paula também procuram desbravar novos mundos sem sair do ateliê. A técnica da xilogravura não é estranha para a jovem. No curso de artes que efectuou na escola secundária, aprendeu a trabalhar com linóleo. “São placas de borracha”, explica à colega Paula, “mas isto é mais interessante, a madeira é um material mais primitivo”.&lt;br /&gt;Já a audiologista herdou uma veia artística do pai, que “pintava a aguarela”, e a vontade de chegar mais longe domina-a. “Gosto imenso de trabalhar com as mãos e quero conhecer-me mais”, sublinha.&lt;br /&gt;No campo artístico, “este curso ajuda-nos a apreciar a arte dos outros artistas. Passamos a ver as coisas de uma maneira mais profunda e temos prazer ao reconhecer o que vemos”, explica por sua vez Fátima.&lt;br /&gt;A xilogravura encurta também a distância face à cultura oriental. “Como as técnicas utilizadas têm origem no Japão e na China, conhecemos melhor o sítio onde vivemos. Depois, há a questão social. “É giro, porque aqui há três gerações diferentes. Todos podemos aprender uns com os outros”, diz com um sorriso, enquanto observa de longe as colegas.&lt;br /&gt;De facto, Fátima e Paula são as mulheres adultas do grupo, Rute é a jovem e, encolhida na sua timidez de menina, Susana Couto representa a infância. “Gosto destas coisas de trabalhos manuais e inscrevi-me”, conta a formanda mais nova da turma.&lt;br /&gt;A primeira sessão do workshop foi reservada a uma introdução teórica. No entanto, pouco ficou na memória da aluna de 11 anos. “Qual é a técnica? Não sei bem”, diz procurando ajuda na companheira do lado. “É um bocadinho japonesa não é? É uma técnica oriental”, conclui.&lt;br /&gt;Susana está mais concentrada na madeira. A terceira aula não está a correr de feição à estudante da Escola Portuguesa de Macau. As folhas da palmeira que desenhou são difíceis de contornar com o objecto cortante. Com uma cara de sofrimento, queixa-se de dores no dedo que faz mais força.&lt;br /&gt;Facilmente, a menina deixa-se derrotar pela desmotivação. Levanta a placa para mostrar ao professor Franco. Mas o semblante muda automaticamente com o elogio do mestre. A preocupação de Susana tem um motivo especial. O trabalho é um presente atrasado do Dia do Pai e a pequena artista quer dar o seu melhor.&lt;br /&gt;O trabalho e a conversa continuam. Joaquim Franco vai distribuindo apoio e conselhos técnicos. No albergue da Santa Casa da Misericórdia, onde a CPM ocupou recentemente quatro salas, a xilogravura vai ocupar o ateliê de artes plásticas até o dia 17. Entretanto, arranca um outro workshop também ministrado pelo mesmo professor. O tema é a “Ciência da Cor”. “Cada pessoa vai criar a sua paleta de cores, com os diferentes contrastes”, sublinha Joaquim Franco.&lt;br /&gt;As quatro alunas vão encontrar-se novamente no segundo curso de artes. E já têm lugar marcado na banca de trabalhos se a CPM organizar um segundo nível de xilogravura. Apesar de a iniciativa ir ainda na terceira sessão, há quem já não viva sem o trabalho.&lt;br /&gt;É o caso de Paula Figueira. “É uma óptima oportunidade para relaxar ao fim do dia. É essencialmente isso que procuro. Chego ao fim da rua e já me sinto mais calma.”&lt;br /&gt;Fátima olha para o relógio e avisa o professor. “Já passa da hora.” O tempo corre dentro do ateliê da CPM. “Vamos começar a arrumar as coisas?”, pergunta Joaquim Franco. Paula, Rute e Susana não se movem. “Estão tão entretidas que não dão por nada”, confidencia o professor.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;História de um autodidacta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O nome no bilhete de identidade é Joaquim Afonso da Costa Franco, mas em Macau todos o conhecem simplesmente por Franco. O artista plástico português chegou ao território há quase duas décadas. A história da sua estadia é semelhante a tantas outras de residentes da RAEM. “Vim por 10 meses e acabei por ficar 18 anos”, conta.&lt;br /&gt;“No dia 18 de Março de 1990, cheguei para integrar a equipa do projecto de tratamento e recuperação das Ruínas de São Paulo, liderada pelo arquitecto Manuel Vicente”, lembra. Na altura, desempenhava a função de ilustrador científico no âmbito da arqueologia.&lt;br /&gt;“Achei piada a Macau”, frisa. Entretanto “surgiu a gravura e a pintura”. Técnicas artísticas que já tinham sido experimentadas em Portugal. Concluiu que “finalmente tinha capacidade para montar um atelier” e acabou por estabelecer-se na região. O espaço de Franco nasceu em 1994 e fechou as portas há cinco anos.&lt;br /&gt;No país natal, completou o curso de iniciação à pintura, na Sociedade Nacional de Belas Artes. Contudo, no seu currículo destaca-se a referência à “auto-aprendizagem contínua”. O artista português assume-se como auto-didacta. Algo que também transmite aos formandos dos seus workshops.&lt;br /&gt;“Tem uma teoria bonita. Todos aprendemos uns com os outros. Ele não é o professor e vamos experimentar juntos”, frisa Fátima Beirão, aluna do workshop de xilogravura que está actualmente a decorrer na Casa de Portugal em Macau.&lt;br /&gt;A ilustração científica no âmbito da Arqueologia, Etnografia e Defesa do Património que o trouxe ao território é um conhecimento que resultou de um estudo individual. O mesmo aconteceu com a gravura e a pintura, no campo das artes plásticas.&lt;br /&gt;Em Macau, Franco desempenhou a função de freelancer na antiga Academia de Artes Visuais e realizou vários trabalhos na área do teatro, design de interiores, arqueologia e artes plásticas. As andanças nos bastidores do teatro começaram em Portugal, onde foi cenógrafo e aderecista.&lt;br /&gt;O artista possui ainda vários trabalhos publicados, destacando-se por exemplo as “Actas do Congresso Mundial de Arqueologia de Southampton”, no Reino Unido, em 1987. A estreia de Franco nas exposições foi em Portugal, com uma mostra individual de pintura no Museu da Santa Casa da Misericórdia da Ericeira. As obras viajaram também pela Europa e Ásia.&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Alexandra Lages&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fotografia: António Falcão/ &lt;a href="http://bloomland.blogspot.com/"&gt;bloomland.net&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4250555230423850268-3782971775338185444?l=taichungpou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taichungpou.blogspot.com/feeds/3782971775338185444/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4250555230423850268&amp;postID=3782971775338185444&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4250555230423850268/posts/default/3782971775338185444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4250555230423850268/posts/default/3782971775338185444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taichungpou.blogspot.com/2008/04/classe-jurdica-de-macau-contra.html' title='Classe jurídica de Macau é contra a intervenção do CCAC no sector privado, Descobrir novos mundos com arte'/><author><name>Tai Chung Pou em português</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09925797556723811855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R_oiXhMYj-I/AAAAAAAAAvg/gN1OWPTLxp8/s72-c/0804081.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4250555230423850268.post-8203087127580417745</id><published>2008-04-07T09:27:00.001+08:00</published><updated>2008-04-07T11:33:01.721+08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><title type='text'>Moisés Silva Fernandes em entrevista, China suspende vistos de entradas múltiplas, Visita ao mausoléu do primeiro soberano</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R_jQkxMYj8I/AAAAAAAAAvQ/qr8sNAtQenA/s1600-h/0704081.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R_jQkxMYj8I/AAAAAAAAAvQ/qr8sNAtQenA/s400/0704081.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186124301016272834" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Estatuto especial do território preso pelo fio das relações luso-chinesas&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Macau em continuidade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;“Macau continua a encontrar em Portugal e nos países de língua portuguesa o grande factor que justifica o seu estatuto especial na China”. Quem o diz é Moisés Silva Fernandes, autor do livro “Confluência de interesses: Macau nas Relações Luso-Chinesas Contemporâneas 1945-2005”. Para o académico, o estatuto especial que a RAEM tem dentro da China possivelmente cessaria, caso o papel que desempenha entre os países lusófonos e a República Popular da China (RPC) desaparecesse.&lt;br /&gt;Moisés Silva Fernandes salientou que é ao servir de intermediário entre os países lusófonos e a RPC que o território compete com Hong Kong. “O território vizinho tem uma grande praça financeira mundial, ao contrário da RAEM, que não tem tanto peso a nível internacional como a ex-colónia britânica. É apenas um grande centro de jogo”. Por isso, e de acordo com o investigador, “a Administração chinesa de Macau coloca grande ênfase em tudo o que é português”. A RAEM quer “transmitir a ideia de que é parte da China mas que, ao mesmo tempo, tem um papel único”.&lt;br /&gt;Segundo o académico, o território tem beneficiado de um papel “altamente relevante na política externa” chinesa, sendo que a RPC tem interesses económicos em países como Angola e o Brasil. Moisés Silva Fernandes explicou que “algumas das antigas colónias portuguesas são extremamente ricas e a China, atendendo ao seu rápido desenvolvimento económico, precisa de recursos naturais”. Neste ponto, o investigador lembrou que o maior fornecedor do mundo de petróleo à China é já Angola. O académico acrescentou que, no futuro, “talvez vejamos uma certa disputa entre a Austrália e a China” por causa do petróleo de Timor, uma vez que “para se chegar a Angola é preciso dar uma grande volta”.&lt;br /&gt;Moisés Silva Fernandes não tem dúvidas de que a Administração de Macau vai continuar a apostar no património português. “Essa apetência vai continuar a existir enquanto as taxas de alto progresso económico da RPC estiverem em curso, pois a China tem de alimentar o seu crescimento, recorrendo a recursos energéticos”. No livro, pode ler-se que “o Governo da RAEM, constituído e dirigido pela elite comercial chinesa, (…) encara a continuação da presença cultural portuguesa, mesmo que mitigada, como uma forma de legitimação interna”. A protecção do património português é, para Moisés Silva Fernandes, um dos exemplos da vontade do Governo da RAEM em preservar a herança portuguesa. Mesmo a calçada portuguesa tem crescido em dimensão. “A RAEM tem talvez melhores calceteiros que Portugal”, disse. Macau é então “continuidade, e é isso que lhe permite sobreviver”. “Não pela força mas pela confluência de interesses”, como indica o título do livro. Para o académico, a influência que a Administração de Macau tem em Pequim também não deve ser negligenciada.&lt;br /&gt;Sendo assim, Moisés Silva Fernandes pôde constatar que “há mais continuidade que rupturas” depois da transferência de administração, em 1999. De facto, com o livro, que exibe uma fotografia de Deng Xiaoping e do actual Presidente da República português, Cavaco Silva, na capa, o autor constatou que “99 não foi o fim” para as relações luso-chinesas.&lt;br /&gt;“Ainda existe uma comunidade portuguesa e macaense no território e uma imprensa em português que continua em Macau”, afirmou o investigador, explicando que estas características projectam “a ideia de que há uma presença portuguesa ou lusófona, como o Governo de Macau gosta de acentuar”.&lt;br /&gt;No entanto, Moisés Silva Fernandes aponta um problema para o futuro – “a forte presença dos grandes grupos americanos na área do jogo”. “Com a liberalização do jogo, a entrada de grupos americanos vindos de Las Vegas está a alterar a fisionomia do território e até a forma de conduta das pessoas”, explicou o investigador. Segundo o académico, “os casinos americanos são uma séria concorrência que está a trazer um novo estilo de vida para a comunidade chinesa”. “Vê-se hoje em Macau coisas de uma dimensão e volumetria que descaracterizam muito o território”, sublinhou. Embora reafirme que “o património será protegido”, acredita que a “pouco e pouco as comunidades lusófonas sentir-se-ão um bocadinho menos de Macau”. A liberalização do jogo e a crescente influência americana no território “alteram significativamente os equilíbrios entre as várias comunidades”. Quanto ao sector do jogo, Moisés Silva Fernandes alertou para o facto da dependência da economia da RAEM em relação a este sector ter aumentado com a sua liberalização.&lt;br /&gt;Por outro lado, o académico analisou também o interesse de Portugal na RAEM. Para o investigador, “o investimento português em Macau tem sido feito sobretudo pelas estruturas do Estado português”. As relações entre Portugal e a China são actualmente “extremamente exíguas”, uma dura realidade que será difícil ultrapassar, “contribuindo para que os decisores políticos portugueses continuem a afirmar em público o empenho do país na presença histórico-cultural em Macau, a componente menos dispendiosa de qualquer programa de política externa”, sublinhou. Moisés Silva Fernandes acredita que o “Estado português tem feito bastante” neste sentido.&lt;br /&gt;O académico considerou que as trocas comerciais entre Portugal e a China necessitam de ser mais firmes para que as suas instituições comunitárias no território também o sejam. “As trocas comerciais devem ser mais intensas tendo em conta que Portugal esteve durante tantos séculos em Macau”. Apesar disso, Moisés Silva Fernandes acredita que Macau não irá desvanecer do imaginário português. “A China será incontornável, assim como a Índia”. Curioso é que “por incrível que pareça, Portugal esteve nestes dois países durante séculos”, concluiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A história “mais desconhecida que havia”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Moisés Silva Fernandes não tem qualquer ligação familiar com o território, nem sequer com a China. No entanto, é sobre a RAEM que incide grande parte do seu trabalho, tendo já publicado as obras “Macau na Política Externa Chinesa, 1949-1979”, “Sinopse de Macau nas Relações Luso-Chinesas, 1945-1995” e, recentemente, “Confluência de interesses: Macau nas Relações Luso-Chinesas Contemporâneas, 1945-2005”.&lt;br /&gt;O investigador tropeçou na história de Macau enquanto leccionava, como professor assistente na década de 1990, uma cadeira dedicada à Ásia numa universidade do Canadá, onde realizou a maior parte dos seus estudos.&lt;br /&gt;Moisés Silva Fernandes ensinava não só alunos canadianos, mas também chineses, oriundos da China Continental, de Hong Kong, Taiwan e de Macau. Durante as aulas, o professor pôde constatar que os alunos de Macau viviam completamente desligados da Administração portuguesa do território. “Perguntei quem era o governador de Macau e não me souberam responder, só falavam do jogo”, contou. A partir daí, o professor começou a pesquisar sobre o território, símbolo da história do país que “se mantivera mais tempo na China – Portugal”.&lt;br /&gt;De acordo com Moisés Silva Fernandes, Macau “era a coisa mais desconhecida que havia”, sendo praticamente relegado a uma nota de rodapé nas publicações de língua inglesa sobre a temática da China. Não obstante, a longevidade das relações luso-chinesas chamou-lhe a atenção.&lt;br /&gt;Mais tarde, partiu para Portugal para pesquisar sobre Macau contemporâneo através da Fundação Oriente, acabando por ficar em Lisboa e concluir um doutoramento em Ciência Política numa universidade da capital portuguesa. Foi nessa altura que aprofundou o estudo das razões pelas quais Portugal permaneceu em Macau, mesmo durante períodos conturbados da história chinesa, como a Revolução Cultural. Segundo o investigador, a sua maior interrogação era como é que “um pequeno país como Portugal consegue permanecer tanto tempo na China”, principalmente, nos 50 anos em que Macau continuou território português depois da implantação da República Popular da China (RPC). O académico lembrou que, durante a Revolução Cultural, “as autoridades portuguesas perderam o poder e a RPC restituiu-o três vezes”. Na verdade, Moisés Silva Fernandes descobriu que o território se manteve administrativamente português devido à confluência de interesses de que fala no seu mais recente livro. O fenómeno decorre de inúmeras razões “económicas, financeiras, comerciais e políticas”.&lt;br /&gt;No período entre 1949 e 1979, “passava por Macau tudo o que a RPC necessitava em termos de produtos”, pois a China “tinha pouco contacto com o exterior”. Além disso, “as balanças comerciais de Hong Kong e Macau eram altamente favoráveis à RPC, nomeadamente na aquisição de moeda que tinha aceitação internacional”. Por outro lado, “atendendo ao embargo comercial, a China não podia exportar para muitos países do Ocidente”, por isso, “enviava os produtos para Macau e passava tudo para o exterior como ‘made in Macau’”. Outro dos factores era que “através do território, a China conseguia colocar estrategicamente agentes secretos no exterior. A actual RAEM era o lugar ideal para fazer isso”. Mais, “a China enviava para Macau pessoas para aprenderem português e conviver com a comunidade que mais tarde se tornavam os instrutores político-militares dos movimentos de libertação em Angola”.&lt;br /&gt;Em termos políticos, a grande vantagem de Hong Kong e Macau era o acesso ao exterior. Neste ponto, Macau era mais preponderante. “A presença britânica tinha um poder efectivo em Hong Kong, mas os portugueses eram mais maleáveis”, afirmou Moisés Silva Fernandes, referindo que “durante o período salazarista em Portugal, podiam-se comprar todas as obras do Partido Comunista chinês em língua portuguesa”.&lt;br /&gt;Estes e outros aspectos da história da RAEM estão retratados no livro “Confluência de Interesses: Macau nas Relações Luso-Chinesas Contemporâneas 1945-2005”. Segundo o escritor, a obra engloba alguns estudos que nunca foram publicados ou que foram apenas editados em inglês ou na língua chinesa. Moisés Silva Fernandes acrescentou ainda que, neste livro, tentou analisar os “marcos importantes da vida política de Macau e das relações entre Portugal e a China”.&lt;br /&gt;Para o futuro, o investigador prevê mais estudos e publicações sobre a actual RAEM e o seu papel no mundo chinês, mas por enquanto concentra-se na conclusão da sua próxima obra que abordará a história de Timor-Leste no período 1960 – 1975. O livro “terá dados novos que as pessoas nem imaginam, como as negociações secretas que tiveram lugar para que Timor fosse parar às mãos da Indonésia, onze anos antes do 25 de Abril”, adiantou. &lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Laura Bastos, em Lisboa&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;China suspende vistos de entradas múltiplas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Pequim deixou de emitir vistos de entradas múltiplas, o que vai trazer grandes inconvenientes para as pessoas que viajam com regularidade para a China Continental, noticiou ontem o Sunday Morning Post (SMP). De acordo com o jornal em língua inglesa, que cita agências de viagens de Hong Kong, a medida vai estar em vigor até ao final dos Jogos Olímpicos.&lt;br /&gt;Os turistas estão agora condicionados aos vistos com uma ou duas entradas, válidas durante trinta dias. Quem tem visto de entradas múltiplas não tem razão para se preocupar, uma vez que a China decidiu abrir uma excepção para os portadores do documento, não cancelando a sua validade.&lt;br /&gt;O SMP citava ontem o director executivo da Câmara do Comércio Canadiano, Andrew Work, que encontra nesta decisão do Governo Central sérios inconvenientes para os estrangeiros que vivem e trabalham em Hong Kong. “Isto é muito chato para os pequenos e médios empresários estrangeiros. Provocará uma desaceleração do ritmo dos negócios, pelo que esperamos que o normal acesso ao Continente seja retomado em breve”, disse.&lt;br /&gt;Um agente de viagens que preferiu não ser identificado contou ao jornal que “as pessoas têm pedido para renovar os seus vistos de entradas múltiplas, mas não conseguem mais do que um com duas entradas”. “Foi-nos dito que esta medida tem a ver com os Jogos Olímpicos e que em Setembro deixará de ser válida, depois de terminados os Jogos.”&lt;br /&gt;Um outro agente, Daryl Bending, explicou que nem mesmo os residentes permanentes de Hong Kong a quem foram atribuídos, no passado, vistos com duração de três anos escapam a esta imposição de Pequim. Findo o prazo do documento, “não conseguem mais do que uma entrada dupla”. Em Macau, apurou o Tai Chung Pou, passa-se exactamente a mesma situação. O visto com duração de um ano que normalmente era atribuído aos residentes está a ser substituído por um que permite apenas dois acessos ao país, no espaço de três meses.&lt;br /&gt;Ainda segundo o Sunday Morning Post, as agências de viagens foram informadas da alteração no passado dia 27 de Março. A Forever Bright, uma agência através da qual é possível pedir vistos para a China, indica no seu site que a suspensão das múltiplas entradas é válida até 17 de Outubro.&lt;br /&gt;Os vistos de entrada única ou dupla são também agora mais caros. A maioria dos europeus, bem como australianos e canadianos, terão que pagar 500 dólares de Hong Kong para um visto de uma só entrada e 600 para um documento que lhes permite entrar duas vezes no país. Para estes residentes, contextualiza o SMP, um visto de entradas múltiplas válido por meio ano implicava, até agora, uma despesa de 450 dólares de Hong Kong.&lt;br /&gt;Contactado pelo matutino, o comissário da representação diplomática da China na antiga colónia britânica não fez qualquer comentário sobre a questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Os falsos problemas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Dar um carácter político aos problemas decorrentes da competição na área dos negócios e transformá-los em questões ideológicas em nada beneficia o desenvolvimento de Macau enquanto cidade internacional. A afirmação foi feita este fim-de-semana pela articulista mais influente do jornal Va Kio, Ng Chan, a propósito do que foi dito, na passada semana, sobre a influência dos investidores estrangeiros no território.&lt;br /&gt;Ng Chan começa por contextualizar a questão, explicando que, no debate realizado sobre a Lei Básica da RAEM, um académico do Continente (que não identifica) apontou uma “preocupação a longo prazo” do Governo de Macau. “Se as empresas estrangeiras dominarem totalmente a indústria do jogo, que é o cerne da vida económica da cidade, a administração da RAEM estará sob uma forte ameaça”, citou a articulista. “A influência política das empresas estrangeiras deve ser limitada”, disse ainda o mesmo académico, que sugeriu alterações à Lei Eleitoral para a Assembleia Legislativa (AL), com vista a evitar “colisões entre os responsáveis pelo Governo e os interesses empresariais”. Uma das modificações propostas consiste na criação de lugares (em número limitado), no sufrágio indirecto, para os representantes da indústria do jogo. Para o académico citado (e contestado) por Ng Chan, esta seria uma forma de garantir assentos a “organizações tradicionais patrióticas” na AL.&lt;br /&gt;A autora do artigo refere que as afirmações geraram alguns comentários refutando a validade do argumento. “As pessoas acham que este tipo de pensamento é problemático e acreditam que o académico não estará familiarizado com a situação de Macau.” Explica ainda que a questão do maior ou menor controlo das empresas estrangeiras (principalmente as dos Estados Unidos) não é nova nem para Macau, nem para a China. “São assuntos que se têm repetido ao longo dos últimos anos e, quanto mais neles se fala, mais sérios se tornam. São tão empolados que parece que vai haver uma transformação em Macau. Este tipo de comentário é comum em Pequim e na RAEM.” Quando se fala disto na capital chinesa, acrescenta, é porque o Governo Central está atento à estabilidade de Macau, mais a mais tendo em conta os problemas de Hong Kong e “certas intervenções de forças estrangeiras”. Já em Macau, estes comentários são originados pela competição que existe na área do jogo. “Os seus intervenientes elevam o assunto ao nível político. O objectivo é pressionar o Governo e obterem mais interesses e benefícios, por diferentes vias.”&lt;br /&gt;Ng Chan conclui assim que não é nada benéfico conferir um carácter político a questões que se devem cingir aos negócios. “Deve-se ter em mente que Macau, enquanto cidade que quer ser internacional, tem que estar aberta e acolher bem a competição. Além disso, a entrada de capitais estrangeiros na RAEM permitiu o seu desenvolvimento e deu a Macau uma imagem mais positiva a nível internacional. Em vez da discriminação, devemos encarar positivamente a sua contribuição. Devemos considerar natural e razoável que as empresas estrangeiras também tenham os seus interesses. Se não, porque viriam para cá investir?”, lança, concluindo que “antes de nos preocuparmos com a sua intervenção na política, deveríamos saber tomar conta de nós”.&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R_jQCxMYj7I/AAAAAAAAAvI/SeSYsmk5bws/s1600-h/0704084.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R_jQCxMYj7I/AAAAAAAAAvI/SeSYsmk5bws/s400/0704084.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186123716900720562" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Qingming e Huang Di&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Visita ao mausoléu do primeiro soberano&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Qingming, um dos 24 termos em que está dividido o ano no calendário solar do agricultor, é um dos dois termos que é celebrado com uma grande festa.&lt;br /&gt;No dia de Qingming, o espírito da terra, contendo a alma terrestre dos que já passaram esta vida, é reflectido pelas pessoas e por isso, parte deste dia é passado nos cemitérios para, em convívio, as famílias se encontrarem mais perto dos seus antepassados.&lt;br /&gt;As pessoas costumam colocar um ramo de uma espécie de chorão nas portas de entrada das casas. Costume que vem da visita do duque Wen, do reino Jin, quando, passado um ano voltou ao monte Jie para honrar o fiel oficial dos tempos do seu exílio. A árvore queimada, onde encostados tinham morrido Jie Zitui e a sua mãe, tinha renascido. Fora num buraco desse tronco, protegido do fogo pelas costas de ambos, que tinha sido encontrado um ano antes o último ensinamento do ex-oficial para o duque. A mensagem, em poema, escrita com sangue num pedaço da manga da túnica, dizia: “Cortei e dei-te a comer da minha carne para te mostrar o meu coração e espero que o possas sentir. Prefiro ter passado desta vida a ter-te encontrado, já que penso ser isso melhor para ti, do que eu te acompanhar. Se realmente me levares no teu coração, quando te lembrares de mim, pensas por ti mesmo. Sinto-me orgulhoso do que fiz, mesmo neste outro mundo, já que agi correctamente contigo. Espero que trabalhes arduamente em favor do teu povo e te tornes puro e brilhante para sempre.” Então, o duque Wen, pegando num ramo desse chorão, entrelaçando-o fez uma coroa e colocou-a na cabeça.&lt;br /&gt;Tornou-se também costume o povo chinês, assim como os seus governantes, irem ao mausoléu do primeiro soberano da história da China para lhe prestarem homenagem. De ano para ano tem vindo a ganhar maior peso esta visita a Huangdi, o primeiro dos cinco soberanos, que vêm a seguir aos três ancestrais.&lt;br /&gt;Conhecido como o imperador Amarelo, Huang Di (Huang Ti) terá vivido entre 2704 e 2595 a.C. e nasceu no monte Xuanyuan, onde hoje é o concelho de Xinzheng, na província de Henan. Tinha o apelido de Ji, que era o nome da sua tribo, também chamada Xuanyuan. Nos Registos Históricos escritos por Sima Qian (145-95 a.C.) afirma que o grupo de estrelas Xuan Yuan, que formam uma figura de tartaruga, controla os tronos e as chuvas. Também se refere a Huang Di como tendo um corpo de dragão amarelo.&lt;br /&gt;Huang Di foi chefe da tribo Ji que vivia nómada onde hoje é o concelho de Zhuoxian, na província de Hebei. Antes dele, a tribo chamava-se Tian Yuan e era matriarcal. Em Banquan, hoje a sudeste do concelho de Zhuolu, na província de Hebei, os Ji derrotam os Jiang e as duas tribos fazem uma aliança e por isso, Zhoulu passou a ser a cidade do imperador Huangdi.&lt;br /&gt;Consta que Huang Di teve mais de cem filhos e, com uma grande experiência, fez inúmeras invenções usadas ainda na vida quotidiana como a construção de casas, carroças e barcos, tal como a confecção de roupas. Uma das suas esposas, Leizu, foi a primeira pessoa a desemaranhar um casulo do bicho da seda, em 2640 a.C., e do fio tecer um vestido.&lt;br /&gt;No monte Jing, hoje no concelho de Lingbao, em Henan, o imperador Amarelo deixou a vida terrena e foi levado por um dragão divino.&lt;br /&gt;Enterraram-no em Qiaoshan, conhecida como “Montanha da Ponte”, mas o seu túmulo foi encontrado também noutras províncias como Gansu, Hebei e Henan.&lt;br /&gt;Nos Anais da “Primavera e Outono” encontra-se um diagrama onde Huang Di ou Imperador Amarelo é considerado um Deus e encontra-se na posição do Meio, tendo a virtude da Terra. Na Tabela dos Cinco Elementos e suas correspondências está associado ao número 5, ao planeta Saturno, ao Ser Humano e ao coração, tecidos e boca.&lt;br /&gt;Na província de Shaanxi, partindo de Xian, na estrada que vai para Norte (a estrada recta da dinastia Qin), a meio caminho de Yan’an encontra-se Huangling. A Norte dessa cidade está a montanha da Ponte (Qiaoshan) onde se encontra o mausoléu de Huangdi mas, nesse dia é mesmo impossível fazer uma visita, tal é a quantidade de pessoas e o número de governantes que aí se deslocam para prestar homenagem ao construtor do Império.&lt;br /&gt;Quando longe das sepulturas dos familiares, as pessoas optam por fazer um passeio pelo campo, ou ir até um parque, ou andarem pela montanha para assim se encontrarem mais próximas do espírito dos seus antepassados.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;José Simões Morais,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Artista plástico, estudioso de Questões Civilizacionais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fotografia: GCS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Universidade de Lisboa inaugura Instituto Confúcio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A Universidade de Lisboa alberga a partir de amanhã o Instituto Confúcio (IC). Nascido em Janeiro do ano passado, quando o reitor da Universidade de Lisboa (UL), António Sampaio da Nóvoa, se deslocou à China Continental integrado na delegação portuguesa encabeçada por José Sócrates, o Instituto Confúcio da UL pretende aprofundar os estudos sobre a cultura chinesa em Portugal, explicou ao Tai Chung Pou o director da instituição, Moisés Silva Fernandes.&lt;br /&gt;De acordo com o académico, o IC nasceu da iniciativa do Governo chinês em apoiar as parcerias das universidades chinesas com instituições estrangeiras. A universidade geminada com a de Lisboa é a Universidade de Estudos Estrangeiros de Tianjin. Este não é o primeiro Instituto Confúcio em Portugal, uma vez que a instituição já se encontra representada na Universidade do Minho.&lt;br /&gt;O director do IC da Universidade de Lisboa adiantou que um dos maiores atractivos da instituição serão os cursos de língua e cultura chinesas. No início, os cursos serão livres e vão abranger também a época de férias de Verão. Quando começar o próximo ano lectivo, o Instituto Confúcio será também responsável por outros cursos, desta vez de feição académica, assim como um curso de língua chinesa relacionado com a área comercial. Estes cursos vão ser creditados pelo ETCS, o que lhes atribui reconhecimento europeu.&lt;br /&gt;O IC irá ainda prestar apoio ao Comité Olímpico de Portugal na preparação dos atletas portugueses para a participação nos Jogos Olímpicos de Pequim, nomeadamente no que respeita à língua e aos costumes chineses, acrescentou o director do instituto.&lt;br /&gt;As palestras e as conferências vão igualmente fazer parte da agenda do Instituto, sendo que incidirão sobre a cultura chinesa, o confucionismo, as minorias étnicas na China, o desenvolvimento económico chinês e as relações chinesas e lusófonas, mostrando “às pessoas que Portugal já não é o actor principal” nesta matéria.&lt;br /&gt;De facto, o IC tem como principais objectivos fomentar o intercâmbio entre Portugal e a China, a divulgação da cultura chinesa entre os portugueses, a promoção de bolsas com ligação à China e a colaboração com outras universidades em Lisboa. Neste ponto, Moisés Silva Fernandes sublinhou que “em Portugal, há uma pluralização de tudo o que tem a ver com Macau e com a China mas a sua dimensão é pequena”. “Não faz sentido estar tudo disperso, é preciso congregar um pouco as coisas”, afirmou o director, salientando a necessidade de “consolidar os estudos sobre a China e a Índia”, dois “gigantes” incontornáveis.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Laura Bastos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4250555230423850268-8203087127580417745?l=taichungpou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taichungpou.blogspot.com/feeds/8203087127580417745/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4250555230423850268&amp;postID=8203087127580417745&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4250555230423850268/posts/default/8203087127580417745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4250555230423850268/posts/default/8203087127580417745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taichungpou.blogspot.com/2008/04/moiss-silva-fernandes-em-entrevista.html' title='Moisés Silva Fernandes em entrevista, China suspende vistos de entradas múltiplas, Visita ao mausoléu do primeiro soberano'/><author><name>Tai Chung Pou em português</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09925797556723811855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R_jQkxMYj8I/AAAAAAAAAvQ/qr8sNAtQenA/s72-c/0704081.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4250555230423850268.post-4067009912284903528</id><published>2008-04-03T13:26:00.000+08:00</published><updated>2008-04-03T13:24:07.349+08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><title type='text'>Especialista em relações euro-asiáticas comenta questão do Tibete, A China a acontecer, Antepassados são homenageados amanhã</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R_RpQRMYj6I/AAAAAAAAAvA/WkZwib4WSro/s1600-h/0304081.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R_RpQRMYj6I/AAAAAAAAAvA/WkZwib4WSro/s400/0304081.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5184884799224450978" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Especialista em relações euro-asiáticas comenta questão do Tibete&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;UE não vai apelar ao boicote dos Jogos Olímpicos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Sejam as alegadas violações dos direitos humanos no Tibete ou as eleições do Zimbabué, todas estas questões têm um impacto “global” e qualquer país tem direito a comentar. Mas a União Europeia (UE), enquanto organismo que congrega 27 Estados-membros, “não irá apelar ao boicote aos Jogos Olímpicos em Pequim”. Foram os comentários do director do Centro União Europeia-Rússia e conselheiro especial do Centro de Política Europeia, em Bruxelas, Fraser Cameron, às recentes declarações das autoridades do Continente que advertiam a Europa para uma não intromissão em assuntos internos.&lt;br /&gt;Em Macau para discursar numa conferência que visa traçar um retrato da política da União Europeia em relação à Ásia, Fraser Cameron realçou, a propósito do Tibete, que “existem certos padrões de comportamento aos quais a comunidade internacional tem de estar atenta”. Além disso, explicou, “da perspectiva da UE, ninguém está a pôr em causa a soberania da China em relação ao Tibete”. Contudo, a questão que se coloca está, ao invés, directamente ligada ao modo como as “autoridades chinesas poderão estar a piorar a situação, recusando-se a falar com o Dalai Lama” ou não “fazendo um maior esforço no sentido de alcançar a autonomia para o Tibete”.&lt;br /&gt;Palavras cautelosas do perito europeu que não deixou, contudo, de se referir à existência de uma nova geração de líderes políticos, como Ângela Merkel, na Alemanha, Sarkozy, em França, ou o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown. “Todos estão preparados para uma reunião com o Dalai Lama e até estão a considerar boicotar os Jogos Olímpicos, em consequência do que se passou no Tibete”, diz. Reconhecendo que a União Europeia está preocupada, Fraser Cameron não deixou de referir que “não está mais preocupada com o Tibete do que, por exemplo, com o Zimbabué ou o Mianmar”.&lt;br /&gt;Quanto a uma eventual reunião de responsáveis da União Europeia com o líder espiritual do Tibete, Fraser Cameron afirmou que o Dalai Lama “foi convidado para discursar no Parlamento Europeu”. Além disso, já tendo o Dalai Lama anunciado que se deslocará à Europa no próximo mês, realçou Fraser Cameron, o primeiro-ministro britânico já declarou que irá encontrar-se com o líder separatista. Aliás, antecipadamente, Gordon Brown telefonou a Hu Jintao revelando que iria fazê-lo. Por isso, “os chineses não estão surpreendidos”. E, mais uma vez, enfatizou que não se trata de um assunto que está a “colocar centenas de pessoas nas ruas”. O interesse mediático deve-se, sobretudo, “à realização dos Jogos Olímpicos em Pequim”.&lt;br /&gt;Quanto à abordagem em relação ao modo como alguns países asiáticos continuam a encarar casos como o do Tibete, Fraser Cameron considera que “está a mudar”. Por exemplo, nos recentes conflitos ocorridos no Myanmar a maioria dos países dizia que “não comentava” ou “não interferia”. Tal, contudo, está a mudar, como se pode ver pelos “comentários” quanto ao Tibete. Talvez por pressão internacional, revelou. Observando o “Tribunal Penal Internacional, já há um movimento em direcção a uma maior aceitação dos padrões internacionais e normas de conduta”. “A China também compreende isso”, concluiu.&lt;br /&gt;Inquirido a propósito do embargo de venda de armas à China que permanece desde os incidentes ocorridos na Praça de Tiananmen, em 1989, Fraser Cameron afirmou que não acredita que tal mude num futuro próximo. “Há uns anos, devido a declarações de Schroeder e Chirac, os chineses pensaram que tal iria acontecer. Mas é necessário o acordo de todos os Estados. E os norte-americanos opuseram-se”, contou. Este é um dos pontos que “irrita a China”. É uma “questão política”, que está ligada apenas ao que a China estará disponível para dar em troca. Por exemplo, “libertará os prisioneiros de Tiananmen?”&lt;br /&gt;Sendo a China um importante parceiro comercial da União Europeia, será que a posição manifestada pelos países europeus poderá perturbar as relações? Em teoria “sim”. Na prática, o que acontece é que “os chineses não misturam política com negócios” – continuam a “precisar do investimento europeu e conhecimento em vários campos”.&lt;br /&gt;Mas nem só o Tibete preocupa a União Europeia. “Caxemira, a Coreia do Norte, o Afeganistão” são apenas alguns exemplos de violação dos direitos humanos na Ásia. Contudo, admite, “a situação no Sudeste Asiático tem vindo a melhorar nos últimos 15 anos”. Mas as preocupações quanto à implementação da democracia ou ao primado da lei continuam a fazer parte da agenda da União Europeia no que à Ásia diz respeito.&lt;br /&gt;É a postura da UE “paternalista” em relação à China? Fraser Cameron  afirma que talvez. “É necessário ter em conta que os padrões europeus não são os únicos que devem ser tidos em conta.” Por isso, há que encontrar algumas “áreas neutras de interesses comuns, onde podem trabalhar juntos”. Chegar a um ponto de vista pragmático, ao invés de “fazer um grande alarido sobre assuntos sagrados e indivíduos, o que é bom para as manchetes, mas raramente surte efeitos”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Uma avaliação das políticas europeias em relação à Ásia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Falta limar algumas arestas no que toca ao impacto das políticas europeias na Ásia. Fraser Cameron afirma que pontos como o Protocolo de Quioto ou a saúde pública” têm de ser trabalhados.&lt;br /&gt;Quanto ao modo como a Ásia encara a União Europeia, em primeiro lugar vê o “euro e a sua força”. Em segundo lugar, a existência do Espaço Schengen, que simboliza a possibilidade de livre circulação sem necessidade de exibição de passaportes. Em terceiro lugar, tem noção da sua importância através da “comunidade empresarial e dos quadros legais”. Mas, afirma, é “difícil avaliar o impacto da UE, porque é um conceito também ele difícil, ou não se tratassem de 27 Estados-membros, todos com a sua própria identidade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O papel de Macau&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Referindo-se ao papel de Macau enquanto plataforma de ligação entre o Oriente e o Ocidente, Fraser Cameron afirmou que tal se deve especialmente a Portugal.&lt;br /&gt;Contente com a criação de um Centro da União Europeia em Macau, que “tem sido um sucesso em países como o Japão, Coreia, Austrália e Nova Zelândia”, o especialista afirma que se trata de um local para formar estudantes, “dar-lhes background sobre o funcionamento da União Europeia”, além de “proporcionar conferências, contactos”. Principalmente, é uma forma&lt;br /&gt;de “ganhar consciência sobre a UE, em áreas que os afectam”, diz.&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Luciana Leitão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fotografia: Carmo Correia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R_OJ-BMYj5I/AAAAAAAAAu4/MxDHpCBxPj4/s1600-h/0403084.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R_OJ-BMYj5I/AAAAAAAAAu4/MxDHpCBxPj4/s400/0403084.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5184639294598844306" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Maria João Belchior, jornalista portuguesa em Pequim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A China a acontecer&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Em Pequim chamam-lhe Mǎ lì Yǎ, transcrição fonética de Maria, sons a que já se habituou, mas no passaporte português está escrito Maria João Belchior. É jornalista.&lt;br /&gt;A curiosidade empurrou-a para uma pós-graduação sobre China Moderna, no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa, há cerca de seis anos. “Lembro-me de um professor da Universidade Católica, onde estudei, ter dito: ‘Não vá fazer isto apenas por curiosidade’. Mas pensei: É a curiosidade que me move em tudo!”, justifica.&lt;br /&gt;De Lisboa até Pequim foi um passo com milhares de quilómetros. Em 2002, Maria João Belchior partiu para a China com uma bolsa de estudo numa mão, para aprender mais sobre língua e cultura chinesa, na Universidade de Línguas Estrangeiras de Pequim, cidade onde permaneceu desde então; e com um sonho na outra, ser jornalista correspondente para órgãos de comunicação social em Portugal.&lt;br /&gt;Quando chegou ao continente asiático percebeu que apenas “conseguia dizer três ou quatro palavras em mandarim: Portugal, chá e olá”, apesar de ter iniciado o estudo da língua ainda em Portugal.&lt;br /&gt;Os primeiros dias de contacto com a capital chinesa foram marcados por algumas surpresas e primeiras impressões. “No primeiro dia, estava a chover muito e achei tudo muito escuro e cheio de polícia”, recorda. “Na verdade, depois percebi que eram uniformes diferentes que pertenciam à segurança de Pequim, aos seguranças dos bancos, ao exército, e à própria polícia. Só que, na primeira semana, foi estranho ver tanto uniforme”, conta.&lt;br /&gt;Apesar de ter tido um primeiro contacto com a Ásia, em 1994, quando visitou Macau e Hong Kong, foi em Pequim que encontrou uma China diferente, que ainda hoje a surpreende.&lt;br /&gt;A escassos meses do início dos Jogos Olímpicos, Mǎ lì yǎ mostra uma visão particular da cidade que a acolheu. “Apesar da modernidade da cidade que se prepara para os Olímpicos, Pequim guarda para mim um sabor tradicional que não vejo tanto noutros sítios como Xangai, por exemplo”, cidade que visitou em 2002. “[Pequim] Vai crescendo, mas sobrevive aos tempos tal como é, nos cantos mais guardados das ruas antigas.” Essa magia conquistou-a e, por isso, optou por residir numa zona mais antiga, deixando para trás os arranha-céus da nova urbe em desenvolvimento.&lt;br /&gt;Por vezes, sente algum cansaço e vontade de recomeçar noutro lugar, mas é um sentimento passageiro. Rapidamente, constata que ainda tem muito para aprender e para se surpreender no lugar onde vive, para não falar do sonho que trazia na bagagem. O sonho conseguiu concretizá-lo, após três anos de estadia na capital, e quer continuar a alimentá-lo. É agora jornalista correspondente registada pela SIC Notícias e pela rádio portuguesa TSF. Maria João já iniciou o processo para poder estar presente na cobertura dos Jogos Olímpicos, mas ainda não sabe se vai conseguir.&lt;br /&gt;A certeza é a de que vai continuar por mais algum tempo na China, mas a dúvida surge quando questionada sobre o número de anos. “Não sei até quando, mas a minha estadia vai durar até depois de 2008, de certeza ”, responde. No entanto, continua a classificar-se como “turista a título provisório”, sentindo-se enquadrada na cidade “mesmo sabendo que sou diferente por chegar de outra cultura”, sublinha.&lt;br /&gt;O país em geral, a cidade em particular, constituem um desafio estimulante, que está habituada a encarar e vencer no dia-a-dia, e dispara: “Se quisesse alguma coisa fácil ou igual a Portugal, não teria vindo para cá!”&lt;br /&gt;Além da agenda informativa, seguida habitualmente pelas agências noticiosas, a jornalista portuguesa vai à procura das suas próprias histórias e é isso que lhe dá prazer. O trabalho é facilitado por ler, compreender e falar chinês. Reconhece, contudo, que ainda tem muito para aprender e continua “a ter sempre muito para estudar e entender, tanto ao nível oral, como ao nível escrito”, comprovando que a aprendizagem é constante.&lt;br /&gt;Maria João elege, assim, a reportagem de rua como a sua forma de trabalhar preferida, ou seja, “andar de olhos bem abertos a reparar no que acontece, paralelamente à agenda política”, mas sem nunca esquecer o devido enquadramento. Já deu a conhecer histórias de chineses de etnia Uigur, quando visitou parte da rota da seda em Kahsgar, em Julho do ano passado. Assim como contou a história simples de uma simples imigrante chinesa, vinda da província de Sichuan, e a trabalhar num elevador por 800 yuan por mês. Histórias que só foi possível tornar públicas devido ao seu conhecimento da língua que considera um ponto a favor, não tendo que passar por intermediários, “apesar de não ser uma condição essencial para outras pessoas”, acrescenta.&lt;br /&gt;Além da escrita, Maria João eterniza as histórias através da sua máquina fotográfica, reconhecendo que gosta de ir “olhando e fotografando os bocadinhos de mundo” pelos quais vai passando. Mas, apesar de andar de máquina fotográfica na mão, elege o cinema e a leitura como os seus grandes passatempos e revela um dos últimos livros que leu, dos muitos que lê em simultâneo: o volume IV do Diário do José Gomes Ferreira, escrito na primeira metade de 1968.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sandra Gomes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Antepassados são homenageados amanhã&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A festa Qingming&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A festa do Puro Brilho ou Pura Claridade é uma das raras festividades chinesas e está ligada ao calendário solar. Por isso realiza-se no dia 4 ou 5 de Abril, consoante o ano é bissexto, ou tem 365 dias. É uma festa taoista e, nesse dia, faz-se a Grande Cerimónia aos que já passaram por esta vida, realizando as famílias uma visita ao cemitério onde procedem à limpeza e renovação das campas dos seus antepassados. Oferecem-lhes sacrifícios como queimando incenso e dinheiro dos mortos, e as famílias reunidas à volta da campa, o que permite um estreitar de laços, aí fazem uma refeição.&lt;br /&gt;Ligada ao calendário do Agricultor, o seu quinto termo solar comemora o Qingming e acontece 105 ou 106 dias depois do 22º termo, Dongzhi, o Solstício de Inverno, quando se realiza o Festival da Preciosa Pureza.&lt;br /&gt;A invenção de um sistema de termos solares foi sendo elaborado através dos tempos, a partir das observações feitas por astrónomos. Os termos estão directamente ligados à eclíptica e são indicadores das estações do ano e entre estes 24 termos estão os dois solstícios, os primeiros a ser estabelecidos e depois, os dois equinócios. Estes termos solares foram gradualmente reconhecidos por volta do século III a.C., quando Lu Shi Chun Qiu os compilou. Mas foi no livro Huai Nan Zi, uma colectânea de antigos contos de fadas escrito no ano 120 a.C., que todos os termos ficaram mencionados e assim ficou elaborado o calendário solar do Agricultor. As datas são fixas, sendo o início da Primavera a primeira grande festa, que marca o início de um novo ano agrícola e calha no dia 4 de Fevereiro, por vezes no dia 5, se houver ajustamentos no calendário. Qingming, que significa “limpo e brilhante”, é o quinto dos 24 termos solares. O Sol move-se 15º no zodíaco, começando os dias a ficar mais quentes e o céu mais brilhante e limpo.&lt;br /&gt;O culto aos Antepassados vem de tempos imemoráveis, tendo Confúcio reiterado tal na sua filosofia. Os imperadores desde sempre fizeram cerimónias anuais para visitar e arranjar as campas dos seus antepassados, mas as datas escolhidas variavam.&lt;br /&gt;Também no período da Primavera-Outono da dinastia Zhou do Leste celebrava-se a festa da Comida Fria.&lt;br /&gt;A história começa em 655 a.C.. O duque Xian, influenciado pela sua segunda mulher Liji para que fosse o seu filho, o príncipe Xiqi, o sucessor na governação do reino Jin, ordenou que os três filhos da sua primeira esposa fossem mortos. O mais velho, Shensheng, sabendo disso, logo se suicidou e os dois irmãos mais novos fugiram. Um dia, Chong-er, o mais velho dos dois fugitivos, muito depauperado pela fome e já sem se conseguir mexer, levou a que um dos seus leais oficiais, Jie Zitui, cortasse partes de carne da sua coxa para o alimentar.&lt;br /&gt;Após ter passado 19 anos no exílio, Chong-er, agora com 60 anos, torna-se o duque Wen e ascende ao trono do reino Jin em 636 a.C.. O exílio deu-lhe um grande conhecimento sobre o social da sua época e poucos anos depois estabelece a liga “leal ao rei Zhou”. No entanto, esqueceu-se do seu mais leal oficial e, por isso, Jie Zitui deixa a carreira e vai para uma montanha com a sua mãe. O duque Wen, reconhecendo a sua ingratidão, manda-o chamar, mas ele diz preferir o seu desterro e ficar só. Um oficial da corte sugere deitar fogo à montanha e assim ele seria obrigado a regressar. Tal se fez, mas após três dias e como não tivesse regressado, foram à sua procura. Encontraram-no com a sua mãe, mortos pelo fogo que consumiu toda a vegetação da montanha. Com remorsos, o duque Wen ordenou que se desse o nome de Jie ao monte e aí mandou erguer um templo em honra de Jie Zitui e da sua mãe. Para celebrar o dia da morte de Jie ordenou aos seus súbditos que nesse dia não acendessem o fogo e por isso ficou conhecido como o festival da Comida Fria.&lt;br /&gt;Entre o século II a.C. até à dinastia Tang, no calendário popular chinês havia a festividade da Comida Fria, dias antes da comemoração do Qingming.&lt;br /&gt;Na dinastia Tang, por decreto imperial, começou a celebrar-se no dia da Comida Fria, com a subida ao monte onde os cemitérios se encontram, e fazendo-se as limpezas às campas, passando esse dia durante a dinastia Ming a ser realizado no Qingming.&lt;br /&gt;Por isso, não estranhe o leitor, ao passar amanhã junto ao cemitério chinês na Taipa, a quantidade de pessoas vestidas com roupa de cerimónia e carregando inúmeros embrulhos, pois dirigem-se para a campa dos seus antepassados para proceder à sua limpeza e arranjos. Aí vão passar boa parte do dia, tomando uma refeição de comida fria sobre a campa, já que é o dia de prestar homenagem aos mortos.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;José Simões Morais, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;artista plástico, estudioso de Questões Civilizacionais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fotografia: António Falcão/ bloomland.cn&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4250555230423850268-4067009912284903528?l=taichungpou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taichungpou.blogspot.com/feeds/4067009912284903528/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4250555230423850268&amp;postID=4067009912284903528&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4250555230423850268/posts/default/4067009912284903528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4250555230423850268/posts/default/4067009912284903528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taichungpou.blogspot.com/2008/04/especialista-em-relaes-euro-asiticas.html' title='Especialista em relações euro-asiáticas comenta questão do Tibete, A China a acontecer, Antepassados são homenageados amanhã'/><author><name>Tai Chung Pou em português</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09925797556723811855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R_RpQRMYj6I/AAAAAAAAAvA/WkZwib4WSro/s72-c/0304081.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4250555230423850268.post-8121522116120123688</id><published>2008-04-02T10:04:00.002+08:00</published><updated>2008-04-02T10:17:45.712+08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Direito'/><title type='text'>Académico de Pequim sobre interpretação da Lei Básica, Albergue de S. Lázaro acolhe trabalhos inéditos de Kwok Woon</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R_JCahMYj4I/AAAAAAAAAuw/UH5hbNUgdP8/s1600-h/0204081.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R_JCahMYj4I/AAAAAAAAAuw/UH5hbNUgdP8/s400/0204081.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5184279144411205506" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Académico de Pequim discursa sobre interpretação da Lei Básica&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Atenção às palavras, ao contexto e à história&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;A eleição por sufrágio directo e universal do Chefe do Executivo está prevista na Lei Básica da Região Administrativa Especial de Hong Kong. Está também estipulado que se trata da meta final de um processo “gradual” que deverá estar concluído “daqui a dezenas de anos”. Declarações proferidas pelo professor da Faculdade de Direito da Universidade de Pequim e delegado da Comissão de Lei Básica de Hong Kong do Comité Permanente da Assembleia Popular Nacional, Rao Geping, num seminário que teve lugar ontem no edifício da Administração Pública sobre a interpretação e aplicação do diploma fundamental nas duas regiões administrativas.&lt;br /&gt;Realçando que qualquer interpretação tem de “respeitar o objecto e os princípios gerais, bem como os princípios legislativos de qualquer Lei Básica”, Rao Geping vincou que os princípios gerais do diploma fundamental passam por “assegurar a soberania, a união e integridade territorial da China”, tendo em conta o desenvolvimento da região. Sempre pensando nestas premissas, o académico de Pequim advertiu que “deve adoptar-se uma solução conforme ao desenvolvimento – a reforma política deve adaptar-se à sua própria realidade”.&lt;br /&gt;Relembrando questões que já estiveram em discussão na região vizinha aquando da nomeação de Donald Tsang, Rao Geping afirmou que, se “a comissão eleitoral só tem cinco anos de mandato, o mandato do Chefe do Executivo não pode ser superior ao deste órgão”. Por isso, se o Chefe do Executivo – como sucedeu com Tung Chee-hwa -, por algum motivo, tiver de abandonar o cargo antes do fim legalmente previsto, o primeiro mandato do sucessor só terá a duração dos anos que ficaram por completar do precedente dirigente máximo. Conforme uma interpretação sistemática e histórica, explicou o académico.&lt;br /&gt;São vários os métodos de interpretação utilizados nos diplomas no geral, não fugindo a Lei Básica à regra, passando pela “literal – o significado das palavras -, sistemática – o contexto -, e histórica – o background e a situação envolvente”. Como é que isto se aplica às Leis Básicas da RAEHK e da RAEM? Explicando que cabe à Assembleia Popular Nacional proceder à interpretação, se sentir necessidade disso, e que se a leitura for diferente da do tribunal de instância superior das duas regiões administrativas prevalece a sua, o académico afirmou que “Macau nunca teve problemas de interpretação”. Já de Hong Kong não se pode dizer o mesmo. Aliás, no que toca à região vizinha, Rao Geping afirma que tal se deve, principalmente porque, “funcionando com o sistema de Common Law, o território até estranha o facto de ser a República Popular da China a interpretar a sua Lei Básica”. Citando um exemplo, ocorrido em 1999, que, em traços gerais, visava apurar se os filhos dos residentes de Hong Kong teriam automaticamente direito a residência, Rao Geping afirma que a Assembleia Popular Nacional “reparou a sentença do TUI de Hong Kong por entender que não fez interpretação à raiz da legislação”.&lt;br /&gt;Tendo em mente estes métodos de interpretação, Rao Geping afirmou que, por exemplo, no que toca à metodologia de escolha do Chefe do Executivo de Macau, há que ter cautela e atenção à expressão “se for necessário alterar”. Quer isso dizer que “poderá ser alterada [a metodologia] em 2009”? Rao Geping apenas alerta para o verbo “poderá”, que não significa o mesmo que “deverá”. Aliás, para ter lugar tal alteração, além da aprovação da Assembleia Popular Nacional há que passar pelo Chefe do Executivo para sua aprovação.&lt;br /&gt;Inquirido por um elemento da audiência a propósito da previsão na Lei Básica da RAEHK da eleição por sufrágio universal do Chefe do Executivo, o mesmo não sucedendo na Lei Básica da RAEM, Rao Geping esclareceu que não se devem fazer comparações. E isto porque os diplomas fundamentais foram elaborados por duas comissões que se nortearam por diferentes perspectivas. No que toca às alterações propostas pelo Governo para as leis eleitorais, que apenas incidem em pormenores técnicos, o académico afirmou que não cabe a estes diplomas resolver a questão do sufrágio. A suceder alguma alteração neste campo, esta só pode ter lugar no âmbito da Lei Básica.&lt;br /&gt;Ficam por conhecer mais pormenores e posições concretas do académico, principalmente no que toca ao universo de Macau, já que Rao Geping se recusou a falar com os jornalistas portugueses antes e depois do seminário.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Luciana Leitão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fotografia: António Falcão/ &lt;a href="http://bloomland.blogspot.com/"&gt;bloomland.cn&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Tai Chung Pou mentiu!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Afinal, o trânsito das duas regiões administrativas especiais não vai sofrer alterações em 2010. A “notícia” avançada ontem pelo Tai Chung Pou não era mais do que uma simples brincadeira do 1º de Abril, cumprindo-se assim a tradição do dia das mentiras.&lt;br /&gt;Na edição de ontem, dávamos conta de que, devido à construção da ponte entre Hong Kong, Macau e Zhuhai, os condutores dos dois territórios teriam que passar a circular na faixa da direita. Para fundamentar a “notícia”, citámos Chan Tai Man, um alegado responsável de um gabinete de Hong Kong, que também não existe.&lt;br /&gt;No entanto, nem tudo era falso na notícia do 1º de Abril. É verdade que o trânsito de cerca de um quarto dos países e territórios do mundo se faz pela esquerda, sendo igualmente válida a razão de tal hábito: ainda antes de aparecerem os veículos motorizados, a circulação a cavalo fazia-se pelo lado esquerdo dos caminhos. Como as viagens era perigosas e os cavaleiros frequentemente atacados durante o percurso, era mais fácil, andando à esquerda, desembainhar as espadas, uma vez que a maioria da população era destra.&lt;br /&gt;Também é verdade que, até ao princípio do século passado, eram muitos os países onde se conduzia pela esquerda. Hoje em dia, esse hábito de circulação é mantido principalmente nas antigas colónias britânicas, como é o caso de Hong Kong. Existem, no entanto, excepções, sendo o Japão e Macau disso exemplo.&lt;br /&gt;Não foi, no entanto, pela proximidade territorial que Macau tem regras idênticas às do território vizinho. Em Portugal, conduzia-se à esquerda, sendo que a alteração se processou apenas na década de 1920. A mudança aconteceu no mesmo dia para o todo o país e colónias ultramarinas, à excepção dos territórios que faziam fronteira com outros onde se conduzia à esquerda, caso da China. O país só alterou as regras de circulação para a actual condução na faixa da direita em 1946.&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R_JB3BMYj3I/AAAAAAAAAuo/2P7ZCzsUlJE/s1600-h/0204084.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R_JB3BMYj3I/AAAAAAAAAuo/2P7ZCzsUlJE/s400/0204084.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5184278534525849458" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Albergue de S. Lázaro acolhe trabalhos inéditos de Kwok Woon&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Um pintor cheio de cores&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Pintor colorido. Artista solar, com uma personalidade contagiante. “Não era dado a melancolias e a tristezas.” Acreditava na vida e distribuía alegria. Tamanha era a vontade de comunicar com os outros que, mesmo sem conhecimentos da língua inglesa, conviveu e fez amigos com as comunidades portuguesa e estrangeiras de Macau. As palavras são do arquitecto Carlos Marreiros e descrevem Kwok Woon, um artista e uma pessoa memoráveis.  Cinco anos após a sua morte, as obras do pintor podem ser novamente contempladas pelo público.&lt;br /&gt;A exposição é da iniciativa da Casa de Portugal em Macau (CPM) e está patente na Galeria do Albergue da Santa Casa da Misericórdia, no Bairro de S. Lázaro. “Quando tive conhecimento da mostra fiquei, por um lado, feliz e, por outro, um bocado triste”, confessou Guilherme Ung Vai Meng, artista e director do Museu de Arte de Macau (MAM). Ao receber o convite para a inauguração da exposição, Ung Vai Meng foi confrontado com a dura realidade, a de que, embora vivo na sua memória, “Kwok Woon já não está entre nós”.&lt;br /&gt;No entanto, “esta exposição é muito importante para recordar o artista e para as pessoas terem a oportunidade de apreciar o seu trabalho”, acrescentou Guilherme Ung Vai Meng. As memórias começam, então, a dominar o discurso. “Ainda me lembro, há 20 anos, quando fundámos juntos o Círculo dos Amigos da Cultura (CAC). Recordo-o com muitas saudades”, disse.&lt;br /&gt;Em conjunto com os artistas do CAC, acrescentou Carlos Marreiros, Kwok Woon “conseguiu alterar o cenário das artes plásticas de meados dos anos 1980”, um movimento ainda dominado pelo conservadorismo, “sem qualquer vestígio de experimentalismo ou contemporaneidade”.&lt;br /&gt;O pintor desempenhou, segundo o director do MAM, um papel muito importante. Não só pelo facto de ter sido um dos pioneiros da arte contemporânea de Macau, mas também ao nível da comunidade de Macau. “O seu contributo para a sociedade local foi essencial. Era um tipo de pessoa com uma mentalidade aberta. Tinha muita imaginação. Era um homem que via para além das coisas”, concluiu.&lt;br /&gt;Era companheiro, além de amigo, das pessoas com quem convivia, apontou Carlos Marreiros, que privou com o artista desde 1983. “Era uma pessoa muito expansiva e comunicativa com todas as comunidades de Macau”, afirmou. “Não sabia falar inglês, mas fazia-se comunicar através da sua mulher Joana Ling, quer com os portugueses, quer com os restantes habitantes expatriados”, contou o arquitecto.&lt;br /&gt;É também com o objectivo de “homenagear o homem que estava muito próximo da comunidade lusitana” que a CPM decidiu promover a exposição, explicou a presidente da organização local, Maria Amélia António. Um evento que marca o arranque das operações da instituição no novo espaço, localizado no Albergue da Santa Casa da Misericórdia, em S. Lázaro. “É uma maneira de tornarmos clara a intenção de fazer deste local um encontro de culturas. É um cultivo da simbiose, que é a identidade de Macau”, afirmou.&lt;br /&gt;A exposição tem uma importância acrescida, porque estão patentes trabalhos de colecções particulares, sendo que metade nunca tinham sido expostos publicamente.&lt;br /&gt;São desenhos feitos com a mão esquerda, durante “a fase mais avançada da doença, próximos da morte, em que ele já não trabalhava com a mão direita”, explicou aos jornalistas Nuno Calçada Bastos, designer e membro da direcção da CPM, na semana passada, durante a apresentação das iniciativas futuras da instituição de matriz lusófona.&lt;br /&gt;A exposição inclui ainda um conjunto de poemas que data do mesmo momento da vida de Kwok Woon. “São textos simples, mas cheios de significado. Mostram um homem que tentou ultrapassar a doença. É uma mensagem de esperança”, acrescentou o mesmo responsável. Um dos trabalhos foi feito dois dias antes do falecimento do artista.&lt;br /&gt;Apaixonado pela arte, foi à custa desta dedicação que acabou por adoecer. Kwok Woon sucumbiu a um cancro. “Ficou intoxicado pelos materiais com que trabalhava, que lhe provocaram a doença”, frisou Nuno Calçada Bastos.&lt;br /&gt;As restantes obras da exposição foram, em parte, cedidas pela viúva do artista, Joana Ling. Ao longo da galeria, é possível contemplar obras representativas de várias fases do percurso artístico do pintor. “Das colagens àquilo a que ele chama de ‘industrial junk’, o uso de materiais de madeira e metal”, descreveu o designer.&lt;br /&gt;Carlos Marreiros distingue três fases da vida artística de Kwok Woon. Numa base de telas de proporção média e grande, o pintor iniciou-se no abstraccionismo lírico. “Era um artista de cores rosas e variantes de verde. Era um pintor muito colorido, amava a pintura”, descreveu.&lt;br /&gt;A segunda fase foi marcada pela reabilitação de “materiais que a sociedade de consumo deitava fora e que eram susceptíveis de ser lidos de outra forma”. Através da reconstrução de um discurso plástico, o pintor dava um novo “assemblage, cor e textura aos objectos deitados ao lixo”.&lt;br /&gt;A doença encaminhou o artista para uma terceira fase. Foi recorrendo ao desenho, aguarela e pincel, produzindo desenhos e até reflexões poéticas sobre a vida. Kwok Woon era um amante da vida. Nunca o deixou de ser, nem no seu período mais negro, na doença.&lt;br /&gt;“Era um artista solar, muito bem disposto. Acreditava na vida. Não era dado a melancolias e tristezas”, destacou Carlos Marreiros. Recordando o porte atlético do amigo, o arquitecto referiu ainda a sua participação no Grande Prémio de Macau e as horas que passava no mar, embalado pelo seu “barquito”.&lt;br /&gt;Se havia coisas que Kwok Woon apreciava na vida além da pintura era o mar, as mulheres e as flores. Foi por este motivo que, ontem, antes da estreia da mostra, a especialista em flores Cindy Chao apresentou um arranjo. Uma obra que, segundo a presidente da CPM, foi concebida com base neste conjunto de elementos.&lt;br /&gt;A Galeria do Albergue da Santa Casa da Misericórdia acolhe as obras do pintor Kwok Woon até ao dia 20 deste mês. O espaço fica na Calçada da Igreja de S. Lázaro, onde também se localizam as novas instalações da CPM. A iniciativa contou ainda com a colaboração da Bambu, Sociedade de Artes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;De Cantão para Macau, via Singapura&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Kwok Woon nasceu em 1942, tendo falecido em 2003, com apenas 61 anos, vítima de um cancro. Cantão era a sua cidade natal. Foi lá que cresceu e que frequentou a Academia de Belas-Artes.&lt;br /&gt;Em 1962, fixou residência em Hong Kong e passou a viver exclusivamente das suas pinturas. Tornou-se oficialmente pintor de profissão. Desde então, passou a ser membro do Clube de Artistas de Hong Kong e da Associação da Academia de Artes da antiga colónia britânica.&lt;br /&gt;No entanto, “em rigor foi um artista de Macau e de Singapura”, frisou o arquitecto Carlos Marreiros, porque foi dividindo o seu tempo entre o território e a cidade-Estado, manteve duas casas. Em Hong Kong, menos. A região vizinha “não o marcou”, defendeu. Em Macau, criou também um atelier denominado Centro Internacional de Artes Visuais, em parceria com a pintora Joana Ling, a companheira de vida de Kwok.&lt;br /&gt;Kwok foi um dos fundadores do Círculo dos Amigos da Cultura (CAC). Através do CAC, desempenhou um papel muito importante na filiação de Macau à Federação Internacional dos Artistas da Ásia. Uma organização não-governamental que reúne 15 países e territórios da zona Ásia-Pacífico.&lt;br /&gt;No seu currículo, salta à vista uma vasta participação em exposições individuais e colectivas a nível local e internacional. Contudo, o início da carreira de pintor não foi fácil. “Foi extremamente difícil”, contou Carlos Marreiros. “Nos primórdios dos anos 1980, as artes menos convencionais não tinham qualquer visibilidade. No entanto, Kwok Woon rapidamente foi reconhecido pela sua criatividade. Em especial, pela comunidade portuguesa, que apreciava e comprava muita da sua arte”, sublinhou.&lt;br /&gt;O artista plástico conquistou o mercado do Sudeste Asiático, principalmente de Macau, Singapura e Hong Kong. Kwok Woon participou em exposições pela América, na Europa e na Ásia. Do conjunto, destacam-se as mostras “Artistas Contemporâneos de Macau”, em 1988, em Singapura e, em 1990, na Fundação Calouste Gulbenkian e na Casa de Serralves, no Porto.&lt;br /&gt;No mesmo ano, as suas obras marcaram presença na quinta edição da “Exposição Internacional de Arte Asiática”, em Kuala Lumpur, na Malásia. Em 1988, o pintor foi distinguido com o Prémio de Arte Ocidental na “5ª Exposição de Artistas de Macau”.&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Alexandra Lages&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fotografia: António Falcão/ &lt;a href="http://bloomland.blogspot.com/"&gt;bloomland.cn&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4250555230423850268-8121522116120123688?l=taichungpou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taichungpou.blogspot.com/feeds/8121522116120123688/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4250555230423850268&amp;postID=8121522116120123688&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4250555230423850268/posts/default/8121522116120123688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4250555230423850268/posts/default/8121522116120123688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taichungpou.blogspot.com/2008/04/acadmico-de-pequim-sobre-interpretao-da.html' title='Académico de Pequim sobre interpretação da Lei Básica, Albergue de S. Lázaro acolhe trabalhos inéditos de Kwok Woon'/><author><name>Tai Chung Pou em português</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09925797556723811855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R_JCahMYj4I/AAAAAAAAAuw/UH5hbNUgdP8/s72-c/0204081.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4250555230423850268.post-3009459274299358764</id><published>2008-04-01T13:08:00.000+08:00</published><updated>2008-04-01T13:48:34.731+08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>Universidade de Macau recebe cada vez mais estudantes estrangeiros, Condutores de Macau e Hong Kong vão conduzir à direita</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R_DkMhMYj2I/AAAAAAAAAug/zS2ZTMcGzDU/s1600-h/0103081.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R_DkMhMYj2I/AAAAAAAAAug/zS2ZTMcGzDU/s400/0103081.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5183894074823315298" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Universidade de Macau recebe cada vez mais estudantes estrangeiros&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O peso que a cultura tem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Na Suécia, “é normal os estudantes irem estudar para o estrangeiro”. No entanto, nem todos “escolhem passar um semestre ou um ano na China”. É preciso ser-se aventureiro e ter alguma maturidade. Quem o defende é Ali Shakorian, aluno sueco da licenciatura de Comunicação Social, que veio para a RAEM fazer um semestre, num regime de intercâmbio, na Universidade de Macau (UM). O compatriota Robert Eklund escuta com atenção as palavras do colega, acenando um “sim” com a cabeça. Partilha da mesma opinião.&lt;br /&gt;São mais de uma centena e meia os estudantes que todos os anos passam um período definido de tempo em Macau. É uma tradição que existe, na UM, desde 1991, revelando uma franca tendência de crescimento. Entre o número total de estudantes de intercâmbio, destacam-se os provenientes dos países ocidentais. A Europa, em primeiro lugar, e as duas Américas, em segundo, são as principais origens destes universitários, representando mais de metade do total.&lt;br /&gt;Apesar de ser um ponto imperceptível a olho nu no mapa asiático, Macau capta o interesse dos estudantes que moram a milhares de quilómetros de distância, do outro lado do planeta. O que leva os jovens ocidentais a escolherem a RAEM como destino do programa de intercâmbio universitário? Serão as aspirações profissionais que falam mais alto? Ou Macau é apenas uma escolha ao acaso? Representará a UM tão só e apenas uma aventura numa cultura diferente?&lt;br /&gt;“A RAEM é um local onde os estrangeiros mais facilmente se adaptam, porque os programas curriculares são todos em inglês. A par disso, sendo a China o país com o crescimento mais rápido do mundo, as áreas da Gestão e Economia da UM são atractivas, porque facilitam o estabelecimento de contactos e conhecimentos importantes para o futuro.” A opinião é do vice-reitor do estabelecimento de ensino, Rui Martins. Uma perspectiva que não é totalmente partilhada pelos estudantes. Para alguns, ainda é cedo para pensar em aspirações profissionais; para outros, Macau representa mais do que uma experiência meramente académica.&lt;br /&gt;Quando chegou a hora de escolher uma universidade de acolhimento, Ali Shakorian e Robert Eklund tinham uma única certeza. “O destino do intercâmbio tinha que ser na Ásia”, contam. Japão, Coreia do Sul ou China eram os países que formavam a lista de Ali Shakorian, estudante da Universidade de Vaxjo. A China foi a decisão final do jovem de 24 anos.&lt;br /&gt;“Cultura” é a palavra-chave para perceber as motivações dos estudantes da Europa do Norte. “É um país mais interessante no contexto asiático. Além disso, neste momento é o centro das atenções da comunicação social, por causa dos Jogos Olímpicos”, frisa. Macau surgiu mais tarde. Novamente, por intermédio de um amigo que já conhecia o território e a UM. “Pesquisei na Internet e achei que era uma cidade interessante, com muita história. Queria ver como era”, concluiu.&lt;br /&gt;O peso do nível de ensino da instituição local e as eventuais vantagens profissionais que podem surgir após um período de estudos numa universidade situada em território chinês foram equacionadas durante a decisão? Os jovens olham um para o outro. É preciso tempo para pensar na resposta. “Não, foi mesmo pela cultura diferente”, concluem.&lt;br /&gt;Já nos casos da francesa Marine Parouilleaux e do norte-americano John Steven Shofran, as motivações estão mais equilibradas. A jovem do primeiro ano da licenciatura de Relações Comerciais Internacionais de um instituto universitário de Rouen tinha vontade de conhecer uma cultura diferente e de ganhar alguns pontos para, no futuro, vencer a competitividade do mercado de trabalho na sua área. A solução encontrada foi estabelecer-se durante um ano na Ásia. “Macau está perto de Hong Kong (uma das capitais financeiras do mundo) e tem um protocolo com a minha universidade”, explica.&lt;br /&gt;A situação de John Steven Shofran, estudante de Contabilidade na Universidade de Sesquahanna, nos Estados Unidos, é semelhante à da colega francesa. “Queria conhecer a cultura asiática e, ao mesmo tempo, melhorar os meus conhecimentos na área do negócio [num país com uma economia emergente como a China]. Por outro lado, as entidades empregadoras irão com certeza tomar em atenção o facto de eu ter estado a estudar na China”, acredita.&lt;br /&gt;Que, no futuro, a estadia em Macau irá dar os seus frutos, a dupla sueca não tem dúvidas. Mesmo assim, a influência de um semestre na UM no currículo académico não é assim tão relevante, dizem.&lt;br /&gt;“Em comparação com alguém que fez um período de estudos em França, por exemplo, acho que tenho uma vantagem sobre essa pessoa. Aqui cada dia é um desafio. Estou inserido numa cultura totalmente diferente da minha, onde pouca gente fala inglês. Mas, também acaba por não ser muito relevante no futuro profissional. Na minha área, em Economia, não penso que Macau ou a UM tenham alguma influência”, sustenta Robert Eklund.&lt;br /&gt;A RAEM pode ser um bónus para quem está de entrada no mercado de trabalho, “mas apenas por estar localizada em território chinês”, acrescenta. “Mais forte do que o nome da universidade ou o local é o facto de aparecer China no fim”, observa, por sua vez, Ali Shakorian.&lt;br /&gt;A Faculdade de Gestão de Empresas foi, há 11 anos, a instituição pioneira na iniciativa de receber estudantes num regime de intercâmbio. Hoje, as faculdades de Ciências Sociais e Humanas e de Ciências e Tecnologia também recebem alunos ao abrigo deste género de programas, embora em menor escala.&lt;br /&gt;De acordo com dados disponibilizados pelo Gabinete de Relações Públicas da UM, no primeiro semestre, o estabelecimento de ensino acolheu 73 jovens universitários estrangeiros. Já no segundo semestre, foram 53.&lt;br /&gt;A média anual é de cerca de 150 jovens. Todavia, desde 1991, o número tem vindo a crescer, com várias universidades a juntarem-se ao programa ou a solicitar um aumento de vagas. Calcula-se que já tenham passado pela UM mais de dois mil estudantes estrangeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Estudantes de Macau são “mais conservadores”, defende Rui Martins&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Se, por um lado, a Universidade de Macau (UM) recebe cada vez mais estudantes estrangeiros ao abrigo de programas de intercâmbio, por outro, os universitários da RAEM parecem pouco interessados em aventuras fora de portas. A análise é feita pelo vice-reitor do estabelecimento de ensino, Rui Martins.&lt;br /&gt;Anualmente, a UM recebe cerca de 150 jovens estrangeiros nas suas instalações. A iniciativa funciona numa lógica de troca. A instituição de ensino superior local acolhe um grupo de estudantes que vem ocupar o lugar dos congéneres locais que, supostamente, também partem para o exterior.&lt;br /&gt;No entanto, segundo Rui Martins, o programa de intercâmbio não é tão bem recebido pela comunidade discente local. É uma questão cultural, diz. “Não são tantos [os alunos locais que partem para outros países durante um semestre ou um ano]. Os nossos estudantes são mais conservadores e não aproveitam tanto as oportunidades”, aponta.&lt;br /&gt;Estudos Ingleses, Estudos Portugueses e Chineses são as licenciaturas que têm mais alunos a partir para o estrangeiro. Em grande parte porque os próprios programas curriculares dão a oportunidade de completar um período de estudos fora de casa.&lt;br /&gt;É o caso do curso em Língua e Cultura Portuguesas, que oferece aos estudantes a possibilidade de viajarem até Lisboa no terceiro ano. Há ainda as licenciaturas de Engenharia, que facultam estágios no exterior para os finalistas.&lt;br /&gt;“Estas iniciativas são muito importantes, porque possibilitam aos alunos terem conhecimento da realidade das outras instituições europeias, bem como de desfrutarem de um intercâmbio cultural”, defende Rui Martins.&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Alexandra Lages&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fotografia: Carmo Correia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Condutores de Macau e Hong Kong vão conduzir à direita&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tudo ao contrário em 2010&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O trânsito das duas regiões administrativas especiais vai sofrer alterações em 2010. Devido à construção da ponte entre Hong Kong, Macau e Zhuhai, os condutores dos dois territórios vão ter que passar a circular na faixa da direita, ao contrário do que actualmente acontece.&lt;br /&gt;A medida foi divulgada ontem por Chan Tai Man, um dos responsáveis do gabinete de Hong Kong que está a coordenar o projecto de construção da travessia, à margem de um colóquio sobre trânsito rodoviário que decorreu na antiga colónia britânica.&lt;br /&gt;Segundo Chan, a imposição das novas regras de condução deverá acontecer em 2010, logo no primeiro trimestre do ano, mas as autoridades chinesas ainda não definiram uma data concreta. A razão da modificação fulcral prende-se com o facto de, na China Continental, os veículos circularem pela faixa direita.&lt;br /&gt;“Com a harmonização do trânsito pretende-se evitar problemas nos acessos. Além disso, será uma forma de garantir a segurança na ponte. Uma vez que as duas regiões administrativas especiais e o Continente vão estar ligados, convém que os hábitos de condução sejam os mesmos”, defendeu o responsável.&lt;br /&gt;Chan Tai Man admite, contudo, que esta medida poderá causar as reticências entre a população de Hong Kong, que está habituada a conduzir na faixa da esquerda. “Presumo que em Macau a mesma questão se coloque. No entanto, aqui será mais difícil o processo de adaptação, porque temos muitos mais habitantes. Mas trata-se de uma questão de hábito.”&lt;br /&gt;A mudança de regras, que foi decidida recentemente pelas autoridades das duas regiões administrativas especiais em conjunto com a Administração Estatal do Trânsito da China, vai ter ainda repercussões ao nível das estruturas rodoviárias. “Vai ser preciso alterar muita sinalização e fazer novas marcações nas faixas de rodagem. O trabalho exige uma planificação ponderada, para que depois possa ser facilmente executado e se evitem acidentes devido à sinalização incorrecta das artérias”, comentou Chan, que explicou ainda não terem sido feitos cálculos em relação ao orçamento necessário para as obras de modificação.&lt;br /&gt;Mal haja uma data precisa para a entrada em vigor desta medida que visa a uniformização da condução em todo o país, as autoridades de Hong Kong vão começar a fazer acções de sensibilização e de promoção das novas regras de trânsito. “Será preciso trabalhar rapidamente para que todos os condutores estejam informados”, admitiu o responsável da antiga colónia britânica.&lt;br /&gt;O trânsito de cerca de um quarto dos países e territórios do mundo faz-se pela esquerda. A razão é simples e de ordem histórica: ainda antes de aparecerem os veículos motorizados, a circulação a cavalo fazia-se pelo lado esquerdo dos caminhos. Como as viagens era perigosas e os cavaleiros frequentemente atacados durante o percurso, era mais fácil, andando à esquerda, desembainhar as espadas, uma vez que a maioria da população era destra.&lt;br /&gt;Até ao princípio do século passado, eram muitos os países onde se conduzia pela esquerda. Hoje em dia, esse hábito de circulação é mantido principalmente nas antigas colónias britânicas, como é o caso de Hong Kong. Existem, no entanto, excepções, sendo o Japão e Macau disso exemplo.&lt;br /&gt;Não foi, no entanto, pela proximidade territorial que Macau tem regras idênticas às do território vizinho. Em Portugal, conduzia-se à esquerda, sendo que a alteração se processou apenas na década de 1920. A mudança aconteceu no mesmo dia para o todo o país e colónias ultramarinas, à excepção dos territórios que faziam fronteira com outros onde se conduzia à esquerda, caso da China. O país só alterou as regras de circulação para a actual condução na faixa da direita em 1946.&lt;br /&gt;O Tai Chung Pou tentou falar com as autoridades de Macau acerca da notícia avançada em Hong Kong, não tendo sido possível, em tempo útil, obter qualquer esclarecimento.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Kahon Chan, em Hong Kong&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;com Isabel Castro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Analista defende estratégia concertada para Macau e Hong Kong &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;“O Executivo de Hong Kong deveria entrar em contacto com as autoridades de Macau e estabelecer uma parceira que permitisse lançar uma operação de promoção em Taiwan, nas áreas de negócios, finanças e turismo, de modo a garantirem uma nova posição no contexto das relações entre os dois lados do Estreito.” Esta é a opinião de James Sung, um analista político de Hong Kong, docente da City University.&lt;br /&gt;A definição de uma estratégia concertada é, para Sung, a melhor forma de contornar os mais que previsíveis prejuízos iniciais que as anunciadas ligações directas entre Taiwan e a China acarretarão. O académico entende que, no que à antiga colónia britânica diz respeito, as contas que têm vindo a ser feitas nas duas últimas semanas ficam bastante aquém do que a realidade irá mostrar.&lt;br /&gt;A mudança da presidência de Taiwan e o regresso do Kuomitang ao poder irão ter um impacto efectivamente negativo, sustenta. Para dar a volta ao texto, é preciso agir, sendo conveniente que Hong Kong não meta mãos à obra sozinho, mas sim com Macau.&lt;br /&gt;Tanto o Governo da RAEHK como o principal responsável pelo Partido Liberal, James Tien, explicaram, em declarações à imprensa, que cerca de 30 por cento dos taiwaneses em trânsito para a China permanecem alguns dias na região administrativa especial, com uma despesa média de cinco mil dólares de Hong Kong por viagem. Isto representa, por ano, quatro mil milhões de dólares.&lt;br /&gt;James Sung entende que as autoridades de Hong Kong devem pôr já em marcha um plano para fazer frente à “dramática e inevitável” descida das receitas. Ouvindo os discursos que têm sido feitos, o analista chega à conclusão de que o Governo fez pouco trabalho de pesquisa sobre o impacto das ligações. “Mas ainda há esperança para Hong Kong e Macau”, ressalva, até porque os planos do recém-eleito Ma Ying-jeou não deixam as duas regiões administrativas especiais de fora. Tudo depende, conclui, da capacidade de cooperação que os territórios vizinhos tiverem.&lt;br /&gt;Recorde-se que, no passado domingo, o primeiro-ministro chinês Wen Jiabao fez uma oferta de paz a Taiwan, afirmando que Pequim está disponível para discutir os transportes directos entre o Continente e a ilha, ao abrigo do princípio “uma só China”.&lt;br /&gt;“Tendo em conta o consenso alcançado em 1992, podemos reavivar as discussões e as negociações. Podemos falar de qualquer assunto , incluindo a materialização das três ligações”, disse Wen Jiabao, em declarações aos jornalistas, à margem de um encontro sobre questões ambientais que manteve no Laos, onde se encontrava em visita oficial.&lt;br /&gt;Alguns analistas acreditam que, depois de mais de meio século de hostilidade e da recente tensão criada com o referendo sobre a entrada de Taiwan nas Nações Unidas, a conflituosa relação com Pequim e Taipé poderá estar perto do fim, para se dar início a uma nova forma de relacionamento.&lt;br /&gt;Segundo as agências internacionais de notícias, Wen desenhou um quadro que pode ir além das “três ligações”. “Podemos desenvolver a economia, os negócios e o intercâmbio cultural”, disse, acrescentando que Hong Kong, que tem beneficiado no papel de intermediário entre os dois lados do Estreito, não irá sofrer consequências negativas se esta aproximação se verificar.&lt;br /&gt;“Não me parece que vá afectar Hong Kong. As trocas económicas através do Estreito irão permitir também o desenvolvimento económico de Hong Kong, bem como em toda a região ao longo do Estreito de Taiwan.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R_DjrBMYj1I/AAAAAAAAAuY/LKEfFDR971U/s1600-h/0103044.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R_DjrBMYj1I/AAAAAAAAAuY/LKEfFDR971U/s400/0103044.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5183893499297697618" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Os 120 anos do Templo de Nuwa em Macau&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A deusa que criou a Humanidade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Ao passear pela rua empedrada de S. Paulo, um dos poucos antigos edifícios que ainda restam, caiado de amarelo, chama a nossa atenção. Mas sem capacidade de saber o que os caracteres inscritos sobre a porta dizem, não suspeitamos ali estar um templo. Apenas em frente da porta, sobre uma tosca mesa, a imagem em porcelana branca da deusa Kun Iam e um pequeno incensório de pedra.&lt;br /&gt;Alguns anos passaram e quando um dia por ali andamos, vendo as portas abertas, resolvemos entrar. Dentro, o espaço é exíguo, encontrando-se apenas um altar encostado a uma parede de madeira, o que por si só não revela estarmos no interior de um templo. O altar está repleto de um sem número de deuses representados em estátuas e, no meio delas encontra-se emoldurado um papel vermelho com caracteres dourados.&lt;br /&gt;Sobre uma mesa, um fato de papel de cor azul ultramarino com dourados e prateados vai sendo confeccionado por um robusto vulto masculino.&lt;br /&gt;Voltamos a entrar no edifício quando nos traduziram os caracteres e então ficamos a saber tratar-se de um templo em honra da divindade Nuwa (Nugua), a criadora da Humanidade e que separou o Céu da Terra.&lt;br /&gt;O templo tem precisamente 120 anos já que, como se pode ler nos pequenos caracteres, gravados no lado direito da parte de fora da porta, ele foi feito no ano do Rato, décimo terceiro ano do reinado do imperador Guangxu da dinastia Qing, logo no ano de 1888. Encontra-se situado na rua das Estalagens, mas nos caracteres chineses a tradução é rua Molhos de Palha e toca lateralmente na rua de S. Paulo.&lt;br /&gt;Foi mandado construir pelas mulheres da noite que na zona trabalhavam e por aí tinham a sua alcova, como nos conta o senhor Cham Kan Chok, que há 25 anos toma conta do templo. Apontando para os dois retratos na parede, refere-se ao casal que durante muitos anos tomou conta do templo. Depois, quando o marido passou para outra vida, a idosa senhora deixou de cuidar do templo e este esteve abandonado por uns tempos.&lt;br /&gt;O senhor Cham, que morava nas redondezas, um dia sonhou que o templo tinha ruído. No dia seguinte, ao olhar pela janela, vê que nada tinha acontecido. Mesmo assim vai contando o seu sonho aos vizinhos, que resolvem vistoriar o templo. Este, no seu interior, estava muito degradado e, após subirem as escadas de madeira com grandes cautelas, pois encontravam-se muito carcomidas, ao chegarem ao primeiro andar, aí vêem a parede interior toda no chão, comida pela formiga branca. Foi então que os moradores da zona se reuniram e resolveram arranjar o templo de Nuwa. Pediram ao senhor Cham que ficasse à frente do templo e escreveram uma carta ao Leal Senado requerendo um subsídio para se realizarem obras no seu interior. Sem nunca obter resposta, o senhor Cham tomou por sua conta os arranjos do templo, ajudado pelo contributo dos seus filhos e outros moradores.&lt;br /&gt;Como não há papéis e não pode provar que o lugar é dele, queixa-se de alguns vizinhos que usam o espaço do exíguo templo para guardar todo o tipo de lixo mas, sem as escrituras do edifício, nada pode fazer. O que mais lhe interessa agora é conseguir uma mesa de pedra para substituir a que, sem qualquer dignidade, à porta do templo se encontra e onde está a imagem de Kun Iam.&lt;br /&gt;Já com a Administração chinesa volta o senhor Cham a pedir um subsídio para obras, mas a resposta diz que, como não existe uma associação, não lhes pode ser atribuída nenhuma verba.&lt;br /&gt;Passamos por uma porta redonda que dá para as escadas de cimento e nos leva ao primeiro andar. Enquanto as subimos, fala-nos de um incêndio que ocorreu há 100 anos e danificou bastante o templo, ficando por isso com o tamanho mais reduzido.&lt;br /&gt;Chegados a uma sala mais ampla, um grande altar recheado de deuses domina o espaço. As paredes estão repletas com imagens de deuses, assim como se encontram pelo chão também apinhado. O panteão da religião popular chinesa é muito grande e ali estão muitos dos seus deuses que, em conjunto com outras personagens, enchem outros pequenos altares. Das peças mais antigas, uma encontra-se ao lado do altar principal e é o retrato do imperador Guangxu e a outra, colocada na mesa de oferendas à frente ao altar, é o incensório que, gravado no cobre, tem o registo da data do templo. Também a folha vermelha, que representa Nuwa pelos caracteres e se encontra no altar da sala do rés-do-chão, provém do tempo do casal que, anterior a ele (senhor Cham), tomou conta do templo. Lamenta ainda a falta de dinheiro para obras e diz nada receber pelo trabalho que faz, confessando que a venda do incenso não chega para os gastos com o templo.&lt;br /&gt;Apontando para a vitrina do altar mostra-nos as duas imagens de Nuwa aí existentes. A imagem da direita é uma escultura dourada de Nuwa, com os lábios pintados de vermelho e cabelo preto, sentada numa cadeira. A outra é feita de barro, onde Nuwa, com um corpete cor-de-rosa e vestido verde, se encontra representada suspensa no ar, numa atitude de esforço, a segurar uma pedra estranha devido à cor.&lt;br /&gt;Há uma dezena de anos, um grupo de Hong Kong ofereceu uma pedra vinda do espaço, comprada na Austrália. Entregaram-na a um artista que com ela concebeu uma estátua à deusa Nuwa, representando-a a reparar o Céu após a calamidade provocada pela desarmonia entre dois deuses que, lutando entre si, procuravam ver qual deles era superior.&lt;br /&gt;A história conta que o Céu tinha sido fendido após uma luta entre os deuses Gonggong e Zhurongo, para ver quem tinha mais força. O deus Gonggong, tendo saído derrotado, resolveu suicidar-se atirando-se contra uma das montanhas que sustentavam o Céu, danificando gravemente o pilar Noroeste.&lt;br /&gt;Nuwa usou as quatro pernas de uma tartaruga que, para além de ser um animal espiritual, é símbolo da longevidade e oculta os segredos do Universo, e colocou-as em cada um dos pontos cardeais como apoio suplementar ao Céu. Tendo consolidado assim o Céu, dedicou-se Nuwa depois a tapar o buraco do firmamento, colocando uma massa aglutinadora misturada com seixos. E é uma dessas pedras que agora dentro da vitrina se encontra a ser transportada por Nuwa. Apesar desta deusa ser descrita como metade humana e do tronco para baixo com a forma de dragão, ambas as imagens de Nuwa aqui apresentadas têm pernas e pés.&lt;br /&gt;Este ano, o templo dedicado a Nuwa completa dois ciclos de 60 anos de existência, como lembra o senhor Cham Kan Chok e por isso deveria merecer a atenção dos governantes já que, mais não fosse, encontra-se inserido no circuito do Património Mundial.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;José Simões Morais &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Artista plástico, estudioso de Questões Civilizacionais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4250555230423850268-3009459274299358764?l=taichungpou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taichungpou.blogspot.com/feeds/3009459274299358764/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4250555230423850268&amp;postID=3009459274299358764&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4250555230423850268/posts/default/3009459274299358764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4250555230423850268/posts/default/3009459274299358764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taichungpou.blogspot.com/2008/03/universidade-de-macau-recebe-cada-vez.html' title='Universidade de Macau recebe cada vez mais estudantes estrangeiros, Condutores de Macau e Hong Kong vão conduzir à direita'/><author><name>Tai Chung Pou em português</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09925797556723811855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R_DkMhMYj2I/AAAAAAAAAug/zS2ZTMcGzDU/s72-c/0103081.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4250555230423850268.post-2651902387757731692</id><published>2008-03-31T10:40:00.001+08:00</published><updated>2008-03-31T12:13:09.291+08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Delta'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lusofonia'/><title type='text'>Wen Jiabao abre a porta a negociações com Taiwan,Residentes de Hong Kong lutam contra demolição de bairro, Samba de Macau em Pequim</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R--ZABMYj0I/AAAAAAAAAuQ/FI5f9_4TRVc/s1600-h/3103081.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R--ZABMYj0I/AAAAAAAAAuQ/FI5f9_4TRVc/s400/3103081.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5183529921726156610" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Wen Jiabao abre a porta a negociações com Taiwan&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O primeiro-ministro chinês Wen Jiabao fez ontem uma oferta de paz a Taiwan mais concreta, ao afirmar que Pequim está disponível para discutir os transportes directos entre o Continente a ilha, ao abrigo do princípio “uma só China”.&lt;br /&gt;“Tendo em conta o consenso alcançado em 1992, podemos reavivar as discussões e as negociações. Podemos falar de qualquer assunto , incluindo a materialização das três ligações”, disse Wen Jiabao, em declarações aos jornalistas, à margem de um encontro sobre questões ambientais que manteve no Laos, onde se encontra em visita oficial.&lt;br /&gt;As “três ligações” a que o principal responsável pelo Conselho de Estado se referia dizem respeito aos negócios, transportes e correios directos, que Taiwan suspendeu há algumas décadas devido a receios com a segurança. No consenso alcançado em 1992, Pequim e Taipé chegaram a um acordo em relação às suas próprias interpretações do conceito “uma só China”, sendo que, no ano seguinte, decorreu em Singapura uma nova ronda de negociações.&lt;br /&gt;No entanto, o diálogo oficial entre a China e Taiwan foi suspenso em 1999, depois do antigo Presidente da ilha, Lee Teng-hui, ter redefinido os laços como “relações especiais Estado-a-Estado”.&lt;br /&gt;Depois de oito anos de poder nas mãos de Chen Shui-Bien, partidário da independência da ilha, as eleições recentes devolveram o controlo de Taiwan ao Kuomitang. Ma Ying-jeou, o recém-eleito Presidente, tem-se mostrado aberto a um novo relacionamento com Pequim, embora tenha descartado, por enquanto, a hipótese de uma visita oficial. Da campanha de Ma fez parte a aproximação ao país nomeadamente através da aplicação prática das “três ligações”.&lt;br /&gt;Alguns analistas acreditam que, depois de mais de meio século de hostilidade e da recente tensão criada com o referendo sobre a entrada de Taiwan nas Nações Unidas, a conflituosa relação com Pequim e Taipé poderá estar perto do fim, para se dar início a uma nova forma de relacionamento.&lt;br /&gt;Segundo as agências internacionais de notícias, Wen desenhou um quadro que pode ir além das “três ligações”. “Podemos desenvolver a economia, os negócios e o intercâmbio cultural”, disse, acrescentando que Hong Kong, que tem beneficiado no papel de intermediário entre os dois lados do Estreito, não irá sofrer consequências negativas se esta aproximação se verificar.&lt;br /&gt;“Não me parece que vá afectar Hong Kong. As trocas económicas através do Estreito irão permitir também o desenvolvimento económico de Hong Kong, bem como em toda a região ao longo do Estreito de Taiwan.” Em relação a possíveis impactos em Macau, as agências não citaram qualquer eventual declaração do primeiro-ministro.&lt;br /&gt;À semelhança da antiga colónia britânica, também Macau tem desempenhado um importante papel enquanto plataforma de comunicação entre Taiwan e a China Continental, sobretudo no transporte de passageiros. Em declarações ao Tai Chung Pou, na passada semana, o principal responsável pela Air Macau não se mostrou particularmente preocupado com a possível criação de ligações aéreas directas. Embora a companhia de bandeira do território transporte muitas pessoas entre os dois lados do Estreito, tem começado, segundo assegurou o director executivo da empresa, a diversificar as rotas e destinos para fazer frente a estas mudanças, previsíveis há já algum tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Residentes de Hong Kong lutam contra demolição de bairro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;As casas morrem de pé&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;É um projecto polémico. Um drama que se arrasta há quatro anos. Um frente-a-frente entre as necessidades de expansão de uma cidade e a vontade de manutenção das características de uma comunidade. Em 2004, 670 famílias de Sham Shui Po, em Hong Kong, foram informadas de que as suas casas iam ser demolidas. Os quatro blocos residenciais iriam desaparecer para dar espaço à construção de mil novos apartamentos e uma área comercial de 11 mil metros quadrados.&lt;br /&gt;Depois de uma série de protestos, conferências de imprensa e recursos à legislação, cinquenta destas famílias continuam a bater o pé, numa batalha contra o responsável pelo desenvolvimento do projecto. Não é por dinheiro que o fazem, garantem, mas sim pela comunidade. Gostam de ali viver. Pura e simplesmente. E continuam à espera de poderem chegar à fala com a secretária para o Desenvolvimento, Carrie Lam Cheng Yuet-ngor, numa derradeira tentativa de convencerem o Governo de que o local deve permanecer como está.&lt;br /&gt;Os planos para a renovação urbana dos K20 – K23, nome técnico do projecto, foram anunciados há alguns anos pela Corporação para o Desenvolvimento de Terras, a entidade que era responsável por este tipo de empreitada na antiga colónia britânica. Em 2002, o organismo desapareceu, sendo que as intenções para Sham Shui Po foram passadas para a Sociedade de Habitação de Hong Kong (HKHS, na sigla inglesa), uma instituição detida pelo Governo que constrói casas económicas. Os planos foram formalmente anunciados em 2004.&lt;br /&gt;Segundo contam os residentes, desde a aquisição dos K20 – K23, o HKHS encontrou-se com os habitantes duas ou três vezes. A seguir, veio o anúncio de que os lotes tinham passado para as mãos do Governo. As famílias que recusaram deixar as suas casas foram processadas no ano passado, por estarem a ocupar propriedades públicas ilegalmente.&lt;br /&gt;Entre estes ocupantes alegadamente ilegais encontra-se Yeung Kwai-ming, comerciante que detém um centro de jogos electrónicos na zona. “De todos os bairros em que esteve, as pessoas desta área são as mais simpáticas e gentis”, atesta. Yeung explorou o seu negócio em Mong Kok, Hung Hom e Ta Kwok Tsui, até que o preço do arrendamento o fez pegar nas máquinas e mudar-se para Sham Shui Po, já lá vão 11 anos.&lt;br /&gt;Uma eventual mudança de espaço faz com que o pequeno empresário tenha que enfrentar um problema específico do seu negócio – na última década, a legislação relacionada com salas de jogos foi alterada, fazendo com que tenham que obedecer a regras relacionadas com a localização, nomeadamente no que diz respeito à distância a que estão das escolas. Além da dificuldade de encontrar um espaço e das novas licenças que teria que pedir, Yeung queixa-se do curto espaço de tempo que lhe foi dado pelo HKHS para sair de onde está. “Dizem que fazem isto a pensar nas pessoas, mas as técnicas que usam são pouco limpas”, sentencia. “Não se chegou a um acordo na primeira negociação e a ordem de despejo chegou dois ou três dias depois, sem qualquer aviso prévio.”&lt;br /&gt;Poon Sup, o dono de uma loja com cerca de 100 metros quadrados que vende ferramentas, também foi processado pelas autoridades governamentais. No caso deste homem de avançada idade, a questão que se coloca é de nível financeiro. “Pensam que não tenho que trabalhar?”, lança, em tom retórico. “Se me derem um espaço onde possa continuar a ter a minha loja... Mas o dinheiro que oferecem não dá para nada”, desabafa.&lt;br /&gt;O antigo vizinho de Poon, um comerciante de apelido Lui, aceitou pouco mais de um milhão de dólares de Hong Kong como compensação pela loja de 500 metros quadrados que ocupava, mas gastou 800 mil para alugar um novo espaço com metade do tamanho. O resto do dinheiro foi para a pôr a loja operacional. As histórias que Poon foi ouvindo dos seus antigos vizinhos fizeram-no exigir uma nova loja, em vez de dinheiro. Para o comerciante, há ainda algo que não é possível indemnizar: as relações de vizinhança que se criaram ao longo de anos. Os clientes fiéis.&lt;br /&gt;Os residentes contam com o apoio de uma veterana em batalhas contra a demolição de prédios. May Yip fez 60 horas de greve de fome por altura do Natal passado, numa tentativa desesperada de parar as máquinas que acabaram por destruir a Li-Tung Street em Wan Chai, onde tinha uma loja. A rua está, neste momento, completamente vazia, sem qualquer casa de pé.&lt;br /&gt;“Na altura disseram-me que era louca”, recorda May Yip. “Tínhamos feito tudo ao nosso alcance, desde recorrer às leis a denunciar a situação aos jornais. Não me restava outra alternativa.” Os residentes perderam a batalha no que à demolição diz respeito, mas o Governo acabou por alterar os planos e prometer a reconstrução da antiga rua, inserida no novo projecto.&lt;br /&gt;Estas disputas recentes relacionadas com a reorganização da cidade têm atraído a atenção dos académicos. Summer Xia, da Universidade Chinesa, esteve bastante próximo dos acontecimentos na Li Tung Street, sendo que deposita igual atenção ao caso de Sham Sui Po. “É uma questão de humanismo”, referiu. Xia percebe porque é que os residentes não querem sair de onde estão. “As crianças brincam na rua, sem razões para preocupações, toda a gente se conhece.” A atitude do Governo desaponta o académico oriundo da China Continental. “Pensava que as autoridades de Hong Kong estavam mais abertas do que estão”, salientou, lembrando que os habitantes da zona continuam à espera de serem recebidos pela secretária.&lt;br /&gt;Ao fim de quase uma mão cheia de anos de batalha, os residentes procuram agora uma situação intermédia, que agrade a todos – a demolição de parte dos edifícios, sendo que os restantes chegariam para estas 50 famílias que fincaram o pé. Esta possibilidade conta com o apoio de um académico. Chen Yun-chung, professor associado da Universidade de Ciência e Tecnologia de Hong Kong, foi o responsável por um projecto de pesquisa sobre a zona, tendo concluído que a ideia de manutenção parcial “vai ao encontro da definição do desenvolvimento comunitário sustentado, por permitir diversidade, tanto no vector económico como na vertente social”. Recomenda, assim, que os actuais habitantes sejam todos concentrados numa zona do bairro, demolindo-se depois os prédios vazios. Resta agora saber qual vai ser a resposta do Governo.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Kahon Chan, em Hong Kong&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;com Isabel Castro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R--YtxMYjzI/AAAAAAAAAuI/miKdLIdZPII/s1600-h/3103084.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R--YtxMYjzI/AAAAAAAAAuI/miKdLIdZPII/s400/3103084.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5183529608193543986" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Dança Brasil participa pela quarta vez no Festival de Artes de Pequim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Samba de Macau&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Qual é o segredo do negócio no mundo dos espectáculos em Macau? Aculturação, interacção com o público e brilho, “muito brilho”. Esta é a fórmula do sucesso do grupo Dança Brasil de Wallas Silva. Um projecto que conquistou com samba no pé o público da comunidade chinesa não só do território, mas também de Hong Kong e da China Continental. Em breve, o conjunto vai receber a Bola de Ouro do casino Starworld para melhor grupo de danças brasileiras da RAEM. Mas o melhor está para vir. O coreógrafo já tem “na cabeça” tudo planeado para a sua próxima grande subida ao palco, que será no Festival Internacional de Artes de Pequim.&lt;br /&gt;Será a quarta presença consecutiva do grupo orientado por Wallas Silva no evento cultural. No entanto, só no ano passado é que o coreógrafo ficou “satisfeito com a performance”. “Sentia-me verdadeiramente seguro. Normalmente, o público gosta, mas eu penso que há sempre espaço para melhorar”, defende.&lt;br /&gt;Na primeira participação, o ritmo dos tambores foi atrapalhado por algumas limitações. “Tínhamos falta de mão-de-obra, principalmente especializada, e os figurinos eram mais pobres”, conta o proprietário da empresa de espectáculos.&lt;br /&gt;O calendário apontava o ano de 2004, altura do apogeu do conjunto de danças brasileiras. A abertura do casino Sands marcava o arranque das operações do grupo do magnata Sheldon Adelson em Macau. Uma entrada no mercado da indústria do jogo que significou um grande impulso no desenvolvimento deste sector, bem como na velocidade do crescimento da economia local.&lt;br /&gt;“Ainda me lembro do dia como se fosse hoje: 18 de Maio de 2004. Fizemos uma sessão de fotos no lobby do casino, era tanta gente que nem deixaram abrir as portas. Derrubaram tudo e nós tivemos que fugir”, recorda entre risos.&lt;br /&gt;Antes do início da era Las Vegas Sands, Wallas Silva olhava com preocupação para o futuro do Dança Brasil. O motivo chamava-se pneumonia atípica. “Criei a empresa um mês antes [da propagação da doença], em 2003. Estava com medo que não resultasse, porque assustou os turistas. Macau ficou deserto”, conta com um semblante sério, invulgar no residente canarinho.&lt;br /&gt;Mesmo com a empresa a funcionar a meio gás, os tambores continuaram a tocar e as plumas a balançar ao som dos ritmos exóticos da Terra de Vera Cruz. Alguns eventos como a Festa da Lusofonia e  Festival de Gastronomia eram suficientes para ir mantendo quentes os corpos.&lt;br /&gt;Aliás, foi num espectáculo de confraternização entre as comunidades lusófonas que nasceu a ideia de criar o grupo Dança Brasil. Wallas tinha acabado de fazer mais uma das suas actuações na Festa da Lusofonia. “Uma amiga perguntou-me: porque é que não crias uma empresa?” A ideia agradou ao brasileiro que propôs uma parceria com uma compatriota de Hong Kong. Contudo, divergências de opinião colocaram o também bailarino num caminho solitário. Assim se desenvolveu uma fórmula de sucesso.&lt;br /&gt;No mundo dos espectáculos de origem estrangeira na China é preciso ter uma “mentalidade aberta”, sustenta Wallas Silva. A aculturação é o segredo número um para se conquistar a plateia.&lt;br /&gt;“Em Macau, as coisas têm que sofrer uma aculturação e modificar um pouco o samba para o público de origem chinesa. As pessoas têm a ideia das mulatas, com pouca roupa e os seios de fora, mas é difícil o povo chinês acostumar-se com o que existe no Brasil. Os meus shows servem para mostrar a cultura e a dança brasileira”, sublinha.&lt;br /&gt;Com bom senso e alguma ajuda de uma costureira chinesa, os figurinos do grupo Dança Brasil ganharam um estilo próprio. São “fechados com algumas plumas atrás”. O segundo segredo do negócio é o brilho. As roupas devem ter muito colorido, mas extravagância q.b..&lt;br /&gt;“Mudei a minha táctica. Em cada trabalho, vou percebendo o que pretende o cliente chinês. Diz-se que show brasileiro tem que ter mulatas de fio dental, mas não. Isso é no Brasil, na China não. Eles não querem, já fiz vários testes”, garante.&lt;br /&gt;A mesma receita aplica-se a outros negócios que lidam com manifestações culturais. “No caso dos grupos portugueses não há necessidade de adaptação, porque há aqui uma forte tradição [lusitana]. Contudo, os espectáculos de outras partes do mundo mais estranhas à comunidade local devem adaptar-se”, aponta.&lt;br /&gt;A terceira estratégica é a interactividade. No final, os elementos da plateia são os reis do espectáculo. “Organizo o show normal, mas a última música é para dançar com o público. Meto música latina ou pop. No início, muita gente falava: ai música estrangeira num show brasileiro?! Eu digo, não não! Nós já fizemos o nosso show. Agora é a vez do povão! Acontece que toda a gente sabe dançar música latina ou pop, mas samba não. É uma forma de perderem a vergonha e entrarem na dança”, afirma.&lt;br /&gt;Quatro anos após a primeira incursão no mundo dos negócios, Wallas Silva faz um balanço positivo. “Mudei da água para o vinho”, diz ainda com a memória viva da primeira participação no Festival Internacional de Artes de Pequim. Todavia, os problemas do costume prevalecem. É a dificuldade da praxe dos pequenos e médios empresários em Macau: falta de trabalhadores especializados.&lt;br /&gt;“É difícil conseguir mão-de-obra especializada, tenho que trazer do Brasil, nem toda a gente se encaixa no perfil psicológico e as viagens são muito caras”, lamenta. Não havendo cão, caça-se com gato. “O povo chinês não é tão exigente como o brasileiro. Por isso, treino algumas alunas das universidades, no samba ou no axé para misturar ao forró”, explica o coreógrafo.&lt;br /&gt;O grupo é formado por portuguesas, chinesas, macaenses e até israelitas. “Fico espantado ao ver uma mulher chinesa a dançar samba. Não é perfeito, mas dá o passinho”, elogia.&lt;br /&gt;Actualmente, o Dança Brasil tem ao seu serviço “cerca de sete meninas e três homens”. Os amigos também colaboram. Wallas Silva conta ainda com quatro bailarinas profissionais que trabalham num casino do território.&lt;br /&gt;O número de dançarinos é um dos pormenores que falta estabelecer por parte da organização da edição de 2008 do Festival Internacional de Artes da capital chinesa. De resto, já está tudo planeado. “Este ano, vai ser ainda melhor do que o anterior. Vou misturar futebol com samba. Já temos as roupas. No final, as bailarinas fazem a coreografia do golo do Bebeto e cantam o hino nacional do Brasil”, revela entusiasmado.&lt;br /&gt;De acordo com as previsões de Wallas Silva, o evento terá lugar entre o próximo mês e Maio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Com a dança no sangue&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Não tem formação de coreógrafo, mas dar aulas de dança é uma segunda profissão. Wallas Silva trocou há 15 anos a cidade natal de Campos de Goytacazes, no Brasil, por Macau. Em terras asiáticas, o brasileiro não deixou silenciar as batucadas do coração. A música não pode parar e o corpo também não, porque a dança está-lhe no sangue. É uma herança ancestral.&lt;br /&gt;Wallas Silva abandonou um emprego estável para se dedicar ao grupo Dança Brasil, do qual é proprietário desde 2003. “Não podia dedicar-me às duas actividades em simultâneo. Pediram-me para escolher. Escolhi a dança e, graças a Deus, ainda não me arrependi”, conta sorridente.&lt;br /&gt;O discurso corre quase à velocidade do pensamento. É o entusiasmo do residente brasileiro. Afinal, mais do que um negócio, a empresa de espectáculos é uma paixão. Antes de coreógrafo, o homem de 34 anos é bailarino. Aliás, como qualquer elemento do povo brasileiro. “No Brasil, toda a gente dança”, exclama.&lt;br /&gt;Decidiu vir para Macau com a intenção de completar os estudos para poder frequentar a licenciatura de medicina em Portugal. Na sua cidade, perto do Rio de Janeiro, trabalhava como farmacêutico. No entanto, os planos de se tornar médico deram “água por torto”. “Acabei por arranjar trabalho por aqui”, informa.&lt;br /&gt;A música e a dança estão desde sempre presentes na sua vida. Ao virar de cada esquina no Brasil, há samba, pagode ou forró. “Também frequentava as escolas da Mangueira e Beija-flor, entre outras”, acrescenta.&lt;br /&gt;Quando chegou a Macau, começou a organizar festas brasileiras e a dar aulas de dança à comunidade lusófona local. Durante uma participação na Festa da Lusofonia, uma empresária também brasileira viu-o, gostou e fez-lhe uma proposta. “Levou-me para Hong Kong, onde comecei a fazer shows”, recorda. Estávamos no início da década de 1990.&lt;br /&gt;Em 1998, propuseram-lhe um novo trabalho, ensinar samba a crianças portadoras de deficiências. Uma tarefa que acabou por se tornar uma lição de vida. “No início, quando me chamaram para dar aulas a crianças deficientes eu tinha uma mentalidade diferente. Foi um susto, era difícil conquistá-las e pensei em desistir”, conta.&lt;br /&gt;Ao contrário do 1,2,3 e do sistema de passos, Wallas percebeu que miúdos com necessidades especiais precisam de um modo de ensino especial. “Desisti de tentar ensinar samba e passámos a brincar com a música. Acabei por conseguir conquistá-los com brincadeira e carinho. Deu certo. Foi interessante ultrapassar as barreiras”, sublinha.&lt;br /&gt;Hoje em dia, o brasileiro dirige a empresa de espectáculos que conta com uma oferta não só de danças brasileiras, mas também latinas e árabes. As várias variantes da dança do ventre são um dos produtos oferecidos pelo grupo Dança Brasil.&lt;br /&gt;Os conhecimentos do coreógrafo foram adquiridos à custa de iniciativa individual e de pesquisa. O resto nasceu com ele. É Wallas Silva que dá formação aos seus bailarinos. Saber dançar é saber sentir o ritmo. É este o seu mote. “Gosto de bater o pé no chão até os meus alunos conseguirem sentir a música”, frisa.&lt;br /&gt;No futuro, ambiciona trazer a Macau “bandas brasileiras famosas, como Daniela Mercury e Ivete Sangalo”. “Mas é difícil, porque são necessários patrocínios”, lamenta.&lt;br /&gt;Uma escola de samba é o projecto mais sonhado, mas também o mais difícil de concretizar. “É o problema da falta de instalações”, informa. No entanto, diz, espaço no sector do entretenimento para as danças brasileiras é coisa que não falta. E, em Macau, só isso chega para transformar o Carnaval numa festa com mais de três dias.&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Alexandra Lages&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fotografia: António Falcão/ &lt;a href="http://bloomland.blogspot.com/"&gt;bloomland.cn&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4250555230423850268-2651902387757731692?l=taichungpou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taichungpou.blogspot.com/feeds/2651902387757731692/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4250555230423850268&amp;postID=2651902387757731692&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4250555230423850268/posts/default/2651902387757731692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4250555230423850268/posts/default/2651902387757731692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taichungpou.blogspot.com/2008/03/wen-jiabao-abre-porta-negociaes-com.html' title='Wen Jiabao abre a porta a negociações com Taiwan,Residentes de Hong Kong lutam contra demolição de bairro, Samba de Macau em Pequim'/><author><name>Tai Chung Pou em português</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09925797556723811855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R--ZABMYj0I/AAAAAAAAAuQ/FI5f9_4TRVc/s72-c/3103081.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4250555230423850268.post-5694978341861541840</id><published>2008-03-28T21:30:00.001+08:00</published><updated>2008-03-30T21:36:59.212+08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Delta'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lusofonia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><title type='text'>Mio Pang Fei na primeira pessoa; Susana Chou a Chefe, diz Leonel Alves; Portugal com casa maior</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R--W1RMYjyI/AAAAAAAAAuA/3qKUyp0TmW4/s1600-h/2803081.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R--W1RMYjyI/AAAAAAAAAuA/3qKUyp0TmW4/s400/2803081.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5183527538019307298" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Obra de Mio Pang Fei e de Un Chi Iam em análise no Museu de Arte de Macau&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Orientalismo pelos olhos de quem o conhece&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Hoje tem lugar mais uma exposição. Amanhã, mais uma conferência sobre um tema que tão bem conhece. Precursor de um estilo, que auto-denominou Neo-Orientalismo, o pintor Mio Pang Fei, em entrevista ao Tai Chung Pou, traduzida pela filha Cristina, contou como veio parar a Macau em 1982, depois de um longo percurso académico e artístico no Continente que terminou devido aos turbulentos anos da Revolução Cultural.&lt;br /&gt;O que é o Neo-Orientalismo? Resumindo – tarefa difícil, quando se está perante um movimento artístico -, é o Oriente visto por quem o conhece. “Antes, há alguns anos, depois do Expressionismo, os pintores ocidentais voltaram-se para o Oriente – primeiro o Japão e depois a China -, mas era sempre pelos seus olhos, uma percepção que está longe de ser a verdadeira”, conta. Para combater esta “superficialidade”, surge então, pelas mãos de Mio Pang Fei, o Neo-Orientalismo. Nome encontrado, à pressão, quando há 15 anos, teve de discursar sobre a Arte Moderna e lhe pediram para rotular as suas pinturas. “Orientalismo” por ser o nome dado pelos ocidentais “às coisas do Oriente”. “Neo” por ser da perspectiva de quem conhece – os chineses. Tudo para culminar no tipo de pintura, que inspirado nas “ideias ocidentais”, acaba por ser “arte contemporânea chinesa”.&lt;br /&gt;Uma das suas pinturas, intitulada “Capturar a Alma”, nada mais é do que um símbolo da sua arte. “Quero capturar a parte boa da cultura chinesa, quero ver essa alma para mostrar às pessoas”, diz. Por exemplo, “Agruras de uma Nação”, pintado em 1997, pretende aludir à história da China, recorrendo ao “estilo nacional”. Ou mesmo, exemplifica com os seus trabalhos mais recentes, o recurso à caligrafia chinesa é uma forma de passar uma mensagem: “Por um lado, os caracteres contêm informação; por outro, quando fazes caligrafia, apercebes-te de quão bonito é.” Um motivo que inspirou o último período da vida artística, e que também está compilado num livro, o “pós-caligrafia”.&lt;br /&gt;Mas a corrente artística de que foi precursor começou a nascer nos anos 60, por ocasião da Revolução Cultural. “Quando as pessoas não podem pintar, a única coisa que podem fazer é pensar”, recorda com pesar. Apesar de não querer reviver uma época que para si foi dolorosa, Mio Pang Fei não pode deixar de apontar aqueles anos como uma boa experiência no campo artístico. “Naquela altura, se eras pintor ou intelectual terias sempre problemas. Só não terias problemas se fosses agricultor”, conta. Por isso, apesar de não ser uma época “muito produtiva em termos de trabalhos”, e de muitos artistas terem destruído as suas obras para fugir à repressão, não deixa de ser um bom período para reflectir e amadurecer as ideias. Até porque quem “não passa por tempos difíceis ao longo da sua vida, não amadurecerá suficientemente em termos artísticos”. Assim, chegado aos anos 60, tudo o que tinha aprendido durante a sua vida académica em termos de Expressionismo, Abstraccionismo, Cubismo, interrompeu. Mas não estagnou. E amadureceu. Impedido de mostrar abertamente as suas influências ocidentais – por força da política maoísta -, acabou por redescobrir “o que é um verdadeiro artista chinês”. Começou a recorrer, exemplifica, ao papel de arroz. Contudo, dos seus trabalhos dessa época, conta, não sobrou um único original. Foram todos por si queimados e destruídos. Apenas teve tempo de tirar fotografias e registá-los em livros.&lt;br /&gt;O gosto pela pintura surgiu logo aos cinco anos, quando estabelecia o caos na sua casa, “pintando nas paredes”. Enveredou pela Arte Moderna durante o seu percurso académico. Aliás, muito motivado pelo seu trabalho final, inspirado no Expressionismo, Cubismo e Abstraccionismo. Só uns anos mais tarde viria a procurar incluir tradições, costumes e história chineses nos seus trabalhos. O seu percurso artístico pode dividir-se em cinco épocas. São elas, “Xangai – Experiência, Macau – A prática, As séries da Água, Condição Humana, Pós-Caligrafia”. Divisões artísticas que coincidem com áreas de interesse, em determinados pontos da sua vida.&lt;br /&gt;Em 1982 chega a Macau para fugir aos dias conturbados da China e “retomar a sua liberdade”, sem ter de se preocupar, quando pintava, com “o que as pessoas pensam”. Mas também para se reaproximar do Ocidente, – o único contacto que teve com pintores ocidentais deu-se durante a vida académica - já que a China ainda se encontrava “fechada” ao resto do mundo. Foi a “grande vantagem” de ter vindo para o território, já que, em termos de influências no seu trabalho, poucas teve. Aliás, Mio Pang Fei, é duro na resposta: “Já tinha 47 anos quando cheguei a Macau, já estava bem maduro, não seria fácil deixar-me influenciar pelas pessoas, pelos locais ou pelo jogo.”&lt;br /&gt;Aos 72 anos, quando interrogado sobre o seu quadro favorito, Mio Pang Fei respondeu um assertivo “não”. Porque todos tiveram – e têm – a sua importância em algum ponto da vida do pintor.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Um artista e um académico&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Nascido em Xangai em 1936, Mio Pang Fei estudou arte em Fujian e na sua cidade natal, tornando-se, posteriormente, um artista profissional e um académico. Incidiu a sua atenção nos artistas russos e no desenvolvimento do Realismo, Impressionismo e Abstraccionismo no Ocidente. Um interesse que viria a causar-lhe problemas durante a Revolução Cultural.&lt;br /&gt;Um ponto de viragem na sua vida foi a amizade com o artista de renome Liu Haisu. Foi ele quem fez com que mudasse a incidência da sua pesquisa da pintura ocidental para a arte tradicional chinesa. Aprendeu as técnicas mais tradicionais e estudou os Budistas, além das antigas pinturas rupestres.&lt;br /&gt;A seguir à sua vinda para Macau, ingressou nos meandros da arte local e surgiu a sua mistura única entre as ideias chinesas e ocidentais. Reforçou a sua determinação e empenho na criação de uma arte abstracta contemporânea, de “carácter oriental”. Além de artista, é também um teórico. Actualmente, é docente na Escola de Artes do Instituto Politécnico de Macau e professor convidado na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Xangai e no Instituto de Artes de Nanjing. Já escreveu, inclusivamente, um tratado sobre o Novo Orientalismo.&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Luciana Leitão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fotografia: António Falcão/ &lt;a href="http://bloomland.blogspot.com/"&gt;bloomland.cn&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Susana Chou a Chefe, diz Leonel Alves&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Leonel Alves defendeu ontem a candidatura de Susana Chou ao cargo de Chefe do Executivo. Em entrevista à Rádio Macau, o deputado à Assembleia Legislativa (AL) e membro do Conselho Executivo afirmou que “o ideal seria que Susana Chou decidisse também candidatar-se”.&lt;br /&gt;Para Alves, a actual presidente da AL é uma pessoa que “conhece profundamente Macau, conhece o mecanismo e o funcionamento da RAEM e de Pequim, com as suas enormes qualidades seria benéfico para Macau, mas trata-se de uma questão de disponibilidade pessoal”. No seguimento da resposta, o deputado disse também que “se me perguntar se poderá haver novidades no espectro político, Susana Chou poderá ser uma das peças dessa novidade”.&lt;br /&gt;Na entrevista à estação de rádio em língua portuguesa, o membro do Conselho Executivo sustentou ainda que a estrutura do próximo Governo da RAEM deve incluir a figura do sub-secretário. “Em Hong Kong há sub-secretários para questões constitucionais... Podemos ter em Macau vários secretários, vários sub-secretários, dividindo as diversas tarefas, designadamente a reforma administrativa.”&lt;br /&gt;Acerca desta matéria, Leonel Alves acrescentou que “em qualquer território, quando se fazem reformas administrativas, há sempre uma subunidade do Governo exclusivamente dedicada a este assunto, para ganhar relevância política e para ganhar também responsabilidade acrescida no desempenho dessa obra” que, disse, “é mais difícil do que construir muitas pontes”.&lt;br /&gt;A entrevista de Leonel Alves à Rádio Macau vai para o ar amanhã, quando forem 12h00. Segundo a estação, o deputado à Assembleia Legislativa pronuncia-se também sobre o seu futuro político e as eleições agendadas para 2009, ano em se escolhe o novo Chefe do Executivo e entrará em funções uma nova legislatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R--WYhMYjxI/AAAAAAAAAt4/cxPQPVaBUKg/s1600-h/2803084.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R--WYhMYjxI/AAAAAAAAAt4/cxPQPVaBUKg/s400/2803084.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5183527044098068242" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Albergue em S. Lázaro será palco de novos projectos da instituição lusófona&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Portugal com casa maior&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Quatro salas, é quanto cresceram as instalações da Casa de Portugal em Macau (CPM). O Albergue da Santa Casa da Misericórdia situado no Bairro de S. Lázaro é o local das novas operações da instituição de matriz portuguesa. Um espaço que vai ser palco de um sem fim de actividades. Começando na joalharia, passando pelas artes e terminando na área da multimédia, a direcção da CPM apostou no ensino e na promoção de trabalhos com o objectivo de criar uma plataforma para a criação de um mercado local de arte. E para que Macau possa oferecer um “produto próprio”, as portas estão abertas para todas as comunidades que conferem a esta terra o seu carácter único. Com a CPM, o projecto de criação de um centro de indústrias criativas no Bairro de S. Lázaro dá assim um passo de gigante.&lt;br /&gt;“Há muito tempo que a Casa de Portugal pretendia avançar para outros tipos de iniciativas que não fossem apenas as exposições. No entanto, isso era dificultado pela falta de espaço. Ouvimos falar do Albergue e conseguimos arrendar quatro salas”, contou ontem a presidente da instituição, Maria Amélia António, durante a apresentação aos jornalistas das novas instalações.&lt;br /&gt;Isto não quer dizer que a sede da associação, localizada na Rua Pedro Nolasco da Silva, vá ser abandonada. Actualmente sujeito a obras de remodelação, este espaço vai continuar a funcionar como quartel-general da CPM, onde será realizado todo o trabalho administrativo. O edifício em frente ao Consulado-geral de Portugal na RAEM vai ganhar “uma nova dimensão do centro de encontro e convívio, algo que faz falta na comunidade portuguesa”, explicou a mesma responsável.&lt;br /&gt;Quando os trabalhos de remodelação ficarem concluídos, fica vaga mais uma sala das instalações em S. Lázaro, sendo que hoje está ocupada com os serviços de secretaria. Contudo, a sala ao lado do rés-do-chão já começou a receber gente. O artista Joaquim Franco inaugurou com os seus alunos o atelier de artes plásticas.&lt;br /&gt;Os workshops em xilogravura e ciência da cor foram as primeiras actividades a serem organizadas no novo espaço. O cheiro a tinta continua forte numa sala que está equipa com mesas multiusos, para se adaptarem às exigências e técnicas das diferentes artes.&lt;br /&gt;Ao subir as escadas, o odor vai desaparecendo. No primeiro piso, a sala multimédia já está preparada para ser usada. Os computadores portáteis estão a postos para receber os primeiros alunos do curso de informática, uma formação que, segundo apontou Maria Amélia António, deverá arrancar no início do próximo mês.&lt;br /&gt;Para finais de Abril, deverá ficar totalmente montado e equipado o atelier de joalharia. “Vamos promover cursos com vários níveis de acordo com os conhecimentos e experiência dos formandos, bem como workshops especializados. Aqui será feito tudo aquilo que é possível fazer no âmbito da joalharia artística e do design”, sublinhou a presidente da CPM.&lt;br /&gt;A par da formação, a organização portuguesa quer dar apoio futuro aos formandos para desenvolverem projectos artísticos. “A sede da CPM terá condições para expor os trabalhos que as pessoas realizam aqui [no Albergue da Santa Casa da Misericórdia]. Desta forma, dá-se um estímulo ao que estão a fazer e conseguem entrar no mercado”, notou a também advogada.&lt;br /&gt;Para desenvolver as indústrias artísticas locais, a instituição apostou ainda na abertura a todas as comunidades da RAEM. Neste sentido, a equipa de Maria Amélia António pretende garantir que qualquer pessoa possa utilizar o espaço, quer da óptica do aluno como da do formador, independentemente das suas origens e língua, oferecendo, se necessário, serviços de tradução durante os workshops.&lt;br /&gt;“Macau é um ponto de encontro de culturas, mas por vezes essas culturas andam desencontradas. Há portugueses e elementos de outras comunidades com capacidades no domínio das artes. A CPM quer fazer a simbiose das diferentes origens para dar origem a um mercado de arte local. Macau precisa de criar um produto próprio”, defendeu.&lt;br /&gt;É precisamente com o objectivo da aproximação das comunidades que, na próxima terça-feira, a instituição inaugura oficialmente o novo espaço e o ciclo de actividades com uma exposição de Kwok Woon. Até ao dia 20 do próximo mês, vão estar patentes na galeria do Albergue da Santa Casa da Misericórdia duas colecções do artista de Macau.&lt;br /&gt;A primeira é formada por um conjunto de peças representativas de várias fases artísticas do criador, enquanto a segunda é uma mostra inédita de trabalhos realizados numa altura avançada da doença de Kwok Woon. Recorde-se que o artista ficou com a parte direita do corpo paralisada na sequência de uma operação e criou várias obras com a mão esquerda. Será possível ainda observar o último quadro do artista, desenhado dois dias antes da sua morte.&lt;br /&gt;“Kwok Woon tinha uma grande amizade pela comunidade portuguesa. Esta exposição tem um grande significado no contexto desta iniciativa. Ao assinalarmos o início dos trabalhos nestes ateliês com esta exposição, deixamos claro que este local pretende ser um encontro quer da cultura portuguesa, como da chinesa. É fundamental manter a identidade de Macau”, sustentou a presidente da CPM.&lt;br /&gt;A instituição portuguesa junta-se então aos ateliers de arquitectura e design, à livraria e a um restaurante que já estão em funcionamento no espaço da zona histórica da cidade. São Lázaro começa assim a ir ao encontro do objectivo definido pelo Governo, em 2004: transformar o bairro no centro de indústrias criativas da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Próximas actividades da Casa de Portugal&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;01/04 Inauguração da exposição de Kwok Woon, Galeria do Albergue da Santa Casa da Misericórdia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;25/04 Inauguração da exposição de fotografias da Associação 25 de Abril de Portugal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;26/04 Concerto com João Mendes (ainda por confirmar)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abril Ciclo de cinema “Encontros de Culturas”&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Alexandra Lages&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fotografia: António Falcão/ &lt;a href="http://bloomland.blogspot.com/"&gt;bloomland.cn&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Aeroporto de Zhuhai quer ser internacional&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O Aeroporto de Zhuhai quer aumentar consideravelmente os serviços prestados e o número de passageiros transportados através da estrutura. Com o Aeroporto de Hong Kong a gerir a estrutura da cidade chinesa há mais de um ano, há planos para a expansão da actividade, a aplicar ainda durante o corrente ano, nomeadamente através da construção de um terminal marítimo que faça a ligação a Macau e a Hong Kong.&lt;br /&gt;A falta de rotas internacionais e de companhias aéreas interessadas em marcar presença em Zhuhai condiciona, contudo, os projectos das autoridades chinesas. Em declarações à imprensa de Hong Kong, Huang Yue-song, responsável pelo departamento de transportes da cidade, disse que mais de 1,1 milhões de passageiros utilizaram o aeroporto em 2007, sendo que o número deve subir, ainda este ano, para os 1,35 milhões, o que será exactamente o dobro do registado antes da gestão do Aeroporto de Hong Kong.&lt;br /&gt;Apesar das previsões optimistas, Huang admitiu que o futuro do aeroporto continua, em certa medida, por definir, uma vez que não disponibiliza voos internacionais, não tem operadoras lá baseadas e não dispõe de um terminal que faça ligação às cidades vizinhas. O mesmo responsável explicou que deveria entrar em funcionamento este ano o terminal para embarcações com destino a Macau, ao Aeroporto de Hong Kong e ao centro da antiga colónia britânica, mas o processo depende de Pequim, uma vez que interfere com políticas de imigração. A partir de 2009 – a nova data apontada - será possível fazer o check-in nas regiões administrativas especiais e sair directamente no Aeroporto, sem ter que passar por mais procedimentos de imigração. O esquema planeado é semelhante ao já existente entre Macau e Hong Kong.&lt;br /&gt;Quanto à ausência de companhias aéreas de peso no aeroporto, as autoridades elaboraram já um conjunto de propostas para atrair empresas que queiram operar a partir de Zhuhai. Se os planos feitos forem bem-sucedidos, o aeroporto poderá disponibilizar serviços a 1,7 milhões de passageiros, em 2010.&lt;br /&gt;O Governo de Zhuhai anunciou ainda que já está decidida a localização dos acessos à ponte do Delta: ficarão nas imediações da fronteira com Macau, de modo a que possa haver, numa fase posterior, ligação às auto-estradas e às vias rápidas da zona. Será construído um túnel a partir do actual posto fronteiriço de Gongbei que irá dar a uma ilha artificial. As autoridades estão, neste momento, a proceder a um estudo do impacto ambiental das construções, sendo que deverão começar mal Pequim se pronuncie sobre as questões relacionadas com as fronteiras. O projecto será financiado pelo Governo da província de Guangdong.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4250555230423850268-5694978341861541840?l=taichungpou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taichungpou.blogspot.com/feeds/5694978341861541840/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4250555230423850268&amp;postID=5694978341861541840&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4250555230423850268/posts/default/5694978341861541840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4250555230423850268/posts/default/5694978341861541840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taichungpou.blogspot.com/2008/03/mio-pang-fei-na-primeira-pessoa-susana.html' title='Mio Pang Fei na primeira pessoa; Susana Chou a Chefe, diz Leonel Alves; Portugal com casa maior'/><author><name>Tai Chung Pou em português</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09925797556723811855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R--W1RMYjyI/AAAAAAAAAuA/3qKUyp0TmW4/s72-c/2803081.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4250555230423850268.post-8971334158241438988</id><published>2008-03-27T14:59:00.003+08:00</published><updated>2008-03-27T15:02:19.762+08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='China'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desporto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>A ilusão do jogador, Macau arrasou em Tens de Hong Kong, Arte às cegas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R-tGZBMYjwI/AAAAAAAAAtw/CE-gB_V2GJA/s1600-h/2703081.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R-tGZBMYjwI/AAAAAAAAAtw/CE-gB_V2GJA/s400/2703081.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5182313191850938114" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Investigador do Canadá em seminário da Universidade de Macau&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A ilusão do jogador&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Não é o jogador que domina o jogo, mas sim o contrário. Nada mais é do que uma questão de sorte. Quando esta premissa deixa de ser uma realidade, e o indivíduo se deixa dominar por uma “ilusão”, então está dado o sinal de alarme. O caminho para a doença está a um passo. Conclusões do psicólogo e académico canadiano, Robert Ladouceur, presente ontem na Universidade de Macau para um seminário sobre o jogo.&lt;br /&gt;Perante uma plateia cheia de académicos, curiosos, jornalistas e estudantes, Robert Ladouceur apresentou os resultados de estudos realizados, ao longo de vários anos, no que toca, principalmente, ao mundo de Las Vegas, aquele que conhece melhor, mas que poderão ser adaptados ao universo asiático. Com a legalização do jogo a ser uma realidade nos países ocidentais e asiáticos, Robert Ladouceur veio discutir o desenvolvimento de sérias patologias ligadas ao vício do jogo que levam à necessidade de recorrer a ajuda especializada.&lt;br /&gt;Garantindo que as probabilidades não são favoráveis, e que apenas uma pequena percentagem, em raras ocasiões, consegue realmente ganhar, o académico lançou uma pergunta à audiência: “Se se joga apenas pela possibilidade de vir a ganhar e tão poucos realmente conseguem, porque é que as pessoas continuam a jogar?” Um aparente “paradoxo”, intimamente ligado ao verdadeiro motivo que leva as pessoas a continuar. A resposta, baseada em exemplos e casos práticos, foi rápida: “Enquanto jogamos a maioria esquece-se que o resultado é um mero produto do acaso.”&lt;br /&gt;Dando inúmeros exemplos do que tem vindo a assistir em Las Vegas, Ladouceur afirma que frases como “vou vencer a máquina”, ou o facto de, quando estão a jogar à roleta, algumas pessoas analisarem os números que saíram anteriormente de forma a prever o resultado, mostram que uma grande percentagem se esquece de que se trata apenas de um fruto do acaso. Tendo inquirido vários indivíduos sobre o que comentam, manifestam ou expressam antes de lançar os dados ou indicar os números, apercebeu-se de que “75 a 80 por cento tem monólogos internos baseados em falsas percepções”. Por isso, se ouvem frases como “hoje é o meu dia para ganhar, perdi duas noites de seguida”, “estou numa maré de sorte” ou “a sorte tem de mudar”. Assim, salienta o académico, há um denominador comum a todos estes comportamentos: “todos estes indivíduos relacionam factores que são independentes por natureza”. Factores que podem ser “jogos anteriores, sensações ou outros”. Uma forma de tentar prever o imprevisível, remata.&lt;br /&gt;O que acontece é que “a maioria pensará que tem uma estratégia qualquer”, quando, na realidade, se esquecem que “o resultado do jogo é fruto do acaso”. Porque é que tal sucede? A resposta certa não se sabe. “Talvez porque toda a nossa vida temos ouvido dos nossos pais e professores que temos de pensar nos eventos passados para aprender”, diz. Mas, adverte, “o jogo é a única actividade humana em que é inteligente não ter em conta eventos ou factores anteriores”.&lt;br /&gt;Baseando-se em modelos de estudo determinados por investigadores dos EUA, Custer e Milt, o académico salienta que “ganhar logo no início uma grande quantia aumenta as expectativas, no sentido de encorajar a jogar cada vez mais – e tal deverá persistir mesmo depois de sofrer perdas”.  Por isso, é que surgem comentários, no desenrolar de um jogo, como: “Não sabes jogar, não segues o padrão certo”. Sinais de alarme. Sintomas do desenvolvimento de uma patologia.&lt;br /&gt;Dados teóricos que foram comprovados na prática por Ladouceur. Aliás, revela, a “maioria afirma no tratamento que teve grandes vitórias no início”. Em jeito de prevenção, o especialista alerta: “Atenção à forma como interpretam as vitórias.”&lt;br /&gt;O académico divide os jogadores em quatro tipos: os que jogam raramente (baixo risco), os que o fazem por diversão (risco moderado), os que jogam esporadicamente (alto risco) e os que têm uma patologia (jogadores problemáticos). Pertencendo a maioria ao grupo de risco moderado, o académico não deixa de salientar que é preocupante que “cinco por cento da população total que joga tenha problemas”.&lt;br /&gt;Como se identifica uma patologia? Quando se ouvem expressões como “jogo porque adoro baccarat” ou “não estou viciado, apenas adoro sentar-me numa mesa redonda”. São indícios de que aquela pessoa já “perdeu o controlo sob o jogo”, com as inerentes consequências para “a família e o emprego”, podendo, inclusivamente, “roubar dinheiro” e repetir, continuadamente, o jogo para “recuperar as perdas”. Quando se usa dinheiro que não se tem “significa que se está a tentar ganhar o que se perdeu”.&lt;br /&gt;Coloca-se então a questão do tratamento. Citando Custer, um psiquiatra famoso na área, Ladouceur afirma que “só quando se reconhece que o dinheiro está perdido para sempre” é que se está “curado”. E quando se supera a “ilusão” de que “dinheiro ganho atrai mais dinheiro”. Mas, afirma, declarar a derrota face ao jogo é “muito difícil para o jogador”.&lt;br /&gt;Assim, as componentes do tratamento psiquiátrico passam por “perceber o conceito de acaso, admitir e ter consciência das percepções erradas que levam a relacionar factores independentes por natureza, corrigir cognitivamente essas falsas percepções”. Os resultados poderão não tardar a surgir e, “daí a seis meses, pode estar curado”.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Luciana Leitão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fotografia: António Falcão/ &lt;a href="http://bloonland.blogspot.com/"&gt;bloomland.cn&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Equipa de râguebi da RAEM não sofreu um único ponto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Macau arrasou em Tens de Hong Kong&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Os jogadores da SJM Macau foram reis e senhores no Torneio de Tens que decorreu ontem em Hong Kong. A equipa derrubou as equipas adversárias sem sofrer um único ponto e arrecadou o troféu principal da competição. A participação serviu de preparação para a próxima missão dos atletas da RAEM: o Torneio Asiático de Tens que se realiza no início do próximo mês nas Filipinas.&lt;br /&gt;A SJM Macau conquistou ontem a vitória e trouxe para casa a “Cup” da competição que se joga com 10 jogadores de cada lado do relvado e é anualmente organizada pela Liga de Râguebi de Hong Hong. Após terem assegurado a passagem à disputa da taça principal do torneio – existe ainda a Taça Playte e a Bowl – os atletas que defendem as cores de Macau na antiga colónia britânica venceram os adversários Kowloon Mallons por 33-0.&lt;br /&gt;Por tradição, o Tens de Hong Kong antecede a realização do Mundial de Sevens da RAEHK, evento desportivo que conta com a participação de algumas das selecções mais fortes da modalidade a nível mundial e que terá a presença da equipa portuguesa. Na edição deste ano, o torneio de 10 contra 10 reuniu 24 conjuntos.&lt;br /&gt;Com alguma experiência no campeonato da liga do território vizinho, a SJM Macau não teve uma época desportiva feliz, terminando com um número de derrotas considerável. No entanto, é na variante de tens que Macau obtém os melhores resultados.&lt;br /&gt;“Sempre jogámos muito mais na variante de 10 do que de 15, devido ao problema da falta de jogadores. Como temos atletas adaptados para certas posições torna-se mais complicado distribuí-los pelo relvado. Por outro lado, o tens é mais a essência do râguebi, há mais espaço para carga e passe”, explicou em declarações ao Tai Chung Pou o capitão da SJM Macau, Ricardo Pina.&lt;br /&gt;No dia 6 do próximo mês, os jogadores da RAEM viajam para Manila, nas Filipinas, para disputarem o Torneio Asiático de Tens. “Os resultados desta competição em Hong Kong servem de preparação para este campeonato”, frisou o atleta.&lt;br /&gt;Segundo Ricardo Pina, o objectivo da equipa é chegar a uma das finais do torneio. Em Manila, em vez de três, disputam-se quatro taças. A par da cup, da Playte e da Bowl, existe o troféu Shield. O capitão da formação ambiciona um lugar na final nas três primeiras competições.&lt;br /&gt;O torneio de Manila não é desconhecido para a maioria dos jogadores da Associação de Râguebi de Macau. Há 10 anos que a organização local marca presença na competição que junta 36 equipas, não só asiáticas, mas também europeias e de outros cantos do mundo.&lt;br /&gt;No entanto, a formação da RAEM fez um interregno no ano passado. Uma pausa que aumenta o entusiasmo de Ricardo Pina. “Vamos voltar em força para um torneio que é muito importante”, prometeu.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Alexandra Lages&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R-tGCBMYjvI/AAAAAAAAAto/mpSdZAE_zAY/s1600-h/2703084.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R-tGCBMYjvI/AAAAAAAAAto/mpSdZAE_zAY/s400/2703084.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5182312796713946866" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Trabalhos de crianças expostos em “Para Além da Escuridão”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Arte às cegas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Bengalas coloridas, com formas de animais, que tilintam quando são agitadas. Máscaras e óculos com surpresas. Instrumentos musicais feitas de todo o tipo de materiais. Quadros concebidos para serem tocados. As crianças dos cursos do Museu de Arte de Macau (MAM) receberam um desafio: criar obras que permitissem experienciar a deficiência visual. As ideias mais originais estão expostas no espaço cultural.&lt;br /&gt;A mostra destina-se a miúdos e graúdos. É um jogo de sentidos, com uma forte componente lúdica, que pretende levar o público a relacionar-se com as peças e experimentar a sensação de escuridão total. Após sensibilizar os mais pequenos para o privilégio que é poder ver o mundo, a iniciativa visa alertar o público em geral sobre as dificuldades vividas pelos deficientes visuais. É a última chamada para contemplar as obras de “Para Além da Escuridão” - a exposição patente no MAM termina no dia 7 do próximo mês.&lt;br /&gt;Os vidros que envolvem a porta do espaço da mostra estão cobertos de negro. No entanto, o interior é dominado pela cor. Cada secção da iniciativa é indicada por percursos de manchas de tinta de várias cores. O primeiro desafio de “Para Além da Escuridão” é o “Túnel do Som”.&lt;br /&gt;Os mais pequenos devem pegar nas bengalas para cegos e nos olhos milagrosos que estão pendurados na parede. São objectos cor-de-laranja, pretos, rosa ou amarelos que foram concebidos para servir de apoio às pessoas invisuais. As formas de animais revelam o toque especial dado pelos pequenos artistas, que também se lembraram de utilizar materiais que tilintam quando são agitados.&lt;br /&gt;Já os óculos com lentes do tamanho de metade de um ovo são colocados no rosto com a ajuda de um elástico. As “viseiras de glaucoma” foram criadas pelas turmas infantis para mostrar a sensação de deficiência visual e recomendar a protecção da vista. Glaucoma é conhecido como o ladrão sorrateiro da visão, sendo uma doença que afecta gradualmente o nervo óptico.&lt;br /&gt;As crianças devem ultrapassar as cortinas pretas no “Túnel do Som” devidamente equipadas. Lá dentro, devem tentar encontrar a saída entre um sem fim de fios pendurados, fabricados com tecido e objectos que emitem sons com o movimento. Terminada a viagem, um cartaz colado no chão da saída pergunta: “Como se sente? Feliz? Assustado? Deliciosamente surpreendido?” No fim de contas, o Túnel do Som é mais uma estratégia para fazer os participantes experimentarem, durante pouco mais de cinco minutos, as dificuldades e barreiras do dia-a-dia da vida das pessoas invisuais.&lt;br /&gt;À volta da estrutura que dá forma ao túnel encontram-se afixados vários trabalhos das turmas dos cursos de arte infantil do MAM. Há as luvas sensoriais feitas de plástico, com bolinhas de barro no seu interior e enfeitadas com pinturas e colagens, que representam o tacto, um dos sentidos mais importantes para quem não consegue ver.&lt;br /&gt;Com o mesmo objectivo, estão expostos os trabalhos das séries “Criando Texturas”. Ao contrário das exposições normais, estes quadros foram feitos para serem tocados. Fechando os olhos e através do tacto, é possível descobrir que as crianças desenharam flores, animais e corações, entre outros. Para este resultado final, foram utilizadas duas técnicas: a aplicação de massa de modelagem ou colagem de materiais em placas de madeira.&lt;br /&gt;Depois, encontra-se a parte da exposição intitulada “Ping-Ping Bang-Bang”. Os termos estranhos do título são onomatopeias dos ruídos produzidos pelas dezenas de garrafas ali expostas. “Para quem é cego, o sentido de audição assume uma grande importância na percepção do mundo exterior”, explica o cartaz informativo. É por esta razão que as bengalas que se encontram no princípio da mostra produzem sons. O mesmo conceito foi aplicado em garrafas usadas, com a única diferença que os diferentes materiais e técnicas aqui aplicadas possuem uma componente lúdica. São instrumentos musicais.&lt;br /&gt;O “Túnel dos Pirilampos Brilhantes” é a parte que se segue. À entrada avisa-se que é necessária a utilização de uma lanterna. “Tactear na escuridão e sentir o que é ser cego” é o desafio lançado neste segundo jogo da mostra. Do outro lado da cortina de pano preto rasgado em tiras, as paredes do espaço foram invadidas por pirilampos cujos olhos ficam fluorescentes com o contacto com a luz. A mensagem que os pirilampos de cartolina pretendem transmitir é a importância de proteger a vista.&lt;br /&gt;À saída do túnel, estão suspensas por fio-de’coco várias “Máscaras Surpresa”. Com caixas de cartão, os alunos dos cursos de arte construíram máscaras com diferentes tipos de óculos que permitem experienciar as deficiências visuais das pessoas. Espreitando para dentro dos objectos feitos à medida de cabeças de crianças e de adultos, vê-se através dos olhos de quem sofre de cataratas, glaucoma e “macula lutea”.&lt;br /&gt;Já de fora do espaço que envolve o “Túnel dos Pirilampos”, estão dispostos no chão pneus com rolos de papel no centro. É a secção intitulada “Olhar para o mundo de olhos fechados”. Os mais pequenos ouviram com os olhos vendados histórias sobre crianças invisuais e foram desafiados a desenhar as personagens. Os trabalhos podem ser contemplados nos rolos de papel dentro dos “olhos de fantasia com rodinhas”.&lt;br /&gt;Enquanto se caminha para a porta da saída, há uma tela onde está a rodar o vídeo que mostra os principais momentos das aulas dos cursos de arte infantil. Com vendas pretas, as crianças trabalham nas suas obras e até se sentam à mesa a comer.&lt;br /&gt;Mais à frente, estão ainda patentes pinturas de meninos e meninas invisuais oriundos de várias províncias chinesas que foram curados no âmbito de projectos de tratamento de organizações não-governamentais. São pinturas expressivas e carregadas de detalhe.  Algumas conseguem transmitir alguns momentos da vida destas crianças. É o caso do quadro que mostra um menino a ser tratado por um médico ou de outro que representa um jogo de cabra-cega.&lt;br /&gt;“De acordo com as estatísticas, quase 180 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de deficiência visual aguda e calcula-se que, em 2020, sem um plano sistemático de prevenção, outros 76 milhões perderão o uso da vista. Ou seja, há inúmeros indivíduos em risco de ficarem cegos ou que já vivem num mundo sem luz. Mas sabia que a deficiência visual pode ser evitada em cerca de 75 por cento dos casos?”. É a questão lançada em jeito de alerta no prefácio da exposição “Para Além da Escuridão”. Uma mostra que vai continuar a ver a luz do dia por pouco mais de uma semana.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Alexandra Lages&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;China Daily publica estudo sobre ensino no país&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;População chinesa desiludida com a educação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Quatro em cada dez chineses queixam-se de que existe um enorme fosso entre o investimento feito na educação e as vantagens retiradas, aponta um estudo feito a nível nacional. O relatório do grupo de consultoria e pesquisa “The Horizon”, citado ontem pelo jornal China Daily, inclui inquéritos feitos a 3355 pessoas, com idades compreendidas entre os 16 e os 60 anos, residentes nas zonas rurais e nas cidades, incluindo sete metrópoles, como Pequim e Xangai.&lt;br /&gt;O estudo permitiu chegar à conclusão de que apenas 16 por cento dos inquiridos acredita que os investimentos feitos na educação darão lucro. Os que têm uma maior formação académica são precisamente aqueles que estão mais desapontados com a qualidade da educação que receberam.&lt;br /&gt;“Mesmo tendo um mestrado, não consigo ter um emprego decente numa grande empresa”, lamentou-se Mao Xin, um residente de Pequim de 26 anos. “Os meus conhecimentos empíricos não me trouxeram qualquer vantagem e não tenho armas para competir.” Mao teve que rever em baixa as suas expectativas e trabalhar numa pequena empresa privada, auferindo um salário igual ao de colegas que nem licenciatura têm.&lt;br /&gt;“Desiludi os meus pais, que me deram, pelo menos, 30 mil yuan para eu poder frequentar o curso de pós-graduação numa universidade de qualidade, durante três anos”, acrescentou, em declarações ao jornal oficial chinês em língua inglesa.&lt;br /&gt;Os habitantes das zonas rurais têm percepções acerca da educação consideravelmente mais positivas do que os residentes das áreas urbanas, indica ainda o relatório.&lt;br /&gt;“A nossa educação tem sido desenvolvida a pensar nos exames”, começou por explicar Huo Qingwen, vice-director de um centro de serviços de testes da Universidade de Estudos Estrangeiros de Pequim. “O resultado deste estudo não me surpreende, uma vez que ouço queixas não só dos alunos, como também dos professores, a quem tem sido exigido que se concentram na taxa de aprovação dos seus estudantes.”&lt;br /&gt;O Ministério da Educação pediu às escolas e às universidades que abandonem gradualmente o sistema de ensino orientado, única e exclusivamente, para os exames, depois de cada vez mais estudantes se queixarem de que os graus académicos não os estão a dotar de bases mínimas de experiência e de competência. “O mercado de trabalho está sedento de pessoas com talento, mas muitos dos licenciados não apresentam as competências exigidas para tarefas em que é necessário ter experiência e sentido criativo”, acrescentou Huo.&lt;br /&gt;Há quem tenha, contudo, uma opinião bem diferente sobre a qualidade da educação. “Não acredito que a qualidade do ensino seja a principal causa do aumento do desemprego da China”, afirmou ao China Daily Hong Chengwen, professor de gestão na Universidade Normal de Pequim. “As vagas no mercado de trabalho não acompanharam o ritmo do desenvolvimento económico dos últimos anos”, acrescentou.&lt;br /&gt;Para o docente, estar-se-á perante o efeito “dominó” se o Governo não levar a cabo acções mais eficientes para controlar a taxa de desemprego. “As pessoas têm grandes expectativas em relação a melhores salários quando investem mais na educação”, afirmou o académico, dizendo ainda que “uma taxa de desemprego baixa irá influenciar o desejo dos chineses em terem uma formação académica superior, especialmente entre aqueles que menos possibilidades têm de estudar neste momento”.&lt;br /&gt;Os comentários de Hong foram feitos numa altura em que já se sabe que diminuiu o número de estudantes candidatos ao exame nacional para a entrada em cursos de pós-graduação, um fenómeno inédito na última década. Segundo dados oficiais, 1,2 milhões de pessoas inscreveram-se este ano para o exame, o que representa uma descida de seis por cento comparativamente com 2007.&lt;br /&gt;O China Daily ouviu ainda as entidades patronais. Vivian Guo, directora executiva de um empresa privada em Pequim, explicou que a sua companhia contrata as pessoas que mais possam contribuir pelos menores custos possíveis.&lt;br /&gt;“A maioria dos licenciados prefere postos de trabalho nas grandes cidades, o que causa um desequilíbrio nos recursos humanos das áreas urbanas e das zonas rurais”, constatou Hong Chengwen. “Teriam mais hipóteses de progressão na carreira se optassem por começar a trabalhar nas áreas rurais e na região Oeste. O Governo tem estado a incentivar a deslocalização de profissionais para lá”, sustentou.&lt;br /&gt;Os custos financeiros do sistema educativo são outra questão da qual os chineses se queixam. O estudo revela que os agregados familiares das zonas urbanas gastam, em média, um quarto do vencimento em educação. Nas áreas rurais, o ensino chega a levar um terço dos rendimentos familiares.&lt;br /&gt;Dados oficiais indicam que 150 milhões de estudantes de escolas primárias e secundárias beneficiam actualmente da isenção de propinas, no âmbito de medidas introduzidas em 2006. No entanto, denuncia o China Daily, há escolas que violam as regras, exigindo pagamentos extra em troca de “um melhor ambiente educativo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4250555230423850268-8971334158241438988?l=taichungpou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taichungpou.blogspot.com/feeds/8971334158241438988/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4250555230423850268&amp;postID=8971334158241438988&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4250555230423850268/posts/default/8971334158241438988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4250555230423850268/posts/default/8971334158241438988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taichungpou.blogspot.com/2008/03/iluso-do-jogador-macau-arrasou-em-tens.html' title='A ilusão do jogador, Macau arrasou em Tens de Hong Kong, Arte às cegas'/><author><name>Tai Chung Pou em português</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09925797556723811855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R-tGZBMYjwI/AAAAAAAAAtw/CE-gB_V2GJA/s72-c/2703081.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4250555230423850268.post-376581671547702930</id><published>2008-03-26T14:43:00.003+08:00</published><updated>2008-03-26T14:49:09.158+08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='China'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><title type='text'>Chengdu, uma surpresa ao virar da esquina;Exposição de cerâmica de Macau e Guangdong na Galeria do Tap Seac</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R-nxjRMYjuI/AAAAAAAAAtg/3ulmgQG1LC4/s1600-h/2603081.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R-nxjRMYjuI/AAAAAAAAAtg/3ulmgQG1LC4/s400/2603081.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5181938434479525602" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Chengdu, a quinta maior cidade da China&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Uma surpresa ao virar da esquina&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Picante. Insólita. Surpreendente. Três adjectivos que descrevem bem Chengdu, na província de Sichuan. A primeira impressão é a que se tem nas grandes cidades chinesas – enormes estradas de betão e viadutos de cimento desproporcionais. Mas basta perder-se um pouco a pé para descobrir a comida, as ruas tradicionais, o povo, os jardins e os monumentos. E a calma. Nem mesmo o facto de estar situada quase junto à fronteira com Lhasa, e de contar com uma grande comunidade de tibetanos, a perturba. Pelo menos, aparentemente. As surpresas ao virar da esquina na quinta maior cidade do país.&lt;br /&gt;“Hello, hello” ouve-se frequentemente pelas ruas. São os habitantes locais que saúdam os estrangeiros depois de um longo olhar inquiridor. O inglês normalmente não passa disso. O que se segue são palavras do dialecto local, semelhante ao mandarim. Mas nem só de falar vive a comunicação. O sorriso está lançado e as portas da cidade estão abertas.&lt;br /&gt;Em pleno centro de Chengdu situa-se a estátua gigante de pedra do antigo líder do Partido Comunista, e impulsionador da Revolução Cultural, Mao Zedong. Com a mão erguida em jeito de “estou a olhar para vocês”, a enorme figura está disposta a um nível bem superior a qualquer um dos elementos da paisagem. A poucos metros de distância, vale a pena parar para observar o espectacular estádio desportivo. Mais uma obra monumental.&lt;br /&gt;Caminhando a pé, de autocarro ou de táxi – desde que esteja preparado para uma eventual condução em contra-mão -, além das inúmeras casas de chá, restaurantes e lojas que vendem bugigangas, depara-se com um trânsito caótico, a que ficam imunes as bicicletas, que circulam numa via reservada. Não raras vezes se vêem ciclistas, motociclistas e peões, impávidos e serenos, nas passadeiras, à espera que o sinal mude. E, sem medo, avançam rumo à sua via. Um cenário, no mínimo, curioso. Mas normal – e saudável - para uma cidade que é completamente plana.&lt;br /&gt;Pelo caminho, encontram-se alguns militares ou civis “mascarados”. O que é certo é que, em Chengdu, existe pelo menos uma rua repleta de lojas que vendem exclusivamente uniformes, calçado e restante material militar. Para os profissionais ou para meros curiosos e entusiastas.&lt;br /&gt;Por todo o lado, os cheiros. Não são maus. São bons. É o cheiro da comida. Mas cuidado. Para apreciar a comida de Chengdu – bem como de toda a província -, é preciso gostar muito de picante. E, mesmo apreciando, há que estar preparado para alguns efeitos colaterais, como ficar com os lábios dormentes, tal é a intensidade do chili e da malagueta.&lt;br /&gt;Em cada rua, uma surpresa. De repente, num muro vulgar uma figura impecavelmente pintada por algum artista local. As flores e as plantas que se encontram por todo o lado. O rio claro e límpido, sem indícios de mau cheiro. Nos jardins espalhados pela cidade encontram-se pessoas a comer, a jogar às cartas, a fazer tai-chi, ou mesmo a cantar. Passeando pelas ruas, é frequente encontrar um rádio a alto volume e pessoas a dançar ao som da música. Aquelas danças tradicionais, tão características da cultura chinesa.&lt;br /&gt;Não muito longe da praça central de Tianfu, vale a pena ver o mosteiro budista Wenshu, um espaço onde monges e cidadãos convivem serenamente. Sendo um espaço de oração, encontram-se vários ensinamentos budistas escritos em chinês e em inglês – caso raro – espalhados pelo lugar sagrado. Caminhando pelo mosteiro, encontra-se ainda um jardim, onde idosos e jovens praticam tai-chi, observam os animais no lago ou conversam animadamente. Saindo do espaço religioso, o visitante encontra-se num quarteirão comercial que em nada destoa do monumento. Em casas tradicionais inspiradas no mosteiro, vendem-se as sedas e tecidos de Sichuan, comida ou livros. O local ideal para comprar uma lembrança.&lt;br /&gt;Partindo dali de autocarro chega à rua dos tibetanos. Um local onde se vendem recordações, tecidos e comida característica daquele ponto do mapa. Um local onde, é quase certo, se avistam tibetanos. Desta vez, dados os recentes incidentes em Lhasa, contava com policiamento extra. Carros e agentes repartiam o espaço com tibetanos e transeuntes. Ali perto, o templo Wuhou. Um local de oração onde, além das figuras pitorescas esculpidas nas plantas ou árvores cuidadosamente podadas, estão representadas principalmente as figuras do período dos Três Reinos (220 d.C. – 80 d.C.). Entre jardins lindíssimos, encontram-se ainda locais destinados à interpretação de ópera chinesa que tem lugar à noite.&lt;br /&gt;Relativamente perto, vale a pena espreitar o templo taoísta Green Ram. Desta vez, ao invés dos monges, encontram-se taoistas trajados a azul escuro. E são inúmeras as bandeiras e os símbolos alusivos ao Yin e Yang e à natureza. Saindo do templo, é de aproveitar um passeio pelo Parque do Povo, onde além de casas de chá, situadas no meio da natureza, há jogos para crianças e espaços para descansar, conversar e comer.&lt;br /&gt;Percorrer as ruas. Perder-se nos caminhos que rodeiam o rio. Perder-se na tranquilidade da paisagem. Quase se esquece dos viadutos de cimento e das longas avenidas com prédios altos e mosaicos não particularmente bonitos. Descobrir as árvores de bambu, as cadeiras tão características construídas com este material e os vários parques bem cuidados espalhados pela cidade. Ou os resquícios de outros tempos. É o caso do bairro tradicional atrás do Hotel Shangri-la. Quarteirões que sobreviveram à modernização. Um sítio onde impera o comércio tradicional, as ruas estreitas e animadas, os becos, as senhoras sentadas nas ruas, os pátios a servir de acesso às casas. O local ideal para capturar o tempo e obter boas fotografias.&lt;br /&gt;À noite, a não perder a animação. E as surpresas. Vale a pena perder-se numa visita a Cunxi, um local interdito a viaturas, onde o transeunte pode passar pelos espaços comerciais e pelos restaurantes. Descontraidamente. E terminar a noite num dos bares da zona.&lt;br /&gt;Chendgu, uma cidade de surpresas, onde o verde convive com o betão. Onde as bicicletas convivem com os automóveis. Onde as tasquinhas chinesas convivem com os restaurantes ocidentais. Onde as livrarias chinesas se misturam com as ocidentais. Onde, inesperadamente, se encontram pontos como a “Bookworm”, um espaço junto ao Consulado dos Estados Unidos, que vende livros em inglês sobre a Ásia e que serve de biblioteca, restaurante e bar. Uma agradável surpresa, ideal para terminar o dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Buda Gigante de Leshan&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Um Buda gigante esculpido num penhasco ou um dos grandes símbolos da China, o panda. Duas atracções nas redondezas de Chengdu, que vale a pena visitar.&lt;br /&gt;Situado no sopé do Monte Lingyun, em Leshan, a algumas dezenas de quilómetros de Chengdu, está aquele que é considerado o grande orgulho da cidade e o seu ex-líbris, o Buda gigante. Listado como Património Mundial da UNESCO, e situado junto aos templos Lingyun, Tiangwang, Daxiong, até subir todas as escadas e percorrer os trilhos que vão dar ao penhasco, ainda há muito para ver. Na confluência entre o rio Dadu e o Min, além da paisagem espectacular de flores e água, destaque para as várias representações do Buda do Sudeste Asiático.&lt;br /&gt;Depois de uma longa subida, e de muito exercitar as pernas, vê-se finalmente o Buda Gigante – são 71 metros de altura e só o dedo grande do pé mede 8,5 metros. Foi concebido por um monge budista chamado Haitong em 713 a.C., na esperança de que a figura viesse acalmar as perigosas correntes e proteger os pescadores. Acabaria por estar completo quase 90 anos depois da morte de Haitong. Observar o Buda Gigante de vários ângulos é obrigatório. Só assim se tem noção do seu tamanho real. Só assim se tem percepção da sua importância para a China. Passar de barco para avistá-lo também é uma hipótese.&lt;br /&gt;Na terra do bambu, os pandas, outro dos símbolos da China. A poucos quilómetros de Chengdu, basta apanhar um táxi ou um autocarro e rapidamente se chega ao Centro de Pesquisa e Criação de Pandas. Um espaço que nasceu da captura de seis pandas selvagens e cujo principal intuito é preservar a espécie quase extinta, fazendo nascer, através de inseminação artificial, mais animais. O resultado é um local onde esta espécie muito semelhante ao urso, ao ar livre, alimentando-se de bambu, está separada por um fosso e um muro dos visitantes. A uma pequena distância dos inúmeros curiosos que acorrem todos os dias ao centro. Destaque ainda para a presença do chamado panda vermelho, uma espécie também quase extinta, que de panda só tem o nome, já que pertence à família dos guaxinins.&lt;br /&gt;Vivendo nas florestas de Sichuan, o panda é também o símbolo da cidade de Chengdu. Por todo o lado surgem as referências ao animal que fascina as pessoas pelo mundo fora. Basta olhar em volta para ver as imagens e as alusões turísticas, comerciais e históricas a esta espécie em vias de extinção. Uma passagem pelo Centro de Pesquisa e Criação de Pandas é obrigatória.&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Luciana Leitão (texto e fotografias)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R-nw_hMYjtI/AAAAAAAAAtY/Rl81L6GC2pQ/s1600-h/2603084.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R-nw_hMYjtI/AAAAAAAAAtY/Rl81L6GC2pQ/s400/2603084.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5181937820299202258" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Exposição de cerâmica de Macau e Guangdong na Galeria do Tap Seac&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Descubra as sete diferenças&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Das figuras de gente aos momentos históricos, a criatividade ao serviço da arte de moldar o barro é o que se pode encontrar na Galeria do Tap Seac. Artistas de Macau e da província de Guangdong juntaram as suas obras no mesmo espaço a convite do Instituto Cultural, na “Exposição de Cerâmica Contemporânea 2008”. Divididos por várias salas, os 38 trabalhos dos 15 criadores revelam técnicas e bagagens culturais distintas. Passear pela mostra é algo mais do que uma contemplação da cerâmica chinesa. É uma descoberta das diferenças entre as concepções artísticas “made in” Macau e da província vizinha.&lt;br /&gt;Entre as cerâmicas provenientes de Guangdong, dominam os temas relacionados com a história da China, com recurso às técnicas mais tradicionais. Pelo menos é o que se encontra nas primeiras salas da galeria. Mal se entra, no chão, à direita, estão expostas duas espécies de formações militares. “Naquele Momento Estávamos” é o título do conjunto de obras da autoria do artista da província da China Continental Huang Qianghua. Cerca de uma dezena de figuras humanas com cerca de um palmo de altura estão alinhadas, vestidas com fatos militares, segurando um livro vermelho. A cena faz lembrar os tempos da Revolução Cultural.&lt;br /&gt;Ao lado, as pequenas estátuas vestem a pele de um exército da antiguidade num trabalho intitulado “O General da Família Yang”. O mesmo tema militar é repetido nos “Aliados em Taoyuan”. Todos os trabalhos foram concebidos através da mesma técnica, o barro é a base material que foi queimada com lenha.&lt;br /&gt;A sala da parte esquerda do espaço é totalmente ocupada com cerâmicas da série “Novo Ser Humano”. Mais uma vez, são notáveis as diferenças entre as esculturas assinadas por artistas de Macau e da província de Guangdong.&lt;br /&gt;O criador local Sou Pui Kun apresenta três bustos incompletos e desfigurados, conjugando o barro com o acrílico e as fibras ópticas. Já Zhang Wenzhi, oriundo da província vizinha, utilizou o barro grosseiro para dar corpo a três obras. Duas assemelham-se a potes de porcelana, destacando-se as decorações monocromáticas. Há ainda uma figura vermelha assinada pelo mesmo artista, que representa um rosto humano visto de perfil.&lt;br /&gt;No espaço que se segue, prevalece o tema militar e/ou político. Li Jing trouxe da província de Guangdong três trabalhos subordinados ao tema “Memória Vermelha”. Os pequenos homens de barro, cujo tamanho da cabeça é desproporcional ao corpo, posam de um modo autoritário.&lt;br /&gt;Da parte de Macau, Alice Lee Shun Yu expõe uma caixa de costura entornada criada em porcelana, com agulhas verdadeiras incluídas. Através do barro e da técnica da queima por oxidação, a artista local criou “Memórias sobre Amendoins”. São vários amendoins gigantes, alguns com forma humana, que estão espalhados numa mesa.&lt;br /&gt;Num regresso às temáticas orientais, Alice Lee tentou retratar o “Desabrochar das Bombax num Dia Primaveril”, combinando a porcelana e o veludo. Esta espécie de árvore encontra-se no Sul tropical da Ásia, Norte da Austrália e África tropical. As flores vermelhas destas plantas, que chegam a alcançar entre 30 a 40 metros de altura, surgem entre Janeiro e Março.&lt;br /&gt;A parede do espaço contíguo à segunda sala é ocupada por máscaras de porcelana pintada criadas na província de Guangdong. É uma homenagem aos próximos Jogos Olímpicos de Pequim que se organizam em Agosto. “No mesmo mundo, no mesmo piso” é a ideia que o artista pretende transmitir.&lt;br /&gt;James Wong, residente em Macau, contribuiu para a mostra com dois trabalhos. “Contos Dobrados I e II” são cerâmicas produzidas em barro vidrado, um dos exemplos de obras que se demarcam das demais por não desenvolverem uma temática local, nacional ou tradicional, mas sim contemporânea.&lt;br /&gt;Atravessando o corredor principal, no centro, à direita, dominam os materiais eléctricos criados em porcelana branca, da autoria do artista da província de Guangdong Simon Ho Siu Chong. A parede maior é o suporte de “Distâncias Iguais”. São 405 pequenas tomadas, lâmpadas e fichas eléctricas de porcelana.&lt;br /&gt;Na parede ao lado, repete-se a concepção artística. O trabalho “Natureza Morta” é composto por 20 peças rectangulares que representam materiais eléctricos. Da mesma série, há ainda uma escultura formada por um conjunto comprimido numa espécie de cubo de lâmpadas e fichas eléctricas. Simon Ho nasceu em Sidney, na Austrália, mas as suas raízes são de Cantão.&lt;br /&gt;Nesta sala, o único criador que representa Macau é Konstantin Bessmertny com a sua “Almofada para a República”. Para criar esta escultura em porcelana branca pintada, o artista de nacionalidade russa escolheu a técnica de queima por oxidação.&lt;br /&gt;No chão do espaço contíguo, Zhuo Zhengyao expõe três “Séries de Tianju” concebidas em barro de Fosham. Já Josefina Maria Bañares usou o barro em combinação com o plástico e o pano para dar forma a pequenos “Trabalhadores”.&lt;br /&gt;Subindo as escadas, chega-se às últimas salas da exposição de cerâmica chinesa. No primeiro patamar, Diana Maria Bañares de Jesus partilha o espaço com o artista de Guangdong Wang Qi, com as suas obras de barro grosseiro de Shivan.&lt;br /&gt;A criadora de Macau apresenta trabalhos inspirados no Largo do Senado. Três figuras, apenas da cintura para baixo, sentadas em bancos, mostram os diversos tipos de pessoas que se podem encontrar no mais movimentado local do centro histórico da cidade.&lt;br /&gt;Pai e filho com cabeça de produtos de fast-food parecem representar a cultura ocidental que invade a zona. Os famosos sacos azuis e vermelhos transportados pelos comerciantes chineses são usados para dar corpo a dois residentes que descansam trocando uns dedos de conversa. O turista tem a cabeça em forma de saco dos biscoitos tradicionais de Macau e segura uma máquina fotográfica.&lt;br /&gt;No final da exposição, apenas a província de Guangdong marca presença. Através do barro grosseiro, os artistas Tan Hongyu e Yi Hua apresentam um conjunto de cinco esculturas que assumem a forma de um cão, um anjo e “Mulheres Belas”, entre outras.&lt;br /&gt;A cerâmica chinesa vai habitar a Galeria do Tap Seac até o dia 4 de Maio, entre as 10h00 e as 19h00. A entrada é gratuita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cerâmica para desenvolver indústrias culturais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Mostrar “trabalhos de grande qualidade” é apenas um dos objectivos da “Exposição de Cerâmica Contemporânea da Província de Guangdong e Macau 2008”, organizada pelo Instituto Cultural (IC), que vai estar patente na Galeria do Tap Seac até ao dia 4 de Maio. O evento tem ambições mais altas que se centram no desenvolvimento de pesquisa e promoção das indústrias culturais em Macau. Uma meta que pretende ser alcançada não só abrindo mais uma vez as portas à cerâmica, mas também através da realização de workshops.&lt;br /&gt;As obras de 15 artistas da província de Guangdong e da RAEM pretendem revelar novos aspectos da cerâmica contemporânea chinesa, bem como divulgar e promover os artistas e as suas criações. Em particular, no que respeita ao tipo de materiais que usam e às suas diferentes concepções artísticas.&lt;br /&gt;A mostra pode representar uma plataforma onde os artistas procuram a sua posição e estilo, com base nos traços tradicionais, contemporâneos, orientais e ocidentais. Na Galeria Tap Seac, encontram-se trabalhos sobre temas locais e nacionais, ou ideias inovadoras.&lt;br /&gt;De acordo com uma nota divulgada pelo IC, nos últimos anos, Macau tem assistido a um desenvolvimento considerável no mercado da arte da cerâmica. É na sequência deste fenómeno que o organismo governamental decidiu promover a exposição, visando aprofundar o conhecimento dos residentes sobre este mundo da arte de moldar o barro, bem como o seu desenvolvimento no território e na província de Guangdong.&lt;br /&gt;Para concretizar este objectivo, a organização da exposição irá realizar dois workshops destinados a jovens e crianças nos dias 6 e 13 do próximo mês, entre as 14h00 e as 16h00. A participação nesta iniciativa é gratuita.&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Alexandra Lages&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;A história de Fuxi e Nuwa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O confronto dos seres humanos com o deus do Trovão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Estando nós absortos na luz proveniente do computador, não demos conta da mudança rápida do tempo. Somos interrompidos quando, pela falta de luz, a máquina se desliga e logo se ouve um estrondoso ribombar de um trovão que nos traz à memória duas histórias da mitologia chinesa.&lt;br /&gt;O deus do Trovão (Leigong) constantemente pairava nos céus e fustigava os agricultores com inúmeras tempestades e intensas trovoadas e chuvas que deitavam a perder as culturas dos campos.&lt;br /&gt;Um dia, farto de trabalhar para no fim perder tudo, um camponês, ao aperceber-se, pelo adensar das nuvens no céu, que o deus do Trovão se aproximava, resolveu confrontá-lo. Dependurando uma gaiola de ferro na parte de fora da casa, desafiou o deus para um combate. Furioso perante o desplante daquele terreno ser, atirou-se dos céus para acabar com o provocador. Mas o agricultor com a sua forquilha de ferro e cabo de madeira apanhou-o e num movimento rápido meteu-o dentro da gaiola, fechando-lhe a porta. O deus fora derrotado e logo parou de chover.&lt;br /&gt;Precisando de ir fazer umas compras, antes de partir o agricultor avisou os seus dois filhos para se afastarem da gaiola, não se dirigirem ao deus e muito menos darem-lhe água.&lt;br /&gt;As duas crianças, o rapaz de nome Fuxi e a rapariga chamada Nuwa, andavam a brincar já que, desde há muito tempo não se encontrava um dia tão bonito e ensolarado, quando o deus do Trovão se começou a lamentar pelo calor que fazia. Assim preso não podia falar com o deus das Águas e só as crianças o poderiam salvar. As crianças, lembrando-se dos avisos do seu pai, tentaram ignorá-lo, mas a insistência com que o deus clamava por compaixão, agora murcho e com um aspecto inofensivo, mexeu com elas. Começaram a ter pena e após este prometer não lhes tocar, pensando não haver grande mal em lhe tirar a sede, assim lhe deram um pouco de água para beber.&lt;br /&gt;Mas mal o deus tocou na água, logo a sua força e poder voltaram, libertando-se da jaula. As crianças assustadas iam fugir quando o deus do Trovão lhes lembrou que não lhes faria mal e deu-lhes um dos seus dentes dizendo que este os protegeria da vingança que iria dar aos humanos, pela desfeita de o terem capturado.&lt;br /&gt;O lavrador, com o cair das primeiras gotas, logo percebeu que o deus do Trovão se tinha libertado. Mas nada pôde fazer já que o deus do Trovão, conjuntamente com o deus das Águas rodopiando, abriram tamanha tempestade que durante dias inundaram todas as terras e até as mais altas montanhas ficaram cobertas de água. Ninguém se salvou excepto os dois irmãos pois, logo após plantarem o dente na terra, este se transformou numa enorme cabaça. Quando as águas começaram a chegar, esta dividiu-se em duas metades e as crianças colocaram-se em cada uma das partes. Nas agitadas águas navegaram durante dias mas as correntes, devido ao deus do Vento, levaram-nas por caminhos diferentes, separando-as.&lt;br /&gt;As águas estavam a chegar ao Céu e então o Deus do Céu ordenou aos deuses seus subordinados para pararem e voltarem a colocá-las nos seus leitos.&lt;br /&gt;Já outra história, que ouvimos contar quando, na parte Leste da província de Gansu, visitamos a cidade de Tianshui, apresenta-nos uma versão diferente acerca do nascimento mitológico de Fuxi, um dos três Ancestrais chineses.&lt;br /&gt;Fuxi era filho do deus do Trovão e de uma jovem mulher, a única filha de um casal que habitava no Noroeste, na província de Gansu, junto ao rio do Trovão, próximo do lago com o mesmo nome, onde o deus também vivia.&lt;br /&gt;A jovem, farta dos maus humores do deus do Trovão, que constantemente infligia inundações às povoações junto ao rio, um dia resolveu ir falar-lhe e perguntar qual a razão dele não ir habitar o céu como os outros deuses. Perante tal desplante, mas rendido à beleza da rapariga, acordou retirar-se para o céu, se ela casasse com ele. Passados nove meses tiveram um filho e como a ela estava vedado o regresso à sua terra, resolveu que o seu filho deveria crescer fora daquele fechado lugar e, se possível, na sua terra natal, entre os humanos. Um dia, aproveitando a ausência do deus Trovão, colocou a criança dentro duma enorme cabaça e deixou que o rio a levasse. Aconteceu que o pai da jovem estava a pescar e ao ver a enorme cabaça retirou-a do rio levando-a para casa. Assim que o casal a talhou, dela saiu uma criança que envergava uma camisola bordada, que reconheceram ser proveniente da camisa da filha. Deram-lhe o nome de Fuxi, que significa oriundo de uma cabaça. A criança crescia rapidamente, distinguindo-se das outras por ser alta, forte e muito inteligente. Por ser filho de um deus podia subir ao céu pela escada celestial e assim, como era um observador atento, ao olhar para o Céu observou os fenómenos celestes e olhando para baixo, viu-os na Terra. Descobriu que o que dentro de si se passava, estava conotado com o exterior. Viajou por terras com propriedades de solos diferentes e viu muitos outros animais. Terá usado nós numa corda para fixar certos factos. Tendo criado um método de fazer redes de pesca inspirando-se nas teias de aranhas, foi um pioneiro na domesticação de animais, no lavrar a terra, no cozinhar os alimentos e no uso do almofariz e da mó.&lt;br /&gt;Estas duas histórias mitológicas relatam o desaforo dos seres humanos que se atrevem a provocar um deus do Céu. Se umas vezes essa atitude faz que aconteçam as calamidades, por vezes levam ao aparecimento de seres, filhos dos deuses, que mudam os caminhos à História.&lt;br /&gt;A pequena borrasca que se abatera sobre Macau terminara e a electricidade tinha regressado, retirando a mitologia dos nossos pensamentos e colocando-nos de novo a receber a luz proveniente do ecrã do computador.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;José Simões Morais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4250555230423850268-376581671547702930?l=taichungpou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taichungpou.blogspot.com/feeds/376581671547702930/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4250555230423850268&amp;postID=376581671547702930&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4250555230423850268/posts/default/376581671547702930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4250555230423850268/posts/default/376581671547702930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taichungpou.blogspot.com/2008/03/chengdu-uma-surpresa-ao-virar-da.html' title='Chengdu, uma surpresa ao virar da esquina;Exposição de cerâmica de Macau e Guangdong na Galeria do Tap Seac'/><author><name>Tai Chung Pou em português</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09925797556723811855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R-nxjRMYjuI/AAAAAAAAAtg/3ulmgQG1LC4/s72-c/2603081.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4250555230423850268.post-7011744268153140090</id><published>2008-03-25T10:00:00.001+08:00</published><updated>2008-03-25T09:50:34.914+08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Delta'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>Air Macau não está preocupada com resultados das eleições em Taiwan, Vida de cão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R-e09hMYjsI/AAAAAAAAAtQ/nZ3oDj6x8l4/s1600-h/2503081.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R-e09hMYjsI/AAAAAAAAAtQ/nZ3oDj6x8l4/s400/2503081.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5181308865288376002" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Director executivo da Air Macau não está preocupado com resultados eleitorais&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Japão compensa Taiwan&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;O aumento do número de voos para o Japão virá compensar a eventual diminuição de passageiros para Taiwan. Declarações do director executivo da Air Macau, David Fei, ao Tai Chung Pou, depois de o recém-eleito presidente da ilha, Ma Ying-jeou, ter reiterado a intenção de estabelecer ligações aéreas directas para o Continente.&lt;br /&gt;David Fei prefere falar em “impacto positivo”, ao invés de negativo. Ciente de que a eventual criação de uma rota directa entre Taiwan e o Continente poderá representar uma diminuição dos lucros da Air Macau, o director executivo afirma que as declarações de Ma Ying-jeou não foram uma surpresa, já que essa possibilidade esteve sempre em cima da mesa. Aliás, tendo isso em conta, “desde 2004 – com a inauguração de rotas para a Coreia - que a Air Macau se está a preparar”.&lt;br /&gt;Antevendo que, mais tarde ou mais cedo, tal viesse a acontecer, foi assinado um acordo bilateral entre as autoridades aeronáuticas da RAEM e do Japão, em Fevereiro último, eliminando todas as restrições à capacidade e aumentando o número de cidades japonesas para as quais é possível voar. Por isso, a Air Macau deverá lançar, ainda este ano, voos regulares para Hokkaido, Nagoya, Okinawa e Fukuoka, tornando a rota para Osaka diária a partir de Maio.&lt;br /&gt;Em 2010, a transportadora pretende estender este serviço a Tóquio. Este aumento do tráfego entre Macau e o Japão deverá, na opinião do responsável, “compensar a perda de voos para Taiwan”. Além disso, tendo em conta que “os japoneses gastam dinheiro e recursos” quando vêm ao território, também desta ligação aérea resultará um “impulso para o desenvolvimento económico de Macau”. Assim, remata David Fei, caso se concretize a criação de ligações directas entre Taiwan e o Continente, a Air Macau nada tem a temer, dado o aumento do número de voos e a aposta no mercado nipónico.&lt;br /&gt;A licença administrativa que permitiu operar voos regulares entre Macau e o Japão foi atribuída à Air Macau pelo Ministério do Território, das Infra-estruturas e dos Transportes do Japão e teve o apoio do Governo Central e do Executivo da RAEM em Junho do ano passado. Uma autorização que surgiu na sequência de uma deslocação ao Japão de uma delegação constituída por representantes do Governo da RAEM, Air Macau e individualidades ligadas à aviação, para contactos informais com o Gabinete para a Aviação Civil daquele país. Foi o abrir de uma porta de entrada no mercado japonês.&lt;br /&gt;Recorde-se que uma grande percentagem dos lucros da Air Macau resulta do transporte aéreo de passageiros de Taiwan para a República Popular da China via Macau, dada a inexistência de voos directos entre a ilha e o Continente. Nas palavras de David Fei, a Air Macau e o Aeroporto Internacional do território têm servido de plataforma de ligação entre o Continente, Taipé e Kaohsiung. Algo que deverá mudar, pelo menos se Ma Ying-jeou cumprir a sua promessa. Uma proposta que surge da vontade de uma aproximação a Pequim e do fim das relações conflituosas.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Luciana Leitão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Eleições de Taiwan servem de “lição”, dizem académicos de Macau&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Das eleições de Taiwan, a RAEM poderá, quanto muito, extrair uma lição. É essa a opinião do professor da Universidade de Macau, Eilo Yu. O académico declarou ao Tai Chung Pou que a disputa de dois partidos às eleições presidenciais da ilha separatista poderá servir de exemplo a Macau que, realçou, está longe de ser um regime democrático.&lt;br /&gt;Recordando as anteriores eleições de Taiwan, o académico de Macau afirma que envolveram “dinheiro e interesses”. Mas as eleições que tiveram lugar no sábado foram “transparentes”, o que, na sua opinião, poderá servir de indicador às pessoas do território de que têm de lutar contra a corrupção. O verdadeiro impacto de tais resultados será, principalmente, “económico”, já que o recém-eleito Presidente de Taiwan, Ma Ying-jeou, reiterou a intenção de criar ligações aéreas directas entre a ilha e o Continente. “O Aeroporto Internacional poderá sofrer algumas consequências”, diz. Mesmo assim, “não será um verdadeiro problema”.&lt;br /&gt;Comentando os efeitos políticos dos resultados eleitorais, Eilo Yu afirmou ainda que Ma Ying-jeou não defende directamente a independência de Taiwan, tendo sempre incentivado a interacção entre a ilha e o Continente. Fugindo sempre à questão da reunificação com Pequim, Ma Ying-jeou tem procurado mostrar que se trata de “outro assunto”, que não deverá nortear a sua intervenção política.&lt;br /&gt;Por seu turno, a académica da Universidade de Macau, Agnes Lam, afirmou que o único impacto negativo em Macau resultante da vitória de Ma Ying-jeou será económico. Mas, em termos culturais e sociais, a RAEM continuará a servir “de plataforma entre o Continente e Taiwan”, sublinhou, em declarações ao Tai Chung Pou.&lt;br /&gt;Em entrevista ao jornal Va Kio, a académica tinha sustentado ainda que a paz e a estabilidade das eleições presidenciais de Taiwan revelam que a participação pública e a democracia levam tempo a amadurecer e a desenvolverem-se. Se alguma lição Macau pode tirar é que se a democracia é o último objectivo, os residentes devem ter acesso a deveres relevantes para minimizar os danos infligidos à sociedade no decurso do desenvolvimento. Por isso, a participação da sociedade na vida política deverá aumentar, através da promoção da educação cívica e da monitorização dos meios de comunicação social imparciais.&lt;br /&gt;Para Agnes Lam, uma pequena emenda às leis eleitorais pode resultar em avanços na democratização, mas as propostas recentes do Governo não surtirão esse efeito. A académica sugere, ao invés, que os deputados escolhidos por sufrágio universal nas próximas eleições coloquem na agenda política a questão da extensão do sufrágio universal aos colegas do hemiciclo.&lt;br /&gt;Recorde-se que o recém-eleito Presidente de Taiwan, Ma Ying-jeou, eleito no sábado com perto de 60 por cento dos votos, repetiu que vai promover melhores relações com a China, mas que não tem a intenção de visitar o país “num futuro próximo”.&lt;br /&gt;Conservando um tom de desafio relativamente ao regime comunista, o inimigo histórico de Taiwan, o candidato do Kuomintang (KMT) assentou a sua campanha na contenção relativamente a Pequim. Ma Ying-jeou deseja um “acordo de paz” com a China para acabar com um conflito armado que nunca teve um final oficial desde 1949. O novo presidente declarou-se ainda favorável ao restabelecimento de ligações directas e à criação de um mercado comum com o vizinho comunista.&lt;br /&gt;Ma Ying-jeou acabou por fugir cuidadosamente à espinhosa questão da reunificação, “grande objectivo” da China, que ameaça intervir militarmente caso exista uma declaração formal de independência da ilha.&lt;br /&gt;Pequim, que possui um milhar de mísseis apontados contra a ilha, considera Taiwan como uma província rebelde, apesar de uma independência de facto que data da criação da República da China há cerca de 60 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R-e0hBMYjrI/AAAAAAAAAtI/YdonOPRk4h8/s1600-h/2503084.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R-e0hBMYjrI/AAAAAAAAAtI/YdonOPRk4h8/s400/2503084.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5181308375662104242" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Centro acolhe mais de trezentos animais abandonados nas ruas de Hong Kong&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Vida de cão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Nasceu da vontade conjunta de oito pessoas e, em menos de dois anos, passou a ser o responsável por mais de 300 cães e gatos. O Centro de Acolhimento de Animais Abandonados (RCAP, na sigla em inglês) lida actualmente com um problema comum em Hong Kong: a utilização de terrenos cedidos pelo Governo.&lt;br /&gt;Criado em Outubro de 2006 por um grupo de amigos dos animais, que alimentavam cães abandonados nas ruas da antiga colónia britânica, o RCAP tem, como objectivo principal, proporcionar-lhes melhores condições de tratamento e evitar que sejam maltratados. O centro fica localizado nos Novos Territórios, com vista para os arranha-céus de Shenzhen, que ficam do outro lado das águas lamacentas. Com espaço para os animais correrem, o RCAP dispõe ainda de área suficiente para que os visitantes possam brincar com os cães que “adoptam”. No início, eram apenas 40 cães, mas o número não tardou a aumentar: o centro acolhe, neste momento, 289 cães e 34 gatos, sendo que os felinos se encontram separados num espaço com ar condicionado.&lt;br /&gt;Atento aos visitantes, o sociável “golden retriever” Mo-mo reúne todas as características da sua raça. Cão bonito e com o qual se estabelece rapidamente um laço de afectividade, Mo-mo não tem a orelha esquerda. O facto de ter um “chip” incorporado revela que teve, em tempos, um dono, mas o contacto perdeu-se. Foi encontrado na rua pelo proprietário de uma armazém, com graves ferimentos. O estado da sua ferida era tão avançado que o veterinário não teve outra hipótese que não tirar a orelha esquerda.&lt;br /&gt;Mo-mo é uma excepção no RCAP: por norma, os cães de raça pura são aqueles que estão menos sujeitos ao abandono. Nos casos em que são encontrados a vaguear pelas ruas, facilmente encontram um novo dono. Assim, “a maioria dos animais são arraçados ou rafeiros”, sintetiza Fiona Fung, a administradora do centro. “No entanto, cada vez mais animais de estimação têm vindo parar ao centro e recebemos três ou quatro telefonemas diários de pessoas que precisam da nossa ajuda”, explica. “A primeira coisa que dizem é que estão a mudar de casa e, no novo prédio, não são permitidos animais.”&lt;br /&gt;O RCAP não ajuda todos os donos de animais de estimação. Para começar, os cães e gatos têm que estar esterilizados. Depois, são sujeitos a um check-up completo antes de serem admitidos. Em situações de aflição, o centro apoia financeiramente os proprietários de animais que necessitam de tratamento médico urgente, quando os donos comprovadamente não têm possibilidades para tal.&lt;br /&gt;A maioria dos cães vem, deste modo, das ruas, trazidos por voluntários ou recolhidos após terem sido recebidas denúncias de residentes. Dor-dor, de apenas um ano de idade, não partilha o espaço de recreio dos restantes cães e parece muito tímido. A fita vermelha da coleira indica que morde – ao contrário da maioria dos cães que ocupam o centro, Dor-dor não gosta do contacto humano.&lt;br /&gt;Encontrado por um residente numa estação de autocarros na cidade satélite de Tsuen Mun, quando era ainda um cachorrinho, Dor-dor encontrava-se deitado numa suspeita poça de sangue antes de ser levado para tratamento. Na clínica, revelou ser um animal pouco amigável: mordeu o veterinário, que teve dificuldade em lidar com ele. Embora a causa das feridas de Dor-dor tenha ficado por esclarecer, o cão tem nítidos problemas com seres humanos. Com os outros animais, relaciona-se sem problemas.&lt;br /&gt;Os cães podem ser adoptados e levados para casa, ou então permanecerem no centro, sendo que a maioria reconhece os seus pais adoptivos e reage com entusiasmo às visitas, sinónimo de maior atenção e de brincadeiras na relva. V.V. é uma excepção. “Assim que os pais adoptivos chegam, esconde-se ou foge.” A explicação pode estar, mais uma vez, naquilo que a cadela passou antes de chegar ao centro. “Quando foi ‘adoptada’, estava a fazer tratamento a uma ferida. Mal viu os ‘pais’ começou a correr em círculos e magoou-os nas pernas”, recorda Fiona Fung. “É possível que tenha sido maltratada ou sujeita a isolamento, o que a faz reagir mal à presença de pessoas estranhas.”&lt;br /&gt;O percurso do RCAP tem sido complicado e não parece que vá melhorar. Os problemas começaram logo no início: um outro centro de recolha de animais abandonados queixou-se ao jornal Ming Pao que o RCAP tinha levado a cabo, de forma ilegal, uma campanha de recolha de donativos. A estrutura administrada por Fiona Fung foi multada. “Não sabíamos que tínhamos que pedir autorização prévia ao Departamento de Segurança Social”, justifica a responsável.&lt;br /&gt;Pouco tempo depois, os órgãos de comunicação social noticiavam que o centro estava envolvido numa disputa de terrenos, um problema que Fiona Fung diz jamais ter pensado que poderia acontecer. Entretanto, continuaram a chegar animais ao RCAP. “Temos muita vontade de ajudar, mas chegam aqui pessoas que vêm indicadas por outros centros. Parece-me que não deviam apenas trabalhar na recolha de verbas, sem assumirem as suas responsabilidades”, atira, em tom crítico.&lt;br /&gt;O maior problema é, no entanto, o terreno onde o centro está instalado, um dilema que continua por resolver. Em Novembro passado, o Departamento de Terras acusou o RCAP de estar a usar o espaço de forma abusiva em relação à finalidade inscrita na concessão, tendo definido uma data para a organização sair do local, que acabou, contudo, por ser adiada duas vezes. Fiona Fung conta que o centro anda à procura de um novo terreno, aguardando a aprovação das autoridades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Difíceis relações de vizinhança&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O maior problema com o qual o Centro de Acolhimento de Animais Abandonados se depara é o espaço, mas a vizinhança também não ajuda. Fiona Fung, a administradora da estrutura, acredita que, na origem da questão do terreno, estão as queixas feitas pelos moradores da aldeia dos Novos Territórios onde o RCAP está instalado.&lt;br /&gt;Admitindo que os cães fazem barulho a meio da noite, “quando precisam de ajuda”, a responsável assegura que o problema foi ultrapassado em grande parte com a contratação de uma pessoa que fica no centro no período nocturno. “Com alguém a fazer-lhes companhia, deixaram de ladrar. Quando o fazem, voltam a estar sossegados em dois segundos.” Embora os vizinhos também se queixem do cheiro, à entrada no espaço, limpo com regularidade, não se sente qualquer odor que incomode.&lt;br /&gt;Há mais cães na vizinhança, pertencentes a alguns dos vizinhos, que contribuem para o barulho durante a noite, argumenta ainda Fiona Fung. “Passam-se coisas complicadas nesta zona depois da meia-noite. Os cães dos vizinhos ladram quando sentem pessoas na rua ou quando alguém, por exemplo, fecha a porta de um carro.” Em épocas festivas, os panchões e foguetes que a vizinhança queima deixam os animais do centro irrequietos. “Já tivemos que chamar a polícia para nos ajudar”, conta a responsável.&lt;br /&gt;À saída do centro, não é difícil sentir o ambiente de tensão e os vizinhos que se encontram nas imediações não se mostram disponíveis para conversar e, muito menos, para serem fotografados. Teresa Wong, uma das fundadoras do RCAP, explica que vários visitantes do centro foram ameaçados pelos moradores da zona. “Já tentámos conversar com a vizinhança, mas com este clima de ameaças é complicado chegarmos a um entendimento.”&lt;br /&gt;Para Teresa Wong, o barulho não é o problema real, mas sim o facto de serem “estranhos” naquela zona. Durante um teste ao ruído feito pelo Departamento do Ambiente, a pedido dos moradores, “os vizinhos tentaram, de todos os modos, provocar os animais, para que estes fizessem efectivamente muito barulho”. As autoridades acabaram por não o considerar válido. “Já recebemos várias ameaças, mas não temos nada a temer. Estamos aqui apenas porque queremos tomar conta de animais abandonados, somos uma associação sem fins lucrativos,” remata a fundadora da organização.&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Kahon Chan, em Hong Kong,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;com Isabel Castro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4250555230423850268-7011744268153140090?l=taichungpou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taichungpou.blogspot.com/feeds/7011744268153140090/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4250555230423850268&amp;postID=7011744268153140090&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4250555230423850268/posts/default/7011744268153140090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4250555230423850268/posts/default/7011744268153140090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taichungpou.blogspot.com/2008/03/air-macau-no-est-preocupada-com.html' title='Air Macau não está preocupada com resultados das eleições em Taiwan, Vida de cão'/><author><name>Tai Chung Pou em português</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09925797556723811855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R-e09hMYjsI/AAAAAAAAAtQ/nZ3oDj6x8l4/s72-c/2503081.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4250555230423850268.post-4702511936171153645</id><published>2008-03-24T10:05:00.001+08:00</published><updated>2008-03-24T15:57:58.891+08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Delta'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lusofonia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>Residência por investimento pode deixar de existir, Deixar a casa em troca do Português,</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R-Z_wRMYjqI/AAAAAAAAAtA/jAUKUzFUoS8/s1600-h/2403081.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R-Z_wRMYjqI/AAAAAAAAAtA/jAUKUzFUoS8/s400/2403081.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5180968888562126498" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Associação do Sector Imobiliário de Macau torce o nariz&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Residência por investimento&lt;br /&gt;pode deixar de existir&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Não há data à vista para o levantamento da suspensão da política de obtenção de residência por investimento, imposta no ano passado pelo Governo de Macau. A situação poderá permanecer como está por tempo ilimitado, jamais voltar ao que era. O jornal de Hong Kong Oriental Daily noticiou, na sua edição de ontem, que o Executivo da RAEM decidiu cancelar definitivamente a medida que permite obter a autorização para viver e trabalhar em Macau investindo num bem imóvel. De acordo com o matutino, a iniciativa visa travar o sobreaquecimento do mercado imobiliário. Contudo, a notícia não foi bem recebida pela Associação do Sector Imobiliário de Macau.&lt;br /&gt;Em declarações ao Oriental Daily, o director-geral da organização local, Yip Kin Wah, defendeu que a via escolhida pelo Governo não irá inverter a situação de inflação dos preços das propriedades e das rendas dos apartamentos. Em vez disso, afirmou o dirigente associativo, o que irá acontecer é o despedimento de milhares de agentes imobiliários, provocado pela redução do volume de trabalho.&lt;br /&gt;Ultimamente, os valores do mercado imobiliário têm batido recordes, uns atrás dos outros. De acordo com os últimos dados do índice de preços no consumidor divulgados pelos Serviços de Estatísticas e Censos, no mês passado registou-se um aumento de 15,6 por cento nas rendas das casas, em comparação com Janeiro deste ano. Em 2007, os preços do sector imobiliário cresceram cerca de 20 por cento face ao ano anterior.&lt;br /&gt;No combate à especulação no sector imobiliário, o Governo decidiu apostar na construção de habitações públicas, além da suspensão do sistema de fixação de residência por investimento. Neste sentido, o Executivo prometeu a construção gradual de 19 mil apartamentos em regime económico.&lt;br /&gt;Na perspectiva do deputado à Assembleia Legislativa Au Kam San, contactado pelo jornal de Hong Kong, a anulação definitiva da autorização de residência por via do investimento irá abrandar os aumentos dos preços das casas. Já o responsável pela Associação do Sector Imobiliário de Macau tem uma opinião distinta.&lt;br /&gt;Yip Kin Wah revelou que, desde a suspensão política a título temporário, começaram a sentir-se os efeitos na classe profissional que representa. Nas palavras do mesmo responsável, um quinto dos agentes imobiliários ocupava-se apenas dos “imigrantes investidores”. Logo, desde que o Executivo optou por rever a medida, houve imediatamente um impacto negativo no sector.&lt;br /&gt;Para garantir a prosperidade económica da RAEM, apontou o dirigente associativo, é preciso atrair mais fluxo de capitais. O que só poderá acontecer com a recuperação da política de obtenção de residência por investimento.&lt;br /&gt;Se, do lado dos profissionais do sector imobiliário, a ideia de cancelar definitivamente o sistema de fixação de residência por investimento é fortemente contestada, nos quadrantes ligados à classe trabalhadora o discurso é o oposto. A Associação dos Consumidores das Companhias de Utilidade Pública de Macau e a União Geral das Associações de Moradores são apenas dois exemplos.&lt;br /&gt;As organizações locais defendem que, a par de acabar em definitivo com a política de fixação de residência por investimento e a construção de habitação pública, existem mais duas vias para arrefecer o mercado imobiliário: atrair quadros estrangeiros altamente qualificados para ajudar a resolver o problema da inflação, a todos os níveis, e o colocar em funcionamento permanente o posto fronteiriço de Gongbei, para atrair os residentes a mudarem-se para Zhuhai. Soluções que devem ser aplicadas em conjunto para alcançar o objectivo pretendido.&lt;br /&gt;Em 2006, o Instituto de Promoção do Comércio e Investimento de Macau (IPIM) recebeu um total de 3096 novos pedidos de fixação de residência, mais 221 casos do que no ano anterior. Os pedidos com fundamento na aquisição de imóveis foram 2337, menos 127 pedidos do que em 2005.&lt;br /&gt;Entretanto, o Governo suspendeu em Abril do ano passado a fixação de residência por investimento na compra de imóveis. No IPIM havia, contudo, mais de 3 mil pedidos em lista de espera, existindo marcações até o mês de Novembro deste ano.&lt;br /&gt;Tal política foi contestada por vários deputados à Assembleia Legislativa, sendo também motivo de muitas interpelações. Em resposta a uma missiva da deputada Iong Weng Ian, no final do ano passado, o presidente do IPIM, Lee Peng Hong, avançou que após a sua suspensão temporária, a medida estava a ser revista pelo Executivo para, mais tarde, ser lançada para auscultação pública. Só então serão definidas as novas estratégias deste regime de fixação de residência para investidores.&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Kahon Chan, em Hong Kong,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;com Alexandra Lages&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Hong Kong optimista com as promessas eleitorais de Ma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Um novo fôlego para o Estreito&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Serão mais benefícios do que desvantagens. É assim que os académicos de Hong Kong analisam os resultados eleitorais de Taiwan e as possíveis consequências para a economia da antiga colónia britânica de um estreitamento das relações entre Taipé e a China. Embora o Kuomitang tenha como um dos principais pontos da agenda política as ligações directas, dispensando assim Hong Kong e Macau de um papel de ponte que tem gerado lucros a ambas as regiões, os analistas interpretam com optimismo as mudanças que podem advir da nova presidência.&lt;br /&gt;Uma maior aproximação económica e a intensificação das relações comerciais poderão resultar, por exemplo, na dinamização dos pequenos bancos da RAEHK, prevê Steven Leung, da seguradora UOB KayHian. Em declarações ao Ming Pao, explicou que os bancos de Taiwan poderão utilizar as entidades de Hong Kong como plataforma para o mercado chinês, sendo que o Banco Wing Lung lidera a lista das preferências. Assim sendo, as actuais políticas de gestão serão cruciais para o futuro, alerta. Quanto ao sector financeiro, a vitória de Ma Ying-jeou teve já repercussões positivas, avançou um corrector não identificado ao Ming Pao.&lt;br /&gt;Os académicos têm, na generalidade, boas expectativas em relação aos desafios e oportunidades proporcionados pelo alívio da tensão política. Law Cheung-kwok, um perito em aviação da Universidade Chinesa de Hong Kong, prevê que 10 por cento dos 100 voos entre a região e a ilha sejam afectados. Se tal acontecer, melhor: o aeroporto ganha espaço para poder explorar outros destinos mais lucrativos.&lt;br /&gt;Por seu turno, Joseph Tung Yao-chung, o director executivo do Conselho da Indústria de Viagens de Hong Kong, disse ao Apple Daily que uma eventual quebra do número de passageiros provenientes de Taiwan não terá repercussões no turismo local. É que, como estão só de passagem, pouco ou nada consomem.&lt;br /&gt;O académico Wong Ka-ying, também da Universidade Chinesa, acredita que tanto o turismo como o sector dos transportes vão ser ligeiramente afectados mas, em contrapartida, a pacificação das relações conduzirá ao estímulo da economia, com benefícios para toda a região. Lau Yui-siu, um “opinion-maker” local, defende que Hong Kong deve avançar já para o reforço da relações com Taiwan, para que possa ter um papel de destaque nas relações entre Taipé e Pequim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R-Z-AxMYjoI/AAAAAAAAAsw/yvckqKKDUos/s1600-h/2403084.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R-Z-AxMYjoI/AAAAAAAAAsw/yvckqKKDUos/s400/2403084.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5180966973006712450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Um ano de vida académica coimbrã para os jovens advogados de Macau&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Deixar a casa em troca do Português&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Os estudantes da Universidade de Coimbra são famosos pela vida boémia. Além do percurso escolar, a Queima, a Latada e a vida nocturna agitada são os símbolos da universidade mais antiga de Portugal. Inseridos neste quotidiano estão também alunos estrangeiros, vindos ao abrigo do programa europeu Sócrates/ Erasmus ou por conta própria, como os jovens provenientes da RAEM.&lt;br /&gt;Wai Ian Ngai, Fong Ieong e Wai Man Ho formaram-se o ano passado em Direito na Universidade de Macau. No entanto, o português que aprenderam durante o curso não os satisfez. Por isso, decidiram fazer as malas e deixar Macau durante um ano para aprender a língua portuguesa no curso de Português para Estrangeiros da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.&lt;br /&gt;No bar da Faculdade de Letras, onde os estudantes desfrutam o intervalo das aulas, Wai Ian conta ao Tai Chung Pou que chegou a Lisboa no dia 16 de Outubro juntamente com os seus dois colegas universitários. “Fomos recebidos por uma tia minha, que reside em Lisboa há vários anos e que ali gere um restaurante de comida chinesa”, relata.&lt;br /&gt;A gastronomia chinesa é também aquela mais confeccionada no apartamento na Baixa de Coimbra onde residem actualmente os três jovens. Wai Ian confessa que não partilha com os restantes estudantes de Coimbra o gosto pela comida das cantinas da Universidade. “Às vezes vamos às cantinas mas só os pratos mais caros é que são melhores”, afirma. Por sua vez, a comida chinesa é ainda o que oferecem aos amigos quando organizam jantares “lá em casa”. No entanto, os amigos de nacionalidade portuguesa são escassos, admite Wai Ian. “Não falamos muito bem português”, o que torna difícil o relacionamento com pessoas que não falam cantonês ou mandarim, explica.&lt;br /&gt;Por outro lado, o círculo de amigos dos três jovens inclui todas as nacionalidades que se encontram representadas no curso de Português para estrangeiros: coreana, americana, japonesa e holandesa, frisa Fong. Apesar disso, não é frequente sair com os amigos fora do horário escolar. Os três jovens gostam de dormir cedo e por isso não frequentam os espaços nocturnos predilectos dos estudantes de Coimbra.&lt;br /&gt;Para Fong, os primeiros dias nesta cidade não foram fáceis. “Não compreendia nada, só um bocadinho de inglês”, recorda. Hoje em dia, declara-se satisfeito com a cidade. “O ambiente é bom para estudar, é mais tranquilo”, realça. Neste ponto, Wai Ian também concorda. A jovem sublinha que em Coimbra “os estudantes estão em todo o lado”, transformando a cidade num sítio ideal para estudar.&lt;br /&gt;No que respeita ao estilo de vida, Wai Ian afirma que, apesar das diferenças culturais, os “portugueses são muito simpáticos”. “Também gosto muito do artesanato português” confessa a jovem, que elege o galo de Barcelos como o melhor símbolo de Portugal e os “beijinhos” como uma das maiores diferenças nos hábitos culturais luso-chineses.&lt;br /&gt;A terceira companheira de casa de Fong e Wai Ian é Wai Man. Do grupo, é a que se sente mais longe de casa em Portugal. “Sinto que as coisas aqui são muito diferentes, mas não sei explicar porquê”, afirma. No entanto, Wai Man não hesita em dizer que Coimbra é uma cidade “agradável”, pois “o ar é mais fresco e não tem muitos carros, nem muitas pessoas”. Neste ponto, os três jovens concordam que o ambiente em Coimbra é melhor para viver, sendo que o “ar em Macau é muito mau”.&lt;br /&gt;Apesar das vantagens da cidade portuguesa, Fong, Wai Ian e Wai Man confessam já ter saudades de casa, principalmente da família, dos amigos e da comida. De Portugal, despedir-se-ão no final do ano lectivo, embora não tencionem deixar a Europa antes de conhecer outras cidades europeias. Até agora visitaram Paris e Barcelona durante as férias de Natal e planeiam conhecer outros países. “Talvez Itália” – um dos destinos preferidos de Wai Man. Por enquanto, concentram-se no curso de Português para Estrangeiros, frequentando as aulas do nível elementar.&lt;br /&gt;Neste nível, os três estudantes conheceram uma jovem proveniente da província de Sichuan, na China Continental, He Sha, com quem partilham o dia-a-dia académico mas, desta vez, em mandarim. He Sha estudou contabilidade na universidade da província de Sichuan. Veio para Portugal para acompanhar o marido que ingressou no curso de Direito da Universidade de Coimbra. Até agora, a estudante não está arrependida de ter deixado o seu país. “Os portugueses são muito simpáticos e Coimbra é uma cidade muito agradável porque não tem muitas pessoas”, frisa.&lt;br /&gt;Além do nível elementar, o curso tem ainda o nível intermediário e superior. No nível intermediário está Cheng I, de 23 anos. Depois de também se ter formado há dois anos em Direito na Universidade de Macau, a jovem decidiu vir para Portugal para aprofundar o seu conhecimento da língua portuguesa, aspecto fundamental para exercer advocacia na RAEM. Em Coimbra, vive perto da Sé Velha, um dos monumentos históricos da cidade.&lt;br /&gt;No nível intermediário a jovem frequenta disciplinas como Arte Portuguesa, Composição/ Conversação, História de Portugal, Língua e Terra Portuguesa. Cheng I prefere Língua Portuguesa às outras disciplinas, das quais História é, para ela, a mais difícil. Além das aulas, a estudante confessa que não convive muito com os outros estudantes. Portugueses conhece poucos e tal como Fong, Wai Ian e Wai Man conversa mais com os outros estudantes do curso Português para Estrangeiros.&lt;br /&gt;Apesar disso, a jovem prevê um retorno difícil para Macau. “Vou ter saudades de tudo isto”, diz Cheng I, apontando para a Praça D. Dinis, junto às faculdades da Universidade de Coimbra.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Laura Bastos, em Portugal&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fotografia: Adriano Branco Neves&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Tiago Terra, aluno da Escola Portuguesa de Macau&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O pequeno escritor ambientalista&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Tem apenas 14 anos, mas aos 11 viajou sozinho até a cidade espanhola de Badajoz. Um ano depois, aventurou-se pela floresta amazónica e, em 2007, navegou pelas águas do Rio Nilo e conheceu as pirâmides do Egipto. O meio de transporte das viagens de Tiago Terra não é movido a motor ou a jacto. É à boleia da imaginação que o adolescente dá voltas ao mundo, com a missão de encontrar os ingredientes necessários para criar um combustível não poluente. As histórias do jovem residente conquistaram alunos e professores da Escola Portuguesa de Macau (EPM) e mereceram a publicação na biblioteca do estabelecimento de ensino.&lt;br /&gt;Tudo começou há três anos. Tiago partiu o braço num jogo de futebol e foi obrigado a permanecer fechado em casa durante o período de convalescença. O tédio provocado pela clausura aproximou-o da escrita. “Estava desanimado. Passava dias inteiros em casa e nem podia jogar videojogos. A minha mãe sugeriu que escrevesse uma composição e foi daí que surgiu a ideia”, começa por contar.&lt;br /&gt;Uma ideia que se transformou num pequeno conto que surpreendeu pais, professores e colegas de escola. “Escrevi o meu primeiro livro num dia. Por acaso não estava à espera que fosse publicado. Era só uma composição de tema livre para a disciplina de Língua Portuguesa. Ficou com 17 páginas”, sublinha.&lt;br /&gt;No texto intitulado “O Misterioso Rapto do Professor Xis”, o pequeno escritor narra na primeira pessoa as peripécias passadas com o professor de Ciências na procura de um ingrediente para uma fórmula de um combustível não poluente. Uma tarefa dificultada por um vilão empresário da poderosa indústria do petróleo que tenta, a todo o custo, impedir o cientista de completar o projecto. O resultado é uma trama repleta de perigos e suspense, que tenta alertar os leitores para o estado de degradação do ambiente.&lt;br /&gt;“Não foi nas aulas que me surgiu este interesse [pelas questões ambientais], mas sim através da leitura de enciclopédias e livros. Leio muito por minha iniciativa. Tenho um grande interesse em pesquisar ou em procurar saber mais do que supostamente deveria saber. Sou muito curioso. Preocupo-me com o tema do aquecimento global. Até tenho feito apresentações nas aulas acerca do problema”, salienta.&lt;br /&gt;Toda a história é ancorada em elementos reais. O pequeno ajudante do Professor Xis é o próprio Tiago Terra. “Não conseguia achar um nome para a personagem. Achei que era melhor falar sobre mim, porque conheço-me melhor”, explica.&lt;br /&gt;O professor Xis é, na verdade, Pedro Xavier, docente da disciplina de História na EPM. “O professor tinha sido muito importante para mim naquela altura difícil, deu-me muito apoio e motivação. Achei que seria interessante dedicar-lhe um pequeno conto”, aponta.&lt;br /&gt;O resto é fruto da imaginação do escritor. Sem nunca ter estado em Badajoz, o estudante escolheu a cidade espanhola para palco da sua primeira aventura. Quando recebeu a história das mãos do pupilo, Pedro Xavier detectou-lhe uma “grande capacidade de escrita e de imaginação”, não podendo ficar esquecida como um mero trabalho de Língua Portuguesa.&lt;br /&gt;“O conto foi publicado na biblioteca da EPM no dia dos meus anos. Por isso, nunca mais me vou esquecer”, recorda o aluno entre risos. “As pessoas gostaram muito, começaram a dizer que eu tinha muito talento para a escrita e que estavam à espera de um novo livro. Então, decidi continuar a colecção.”&lt;br /&gt;A próxima paragem das aventuras do estudante foi a selva amazónica. Nas suas histórias, Tiago é destemido, enfrenta vilões, escapa a chuvadas de setas de índios, pernoita sozinho em pleno coração da floresta, sujeito a mil perigos. Ao vivo e a cores, é um adolescente de 14 anos, vestido com o uniforme da EPM, mala às costas cheia de livros e olhar cabisbaixo provocado pela timidez. No entanto, nem por isso se mostra menos atento e preocupado do que a personagem dos seus livros face à realidade que o rodeia. O discurso é quase de gente grande.&lt;br /&gt;“A fórmula de que falo no livro pode ser uma metáfora para avisar as pessoas que nunca é tarde para agir. Se não, pode ser tarde de mais”, alerta.&lt;br /&gt;O livro “Uma Aventura na Amazónia com o Professor Xis” foi lançado no ano passado. “A selva amazónica é um sítio onde sempre quis ir e continuo a querer. Além disso, li umas notícias sobre o que se estava lá a passar. Em particular, o tema das pessoas que abatem árvores e estão a danificar o ecossistema, muitas vezes ilegalmente. Deve ser feita alguma coisa sobre isso”, defendeu.&lt;br /&gt;Uma fórmula para um combustível não poluente necessita de vários ingredientes. Nada melhor como o pulmão do planeta, com toda a sua “grande diversidade de frutos e plantas exóticas”, para o Professor Xis encontrar um novo componente. Foi desta forma que Tiago se lançou nesta nova aventura.&lt;br /&gt;Durante quatro meses, “sempre que podia” o jovem sentava-se em frente ao computador a escrever o número dois da sua colecção literária. Uma obra que terminou com 64 páginas e também foi publicada. Tiago encarregou-se da ilustração da capa e o seu trabalho foi distinguido, no ano passado, com o Prémio Revelação da EPM.&lt;br /&gt;Um galardão que significou um novo incentivo à continuação das aventuras ao lado do Professor Xis. O próximo volume está actualmente em fase de pós-produção, mas o autor espera que seja publicado ainda este ano.&lt;br /&gt;A história de “Professor Xis e o Olho de Horus” passa-se no Egipto e terá muitas novidades, desde um personagem novo à introdução da fantasia. “Vamos estar à procura de uma erva que já não existe. Vai ser mais emocionante! Tem pirâmides, perigos, barcos no Nilo”, exclama.&lt;br /&gt;Ao todo, serão aproximadamente 160 páginas. “É um trabalho rigoroso, com mais acção e com uma narrativa mais desenvolvida. Este livro vai estar muito ligado aos deuses egípcios. Por acaso, andei a estudar a mitologia toda”, afirma com um sorriso tímido.&lt;br /&gt;O quarto livro já começou a ser planeado. O palco da nova aventura “talvez seja Macau”, uma terra onde o estudante vive há cinco anos, mas que sente ainda não conhecer suficientemente bem.&lt;br /&gt;A data de início do novo livro está agendada para as férias do Verão. Actualmente, Tiago confessa não conseguir viver sem a escrita. É que, além de ser um modo de expressar preocupações e desabafos, através da narrativa, o jovem transforma os seus sonhos em realidade. “É uma forma de me aventurar, porque saio poucas vezes de Macau.”&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Alexandra Lages&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fotografia: António Falcão/ &lt;a href="http://bloomland.blogspot.com/"&gt;bloomland.cn&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4250555230423850268-4702511936171153645?l=taichungpou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taichungpou.blogspot.com/feeds/4702511936171153645/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4250555230423850268&amp;postID=4702511936171153645&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4250555230423850268/posts/default/4702511936171153645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4250555230423850268/posts/default/4702511936171153645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taichungpou.blogspot.com/2008/03/residncia-por-investimento-pode-deixar.html' title='Residência por investimento pode deixar de existir, Deixar a casa em troca do Português,'/><author><name>Tai Chung Pou em português</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09925797556723811855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R-Z_wRMYjqI/AAAAAAAAAtA/jAUKUzFUoS8/s72-c/2403081.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4250555230423850268.post-749247147723437163</id><published>2008-03-20T11:49:00.005+08:00</published><updated>2008-03-20T11:59:24.235+08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>Centro de Indústrias Criativas assinala cinco anos em 2008, O concurso Miss Macau visto pelas irmãs Pedruco</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R-HgyBMYjnI/AAAAAAAAAso/9roYIxP823M/s1600-h/2003081.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R-HgyBMYjnI/AAAAAAAAAso/9roYIxP823M/s400/2003081.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5179668196371238514" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Centro de Indústrias Criativas assinala cinco anos em 2008&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Helsínquia que Macau podia ser&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;São cinco anos de exposições, workshops, encontros com os artistas, participações em feiras e colóquios internacionais, com Macau sempre na bagagem. Concebido a pensar nos criativos nados e criados por aqui, e também naqueles que decidiram fazer do território o seu espaço de trabalho e de residência, o Centro de Indústrias Criativas (CIC) tem já uma mão cheia de anos de actividade. Dentro e fora de Macau.&lt;br /&gt;“A experiência tem sido positiva. Não posso dizer que seja excelente, porque queremos sempre mais”, diz Lúcia Lemos, a responsável por este projecto que tem como objectivo projectar Macau a nível internacional, no que à criatividade diz respeito. Para se atingir a excelência, é preciso mais. Lúcia Lemos tem planos, ideias e conceitos mas, no mundo da criatividade que se quer industrial, o dinheiro e a vontade de quem cria (e de quem compra) são condições imperiosas. A qualidade também.&lt;br /&gt;De regresso aos primeiros tempos, corria o ano de 2003, Lúcia Lemos recorda que, na altura, “não se ouvia falar de indústrias criativas”, essa expressão que ainda hoje dá que pensar mas que tem, assegura, uma projecção muito maior do que há cinco anos. “O Instituto de Estudos Europeus de Macau (IEEM) foi pioneiro nesta área, as indústrias criativas eram pouco conhecidas, falava-se muito em indústrias culturais.” Projecto nascido no seio do IEEM, o Centro foi a evolução lógica de alguns workshops e conferências que foram sendo realizados, “com pezinhos de lã”, a ver se a ideia tinha consistência.&lt;br /&gt;Chegou-se então à conclusão de que fazia sentido avançar para a criação de uma estrutura que fosse além do que o associativismo já se encarregava de fazer. “Foi um projecto discutido com as pessoas que já tinham assumido uma carreira como artistas, designers, arquitectos. Fizemos questão de dialogar com as pessoas para saber se o nosso projecto fazia sentido para elas”, contextualiza. A ideia convenceu, nem sequer havia nada do género em Macau, “avançámos imediatamente com a inscrição de membros”.&lt;br /&gt;Abrangendo áreas tão distintas como a publicidade, a arquitectura, o artesanato urbano, o design, o design de moda, a música e as artes performativas, entre outros campos que se considera poderem ser criativamente industriais, o CIC nasceu da vontade de proporcionar visibilidade aos trabalhos locais. Seguindo este raciocínio, tornou-se indispensável arranjar um espaço, “um corpo”, um local que servisse não só para os artistas terem canais de divulgação dos seus trabalhos, mas também para os potenciais clientes perceberem qual a capacidade de produção dos criativos. “Em Macau, é preciso existir fisicamente para que as pessoas vejam e passem a conhecer”, sublinha Lúcia Lemos.&lt;br /&gt;Alice Kok, uma jovem artista visual de Macau, que expôs recentemente no “Creative Macau” – a manifestação física do CIC, instalada no Centro Cultural – entende que o projecto está a ser bem-sucedido. “Funciona bastante bem, conseguem até vender grande parte dos trabalhos dos artistas, o que é raro”, exclama. Chegados a este ponto, entramos numa outra dimensão do trabalho de Lúcia Lemos à frente do Centro. É o “Creative Macau” uma galeria? A resposta é negativa. Funciona, isso sim, como uma plataforma, uma montra de trabalhos. Além disso, distingue-se da galeria clássica por não ser um espaço dedicado às Belas-Artes, mas sim às indústrias criativas.&lt;br /&gt;“Há uma perspectiva industrial neste conceito. É também mais realista”, explica Lúcia Lemos. Os artistas de hoje em dia já não se resumem às telas e aos pincéis, em românticos ateliês de sombras e cores. As faculdades de Belas-Artes desdobraram-se em ofertas, perceberam as realidades do mercado. “As pessoas têm que estar aptas a fazerem várias coisas, a serem versáteis”, diz a responsável. Exige-se o quase impossível: “Responderem ao que a sua alma exige e ao que o mercado pede.”&lt;br /&gt;Macau tem potencialidades para se tornar num local onde se produzem objectos bonitos, funcionais e inovadores, extremamente inovadores. A inovação é indissociável da criatividade; a capacidade de produção é essencial para que essa criatividade se torne industrial. Lúcia Lemos detecta o problema de Macau. “Seria muito importante que se criassem estruturas de produção e de formação técnico-profissional de excelente qualidade.” É a resposta às exigências do mercado: “Todos os contactos que temos tido de grandes empresas exigem grande qualidade, bom design, novo, diferente, olham para o currículo do artista e para a capacidade de produção.” Neste sentido, continua, “é preciso dar formação, não esporádica - aquela que se faz em workshops - , mas sim em continuidade”.&lt;br /&gt;O que falta, assim sendo, é levar a sério as indústrias criativas, porque isto “não é uma brincadeira, tem um objectivo industrial”. Lúcia Lemos dá o exemplo de Helsínquia. “Apostou-se em força, houve uma vontade colectiva, facilitou-se a vida dos criativos.” Em Macau não falta criatividade. E o momento é o certo – a cidade está cada vez mais internacional, “a China está muito aberta, há uma enorme procura, querem surgir no mapa do mundo com esta vertente.”&lt;br /&gt;Com cerca de trezentos membros inscritos, o CIC aceita tanto novos como conceituados artistas, desde que sejam residentes de Macau. “Acho que são muito entusiastas na forma como trabalham e promovem a arte local”, sentencia Alice Kok. “Encorajam muito a produção e organizam exposições individuais a cada três semanas, o que é imenso!”&lt;br /&gt;O Centro de Indústrias Criativas promove “o trabalho dos novos mas também da nata”, frisa Lúcia Lemos. Da lista de muitas exposições agendadas para este ano fazem parte talentos novos em idade e carreira, mas também nomes conceituados como Guilherme Ung Vai Meng, um dos pintores e designers locais com reconhecimento a nível internacional, director do Museu de Arte de Macau. &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Isabel Castro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fotografia: António Falcão/ bloomland.cn&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R-HgKBMYjmI/AAAAAAAAAsg/auVaIdT0Mcs/s1600-h/2003084.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R-HgKBMYjmI/AAAAAAAAAsg/auVaIdT0Mcs/s400/2003084.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5179667509176471138" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O concurso Miss Macau visto pelas irmãs Pedruco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Beleza a quanto obrigas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Quebraram um recorde. Afortunadas pela beleza, quatro irmãs, de apelido Pedruco, venceram, em ocasiões diferentes, o concurso Miss Macau, concorrendo depois ao Miss Chinese International e ao Miss Mundo. Incentivada pela mãe, foi Guilhermina a primeira a concorrer. Mas foi a última, Guiomar, a que mais hesitou. Por medo de não conseguir alcançar os mesmos resultados das irmãs. Lembrando um episódio memorável da história de Macau, o Tai Chung Pou procurou saber, vários anos depois, o que é feito das irmãs Pedruco.&lt;br /&gt;Foi Guilhermina quem desbravou caminho. No distante ano de 1989, tinha 19 anos. A mãe perguntou-lhe: “Porque não concorres ao concurso Miss Macau? Seria uma forma de ganhares mais confiança em ti própria.” Guilhermina recusou. Mas a persistência da mãe era ilimitada e a jovem Pedruco deixou-se convencer.&lt;br /&gt;Participou tranquilamente. Nem sonhava que seria a contemplada com o título Miss Macau. Mas o que mais a “surpreendeu” foi mesmo ter alcançado também o título Miss Fotogenia. “Nunca imaginei que fosse fotogénica”, pensou.&lt;br /&gt;Seguiu-se naturalmente o concurso Miss Mundo, em Hong Kong. “Não podia dizer que não, era obrigada a ir”, conta. Ganhar seria muito difícil, mas, mesmo assim, avançou. Se não venceu o título, ganhou outras coisas. “Muitas amigas, gostei do convívio com as raparigas e tive a oportunidade de promover Macau”, diz. Um balanço que considera extremamente positivo.&lt;br /&gt;Depois foi a vez da sua última participação num concurso de beleza. O objectivo seria alcançar o título de Miss Chinese International. Aí sim foi vitoriosa, tornando-se segunda dama de honor. “Fiquei muito surpreendida”, declara.&lt;br /&gt;Fez dieta? Exercício físico? Mas, afinal, o que é preciso para vencer este tipo de concursos? Guilhermina garante que nada fez. “Naquela altura já era muito magra, nem tive de me preocupar”, diz rindo. Quanto às irmãs, que viriam logo de seguida, uma por uma, a seguir as suas pisadas, Guilhermina não fica espantada com o sucesso que também alcançaram. “Estas coisas têm sempre um júri”, diz convicta.&lt;br /&gt;Concorreu sem qualquer ponta de ansiedade. “Fui a primeira”, declara simplesmente. Já da parte das irmãs, Guilhermina acredita que estariam mais nervosas pelo peso da responsabilidade. “A seguir a mim, foi a vez da minha terceira irmã, por iniciativa dela, e já ia mais nervosa, a segunda pensou o mesmo e a quarta foi pior ainda”, conta. A mais nova do grupo, Guiomar Pedruco, estava preocupada tendo em conta que todas as irmãs tinham vencido. “Se não ganhasse como é que iria ser?”, disse-lhes na altura. Mas acabou por avançar, dada a insistência da mãe e irmãs.&lt;br /&gt;Hoje em dia, Guilhermina não quer revelar a idade. “Tenho 30 e tal anos”, desvenda. O Tai Chung Pou também não o irá fazer. Trabalha para o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais e quase nem se lembra desse ano em que foi Miss. E as pessoas também já não se recordam. De vez em quando, alguém se apercebe e comenta, “mas nunca como dantes”, garante.&lt;br /&gt;Geraldina Pedruco foi a terceira irmã a concorrer, mas é a segunda mais velha. Hoje tem 37 anos, trabalha no Consulado de Portugal e, se não fosse o telefonema do Tai Chung Pou, dificilmente se iria lembrar daquela época.&lt;br /&gt;Naquele longínquo ano de 1995, Geraldina tinha 24 anos. “A minha mãe disse para experimentar. Fui a última a entregar a ficha de inscrição”, conta. Quando lhe disseram que iria concorrer a Miss Macau, nem estava à espera. “Como tinha sido a última a inscrever-me, achei que já nem seria aceite”, lembra.&lt;br /&gt;No dia do concurso, a ansiedade era muita. “Estava com muito stress, nada preparada”, declara. Venceu o título e mais surpreendida ficou. Seguiu-se o Miss Mundo e, posteriormente, o Miss Chinese International. Mas foi o concurso Miss Mundo, na África do Sul, que a marcou especialmente. “Tive oportunidade de conhecer pessoas diferentes – de Israel, Rússia, Médio Oriente, sítios que pouca gente pensaria em visitar”, conta. Vencer já seria difícil. “Toda a gente sabe que em concursos internacionais quando se é de um território pequeno não se ganha”, conta com alguma pena.&lt;br /&gt;O que mais se recorda daquele concurso internacional, não é da África do Sul, porque quase nem teve oportunidade de passear e conhecer o país. Mas do desconhecimento por parte das colegas relativamente a Macau. “Nem a Miss Portugal conhecia, tive de explicar onde era”, diz incrédula. Aliás, nem mesmo a Miss Filipinas sabia onde era o território.&lt;br /&gt;O seu papel passou, por isso, por promover Macau. “Levei por minha iniciativa brochuras de turismo e fotos”, conta. Foi mostrando às colegas. “Eu, a Miss Eslováquia e a Miss Israel éramos mais amigas, andávamos sempre juntas. Parecia um grupo de estudantes num passeio especial”, recorda com saudade.&lt;br /&gt;E se mal podia sair do hotel para conhecer a paisagem que a rodeava, ainda assim teve a oportunidade de uma vida. Conheceu Nelson Mandela. “Ele sabia perfeitamente onde era Macau”, diz rindo.&lt;br /&gt;Entrando para o Livro dos Recordes do Guinness como uma das quatro irmãs que, ganhando o concurso Miss Macau, participaram no Miss Mundo e no Miss Chinese International, é caso para perguntar como se dá tamanha coincidência. “Os membros do júri eram sempre os mesmos – o director dos serviços de Turismo, a mulher do Stanley Ho”, diz Geraldina. “Todas nós tínhamos um ar mais ou menos parecido”, acrescenta. Era o padrão de beleza que mais agradava aos olhos do júri.&lt;br /&gt;Do sucesso colectivo, que viria a marcar a família, nasceu o restaurante com o sugestivo nome “Miss Macau”. Viria a fechar mais tarde. Seria talvez um dos poucos vestígios de tal época vitoriosa, já que as fotos estão longe da vista, algures fechadas num armazém, confidenciou Guilhermina.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Um recorde&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O concurso de Miss Macau foi sempre alvo de grande atenção por parte da comunidade macaense, principalmente por ter sido batido um recorde. Tal como noutros países do mundo, as vencedoras tiveram sempre direito a participar nos concursos Miss Chinese International e Miss Mundo. O território foi o único a alguma vez conseguir enviar três ou mais irmãs àquelas duas competições. Neste caso, foram quatro: Guilhermina Madeira da Silva Pedruco, Geraldina Madeira da Silva Pedruco, Isabela Madeira da Silva Pedruco e Guiomar Madeira da Silva Pedruco.&lt;br /&gt;Guilhermina, a mais velha, competiu no Miss Chinese International em 1989 e no Miss Mundo no mesmo ano. Aos 19 anos, foi segunda dama de honor no Miss Chinese International. Foi a única Miss Macau alguma vez premiada naquele concurso.&lt;br /&gt;O concurso Miss Macau realizou-se pela primeira vez em 1972, patrocinado pela Sociedade de Turismo e Diversões de Macau. Entre 1985 e 1998, o concurso Miss Macau foi organizado pela Teledifusão de Macau, tendo decorrido no auditório do Fórum de Macau. Dez anos após a última edição, o Miss Macau terá lugar no Venetian no final do ano, será organizado pelo G&amp;amp;L Group e a gala produzida pela TVB de Hong Kong. O concurso não tem tido muita continuidade porque os patrocinadores mudam frequentemente, com o conceito a ser consequentemente alterado.&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Luciana Leitão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fotografias gentilmente cedidas pelo GCS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4250555230423850268-749247147723437163?l=taichungpou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taichungpou.blogspot.com/feeds/749247147723437163/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4250555230423850268&amp;postID=749247147723437163&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4250555230423850268/posts/default/749247147723437163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4250555230423850268/posts/default/749247147723437163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taichungpou.blogspot.com/2008/03/centro-de-indstrias-criativas-assinala.html' title='Centro de Indústrias Criativas assinala cinco anos em 2008, O concurso Miss Macau visto pelas irmãs Pedruco'/><author><name>Tai Chung Pou em português</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09925797556723811855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R-HgyBMYjnI/AAAAAAAAAso/9roYIxP823M/s72-c/2003081.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4250555230423850268.post-8634573451165210052</id><published>2008-03-19T15:06:00.005+08:00</published><updated>2008-03-19T15:10:33.544+08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='China'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>Nuno Jorge em entrevista revela preocupações e lutas, Primeiro-ministro acusa o Dalai Lama de hipocrisia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R-C76Rb6vfI/AAAAAAAAAsQ/mf60TuFMGx0/s1600-h/1903081.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R-C76Rb6vfI/AAAAAAAAAsQ/mf60TuFMGx0/s400/1903081.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5179346181263375858" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Nuno Jorge em entrevista revela preocupações e lutas&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O homem e as causas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Clube dos Rotários, Cruz Vermelha, Associação dos Arquitectos de Macau, Organização das Famílias da Ásia e Pacífico (OFAP), Federação Internacional de Organizações Não Governamentais para a Prevenção da Droga e Abuso de Substâncias (IFNGO), Associação dos Profissionais de Turismo. Uma longa lista de organizações que têm, pelo menos, um denominador comum. Nuno Jorge pertence a todas elas e preside a algumas. Arquitecto de profissão, é amante das causas sociais nos tempos livres. “O bicho apanhou-me com os Rotários”, confidenciou o presidente da Associação dos Arquitectos de Macau ao Tai Chung Pou numa longa entrevista. Avesso a questões de foro privado, Nuno Jorge optou por apenas comentar aquilo que é público. Fica por conhecer o homem por detrás do associativista.&lt;br /&gt;Fruto de uma certa tradição familiar, já que o pai também foi presidente da Cruz Vermelha em Macau, Nuno Jorge deixou-se cativar desde cedo pelas causas sociais. E descobriu que “as coisas não se deixam de fazer por causa de dinheiro, o dinheiro aparece sempre. As coisas deixam de se fazer, muitas vezes, por má organização, ou porque os objectivos não são claros”. O que acaba, muitas vezes, por resultar em “nepotismo e corrupção”. É por ser contra “aproveitamentos pessoais” que tem optado por manter a discrição nas suas intervenções públicas.&lt;br /&gt;No caso dos Rotários – grandes desencadeadores do “bichinho” associativista e solidário -, trata-se de uma “organização de voluntários que pagam e tem um custo pessoal de tempo e dinheiro”. Por isso, apenas se faz o que “vale a pena fazer”. Dado o contacto transversal com a sociedade, torna-se “estimulante em termos intelectuais e dá uma compreensão muito maior do mundo em que vivemos”. Surgem então outros interesses, outras questões e outra perspectiva do mundo em que se vive. “Se tivermos uma oportunidade de fazer o bem sem grande custo porque é que não vamos fazer?”, interroga. Daí a dedicação à causa da “solidariedade humana”. “Temos na nossa sociedade dois pecados – um que é fazer mal e outro que é, tendo oportunidade de fazer bem, não o fazer”, declara. “Mais tarde ou mais cedo, qualquer benefício que haja também se reflecte em nós próprios”, acrescenta.&lt;br /&gt;Depois, foi a vez de se dedicar à Cruz Vermelha e à “questão da dignidade da pessoa humana”. Deparando-se com o problema dos refugiados e da separação do núcleo familiar, apercebeu-se de que “família é um elo fundamental da sociedade”. Até porque, recordando as palavras de um antigo governante da China do qual não se lembra o nome, “não há melhor segurança social do que a família”. Um facto que confirmou quando integrou a equipa da Cruz Vermelha, tanto quando foi vice-presidente da organização em Portugal, como quando fez parte da direcção na China.&lt;br /&gt;Surgiu então a presidência da Organização das Famílias da Ásia e Pacífico (OFAP). Um projecto que tem sido proveitoso para ter “experiências fabulosas”. Por exemplo, em Xangai, lançou-se um projecto-piloto que passa por “a mesma carrinha que faz a recolha das crianças, recolhe os idosos. Os idosos vão ajudar a tomar conta das crianças com um interesse completamente diferente, descontraído, com tempo, contam estórias, ensinam os caracteres”. Uma experiência que “permite reduzir o número de assistentes sociais, melhorar a qualidade do tempo que as crianças passam nas creches e criar o elo entre gerações”, declara convicto.&lt;br /&gt;Com cargos em várias associações, além da sua actividade profissional, Nuno Jorge não se queixa de falta de tempo. “Costumo dizer que se quer qualquer coisa feita arranje uma pessoa muito ocupada ou um preguiçoso - o preguiçoso não quer fazer duas vezes e a pessoa muito ocupada também não tem tempo disponível, tem de aprender a lidar com as coisas e despachá-las”, afirma. Qual deles é? Não sabe. Talvez um pouco dos dois, declara.&lt;br /&gt;Entre todas as associações, a Cruz Vermelha, assume prontamente, é a que mais o estimula. “É aquilo que entra no sangue, morde o bicho e nunca mais nos conseguimos desligar”, diz. Porque é uma ideologia e um modo de ver a vida sem “juízos de valores”. “Não há guerras boas, todas as guerras são más. Não há vítimas más, todas as vítimas são boas”, cita uma frase que muito se ouve a propósito do Direito Humanitário Internacional. Uma frase que, na sua opinião, é o cerne da questão.&lt;br /&gt;Um defensor acérrimo do associativismo, Nuno Jorge defende a “importância”, até para “o próprio desenvolvimento pessoal”. Uma pessoa sozinha não funciona da mesma maneira que integrada num grupo. “Aprendemos uns com os outros”, vinca. Dada a era da Internet, e as facilidades que daí advêm, Nuno Jorge teme que se perca o contacto humano. “É muito diferente fazermos esta entrevista cara a cara do que fazermos por telefone. Nunca seria a mesma coisa”, exemplificou.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Um extenso currículo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Natural do território, educado no seio de uma tradicional família macaense, Nuno Jorge é o presidente da IFNGO, tendo ainda assumido a representação na Organização das Nações Unidas (Nova Iorque) e no Departamento de Drogas e Crime (Viena), além de ter assento como observador no Conselho Económico e Social das Nações Unidas (ECOSOC).&lt;br /&gt;O arquitecto licenciou-se na Escola Superior de Belas Artes em Lisboa. Foi também na capital que estudou Gestão e Organização Empresarial com um “major” em Marketing no Instituto Superior de Novas Profissões. Desenvolveu estudos no campo da Matemática, Informática, bem como Preservação de Património, sendo ainda ex-aluno da Universidade de Hawai, em Honolulu.&lt;br /&gt;É membro da Sociedade Geográfica de Lisboa, da Sociedade de Belas Artes e do Círculo Literário de Lisboa. Dedicado a trabalho voluntário, muitos dos seus esforços concentraram-se na Cruz Vermelha. Foi presidente do organismo em Macau e é presidente honorário desde então, além de ter pertencido à direcção da Cruz Vermelha Chinesa e de ter sido vice-presidente da Cruz Vermelha Portuguesa. Há já 33 anos que é membro do Clube dos Rotários – tendo sido inclusivamente governador -, participando e presidindo a inúmeros comités internacionais.&lt;br /&gt;Foi-lhe atribuído um prémio pelo seu trabalho de preservação no Forte e Pousada de São Tiago pela Associação de Viagens da Região Ásia Pacífico (PATA), além de ter recebido uma medalha por mérito profissional e de valor, ambas concedidas por Macau, bem como várias honras da Coreia, Rússia e Portugal, incluindo um título de honra da Cruz Vermelha de Portugal.&lt;br /&gt;Presidindo à Organização das Famílias da Ásia e Pacífico (OFAP), Nuno Jorge é também membro do Comité Internacional do Fórum Mundial de Abu Dhabi do Comité Internacional e é, de momento, presidente da Associação de Macau dos Profissionais de Turismo. Numa longa lista, destaque ainda para um cargo: é o actual presidente da Associação dos Arquitectos de Macau.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Plano urbanístico não será a “receita imediata”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Mais importante do que a existência de um plano de urbanização e de regulamentos de construção urbana é que “sejam bem feitos”, alertou o presidente da Associação dos Arquitectos de Macau, Nuno Jorge. E o desenvolvimento do território “foi muito mais rápido do que a possibilidade de elaboração de tais diplomas”.&lt;br /&gt;Na opinião de Nuno Jorge, é mais importante “pensar em objectivo de desenvolvimento e alterar algumas normas”. A ser uma realidade, um plano de urbanização “nunca estaria pronto em menos de dois anos”.&lt;br /&gt;Quanto ao desenvolvimento urbanístico de Macau, está longe de ser considerado “um caos”, já que, apesar de tudo, ainda há uma zona da UNESCO “bem protegida”. Contudo, há que ter em atenção certas questões. “O aumento da densidade tem de ser acompanhado de mais espaços verdes e de uma nova imagem dos transportes públicos”, exemplifica. Aspectos que “poderão ser contemplados num plano de pormenor”. Até porque, Macau vive uma conjuntura “tão acelerada que não se compadece com um tratamento mais profundo”.&lt;br /&gt;Sobre o que tem vindo a ser construído, Nuno Jorge defende que tem “qualidade”. Referindo-se essencialmente aos casinos, afirma que “os mais emblemáticos são peças de arquitectura”. E, acrescenta, “aquilo que se fez na generalidade está certo - pode não estar bem feito em termos puristas de arquitectura ou de urbanismo, mas as medidas tomadas estão certas”. Foi feito com a “rapidez suficiente” para o “investimento surgir”.&lt;br /&gt;Há já um ano à frente da Associação dos Arquitectos, Nuno Jorge afirma que uma das principais batalhas é a acreditação profissional. Mas, na sua opinião, muitos dos objectivos que tinha proposto, conseguiu realizar. “Avançámos com grupos de interesse e seminários. Tentámos, face à realidade social,  dar um benefício que é tentar providenciar um seguro de grupo da classe profissional”, garantiu. No próximo dia 12 de Abril, por exemplo, a associação junta-se a outros organismos para “começar uma jornada de debates e seminários sobre a ruptura climática”.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Luciana Leitão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fotografia: António Falcão/ bloomland.cn&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R-C7txb6veI/AAAAAAAAAsI/T-o7qr0dpuQ/s1600-h/1903084.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R-C7txb6veI/AAAAAAAAAsI/T-o7qr0dpuQ/s400/1903084.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5179345966515011042" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Primeiro-ministro acusa o Dalai Lama de hipocrisia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Jogos Olímpicos não vão ser afectados&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Wen Jiabao acusou ontem o Dalai Lama e a sua "camarilha" de terem organizado as revoltas em Lhasa, a capital tibetana, e qualificou-os de "hipócritas" por defenderem o diálogo pacífico e, ao mesmo tempo, fomentarem actos violentos.&lt;br /&gt;Na única conferência de imprensa que concede anualmente, no final da sessão anual da Assembleia Popular Nacional (APN), o primeiro-ministro assegurou que as acusações de "genocídio cultural", que o Dalai Lama lançou após a repressão da revolta, "não são mais do que mentiras".&lt;br /&gt;Wen Jiabao, num tom mais severo do que é o habitual, assegurou que a região do Tibete, desde a sua "libertação pacífica" (em 1950) e especialmente desde as reformas económicas, avançou e desenvolveu-se.&lt;br /&gt;Não obstante os conflitos que se têm vindo a registar, o primeiro-ministro chinês assegurou que a “porta do diálogo” continua aberta para o Dalai Lama, desde que este desista da posição independentista em relação ao Tibete e reconheça que a região autónoma e Taiwan são partes inalienáveis do território chinês.&lt;br /&gt;“Podemos ver perfeitamente, através destas duas questões, o quão hipócrita é o Dalai Lama”, disse Wen. “Gostaria de perguntar se os incidentes em Lhasa, os distúrbios noutras partes da China e os ataques às representações diplomáticas pelo mundo fora terão alguma relação com o Dalai Lama”, lançou o principal responsável pelo Conselho de Estado. Contudo, vincou, a posição da China mantém-se. “Nós dizemos aquilo que pensamos. É preciso ver o que o Dalai Lama faz. Está tudo dependente das suas acções.”&lt;br /&gt;Treze "civis inocentes", segundo Pequim (mais de cem, de acordo com os tibetanos no exílio), perderam a vida nos distúrbios da passada sexta-feira, em que os independentistas atacaram lojas e habitações e foram reprimidos pela polícia.&lt;br /&gt;Ontem de madrugada terminou o ultimato dado pelas autoridades aos instigadores das revoltas para que se entregassem, pelo que agora a polícia procura os revoltosos "casa por casa", segundo informaram grupos críticos a Pequim com sede no estrangeiro.&lt;br /&gt;As manifestações de Lhasa tinham também por objectivo boicotar o maior evento mulitidesportivo alguma vez organizado na República Popular da China, afirmou ainda o primeiro-ministro. "Eles queriam sabotar os Jogos Olímpicos de Pequim», afirmou.&lt;br /&gt;A cinco meses do evento multidesportivo, a crise no Tibete acentuou a pressão sobre Pequim, mesmo tendo em conta que os apelos ao boicote aos Jogos Olímpicos tenham sido raros.&lt;br /&gt;As forças por detrás dos conflitos “tentaram cumprir a sua agenda ao incitar tais incidentes”, referiu Wen Jiabao. O primeiro-ministro lembrou os princípios constantes da Carta Olímpica, defendendo que devem ser cumpridos. “Devemos respeitar os princípios da Carta Olímpica que ditam que os Jogos não devem ser politizados.”&lt;br /&gt;Admitindo que a China não se encontra no grupo de países desenvolvidos e pode encontrar problemas deste e de outros géneros nos trabalhos de preparação dos Jogos, o responsável assegurou, durante a conferência de imprensa, que “a população chinesa é muito sincera no seu desejo de organizar uns Jogos Olímpicos bem-sucedidos”.&lt;br /&gt;Wen frisou que a China é um país com cinco mil anos de história e que ser o anfitrião de umas Olimpíadas é um sonho partilhado por muitas pessoas de várias gerações. “Acho que os Jogos Olímpicos de Pequim serão um grande encontro de pessoas de todo o mundo”, sublinhou.&lt;br /&gt;Ainda em relação ao evento multidesportivo que se realiza na capital entre os dias 8 e 24 de Agosto, o primeiro-ministro disse que a China quer “aprofundar os laços de amizade e a cooperação com pessoas de todo o mundo” e que a população espera que os Jogos sejam decorram com sucesso.&lt;br /&gt;O líder político deixou ainda a garantia de que os atletas e os restantes participantes no evento sairão satisfeitos da experiência desportiva em Pequim. “Acredito que os sorrisos de 1,3 mil milhões de chineses receberão os sorrisos das pessoas de todo o mundo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Presidente apela a governação com transparência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O momento crítico da China&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Hu Jintao apelou ontem aos políticos da China que governem de forma transparente e que usem o poder de maneira apropriada, de modo a que possa servir efectivamente a população. O Presidente falava no encerramento da Assembleia Popular Nacional (APN), que desde o início do mês esteve reunida em Pequim.&lt;br /&gt;“Vou servir as pessoas e contribuir com o meu trabalho para o país... Sejam bons funcionários públicos e procurem, com sinceridade, proporcionar benefícios à população”, exortou Hu Jintao, no encontro que pôs fim à primeira sessão da 11ª APN.&lt;br /&gt;De acordo com a Agência Xinhua, o Presidente chinês expressou ainda os seus agradecimentos aos deputados do órgão legislativo, acrescentando que a nova liderança está empenhada numa governação “limpa” e espera poder contar com a supervisão da população. “Vamos exercer uma autodisciplina rigorosa, com devoção pelas pessoas, e servir o país com cuidado, consciência e transparência”, reiterou. “Farei o meu maior esforço para não vos desiludir”, disse ainda.&lt;br /&gt;Para Hu Jintao, a nova liderança do país – nomeada e aprovada, nos últimos dias, pela Assembleia Popular Nacional -  vai contribuir para o avanço da democracia e o primado da lei, trabalhando para a uniformidade e autoridade do sistema legal de características socialistas, promovendo a equidade social e a justiça, bem como salvaguardar a harmonia e a estabilidade da sociedade.&lt;br /&gt;“Vamos manter o princípio de ‘colocar as pessoas em primeiro lugar’, respeitar o estatuto dos cidadãos, estimular as suas características empreendedoras e salvaguardar os seus interesses e direitos”, prometeu.&lt;br /&gt;Hu Jintao explicou que a nova liderança irá trabalhar de forma pragmática, “abrir a mente, procurar a verdade nos factos e acompanhar as mudanças”. O Presidente quer que “se aproveitem todas as oportunidades, se enfrentem todos os desafios, se encare a reforma e a inovação de forma corajosa e se desenvolva tudo de forma criteriosa, de acordo com os objectivos definidos”.&lt;br /&gt;O líder fez ainda um balanço muito positivo do que já foi alcançado no âmbito da reforma do país e destacou a abertura e a modernização que se verificaram nos últimos cinco anos, algo que atribuiu aos esforços da população.&lt;br /&gt;“A China entrou num ponto crítico da reforma e do desenvolvimento”, considerou, fazendo referência às reformas em curso no país e às mudanças verificadas no mundo. Tendo em conta o actual cenário e as tarefas a que se propõem os novos líderes, Hu entende que a China deve manter a sua orientação de abertura ao mundo, promover o desenvolvimento científico, a harmonia social e construir uma sociedade próspera em “todos os sentidos”.&lt;br /&gt;A rematar, o Presidente expressou confiança na capacidade do país em relação a novas vitórias, na revitalização da nação e na contribuição para a Humanidade, dependentes do “trabalho árduo para o progresso do socialismo de características chinesas, a manutenção da união e a preparação para os perigos em termos de segurança”.&lt;br /&gt;Nascido em 1942, Hu Jintao foi reeleito Presidente da China no sábado passado, cargo que ocupará até 2013. O seu primeiro mandato teve início em Março de 2003.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4250555230423850268-8634573451165210052?l=taichungpou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taichungpou.blogspot.com/feeds/8634573451165210052/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4250555230423850268&amp;postID=8634573451165210052&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4250555230423850268/posts/default/8634573451165210052'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4250555230423850268/posts/default/8634573451165210052'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taichungpou.blogspot.com/2008/03/nuno-jorge-em-entrevista-revela.html' title='Nuno Jorge em entrevista revela preocupações e lutas, Primeiro-ministro acusa o Dalai Lama de hipocrisia'/><author><name>Tai Chung Pou em português</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09925797556723811855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R-C76Rb6vfI/AAAAAAAAAsQ/mf60TuFMGx0/s72-c/1903081.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4250555230423850268.post-2952783488581061577</id><published>2008-03-18T12:39:00.003+08:00</published><updated>2008-03-18T12:48:30.953+08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Delta'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='China'/><title type='text'>Hong Kong com medo de ficar para trás, Os homens da futura China</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R99IJRb6vdI/AAAAAAAAAsA/dXslvftGLpk/s1600-h/1803084.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R99IJRb6vdI/AAAAAAAAAsA/dXslvftGLpk/s400/1803084.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5178937420635880914" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Possível expansão do aeroporto não é consensual&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Hong Kong com medo de ficar para trás&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;O Governo de Hong Kong tem estado a ponderar a construção de uma terceira pista no aeroporto da cidade. No entanto, a ideia expansionista tem gerado alguma polémica na região: será que os benefícios para a cidade vão compensar os custos de um investimento desta envergadura?&lt;br /&gt;Com serviços prestados a 47 milhões de passageiros em 2007, o Aeroporto Internacional de Hong Kong (AIHK) é, inquestionavelmente, o maior centro de aviação da Ásia. O recente desenvolvimento económico da região, principalmente da China, teve como consequência um aumento do número de passageiros do aeroporto, inaugurado em 1998, altura em que lidava com 31 milhões de viajantes por ano. No ano passado, o AIHK recebeu, em média, 810 aeronaves por dia, o que representa mais 81 por cento do que findos os primeiros doze meses de operações. Em Dezembro último, as duas pistas tinham uma taxa de ocupação de 95 por cento entre as 10h00 e as 19h00.&lt;br /&gt;Dado o aumento substancial da procura da estrutura localizada em Chek Lap Kok, uma das soluções pensadas consiste na construção de mais uma pista. O primeiro plano de expansão foi oficialmente divulgado pela Autoridade do Aeroporto em Dezembro de 2006, altura em que se definiu a forma como a estrutura deverá evoluir nos próximos vinte anos. Um ano depois, foi concluído um estudo preliminar sobre o aumento da capacidade do aeroporto, elaborado por uma empresa britânica da especialidade, sendo que, para Maio deste ano, está prometida a publicação de uma outra análise sobre a construção da terceira pista.&lt;br /&gt;O aeroporto suporta, neste momento, 54 aviões por hora, que poderão passar a ser 58 no próximo ano, através de uma já planeada melhoria do sistema de controlo de tráfego aéreo. Se todas as 46 medidas sugeridas pela empresa britânica forem seguidas – incluindo a relocalização de recursos humanos e a adopção de novos procedimentos de controlo de tráfego aéreo – as duas pistas poderão servir 68 aeronaves em 2015.&lt;br /&gt;“Centros de aviação como Cantão e Xangai estão a planear construir a terceira, quarta e até mesmo a quinta pista. Se não decidirmos prontamente avançar para uma terceira pista, corremos o risco de deixar para os outros a capacidade de competição”, considera o presidente do conselho de administração da Cathay Pacific. Tony Tyler rejeita, desde já, a possibilidade de partilhar voos com o Aeroporto de Shenzhen, que seria ligado a Hong Kong através de um comboio rápido. Para o responsável pela companhia aérea da antiga colónia britânica, a construção da terceira pista é inevitável. “Todas as medidas que constranjam o desenvolvimento do AIHK serão prejudiciais à vida económica de Hong Kong”, disse recentemente.&lt;br /&gt;O aumento da competitividade dos aeroportos da zona do Delta do Rio das Pérolas tem sido encarado como um sinal de alarme para o Aeroporto Internacional de Hong Kong. Embora a estrutura controle uma fatia de mercado totalmente desperdiçada pelo subaproveitado aeroporto de Zhuhai, as negociações com Shenzhen não correram da melhor forma e Cantão tem conhecido um grande crescimento, com voos para o Médio Oriente, a Europa e África. Os aeroportos andam à procura de formas de desenvolvimento e de capitalizar as potencialidades geradas pelas obras de expansão. Os negócios que o AIHK já faz parecem ser os alvos mais convenientes.&lt;br /&gt;De acordo com uma pesquisa feita pelo Centro de Pesquisa da Universidade Chinesa de Aviação (CPUCA), divulgado em Dezembro de 2007, o aeroporto de Hong Kong atingirá a sua capacidade máxima em 2014, com as actuais duas pistas, sendo que uma terceira levará 12 anos a ser construída, isto se não houver atrasos. O mesmo relatório estima que mais uma pista aumentará em 30 por cento a capacidade da estrutura, com benefícios anuais de 56 mil milhões de dólares de Hong Kong. Quanto à poluição, implicará custos na ordem dos 400 milhões.&lt;br /&gt;Law Cheung-kwok, um dos responsáveis do CPUCA, defendeu, em declarações recentes ao Wen Wei Pou, a construção da pista adicional, “custe o que custar”. E vai mais longe, ao afirmar que “Hong Kong deveria já começar a pensar na quarta pista e na possibilidade de um segundo aeroporto”. Mais uma vez, a China é o exemplo: “Xangai tem já dois grandes aeroportos e Pequim está a pensar em construir um segundo. Estão a ir ao encontro das suas necessidades. Pensar em transformar Shek Kong no nosso segundo aeroporto não é sonhar acordado.” Shek Kong é uma base aérea militar localizada nos Novos Territórios, mas há notícias que dão conta da dificuldade de aterragem de um DC-3 da década de 1930.&lt;br /&gt;A convicção de Law Cheung-kwok não é partilhada por todos os peritos do sector. O antigo director do Departamento de Aviação Civil de Hong Kong, Peter Lok, faz contas diferentes aos benefícios e chega à conclusão de que a pista adicional não é sinónimo de mais cinquenta por cento da capacidade, devido ao congestionamento das rotas. A questão financeira também pesa: serão 50 mil milhões de dólares, o que equivale a quase metade da primeira fase do aeroporto, ultrapassando o orçamento da ponte do Delta.&lt;br /&gt;Zheng Tian-xiang, professor da Universidade Sun Yat-sen de Cantão, entende que o projecto de 50 mil milhões é uma “missão impossível” para a Autoridade do Aeroporto de Hong Kong que, em 2006, teve lucros de apenas 1,9 mil milhões. Assim sendo, o docente recomenda ao AIHK a celebração de acordos com aeroportos nas redondezas e a introdução de mais destinos internacionais de modo a reforçar o aeroporto enquanto centro de características internacionais.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ambientalistas dizem não ao projecto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A proposta de expansão do aeroporto de Hong Kong está longe de agradar aos grupos que se preocupam com questões ambientais. “Já foi um desastre há dez anos. Como é que é possível estarem a pensar em construir mais uma pista? Nem consigo imaginar”, exclamou Samuel Hung, presidente da Sociedade de Conservação dos Golfinhos de Hong Kong. Ao Tai Chung Pou, o responsável assegurou que, caso a Autoridade do Aeroporto lhe peça um parecer, levará um redondo “não”.&lt;br /&gt;Os golfinhos brancos chineses – o símbolo da transferência de soberania de Hong Kong – são uma espécie com origem nas águas entre Tsuen Mun, nos Novos Territórios, e a ilha de Lantau. Hung explicou que a vida destes animais será seriamente perturbada se se avançar para a construção da pista, porque a água perde qualidade e o barulho aumenta, com a utilização de maquinaria e o aumento de embarcações. “A ponte entre Hong Kong, Macau e Zhuhai vai ter um impacto ambiental, mas os efeitos serão mínimos. Já a construção de aterros é diferente, porque se trata de uma ocupação do espaço. Não se pode devolver a terra ao mar.”&lt;br /&gt;Para o responsável, a construção da travessia é já incontornável, pelo que é impensável levar a cabo, em simultâneo, outra construção que perturbe o habitat dos golfinhos. “O nosso mar está, neste momento, demasiado saturado para que sejam feitos mais aterros, a não ser que se pense que os golfinhos não têm qualquer importância e que podem ser sacrificados”, atirou.&lt;br /&gt;Samuel Hung não acredita que o projecto reúna o apoio da população. Embora muitos dos aviões que aterram em Chep Lap Kok venham do mar, os bairros de Tsuen Wan, Tuen Mun e Ma Wan têm sofrido as consequências do barulho das aeronaves. O número de queixas tem vindo a aumentar: em 2005, ao Departamento de Aviação Civil chegaram 415 reclamações, mas em 2006 o número subiu para 442.&lt;br /&gt;Segundo a Aviação Civil, os aviões que aterram entre as 23h00 e as 7h00 fazem uma rota diferente, para evitar que sobrevoem as áreas residenciais dos Novos Territórios. No entanto, as excepções decorrentes do aumento do tráfego aéreo provocam incómodos à população, até mesmo a quem vive longe do aeroporto. Como o plano para a terceira pista prevê a construção a norte dos actuais espaços para a aterragem, mais residentes de Tuen Mun e de Tsuen Wan serão afectados pelo barulho dos motores. Os conselhos de bairro já demonstraram as suas preocupações.&lt;br /&gt;As obras de expansão dos aeroportos são, por norma, a melhor demonstração da divergência de interesses sociais e de conflitos significativos, como nos casos de Londres e de Tóquio. Em Hong Kong, o combate está já a ser preparado, embora o pano não tenha subido oficialmente – parece que demorará algum tempo a encontrar-se uma conclusão, mas talvez seja esta a forma como as pessoas preferem chegar a consenso.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Kahon Chan*, em Hong Kong,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;com Isabel Castro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R99H7Rb6vcI/AAAAAAAAAr4/hSisEXfSWvo/s1600-h/1803081.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R99H7Rb6vcI/AAAAAAAAAr4/hSisEXfSWvo/s400/1803081.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5178937180117712322" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Órgão legislativo confirma nomeações para o Conselho de Estado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Os homens da futura China&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A Assembleia Popular Nacional (APN) aprovou ontem a nova composição do Conselho de Estado da China. Os nomes, que surgem por indicação do primeiro-ministro Wen Jiabao, foram aprovados durante a sétima reunião plenária da APN.&lt;br /&gt;Li Keqiang, Hui Liangyu, Zhang Dejiang e Wang Qishan passam assim a ser os vice-primeiros-ministros, sendo que Liu Yandong, Liang Guanglie, Ma Kai, Meng Jianzhu e Dai Bingguo receberam o aval do órgão legislativo para desempenharem as funções de conselheiros de Estado. Ma Kai foi também nomeado secretário-geral do organismo.&lt;br /&gt;Os 2946 deputados à Assembleia Popular Nacional votaram ainda favoravelmente uma lista com os nomes de 25 ministros, o governador do Banco Popular da China e o auditor geral do Gabinete Nacional de Auditoria.&lt;br /&gt;Sem surpresas, o órgão legislativo concordou com a ascensão política do até agora responsável pela polícia, Meng Jianzhu, e carimbou a nomeação de um novo ministro da Defesa, Liang Guanglie, que acumula a pasta com a tarefa de conselheiro de Estado. Com carreira militar e patente de general, Liang é o novo responsável por matérias sensíveis como a manutenção da paz no Estreito de Taiwan.&lt;br /&gt;Sem razões para espanto foi também a nomeação de Li Keqiang para vice-primeiro-ministro. O “protegido” do Presidente Hu Jintao fica, deste modo, estrategicamente colocado para suceder a Wen Jiabao, quando o primeiro-ministro abandonar as suas funções, em 2013. Tanto Hu como Wen foram reconduzidos nos cargos por mais cinco anos durante o passado fim-de-semana.&lt;br /&gt;De acordo com a agência noticiosa oficial chinesa, a reunião, que decorreu ontem à tarde, serviu ainda para decidir da composição dos comités especiais para o 11º Congresso Popular Nacional, além do Comité de Finanças e Economia, que tinha sido já aprovado no início da sessão anual da APN, que decorre em Pequim.&lt;br /&gt;O plenário de escolha dos membros do Conselho de Estado é um acto que tem uma dimensão sobretudo cerimonial, uma vez que os nomes são designados pelo primeiro-ministro. Embora a votação seja secreta, não há candidatos à escolha e todos os nomeados receberam apoio unânime. Quase todos os ministros viram os seus mandatos renovados, algo que era já esperado depois do 17º Congresso Nacional do Partido Comunista Chinês, que decorreu em Outubro passado, momento durante o qual é possível perceber a forma como a liderança se vai processar.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Li Keqiang, o promissor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Nascido em 1955 na Província de Anhui, Li Keqiang é visto como um dos mais proeminentes políticos chineses. Os analistas da política da China entendem que será o sucessor do primeiro-ministro Wen Jiabao, tese que ganha força com a nomeação para a vice-presidência. É o momento de ascensão deste membro do Partido Comunista da China, que conta com 32 anos de filiação.&lt;br /&gt;Licenciado pela Escola de Economia da Universidade de Pequim, Li tirou um mestrado e o doutoramento em Economia, tendo ainda feito uma pós-graduação em Educação. Membro do Comité Permanente do Gabinete Político do Comité Central do PCC, encontra-se no topo da carreira política, ao integrar o Grupo de Líderes do Partido, do qual é, aliás, vice-secretário.&lt;br /&gt;Li Keqiang começou a sua actividade política em 1976, ano em que entrou para a Brigada de Damiao, na Comuna de Damiao, na província de onde é natural. Em 1978, partiu para a capital chinesa, onde começou por estudar Direito, tendo sido, até 1982, um dos líderes da União de Estudantes da Universidade de Pequim. No ano seguinte, torna-se secretário do comité da instituição académica da Liga da Juventude Comunista da China.&lt;br /&gt;Com um percurso académico fortemente ligado ao PCC, Li sai da capital em 1998 para desempenhar as funções de vice-secretário do Comité do Partido em Henan, província onde desempenhou as funções de governador interino durante um ano. Em 1999, foi nomeado governador, cargo que ocupou até 2003, tendo ainda sido designado para liderar o partido na província.&lt;br /&gt;Em 2005, passou a ser secretário do PCC no Comité Provincial de Liaoning, bem como presidente do Comité Permanente da província no Congresso Popular Nacional. Em 2007, foi escolhido para o Politburo.&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Wang Qishan, o intelectual&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;De todos os vice-primeiros-ministros, Wang Qishan é aquele que tem um percurso mais curto no Partido Comunista Chinês, no qual se filiou em 1983. Antigo presidente do município de Pequim, aos sessenta anos ocupa o lugar deixado vago pela pragmática Wu Yi, a quem chamaram a “Dama de Ferro” da China.&lt;br /&gt;Com formação universitária em História e Economia, a primeira nota biográfica de Wang dá conta da sua presença nos campos de Shaanxi, onde executou trabalho manual, entre 1969 e 1971, à semelhança de outros jovens da sua geração. Em 1971, teve o seu primeiro emprego de carácter intelectual, no Museu Provincial de Shaanxi, a sua terra natal. Alguns anos mais tarde, voltou ao núcleo museológico, desta feita já detentor de um diploma universitário.&lt;br /&gt;Em 1979, passou a ser investigador do Instituto de História Moderna da Academia Chinesa de Ciências Sociais. Depois da entrada no Partido, continuou a fazer investigação, principalmente na área do desenvolvimento rural. No final da década de 1980, foi escolhido para desempenhar as funções de director do Centro de Pesquisa do Instituto para o Desenvolvimento Rural, um gabinete sob a alçada do Conselho de Estado. Pouco tempo depois, começou a conciliar estas funções com as de vice-governador do Banco Popular da China, sendo que em 1994 passou a ocupar o principal cargo da entidade bancária.&lt;br /&gt;Em 1997, foi nomeado membro do Comité Permanente do Partido Comunista Chinês na província de Guangdong. Em 2000, chegou a vice-governador da província vizinha de Macau, ano em que foi designado director do Gabiente para a Reestruturação da Economia.&lt;br /&gt;Depois de uma passagem por Hainão, vai para Pequim, tornando-se presidente do município em 2004, cargo que ocupou até ao ano passado. É o presidente executivo da Comissão Organizadora dos Jogos Olímpicos de Pequim 2008 e integra, desde 2007, o Politburo, o grupo de líderes políticos da China.&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Hui Liangyu, ligado à terra&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Hui Liangyu nasceu na província de Jilin em Outubro de 1944 e tem uma carreira longa ao serviço do Partido Comunista Chinês (PCC), onde se filiou em 1966. Com formação na área da economia, é membro do Comité Permanente do Gabinete Político do Comité Central do PCC e pertence ao Grupo de Líderes do Partido.&lt;br /&gt;O início da vida política de Hui coincidiu com a sua vida académica universitária, que decorreu na província onde nasceu. Em 1968, foi enviado para executar trabalho manual em Yushu, interrompendo as suas funções no Gabinete de Supervisão dos Recursos Humanos e Agrícolas de Jilin. O trabalho manual só durou um ano: em 1969 foi nomeado secretário do departamento político e presidente do gabinete geral do Comité Revolucionário de Yushu, cargo que ocupou durante três anos.&lt;br /&gt;A sua ascensão no PCC começou em 1972, ainda em Yushu, onde veio a ser, três anos depois, vice-secretário do Comité local do Partido. Com trabalho realizado sobretudo na área da gestão agrícola e sem nunca abandonar a província onde nasceu, passou por diversas funções antes de ser nomeado, em 1987, vice-governador de Jilin.&lt;br /&gt;Com o início da década de 1990, foram-lhe destinadas novas funções. Foi designado vice-presidente do Gabinete de Pesquisa de Política, um organismo do Comité Central do Partido Comunista Chinês.&lt;br /&gt;Em 1992, abandonou Jilin e foi colocado pelo PCC em Hubei. Dois anos volvidos, deu-se uma nova mudança, ao ser escolhido para vice-secretário do Comité Provincial de Anhui do PCC. Em 1998, passou  a ser o líder do partido nesta província chinesa. Em 1999, com as mesmas funções, muda-se para Jiangsu.&lt;br /&gt;Foi em 2002 que chegou a membro do Politburo. No ano seguinte, foi escolhido por Wen Jiabao para integrar o Conselho de Estado, na qualidade de vice-primeiro-ministro, cargo que vai continuar a desempenhar ao longo de mais cinco anos.&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Zhang Dejiang, o político que fala coreano&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Natural da província de Liaoning, Zhang Dejiang tem 62 anos e pertence aos quadros do Partido Comunista Chinês (PCC) há 37. Licenciado em Economia, estudou na Coreia do Norte no início da década de 1980. Quando partiu para a Universidade Kim Il Sung, já falava coreano com fluência.&lt;br /&gt;Membro do Politburo desde 2002, conhece bem o Sul da China e a província de Guangdong. No entanto, foi em Jilin que começou a sua carreira política, ao se juntar ao Comité Revolucionário local, corria o ano de 1970. Foi nesta província chinesa que desempenhou as primeiras funções de responsabilidade dentro do PCC, tendo sido secretário da representação local da Juventude Comunista.&lt;br /&gt;Em 1972, dedicou-se ao estudo do coreano na Universidade de Yanbin, ainda em Jilin. Alguns anos depois, ainda durante a década de 1970, foi nomeado vice-secretário do Partido no Departamento de Coreano da Universidade e passou a ser o vice-presidente do Comité Revolucionário local. Em 1978, partiu então para a Coreia do Norte, onde estudou Economia durante dois anos, período durante o qual foi o elemento de ligação dos estudantes chineses radicados no país ao PCC.&lt;br /&gt;De regresso à China, Zhang Dejiang subiu na carreira política, ao integrar o comité permanente do Comité do Partido, e na vida académica, com a nomeação para vice-reitor da Universidade de Yanbian. O político continuou na cidade da província de Jilin, tendo feito o percurso tradicional de ascensão, até chegar, em 1995, aos cargos de líder do PCC na província e presidente do Comité Permanente de Jilin no Congresso Popular Nacional.&lt;br /&gt;Em 1998, mudou de província, ao deslocar-se para Zhejiang, onde continuou a desempenhar funções de topo no PCC, ao nível provincial. Em 2002, deu-se o momento que determinou a mudança na carreira: foi escolhido para o Politburo, cargo que acumulou com o de secretário do Comité do Partido na província de Guangdong, até ao ano passado.&lt;br /&gt;Em Outubro passado, viu renovada a confiança política que o PCC lhe deposita, ao permanecer no grupo mais influente da China. Agora, chegou ao Conselho de Estado.&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Isabel Castro,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;com agências&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4250555230423850268-2952783488581061577?l=taichungpou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://taichungpou.blogspot.com/feeds/2952783488581061577/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4250555230423850268&amp;postID=2952783488581061577&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4250555230423850268/posts/default/2952783488581061577'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4250555230423850268/posts/default/2952783488581061577'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://taichungpou.blogspot.com/2008/03/hong-kong-com-medo-de-ficar-para-trs-os.html' title='Hong Kong com medo de ficar para trás, Os homens da futura China'/><author><name>Tai Chung Pou em português</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09925797556723811855</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R99IJRb6vdI/AAAAAAAAAsA/dXslvftGLpk/s72-c/1803084.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4250555230423850268.post-8065829520292518530</id><published>2008-03-17T10:19:00.005+08:00</published><updated>2008-03-17T10:26:23.728+08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desporto'/><title type='text'>Hu Jintao e Wen Jiabao reconduzidos nos cargos, Pavilhão do Tap Seac acolhe exposição de tesouros olímpicos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R93Wohb6vbI/AAAAAAAAArw/F-Z3WD5ZPhY/s1600-h/1703081.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R93Wohb6vbI/AAAAAAAAArw/F-Z3WD5ZPhY/s400/1703081.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5178531138204515762" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Hu Jintao e Wen Jiabao reconduzidos nos cargos&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Liderança sem surpresas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Wen Jiabao foi ontem escolhido pela Assembleia Popular Nacional (APN) para o cargo de primeiro-ministro da China, que vai ocupar durante os próximos cinco anos. Nascido em 1942 em Tianjin, Wen é o principal responsável pelo Conselho de Estado desde Março de 2003. Desde 1965 que integra o Partido Comunista da China. Engenheiro licenciado pelo Instituto de Geologia de Pequim e especialista em estruturas geológicas, Wen Jiabou tem uma pós-graduação em educação.&lt;br /&gt;A nomeação do primeiro-ministro aconteceu um dia depois da recondução, por igual período de tempo, de Hu Jintao como Presidente do país.&lt;br /&gt;Também ontem, o órgão legislativo chinês elegeu Guo Boxiong e Xu Caihou para a vice-presidência da Comissão Militar Central (CMC) da República Popular da China, indicou a Agência Xinhua. Liang Guanglie, Chen Bingde, Li Jinai, Liao Xilong, Chang Wanquan, Jing Zhiyuan, Wu Shengli e Xu Qiliang receberam a aprovação da APN para integrarem a CMC, na qualidade de membros.&lt;br /&gt;Através de voto secreto, noticiou ainda a agência chinesa, Wang Shengjun foi eleito presidente do Supremo Tribunal Popular, enquanto Cao Jianming foi nomeado procurador-geral da Suprema Procuradoria Popular.&lt;br /&gt;A Constituição da República Popular da China estipula que o responsável pelo Conselho de Estado deve ser nomeado pelo presidente de Estado, e que os candidatos para a vice-presidência e membros do CMC sejam designados pelo presidente da Comissão Militar Central. Todos os candidatos são sujeitos a votação pela Assembleia Popular Nacional. No sexto plenário da APN participaram 2986 deputados.&lt;br /&gt;Já no sábado, o número um do Partido Comunista Chinês, Hu Jintao, 65 anos, foi reconduzido por cinco anos na chefia de Estado, reunindo 99,7 por cento dos votos.&lt;br /&gt;Depois de ter sido confirmado em Outubro passado na liderança do Partido Comunista, Hu recebeu, sem surpresa, o apoio de 2956 delegados num total de 2965 na APN. Hu Jintao foi aplaudido prolongadamente pelos delegados antes de apertar a mão do primeiro-ministro Wen Jiabao.&lt;br /&gt;Os parlamentares designaram igualmente como vice-presidente Xi Jinping, de 54 anos, o provável sucessor de Hu Jintao como líder do partido em 2012.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;   &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Membros de Macau aplaudem continuidade em Pequim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Os membros de Macau à Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC) entendem que a continuidade de Hu Jintao na liderança da China é benéfica para o desenvolvimento do país. Na reacção à recondução de Hu no cargo por mais cinco anos, vários representantes da RAEM, citados ontem pela imprensa em língua chinesa, disseram que este novo mandato vai permitir a Hu desenvolver a sua maturidade política, o que terá consequências no desenvolvimento sustentado do país. Já a nomeação de Xi Jinping para a vice-presidência é entendida como se tratando de uma nova dimensão na liderança.&lt;br /&gt;Leong Heng Teng e Wong Yu Kai, ambos membros da CCPPC, fizeram um balanço da liderança da China nos últimos cinco anos, chegando à conclusão de que Hu Jintao e Wen Jiabao souberam “humanizar a Administração”. Além disso, referiram, “houve um desenvolvimento da economia, assistiu-se a uma maior estabilidade social, os padrões de qualidade de vida aumentaram e foram introduzidos novos conceitos democráticos”. Para os políticos de Macau, estes resultados positivos são óbvios, o que faz com que seja natural a continuidade dos líderes.&lt;br /&gt;Chung Siu Kin realçou que a administração do Presidente Hu trouxe muita energia ao desenvolvimento do país. “Após estes cinco anos de experiência, o Presidente pode continuar a desenvolver as suas políticas com base no que já foi alcançado.”&lt;br /&gt;Tanto Leong como Chung consideram que o Comité Permanente da Assembleia Popular Nacional tem feito um trabalho muito positivo na construção do sistema legal da China, o que se reflectiu na aprovação e revisão de vários diplomas cruciais. “A continuidade de Wu Bangguo enquanto presidente do Comité Permanente vai ser benéfica para a construção e melhoria do organização legal do país”, sublinharam.&lt;br /&gt;Quanto à nomeação de Xi Jinping para vice-presidente da China, os três delegados da CCPPC acreditam que trará consequências positivas para Macau e Hong Kong, bem como para a questão de Taiwan. Durante a década de 1990, Xi trabalhou na província de Fujian, facto que lhe permitiu conhecer bem o Sul do país.&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R93Wdhb6vaI/AAAAAAAAAro/SSyNaGZm-Hs/s1600-h/17030842.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_UlCe4jiakGA/R93Wdhb6vaI/AAAAAAAAAro/SSyNaGZm-Hs/s400/17030842.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5178530949225954722" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Pavilhão do Tap Seac acolhe exposição itinerante dos tesouros do COI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Uma viagem olímpica&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Tochas, medalhas, equipamentos desportivos, fotografias e imagens de momentos que ficaram para a eternidade. São 731 os objectos expostos num percurso que se faz em cerca de meia hora. Glória, vitória, empenho, respeito e, principalmente, amizade entre os povos são as emoções transmitidas ao longo
